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Fuga de Absolom CRÍTICA

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Fuga de Absolom (1994) – Crítica

Introdução

Fuga de Absolom (título original No Escape) é um thriller de ação e ficção científica lançado em 1994, dirigido por Martin Campbell e estrelado por Ray Liotta, que interpreta o protagonista John Robbins. O filme se passa em um futuro distópico, onde criminosos são exilados em uma ilha isolada chamada Absolom, um verdadeiro “inferno na terra”. A história gira em torno de Robbins, um ex-soldado que se vê preso nessa ilha e deve lutar para sobreviver enquanto tenta escapar. Embora o filme tenha recebido críticas mistas em seu lançamento, ao longo dos anos ele ganhou uma certa cultuada entre os fãs de ficção científica e ação, principalmente devido à sua atmosfera única e seu enredo intrigante.


Aspectos Positivos

  1. Premissa Criativa e Contexto Distópico

O principal atrativo de Fuga de Absolom é sua premissa, que se inspira em conceitos de distopias e cárceres futuristas. A ideia de uma ilha-prisão onde os criminosos são abandonados e forçados a viver sem leis ou controle governamental oferece um ambiente sombrio e intrigante. A trama se desenvolve com um senso de urgência, colocando o protagonista em situações de vida ou morte, enquanto ele tenta navegar pelas facções que dominam a ilha.

A narrativa toca em questões como o abandono do sistema de justiça e as consequências de um governo que decide agir com brutalidade e descaso, jogando os indivíduos mais problemáticos para fora da sociedade. A descrição do ambiente, com a ilha sendo uma mistura de paraíso tropical e prisão implacável, cria uma atmosfera única, que aproxima o filme dos filmes de ação clássicos de Hollywood, mas com um toque de ficção científica.

  1. Ray Liotta como Protagonista

Ray Liotta traz uma performance sólida e convincente como o protagonista John Robbins. O ator, conhecido por papéis intensos e emocionais, é capaz de transmitir a tensão interna de um homem que foi falsamente acusado e forçado a sobreviver em um lugar selvagem, repleto de facções e rivalidades. Liotta transmite uma sensação de desespero e, ao mesmo tempo, de resistência, o que torna o personagem de Robbins bastante cativante.

Sua habilidade em equilibrar as emoções do personagem, de um ex-soldado endurecido que busca justiça, e suas reações diante de uma realidade brutal, é um dos pontos fortes do filme. O protagonista é alguém com um forte código moral, e Liotta consegue passar essa complexidade com sucesso.

  1. Ambiente e Direção de Arte

A direção de arte do filme é eficaz em criar uma atmosfera única e convincente para a ilha-prisão de Absolom. A locação na qual as cenas foram filmadas contribui para o clima opressor e selvagem, com a ilha parecendo ao mesmo tempo paradisíaca e ameaçadora. O contraste entre as paisagens naturais e a violência dos prisioneiros que as habitam é notável, criando um ambiente quase surreal que complementa a narrativa.

As cenas de ação, por sua vez, são bem coreografadas e ajudam a manter o ritmo do filme, oferecendo uma dose constante de adrenalina. O filme consegue equilibrar momentos de ação com sequências mais lentas e dramáticas, permitindo que o público se conecte com os personagens enquanto assiste às suas lutas físicas e emocionais.


Aspectos Negativos

  1. Trama Previsível e Clímax Fraco

Apesar de sua premissa interessante, Fuga de Absolom sofre com uma estrutura narrativa previsível em muitos momentos. A trama segue um caminho bastante claro, com o protagonista se unindo a uma facção e, gradualmente, se preparando para uma fuga, enquanto lida com as tensões internas da ilha e seus próprios conflitos pessoais. A falta de reviravoltas significativas no enredo faz com que o filme perca parte do seu impacto ao longo do tempo, principalmente nas cenas mais tensas.

Além disso, o clímax do filme, embora emocionante, peca pela falta de originalidade e pela resolução rápida de questões que poderiam ter sido mais exploradas. O desfecho do filme, em vez de ser uma conclusão que atinge um ápice emocional ou narrativo, se torna uma fuga rápida e simplista, o que pode decepcionar aqueles que estavam esperando por uma conclusão mais satisfatória.

  1. Personagens Secundários Superficiais

Embora o protagonista seja bem desenvolvido, os personagens secundários carecem de profundidade. Muitos dos prisioneiros e membros das facções da ilha são pouco explorados, e suas motivações são frequentemente rasas. Personagens como o vilão do filme, interpretado por Lance Henriksen, são clichês, com uma construção bastante previsível e sem grande desenvolvimento emocional.

Essa falta de complexidade nos personagens secundários pode prejudicar a imersão do público, já que eles são frequentemente tratados de maneira superficial, sem muitas camadas ou oportunidades para se conectar com suas histórias.

  1. Ritmo Desigual

O filme tem um ritmo irregular em alguns momentos, especialmente na primeira metade. Enquanto as cenas de ação e confronto são bem executadas, existem longos períodos de construção de história que acabam sendo lentos e pouco envolventes. Esse ritmo desigual pode afetar a fluidez do filme, fazendo com que algumas cenas pareçam arrastadas, o que diminui a tensão da narrativa e o engajamento do público.


Conclusão

Fuga de Absolom é um filme com uma premissa intrigante e um forte desempenho de Ray Liotta no papel principal, mas sofre com alguns problemas de ritmo e previsibilidade em seu enredo. Sua exploração de uma ilha-prisão isolada e distópica oferece um bom pano de fundo para questões de sobrevivência, justiça e moralidade, mas o filme não consegue sempre manter o engajamento com uma narrativa às vezes rasa e personagens mal desenvolvidos.

Para fãs de filmes de ação e ficção científica com uma dose de reflexão sobre a natureza humana, Fuga de Absolom oferece uma experiência agradável, mas não extraordinária. É um filme que pode ser interessante para quem busca um entretenimento descompromissado, mas que carece de profundidade para se destacar como um clássico do gênero.


Nota Final: 6/10

Fuga de Absolom é uma produção sólida, com uma premissa interessante e um bom desempenho de Ray Liotta, mas sua narrativa previsível e personagens superficiais limitam o potencial do filme. Apesar disso, oferece momentos de entretenimento e ação que agradam aos fãs do gênero.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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