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COMO VENDER A LUA CRÍTICA

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Crítica de Como Vender a Lua (2023)

Lançado em 2023, Como Vender a Lua é um drama brasileiro dirigido por Renata Pinheiro, que conta a história de uma jovem garota, Jéssica (interpretada por Valentina Herszage), que tenta vender a lua para conseguir conquistar seu próprio destino e transformar sua vida e a de sua família. O filme mistura elementos de ficção e realidade, e propõe uma reflexão sobre a luta das mulheres e os dilemas que surgem ao tentar alcançar um ideal de sucesso.

Enredo e Premissa

Como Vender a Lua segue Jéssica, uma personagem que vive em um Brasil marcado pela desigualdade social e busca uma maneira de mudar sua realidade. Quando ela se depara com a ideia de vender a lua, ela se envolve em um mundo de ilusão e busca pelo impossível, onde suas motivações não são apenas financeiras, mas também um desejo de transcendência, de escapar das limitações impostas pela sociedade e pela pobreza.

A premissa, em sua essência, é uma metáfora sobre a busca pela realização de sonhos, mesmo que esses sonhos pareçam inalcançáveis. A lua, nesse contexto, é simbólica: algo que parece estar à distância, mas ao mesmo tempo palpável em uma cultura de promessas e miragens.

Temática e Reflexão

O filme toca em questões de classe social, empoderamento feminino e os obstáculos enfrentados pelas mulheres ao longo da vida. A história é uma tentativa de desmistificar as expectativas de sucesso e as formas pelas quais as mulheres, especialmente as jovens, podem ser enganadas ou se verem forçadas a seguir caminhos que não refletem seus reais desejos.

A relação de Jéssica com sua mãe, que também tenta encontrar uma maneira de mudar de vida, é central no filme, refletindo as escolhas de geração em geração e as limitações impostas por uma sociedade que exige mais do que pode oferecer. O cenário que Como Vender a Lua propõe é de um Brasil contemporâneo, mas que remete a um contexto global de luta por sobrevivência, sonhos frustrados e promessas vazias.

Personagens e Atuação

Valentina Herszage, que interpreta Jéssica, se destaca pela entrega emocional. Ela consegue dar vida a uma personagem que é ao mesmo tempo forte e vulnerável, refletindo o dilema de sua geração ao tentar romper as barreiras que a sociedade impõe. A atuação de Herszage, aliada ao elenco de apoio, adiciona um peso dramático que sustenta o filme, tornando-o mais do que apenas uma narrativa de busca. Ela traz uma humanidade real à Jéssica, uma personagem que não é apenas sonhadora, mas alguém que vive intensamente os próprios dilemas.

O filme também conta com uma excelente direção de Renata Pinheiro, que soube equilibrar a crítica social com a construção poética do imaginário, sem perder o foco na personagem e sua jornada emocional.

Estilo Visual e Direção de Arte

O visual de Como Vender a Lua é um dos seus maiores acertos. A direção de arte cria um ambiente onde o real e o fantástico se encontram, onde a lua aparece não apenas como um objetivo a ser alcançado, mas como uma ideia que transcende. O filme se destaca pela utilização de metáforas visuais e um estilo de direção que mistura o realismo com toques de surrealismo. As cenas que envolvem a lua são particularmente potentes, simbolizando a busca pelo impossível, ao mesmo tempo que ilustram a distância emocional que Jéssica sente em relação a seus próprios objetivos.

A cinematografia, com seus tons suaves e momentos de grande carga emocional, faz de cada cena uma peça que contribui para o grande todo do filme. As paisagens e a arquitetura, muitas vezes decadentes, também servem como um reflexo da vida de Jéssica e suas lutas internas.

Conclusão

Como Vender a Lua é um filme que explora a luta de uma jovem mulher por seus sonhos em uma sociedade onde tudo parece ser uma grande ilusão. Embora a premissa do filme seja interessante, o roteiro poderia ter se aprofundado mais na construção das relações entre os personagens, principalmente em relação à mãe de Jéssica, cuja dinâmica ainda fica aquém do potencial que poderia ter sido explorado.

No entanto, o filme é importante por sua reflexão social e pela coragem de tratar de temas como o empoderamento feminino e a busca pelo impossível. A atuação de Valentina Herszage é um ponto alto, assim como a direção de Renata Pinheiro, que consegue balancear o drama com uma estética rica e envolvente.

Nota: 7/10

Como Vender a Lua é um filme de múltiplas camadas, que não tem medo de expor as fragilidades do sistema e a busca constante de uma vida melhor. Apesar de algumas falhas em sua execução narrativa, ele ainda oferece uma experiência visual interessante e uma reflexão importante sobre a busca por nossos próprios sonhos.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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