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Corrente do Mal CRÍTICA

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Crítica de Corrente do Mal (2014)

Corrente do Mal (título original: It Follows) é um dos filmes de terror mais inovadores e aclamados da década de 2010. Dirigido por David Robert Mitchell, o filme se destaca por sua atmosfera inquietante, narrativa única e exploração do medo de maneira original. Misturando elementos clássicos do terror psicológico com uma abordagem moderna e sutil, Corrente do Mal oferece mais do que apenas sustos: ele mergulha nas profundezas do medo existencial, questionando a natureza da morte e da responsabilidade.

Enredo: O Medo que Segue

O enredo de Corrente do Mal gira em torno de Jay (interpretada por Maika Monroe), uma jovem que, após um encontro sexual aparentemente normal com seu novo namorado, começa a ser perseguida por uma entidade sobrenatural. A peculiaridade dessa ameaça é que ela assume diversas formas de pessoas desconhecidas, que sempre caminham em direção a Jay, sem pressa, mas com uma finalidade clara: matá-la. A única forma de se livrar dessa perseguição mortal é passar a entidade para outra pessoa, através de relações sexuais. No entanto, essa “corrente” é implacável, e, à medida que a entidade se aproxima, Jay deve encontrar uma forma de escapar e, ao mesmo tempo, lidar com o peso da responsabilidade sobre o que ocorreu.

A premissa é assustadora não apenas pela ideia de uma entidade invisível, mas também pelo conceito de que ela segue alguém até a morte, sem que a pessoa possa simplesmente se esconder. A metáfora por trás dessa perseguição constante – representando o medo, a culpa ou a morte – é um dos principais elementos que tornam o filme tão perturbador e multifacetado. Em vez de ser um simples filme de terror com um monstro, Corrente do Mal explora a vulnerabilidade humana e a inevitabilidade do destino.

Atmosfera e Estilo Visual

A atmosfera é, sem dúvida, um dos maiores trunfos do filme. Desde o início, Corrente do Mal cria uma sensação palpável de tensão e desconforto, não através de sustos repentinos, mas por meio de uma construção gradual de medo. O diretor David Robert Mitchell e o diretor de fotografia Mike Gioulakis optam por longas tomadas, em que a câmera observa os personagens de maneira fria, e em muitos momentos o espectador percebe que algo está prestes a acontecer, mas a ação nunca é clara de imediato.

Além disso, a trilha sonora composta por Disasterpeace é um dos pontos altos do filme. O som sintético, que remete aos anos 80, aumenta a sensação de distúrbio psicológico e deixa o espectador à beira da ansiedade. A música não apenas acompanha os momentos de tensão, mas se torna parte integrante da experiência sensorial que o filme proporciona. A sonoridade, combinada com a cinematografia minimalista e a escolha de locações, cria uma atmosfera distópica e claustrofóbica, onde o medo é constante e nunca realmente aliviado.

Personagens e Performances

Maika Monroe entrega uma performance sólida como Jay, a protagonista que precisa confrontar o medo iminente da morte e o peso moral de sua ação. A interpretação de Monroe transmite a vulnerabilidade e o desespero da personagem, que tenta lidar com a responsabilidade e a angústia de sua situação. Sua jornada emocional é palpável, e o público consegue se conectar com seu medo e suas escolhas, o que adiciona profundidade à trama.

O filme também apresenta uma série de coadjuvantes, que, embora não sejam tão bem desenvolvidos quanto Jay, cumprem o papel de apoio à sua luta contra a entidade. O grupo de amigos que a acompanha — incluindo o personagem Paul (interpretado por Keir Gilchrist) — se torna uma espécie de suporte moral e físico enquanto Jay tenta se proteger da ameaça. Apesar de não serem personagens complexos, eles ajudam a desenvolver o tema de união e solidão, fundamentais para o desenvolvimento de Jay.

Temas e Metáforas

Um dos maiores atrativos de Corrente do Mal é a riqueza de suas camadas temáticas. Embora o filme seja categoricamente um terror, ele pode ser lido como uma alegoria para várias questões humanas, como a culpabilidade, a morte inevitável, a sexualidade e a responsabilidade.

A ideia de uma “doença” que é passada de pessoa para pessoa após o ato sexual é uma poderosa metáfora para doenças sexualmente transmissíveis, mas também pode ser vista como uma reflexão sobre as consequências das escolhas que fazemos na vida e o fardo que elas nos impõem. A “entidade” que segue os personagens também pode ser interpretada como uma metáfora para a morte ou os traumas não resolvidos, que nos perseguem e nos consomem até que possamos enfrentá-los.

Outro tema relevante é o da impotência diante do inevitável. Assim como a perseguição da entidade é implacável, há uma sensação de que o destino está predeterminado e que nada pode ser feito para mudar esse futuro sombrio. Isso é reforçado pela incapacidade dos personagens de se esconderem ou escapar, o que gera uma tensão psicológica constante.

Sustos e Terror Psicológico

Ao contrário de muitos filmes de terror modernos que se baseiam em jump scares e cenas gráficas, Corrente do Mal é mais focado no terror psicológico. Embora haja momentos de tensão que resultam em sustos, o medo real é causado pela sensação de que a morte está sempre à espreita, seguindo o protagonista. O filme é eficaz em criar uma atmosfera de medo persistente, na qual a sensação de vulnerabilidade nunca desaparece completamente. É uma história de terror onde o verdadeiro “monstro” não é apenas a entidade, mas também a sensação de desamparo diante do que está por vir.

Conclusão: Um Terror Diferente e Inteligente

Corrente do Mal é um filme de terror inteligente e refrescante, que se desvia das fórmulas tradicionais para criar uma experiência única. A combinação de uma narrativa simples, mas intrigante, com uma atmosfera pesada e personagens que carregam suas próprias angústias, resulta em uma obra que, mais do que assustar, nos faz refletir sobre os nossos medos mais profundos.

Embora o filme não seja perfeito, com alguns elementos narrativos que poderiam ter sido mais explorados, ele se destaca por sua capacidade de construir uma experiência de terror envolvente e pensativa, ao mesmo tempo em que faz o espectador questionar os limites do medo, da culpa e do desejo. Corrente do Mal se torna, assim, uma experiência que vai além dos simples sustos, oferecendo uma reflexão sobre o peso de nossas ações e a inevitabilidade do que está por vir.

Nota Final: 8/10

Com uma proposta única e um desenvolvimento eficaz, Corrente do Mal se estabelece como um dos filmes de terror mais inovadores e intrigantes dos últimos anos, conquistando tanto fãs do gênero quanto aqueles que buscam um terror psicológico mais profundo.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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