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Lista dos melhores Filmes de 2017

Lista dos melhores Filmes de 2017: 15 obras que marcaram o cinema

Os melhores Filmes de 2017 reuniram grandes produções de diferentes gêneros, do terror social à ficção científica, passando pelo drama, romance, guerra, animação e comédia. Foi um ano particularmente forte para roteiros originais, atuações memoráveis e diretores que encontraram novas maneiras de contar histórias conhecidas.

Esta Lista dos melhores Filmes de 2017 reúne produções que se destacaram pela qualidade artística, impacto cultural, reconhecimento da crítica, força das atuações, originalidade e permanência no imaginário do público.

Introdução: por que 2017 foi um ano tão importante para o cinema?

Poucos períodos recentes apresentaram uma variedade tão grande de filmes relevantes quanto 2017. O ano combinou grandes produções de estúdio com trabalhos independentes, experiências autorais e filmes que posteriormente se tornaram referências dentro de seus gêneros.

O destaque não ficou restrito a um único estilo. O público encontrou ficção científica de grande escala, histórias adolescentes intimistas, suspense psicológico, dramas históricos, musicais, animações, filmes de guerra e narrativas românticas.

Outro aspecto marcante foi a presença de cineastas em momentos decisivos de suas carreiras. Jordan Peele estreou na direção de longa-metragem com uma obra que transformou o terror em uma poderosa ferramenta de comentário social. Greta Gerwig apresentou uma estreia solo extremamente pessoal. Guillermo del Toro levou seu cinema fantástico para uma história de amor incomum, enquanto Christopher Nolan experimentou uma narrativa de guerra construída com estruturas temporais paralelas.

Por isso, elaborar uma Lista dos melhores Filmes de 2017 exige olhar além das bilheterias. O conjunto de obras daquele ano demonstra como o cinema comercial e o cinema autoral poderiam dialogar sem perder identidade.


Lista dos melhores Filmes de 2017

1. Corra!

Poucas produções de 2017 tiveram impacto tão imediato quanto Corra!. O longa dirigido por Jordan Peele utiliza a estrutura de um suspense de terror para abordar racismo, apropriação, preconceito e relações de poder.

A história acompanha Chris, um jovem negro que viaja para conhecer a família da namorada branca, Rose. O que inicialmente parece uma visita desconfortável transforma-se gradualmente em uma situação cada vez mais perturbadora.

O grande mérito do roteiro está na maneira como as informações são reveladas. O filme não entrega imediatamente todas as respostas. Pequenos comportamentos, diálogos aparentemente banais e situações socialmente desconfortáveis vão construindo uma atmosfera de desconfiança.

Daniel Kaluuya sustenta boa parte da narrativa com uma atuação que combina vulnerabilidade, tensão e crescente desespero. A direção também aproveita o silêncio e a linguagem corporal para transformar momentos cotidianos em situações ameaçadoras.

O roteiro

Corra! funciona porque seu terror não depende exclusivamente de monstros ou violência. O medo surge da percepção de que existe alguma coisa errada por trás de comportamentos aparentemente educados.

O roteiro transforma situações relacionadas ao preconceito racial em mecanismos de suspense. A cordialidade excessiva, os comentários inadequados e a sensação de isolamento passam a ter uma função narrativa.

Direção e simbolismo

Jordan Peele utiliza enquadramentos, sons e objetos para antecipar informações. O famoso conceito do “lugar submerso” é particularmente importante porque representa a perda de controle e a incapacidade de agir mesmo quando a consciência permanece presente.

Recepção e importância

Corra! recebeu amplo reconhecimento durante a temporada de premiações e tornou-se uma das obras mais discutidas de seu ano. O roteiro de Jordan Peele também conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Corra!

O bonequinho começa sentado tranquilamente no sofá e termina agarrado aos braços da poltrona, olhando para todos os personagens como se estivesse procurando uma rota de fuga.


2. Lady Bird: A Hora de Voar

Lady Bird: A Hora de Voar é uma história de amadurecimento que encontra grande parte de sua força na relação entre mãe e filha.

