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Fanfic do Mundo do Torajo, Morajo e Linn
A tarde começava a cair sobre a cidade, tingindo o céu de laranja e rosa. O movimento pelas ruas diminuía aos poucos, mas dentro da casa de Torajo ninguém parecia interessado em descansar.
Torajo estava sentado no sofá, olhando distraidamente para o celular, enquanto Morajo andava de um lado para o outro pela sala.
— Você vai continuar andando assim até amanhã? — perguntou Torajo, levantando os olhos.
Morajo parou.
— Eu estou pensando.
— Você pensa andando?
— Quando estou nervoso.
Torajo arqueou uma sobrancelha.
— E por que você está nervoso?
Morajo abriu a boca, mas não respondeu.
Antes que pudesse dizer alguma coisa, alguém bateu na porta.
Os dois se entreolharam.
Torajo levantou-se e foi atender.
Quando abriu a porta, encontrou Linn parada do outro lado.
Ela sorria.
— Oi.
— Oi, Linn — respondeu Torajo.
Ela entrou e olhou para Morajo.
Por alguns segundos, ninguém disse nada.
Morajo desviou o olhar.
Linn percebeu.
— Aconteceu alguma coisa?
— Não — respondeu Morajo rapidamente.
Torajo soltou uma pequena risada.
— Ele está nervoso.
— Torajo!
Linn começou a rir.
— Nervoso por quê?
— Não sei. Ele não quer contar.
Morajo cruzou os braços.
— Vocês dois são insuportáveis.
Linn se aproximou dele.
— Então me conta.
Morajo olhou para ela.
Havia alguma coisa diferente naquele olhar.
Algo que Linn percebeu imediatamente.
— Depois — respondeu ele.
Ela sorriu.
— Tudo bem.
Mais tarde, os três estavam sentados na varanda.
A noite havia chegado completamente. Algumas estrelas apareciam entre as nuvens, e uma brisa suave fazia Linn ajeitar os cabelos de tempos em tempos.
Torajo conversava animadamente, contando uma história qualquer.
Morajo, entretanto, quase não prestava atenção.
Seus olhos estavam em Linn.
Ela percebeu.
Mais uma vez.
— Você está me olhando.
Morajo ficou sem reação.
— Não estou.
— Está sim.
— Talvez.
Linn sorriu.
— Por quê?
Morajo respirou fundo.
— Porque você está bonita.
Torajo imediatamente ficou em silêncio.
Linn também.
Por alguns segundos, o único som era o vento passando pela varanda.
— Obrigada — disse ela, finalmente.
Morajo sorriu de canto.
— De nada.
Torajo olhou de um para o outro e decidiu levantar.
— Vou pegar alguma coisa para beber.
— Você acabou de pegar — disse Morajo.
— Vou pegar de novo.
— Torajo…
— Já volto.
Ele entrou na casa e deixou os dois sozinhos.
Linn apoiou os braços na mesa.
— Ele fez isso de propósito.
Morajo riu.
— Fez.
— Está tentando deixar a gente sozinho.
— Talvez.
Linn aproximou um pouco o rosto.
— E você se importa?
Morajo sentiu o coração acelerar.
— Não.
— Tem certeza?
— Tenho.
Ela continuou olhando para ele.
Morajo tentou sustentar o olhar, mas acabou sorrindo.
— Você gosta de me deixar nervoso, não gosta?
— Talvez.
— Então somos dois.
Linn riu baixinho.
Havia uma tensão doce entre os dois.
Nada precisava ser dito.
Eles simplesmente ficaram ali, próximos, olhando um para o outro.
Até que Linn segurou delicadamente a mão de Morajo.
Ele olhou para os dedos entrelaçados.
Depois olhou para ela.
— Linn…
— Sim?
Morajo se aproximou.
Ela também.
O primeiro beijo aconteceu de maneira tímida, quase como uma pergunta.
Mas nenhum dos dois se afastou.
O beijo durou apenas alguns segundos, porém foi suficiente para mudar completamente o clima da noite.
Quando se separaram, Linn continuou perto.
Morajo sorriu.
— Acho que agora estou mais nervoso.
— Eu também.
