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Crítica: Matrix Resurrections (Matrix 4, 2021)
Lançado em 2021 e dirigido por Lana Wachowski, Matrix Resurrections marcou o retorno de uma das franquias mais icônicas do cinema. Após 18 anos do encerramento da trilogia original, o filme trouxe de volta os protagonistas Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss nos papéis de Neo e Trinity, enquanto revisitou os temas filosóficos, tecnológicos e existenciais que definiram a saga. Contudo, a nova obra dividiu opiniões, com fãs e críticos debatendo se o filme conseguiu recapturar a essência revolucionária da franquia ou se caiu na armadilha da nostalgia.
Sinopse
Matrix Resurrections parte de uma premissa metalinguística. Thomas Anderson (Keanu Reeves) é agora um renomado designer de videogames, responsável pela criação de uma popular franquia chamada Matrix. Sua vida é marcada por estranhas sensações de déjà vu e crises existenciais, enquanto ele tenta distinguir realidade de ficção.
O encontro com Tiffany (Carrie-Anne Moss), que vive uma vida normal sem memória de seu passado como Trinity, reacende em Thomas fragmentos de sua antiga identidade. Quando Bugs (Jessica Henwick), uma nova personagem, e uma versão reimaginada de Morpheus (Yahya Abdul-Mateen II) entram em cena, Thomas é forçado a enfrentar a verdade: ele está novamente preso dentro de uma Matrix, agora mais avançada e controladora.
O filme desenvolve a relação de Neo e Trinity como a peça central da resistência, enquanto apresenta novos antagonistas e expande o universo digitalizado da franquia.
Elenco e Performances
Keanu Reeves como Neo/Thomas Anderson
Reeves retorna ao papel que o consagrou, mas com uma abordagem mais introspectiva e melancólica. Seu Neo é um homem quebrado, lutando para entender sua realidade e reencontrar propósito. Embora sua performance seja competente, falta o vigor de suas atuações na trilogia original.
Carrie-Anne Moss como Trinity/Tiffany
Moss brilha ao reprisar seu papel, trazendo um equilíbrio de força e vulnerabilidade. Sua química com Keanu Reeves continua sendo um dos pilares emocionais do filme, e o arco de Trinity é central para a narrativa.
Jessica Henwick como Bugs
Henwick é uma adição carismática ao elenco, representando a nova geração de rebeldes. Sua personagem, Bugs, é uma guia para Neo e um dos destaques do filme, com energia e determinação que lembram o Morpheus original.
Yahya Abdul-Mateen II como Morpheus
A escolha de reimaginar Morpheus como uma versão digitalizada foi ousada, mas a execução não atingiu o impacto esperado. Embora Abdul-Mateen traga um charme próprio ao papel, sua presença não possui a gravidade que Laurence Fishburne conferiu ao personagem.
Neil Patrick Harris como o Analista
Neil Patrick Harris surpreende como o principal antagonista, o Analista, uma versão mais sofisticada do Arquiteto. Seu vilão é manipulador e calculista, representando as novas formas de controle exercidas pela Matrix.
Direção e Roteiro
Direção de Lana Wachowski
Lana Wachowski retorna ao comando da franquia sem sua irmã, Lilly. Sua abordagem é ambiciosa, misturando nostalgia com novas ideias. No entanto, enquanto a trilogia original era revolucionária, Resurrections muitas vezes se apoia demais em autorreferências e convenções conhecidas. A direção é visualmente deslumbrante, mas falta a inovação tecnológica e estilística que definiu os primeiros filmes.
Roteiro
Coescrito por Lana Wachowski, David Mitchell e Aleksandar Hemon, o roteiro é metalinguístico e repleto de comentários sobre o próprio legado de Matrix. Embora essa abordagem seja interessante, ela pode alienar espectadores que esperavam uma narrativa mais convencional. O filme mistura reflexões filosóficas com cenas de ação e romance, mas às vezes parece indeciso sobre qual direção tomar.
Temas e Mensagens
- Metalinguagem e Nostalgia
Matrix Resurrections é, em muitos aspectos, um comentário sobre sua própria existência. Ao trazer Neo e Trinity de volta, o filme questiona os limites da nostalgia e da exploração de franquias no cinema moderno. - Amor e Conexão
O relacionamento entre Neo e Trinity é o coração do filme, simbolizando a força da conexão humana como um ato de resistência contra sistemas opressivos. - Controle e Livre-Arbítrio
Assim como nos filmes anteriores, Resurrections explora o conceito de controle, mas com um foco mais atualizado, refletindo as maneiras pelas quais as pessoas são condicionadas por algoritmos e sistemas digitais no mundo real.
Aspectos Técnicos
Fotografia
A cinematografia de John Toll é competente, mas não tão marcante quanto a de Bill Pope na trilogia original. As cores mais vibrantes e o design atualizado da Matrix destacam a evolução tecnológica, mas o impacto visual das cenas de ação é menos impressionante.
Efeitos Visuais
Os efeitos visuais são de alta qualidade, mas carecem do impacto revolucionário dos filmes anteriores. A ausência de momentos inovadores, como o famoso efeito bullet time, é sentida.
Trilha Sonora
A trilha sonora de Johnny Klimek e Tom Tykwer traz novos arranjos para temas clássicos de Matrix. Embora eficaz, ela não possui a mesma força memorável do trabalho de Don Davis na trilogia original.
Pontos Fortes
- A relação entre Neo e Trinity: O romance é bem trabalhado e emocionalmente impactante.
- Jessica Henwick como Bugs: Uma adição refrescante ao elenco, com uma performance envolvente.
- Metalinguagem criativa: A abordagem reflexiva sobre o legado de Matrix é um ponto de interesse para fãs mais engajados.
Pontos Fracos
- Ação abaixo das expectativas: As coreografias de luta não atingem o mesmo nível dos filmes anteriores.
- Falta de inovação: O filme não apresenta as mesmas inovações tecnológicas que tornaram a trilogia original revolucionária.
- Roteiro inconsistente: A mistura de ideias nem sempre se traduz em uma narrativa coesa.
Conclusão
Matrix Resurrections é uma obra ambiciosa que tenta equilibrar nostalgia com novas ideias. Embora tenha momentos emocionantes e uma abordagem interessante à metalinguagem, o filme não alcança o impacto cultural ou tecnológico da trilogia original. É, ao mesmo tempo, uma celebração do legado de Matrix e uma reflexão sobre as dificuldades de reinventar uma franquia icônica. Para fãs de longa data, pode ser um retorno satisfatório ao universo, mas não deixa de carregar a sensação de que poderia ter sido mais ousado.
Nota Final: 7/10
Uma experiência interessante, mas distante do brilhantismo revolucionário que definiu o Matrix original.
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