Greta Gerwig transforma acontecimentos aparentemente pequenos — escola, amizades, romances, planos para o futuro e conflitos familiares — em material cinematográfico emocionalmente significativo.

Saoirse Ronan interpreta Christine McPherson, adolescente que prefere ser chamada de Lady Bird e sonha em deixar Sacramento para estudar em uma universidade distante.

O desejo de escapar da cidade representa mais do que uma ambição acadêmica. Para a protagonista, sair de casa significa construir uma identidade própria.

Relação entre mãe e filha

Laurie Metcalf interpreta Marion, mãe de Lady Bird, em uma atuação marcada por dureza e afeto. A relação entre as duas evita o maniqueísmo.

Nenhuma delas é apresentada simplesmente como vítima ou culpada. As duas se amam, mas possuem maneiras diferentes de demonstrar esse sentimento.

Direção

A direção de Greta Gerwig é discreta e extremamente observadora. Em vez de transformar cada conflito em um grande momento dramático, o filme permite que as emoções apareçam através de conversas, silêncios e pequenas atitudes.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Lady Bird: A Hora de Voar

O bonequinho passa boa parte do filme revirando os olhos para as broncas da mãe, mas termina emocionado, percebendo que crescer também significa olhar para o passado com mais carinho.


3. A Forma da Água

Em A Forma da Água, Guillermo del Toro mistura fantasia, romance, suspense e ficção científica em uma história ambientada durante a Guerra Fria.

Elisa é uma mulher muda que trabalha como faxineira em uma instalação governamental. Sua rotina muda quando uma criatura aquática é levada para o local para ser estudada.

A partir daí, nasce uma relação improvável entre dois seres considerados diferentes pelos demais personagens.

Uma fantasia sobre exclusão

A criatura não é simplesmente apresentada como um monstro. O filme questiona quem possui o direito de definir o que é humano, normal ou aceitável.

Elisa, a criatura, sua amiga Zelda e seu vizinho Giles formam um grupo de personagens marginalizados. Do outro lado está a estrutura de poder representada pelo governo e por figuras que enxergam a criatura como objeto.

Fotografia e direção de arte

A fotografia utiliza tons esverdeados e azulados para criar uma atmosfera quase submarina. A água aparece como elemento visual recorrente, conectando os personagens e reforçando a ideia de transformação.

O desenho de produção também é fundamental. Banheiros, laboratórios, apartamentos e corredores parecem pertencer simultaneamente ao mundo real e a um conto de fadas.

Premiações

A Forma da Água recebeu 13 indicações ao Oscar e venceu quatro categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Forma da Água

O bonequinho entra na sessão curioso, fica completamente hipnotizado pela fantasia e termina nadando simbolicamente em uma piscina imaginária.


4. Dunkirk

Christopher Nolan abordou a Segunda Guerra Mundial de maneira diferente em Dunkirk.

Em vez de acompanhar uma única trajetória convencional, o filme apresenta três perspectivas da evacuação de soldados aliados de Dunkerque, na França.

A narrativa trabalha com diferentes escalas de tempo, criando uma montagem que aumenta progressivamente a tensão.

Estrutura narrativa

O filme organiza seus acontecimentos em três eixos: terra, mar e ar. Cada perspectiva possui uma duração temporal diferente.

A estratégia faz com que acontecimentos vistos inicialmente de maneira isolada ganhem novo significado quando as histórias começam a convergir.

Som e montagem

A trilha sonora de Hans Zimmer utiliza sons repetitivos e crescendos para produzir uma sensação constante de urgência.

O som de motores, tiros, aviões, água e explosões contribui tanto para a ambientação quanto para a construção psicológica do suspense.

Fotografia

A fotografia de Hoyte van Hoytema transforma o mar e o céu em elementos dramáticos. O horizonte frequentemente parece oferecer esperança e ameaça ao mesmo tempo.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Dunkirk

O bonequinho passa a sessão inteiro olhando para o céu, para o mar e para a praia, tentando descobrir de onde virá o próximo perigo.