Ela aproximou o rosto novamente e deu outro beijo nele, dessa vez mais confiante.
Morajo passou a mão delicadamente pelo rosto dela.
Quando se afastaram, os dois riram.
— Você está sorrindo — disse Linn.
— Você também.
— É porque eu gostei.
— Eu também gostei.
Torajo voltou para a varanda carregando três copos.
Parou na porta.
Olhou para os dois.
Morajo estava sorrindo.
Linn também.
Torajo estreitou os olhos.
— Eu perdi alguma coisa?
— Não — responderam os dois ao mesmo tempo.
Torajo colocou os copos sobre a mesa.
— Sei.
Morajo começou a rir.
— Não aconteceu nada.
— Claro.
Linn pegou um copo.
— Torajo…
— Eu não vou perguntar.
— Ótimo.
— Mas vou observar.
Morajo jogou uma almofada nele.
— Para de ser curioso!
Os três começaram a rir.
A noite continuou tranquila, mas alguma coisa havia mudado.
Morajo e Linn agora trocavam olhares diferentes.
Mais demorados.
Mais intensos.
Mais sinceros.
Nos dias seguintes, aquilo virou um segredo que ninguém precisava explicar.
Morajo e Linn começaram a passar mais tempo juntos.
Caminhavam pela cidade, conversavam durante horas e encontravam motivos cada vez mais absurdos para ficarem próximos.
Às vezes, um simples olhar era suficiente.
Em uma tarde, os dois estavam sentados em um banco.
Linn encostou a cabeça no ombro de Morajo.
— Você já imaginou que isso aconteceria?
— Isso o quê?
— Nós dois.
Morajo pensou.
— Não.
— Nem eu.
— Mas você se arrepende?
Ela levantou a cabeça e olhou diretamente para ele.
— Nem um pouco.
Morajo sorriu.
— Eu também não.
Linn segurou a mão dele.
— Então não precisamos ter pressa.
— Não quero ter pressa.
Ela se aproximou e beijou sua bochecha.
Morajo fechou os olhos por um instante.
— Você faz isso só para me deixar sem jeito.
— Talvez.
— Está funcionando.
Linn riu.
Depois deu um beijo rápido nos lábios dele.
Morajo ficou olhando para ela.
— De novo?
— Se você quiser.
Ele sorriu.
— Quero.
Dessa vez, o beijo demorou mais.
Não havia pressa.
Era simplesmente carinho, proximidade e aquela sensação boa de estar exatamente onde deveriam estar.
Quando se separaram, Linn permaneceu com a testa encostada na dele.
— Morajo?
— Hm?
— Promete que isso não vai mudar?
Ele apertou a mão dela.
— Prometo tentar fazer durar.
Ela sorriu.
— Já é o suficiente.
Naquela noite, quando voltaram para casa, Torajo estava na sala.
Assim que viu os dois entrando juntos, abriu um sorriso.
— Finalmente.
Morajo parou.
— Finalmente o quê?
— Nada.
Linn riu.
— Ele sabe.
— Eu sei o quê?
Torajo apontou para os dois.
— Que vocês estão apaixonados.
Morajo ficou vermelho.
Linn sorriu.
— Talvez.
Torajo levantou as mãos.
— Eu sabia!
Morajo começou a rir.
— Você é impossível.
— Mas estou feliz por vocês.
A frase fez Morajo parar.
Linn também.
Torajo sorriu sinceramente.
— De verdade.
Morajo se aproximou e abraçou o amigo.
— Obrigado.
Linn também entrou no abraço.
Por alguns segundos, os três ficaram juntos.
Era uma daquelas noites simples que ninguém esqueceria.
Porque algumas histórias começam com grandes acontecimentos.
Outras começam com um olhar.
Um sorriso.
Uma mão segurando outra.
Ou um beijo inesperado.
E aquela história tinha começado exatamente assim.
Com duas pessoas descobrindo que, às vezes, o amor aparece quando menos se espera.
E, quando aparece, tudo ao redor parece ficar um pouco mais bonito.
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Caso o título Fanfic Do Mundo Do Torajo Morajo E Linn esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Fanfic Do Mundo Do Torajo Morajo E Linn. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”