5. Me Chame Pelo Seu Nome

Me Chame Pelo Seu Nome acompanha o despertar amoroso de Elio durante um verão no norte da Itália.

A produção dirigida por Luca Guadagnino aposta em uma narrativa contemplativa, na qual o ambiente e a passagem do tempo possuem tanta importância quanto os acontecimentos.

Timothée Chalamet interpreta Elio, enquanto Armie Hammer vive Oliver, um pesquisador que passa algumas semanas com a família do protagonista.

O verão como personagem

O filme utiliza piscinas, praças, bicicletas, refeições e paisagens italianas para construir uma sensação de memória.

O romance não é apresentado apenas como uma sucessão de acontecimentos. Ele é tratado como uma experiência que modifica a maneira como Elio compreende seus próprios sentimentos.

A atuação de Timothée Chalamet

A performance do protagonista é baseada em expressões, hesitações e mudanças sutis de comportamento. O personagem muitas vezes parece tentar compreender seus próprios sentimentos enquanto o espectador acompanha esse processo.

A importância do encerramento

O desfecho não tenta transformar a experiência de Elio em algo simples. A história reconhece que determinadas relações podem ser breves e, ainda assim, produzir consequências duradouras.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Me Chame Pelo Seu Nome

O bonequinho passa boa parte da sessão sorrindo discretamente e termina olhando para a tela em silêncio, tentando processar a quantidade de sentimentos acumulados.


6. Três Anúncios Para um Crime

Três Anúncios Para um Crime combina drama, humor ácido e investigação em uma história sobre uma mãe inconformada com a falta de respostas sobre o assassinato da filha.

Frances McDormand interpreta Mildred Hayes, personagem que decide colocar três grandes anúncios em uma estrada para pressionar as autoridades locais.

A atitude desencadeia um conflito envolvendo policiais, moradores e diferentes grupos da comunidade.

Personagens moralmente complexos

Um dos grandes méritos do roteiro é evitar personagens completamente bons ou maus.

Mildred pode ser determinada e corajosa, mas também é capaz de tomar decisões destrutivas. Da mesma maneira, personagens inicialmente apresentados de forma negativa ganham novas dimensões ao longo da história.

Humor em meio à tragédia

Martin McDonagh utiliza humor negro para quebrar a tensão sem transformar o sofrimento dos personagens em piada.

Essa combinação produz um filme desconfortável justamente porque o espectador pode rir em uma cena e sentir indignação ou tristeza pouco depois.

Atuações

Frances McDormand, Sam Rockwell e Woody Harrelson formam o centro de uma narrativa construída em torno de conflitos pessoais.

O trabalho de Sam Rockwell ganhou destaque na temporada de premiações, culminando com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Três Anúncios Para um Crime

O bonequinho começa irritado, fica chocado com algumas decisões dos personagens e termina sentado na beirada da poltrona, tentando descobrir quem vai tomar a próxima decisão absurda.


7. Projeto Flórida

Projeto Flórida, dirigido por Sean Baker, acompanha crianças que vivem com suas famílias em condições econômicas precárias nas proximidades dos grandes centros turísticos da Flórida.

A protagonista é Moonee, uma menina cheia de energia que transforma o cotidiano em uma grande aventura.

Infância e pobreza

O filme apresenta a realidade principalmente através do olhar infantil.

Para Moonee, um estacionamento, uma construção abandonada ou um terreno vazio podem virar lugares de exploração. Para os adultos, entretanto, esses mesmos espaços revelam dificuldades financeiras, falta de estabilidade e insegurança.

Essa diferença de perspectiva torna o filme especialmente poderoso.

Brooklynn Prince

A atuação de Brooklynn Prince chamou atenção pela espontaneidade. A atriz consegue transmitir a energia de uma criança sem transformar Moonee em uma caricatura.

Willem Dafoe também se destaca como Bobby, gerente do estabelecimento onde vivem as famílias.

Final

O encerramento abandona parcialmente o realismo predominante e assume uma dimensão quase imaginativa. A escolha pode ser interpretada como uma maneira de preservar a perspectiva infantil até os últimos instantes.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Projeto Flórida

O bonequinho passa a maior parte do filme correndo com Moonee e seus amigos, mas fica quietinho durante os momentos em que a realidade adulta invade o mundo das crianças.


8. Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 é uma sequência que não tenta simplesmente repetir a fórmula do filme original.

Denis Villeneuve amplia o universo criado décadas antes e utiliza a ficção científica para discutir identidade, memória, solidão e o significado de ser humano.

Ryan Gosling interpreta K, um replicante que trabalha como agente e descobre uma informação capaz de alterar sua compreensão sobre sua própria existência.

Uma ficção científica contemplativa

Ao contrário de blockbusters que utilizam velocidade constante para prender o público, Blade Runner 2049 trabalha com pausas, silêncio e grandes espaços.

O resultado é uma experiência deliberadamente contemplativa.

Fotografia

Roger Deakins criou algumas das imagens mais marcantes do cinema daquele período. Ambientes gigantescos, cidades cobertas por néon, desertos e interiores minimalistas ajudam a criar uma identidade visual própria.

O trabalho de Deakins finalmente lhe rendeu o Oscar de Melhor Fotografia.

Temas

A pergunta central não é simplesmente quem é humano.

A questão mais interessante é outra: se uma pessoa possui memória, afeto, medo, esperança e desejo, até que ponto sua origem determina seu valor?

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Blade Runner 2049

O bonequinho fica contemplativo durante boa parte da sessão, olhando para as paisagens futuristas e questionando silenciosamente se ele próprio também é um replicante.


9. Trama Fantasma

Paul Thomas Anderson apresenta em Trama Fantasma uma relação amorosa extremamente incomum.

Daniel Day-Lewis interpreta Reynolds Woodcock, renomado estilista britânico cuja rotina é controlada por rituais e padrões rígidos.

A chegada de Alma, interpretada por Vicky Krieps, altera completamente esse equilíbrio.

Amor como disputa de poder

O romance não segue o modelo convencional de relacionamento cinematográfico.

Reynolds deseja controle absoluto. Alma, porém, não aceita permanecer simplesmente como espectadora da vida dele.

A relação transforma-se gradualmente em uma disputa psicológica na qual carinho, dependência, manipulação e intimidade ficam praticamente inseparáveis.

Direção e fotografia

Paul Thomas Anderson cria uma atmosfera elegante e claustrofóbica. Costuras, vestidos, mesas de jantar, corredores e quartos tornam-se parte da linguagem visual.

A trilha de Jonny Greenwood também merece destaque, funcionando quase como uma segunda voz narrativa.

A atuação de Daniel Day-Lewis

O ator constrói Reynolds como um homem extremamente disciplinado, arrogante e vulnerável ao mesmo tempo.

Vicky Krieps, por sua vez, oferece uma interpretação fundamental para que Alma nunca pareça simplesmente uma personagem secundária.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Trama Fantasma

O bonequinho entra elegante, senta para tomar chá e passa o restante da sessão desconfiando que alguém naquela casa está planejando alguma coisa.


10. Eu, Tonya

Eu, Tonya transforma a trajetória da patinadora Tonya Harding em uma mistura de drama biográfico, humor ácido e reconstrução de memória.

Margot Robbie interpreta a atleta, enquanto Allison Janney vive sua mãe, LaVona Golden.

Biografia sem formato tradicional

O filme não apresenta uma versão completamente objetiva dos acontecimentos. Diferentes personagens contam suas próprias versões, muitas vezes contraditórias.

Essa estratégia permite discutir como figuras públicas são transformadas em personagens pela imprensa e pelo público.

Margot Robbie

A atuação de Margot Robbie combina agressividade, fragilidade e determinação.

A personagem é apresentada como uma atleta extremamente talentosa, mas também como alguém cercada por relações pessoais violentas e por um ambiente competitivo que frequentemente ultrapassa os limites do esporte.

Allison Janney

Allison Janney recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela interpretação de LaVona, personagem deliberadamente desagradável e construída sem preocupação em suavizar seus comportamentos.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Eu, Tonya

O bonequinho começa empolgado com as apresentações de patinação, leva alguns sustos com os conflitos familiares e termina batendo palmas para a protagonista.


11. Logan

Logan levou o universo dos super-heróis para uma direção muito mais próxima do western e do drama familiar.

Hugh Jackman interpreta uma versão envelhecida e debilitada de Wolverine. Ao lado dele estão Charles Xavier, interpretado por Patrick Stewart, e Laura, uma jovem mutante que possui capacidades semelhantes às de Logan.

Um filme de super-herói diferente

A produção reduz consideravelmente a estrutura tradicional de aventura.

Em vez de apresentar um herói no auge de suas capacidades, o longa acompanha alguém cansado, ferido e consciente de que seu tempo está chegando ao fim.

Violência

A classificação mais adulta permite que as lutas tenham consequências físicas mais fortes. Isso não existe apenas para aumentar o impacto visual: a violência reforça a ideia de que esse universo se tornou mais brutal.

Relação entre Logan e Laura

O relacionamento entre os dois é o coração emocional da narrativa.

Inicialmente desconfiado e distante, Logan gradualmente assume uma posição paternal em relação à menina.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Logan

O bonequinho começa empolgado com as garras, passa a sessão cada vez mais preocupado e termina abraçado a uma caixa de lenços.


12. Coco

Coco utiliza a música e a fantasia para contar uma história sobre família, memória e identidade.

Miguel é um garoto apaixonado por música, mas pertence a uma família que proibiu a prática musical por causa de um acontecimento traumático do passado.

Durante o Dia dos Mortos, Miguel acaba entrando no mundo dos mortos e começa a investigar a história de seus antepassados.

Memória como tema central

O filme apresenta uma ideia simples e poderosa: as pessoas podem continuar existindo enquanto forem lembradas.

Essa concepção dá ao conceito de família uma dimensão que ultrapassa a convivência física.

Animação

A direção de arte utiliza cores vibrantes para diferenciar o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.

Os personagens mortos não são representados simplesmente como figuras assustadoras. O ambiente é colorido, movimentado e cheio de detalhes.

Música

As canções cumprem função narrativa e emocional. “Remember Me” tornou-se especialmente associada ao filme e recebeu o Oscar de Melhor Canção Original.

Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Coco

O bonequinho começa dançando, continua cantando e termina chorando discretamente enquanto finge que alguma coisa caiu no olho.


13. Em Ritmo de Fuga

Em Ritmo de Fuga, dirigido por Edgar Wright, transforma música em parte essencial da narrativa.

Baby é um jovem motorista especializado em fugas criminosas. Ele trabalha para Doc, mas deseja abandonar esse mundo e construir uma vida ao lado de Debora.

Música e montagem

O grande diferencial está na sincronização entre música, edição, movimentos de câmera e ações dos personagens.

Passos, tiros, portas, motores e gestos parecem seguir uma coreografia musical.

Perseguições

As sequências de perseguição possuem personalidade própria. Os carros não funcionam apenas como veículos de ação; eles fazem parte da linguagem rítmica do filme.

Elenco

Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James, Jon Hamm, Jamie Foxx e Eiza González compõem um elenco que contribui para a dinâmica de filme de assalto.

Nota

⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Em Ritmo de Fuga

O bonequinho coloca os fones de ouvido no primeiro minuto e passa o restante do filme batendo o pé no ritmo da trilha sonora.


14. O Sacrifício do Cervo Sagrado

Para quem procura uma produção mais perturbadora, O Sacrifício do Cervo Sagrado é uma das escolhas mais interessantes de 2017.

Yorgos Lanthimos acompanha Steven, cirurgião que mantém uma relação cada vez mais estranha com Martin, adolescente ligado a um acontecimento de seu passado.

A situação se torna assustadora quando membros da família de Steven começam a apresentar sintomas inexplicáveis.

Atmosfera

O diretor utiliza enquadramentos simétricos, movimentos de câmera controlados e diálogos propositalmente artificiais.

Essa distância emocional faz com que os acontecimentos pareçam ainda mais perturbadores.

Tragédia e mitologia

O título faz referência à mitologia grega e ajuda a compreender a estrutura moral da história.

A narrativa funciona como uma espécie de tragédia contemporânea, na qual decisões passadas geram consequências que parecem inevitáveis.

Nota

⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas

O bonequinho de O Sacrifício do Cervo Sagrado

O bonequinho começa desconfiado, fica completamente assustado no meio da sessão e termina olhando para o relógio como quem pergunta: “Mas que tipo de filme foi esse?”


15. Star Wars: Os Últimos Jedi

Star Wars: Os Últimos Jedi foi uma das produções mais discutidas de 2017.

Rian Johnson recebeu a tarefa de continuar a nova trilogia e decidiu levar alguns personagens para caminhos inesperados.

Rey procura compreender seu lugar na história da galáxia enquanto Luke Skywalker enfrenta questões relacionadas ao próprio legado.

Luke Skywalker

A representação de Luke é um dos elementos mais controversos do filme.

Em vez de repetir o herói idealizado da trilogia original, a história apresenta um personagem marcado por fracassos e arrependimentos.

Rey e Kylo Ren

A relação entre os dois personagens ganha uma dimensão mais complexa. Eles são adversários, mas também funcionam como espelhos um do outro.

Visual

A produção possui algumas das imagens mais elaboradas da nova trilogia, especialmente nas sequências envolvendo Crait e a utilização do contraste entre branco e vermelho.

Nota

⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas

O bonequinho de Star Wars: Os Últimos Jedi

O bonequinho passa a sessão alternando entre empolgação, surpresa e aquela expressão de quem acabou de perceber que a história resolveu virar para outro lado.


Outros destaques de 2017

A força daquele ano não termina nos 15 filmes desta seleção. Diversas outras produções poderiam aparecer em uma lista ampliada dos melhores filmes de 2017.

Entre elas estão O Projeto Z – Uma História de Amor, The Post: A Guerra Secreta, Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi, The Big Sick, A Ghost Story, Good Time, Logan Lucky, Raw, The Square, Uma Mulher Fantástica e O Artista do Desastre.

Esses títulos ajudam a mostrar como foi diversificada a produção cinematográfica de 2017.


O que torna os filmes de 2017 tão especiais?

Uma característica comum entre vários dos principais filmes do período é a capacidade de utilizar gêneros populares para discutir assuntos mais amplos.

Corra! usa o terror para discutir relações raciais.

Lady Bird: A Hora de Voar utiliza o coming-of-age para falar sobre identidade, família e amadurecimento.

A Forma da Água transforma fantasia em uma história sobre exclusão e afeto.

Blade Runner 2049 utiliza ficção científica para investigar identidade.

Dunkirk transforma um episódio histórico em uma experiência sensorial de sobrevivência.

Coco utiliza a animação para refletir sobre memória e família.

Essa variedade explica por que uma Lista dos melhores Filmes de 2017 pode ser tão extensa sem parecer repetitiva.


Os grandes temas do cinema de 2017

Identidade

Diversos personagens de 2017 estão tentando descobrir quem realmente são.

K, em Blade Runner 2049, questiona sua própria natureza.

Lady Bird procura construir uma identidade longe da família.

Elio, em Me Chame Pelo Seu Nome, descobre novas dimensões de seus sentimentos.

Rey, em Star Wars: Os Últimos Jedi, tenta entender sua importância em uma história muito maior.

Família

A família também aparece de maneira recorrente.

Coco, Lady Bird: A Hora de Voar e Logan apresentam relações familiares muito diferentes, mas todas envolvem personagens tentando compreender o que significa cuidar de outra pessoa.

Exclusão

A ideia de estar à margem também aparece em vários filmes.

A criatura de A Forma da Água, os moradores de Projeto Flórida e os personagens de Corra! são colocados em situações nas quais não controlam completamente as regras do ambiente ao redor.


Qual foi o estilo predominante entre os melhores filmes de 2017?

Não existe um único estilo capaz de definir a produção cinematográfica daquele ano.

Houve grandes filmes de ação, como Em Ritmo de Fuga, obras contemplativas como Me Chame Pelo Seu Nome, ficção científica como Blade Runner 2049, terror como Corra!, animação como Coco e drama histórico como Dunkirk.

A diversidade é justamente uma das principais características daquele período.


Prêmios e reconhecimento

A temporada de premiações confirmou a força de diversas produções presentes nesta seleção.

A Forma da Água terminou a temporada do Oscar como Melhor Filme e também levou a estatueta de Melhor Direção para Guillermo del Toro.

Corra! entrou para a história ao conquistar o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Coco venceu como Melhor Animação e também ganhou o prêmio de Melhor Canção Original.

Eu, Tonya garantiu a Allison Janney o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Blade Runner 2049 venceu em Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais.

Logan também alcançou um feito importante ao se tornar o primeiro filme baseado em personagens da Marvel Comics indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.


Como escolher um filme de 2017 para assistir?

A escolha depende principalmente do gênero desejado.

Para quem gosta de terror e suspense

Corra! é uma opção que combina tensão, mistério e comentário social.

Para uma experiência mais desconfortável e experimental, O Sacrifício do Cervo Sagrado apresenta uma abordagem muito mais estranha.

Para quem gosta de ficção científica

Blade Runner 2049 é indicado para quem aprecia mundos futuristas e narrativas contemplativas.

Para quem prefere drama

Lady Bird: A Hora de Voar, Me Chame Pelo Seu Nome e Projeto Flórida apostam em personagens e emoções.

Para quem gosta de ação

Dunkirk, Em Ritmo de Fuga e Logan oferecem propostas bastante diferentes dentro do cinema de ação.

Para assistir com a família

Coco é uma das opções mais acessíveis da seleção, embora trate de temas emocionais profundos.


Ficha técnica resumida dos principais filmes

FilmeDireçãoGêneroDestaque
Corra!Jordan PeeleTerror, suspenseRoteiro
Lady Bird: A Hora de VoarGreta GerwigComédia dramáticaAtuações
A Forma da ÁguaGuillermo del ToroFantasia, romanceDireção de arte
DunkirkChristopher NolanGuerra, dramaMontagem e som
Me Chame Pelo Seu NomeLuca GuadagninoRomance, dramaAtuações
Três Anúncios Para um CrimeMartin McDonaghDrama, humor negroRoteiro
Projeto FlóridaSean BakerDramaDireção
Blade Runner 2049Denis VilleneuveFicção científicaFotografia
Trama FantasmaPaul Thomas AndersonDrama, romanceAtuações
Eu, TonyaCraig GillespieBiografia, dramaElenco
LoganJames MangoldAção, dramaPersonagens
CocoLee UnkrichAnimação, fantasiaMúsica
Em Ritmo de FugaEdgar WrightAção, crimeMontagem
O Sacrifício do Cervo SagradoYorgos LanthimosDrama, suspenseAtmosfera
Star Wars: Os Últimos JediRian JohnsonFicção científica, aventuraDireção

Final explicado: por que 2017 deixou tantos filmes memoráveis?

O principal motivo para 2017 continuar sendo lembrado é a variedade.

Os filmes daquele ano não dependeram de uma única tendência. Houve produções gigantescas e intimistas, histórias de personagens conhecidos e protagonistas completamente novos.

Corra! mostrou como o terror poderia ser simultaneamente entretenimento e comentário social.

Lady Bird: A Hora de Voar provou que conflitos familiares aparentemente pequenos poderiam sustentar uma grande narrativa.

Dunkirk transformou uma retirada militar em experiência cinematográfica.

Blade Runner 2049 mostrou que uma superprodução de ficção científica poderia ser paciente e filosófica.

Coco utilizou a animação para falar sobre morte, memória e família.

A Forma da Água levou a fantasia romântica ao centro da temporada de premiações.

Por isso, a melhor maneira de compreender uma Lista dos melhores Filmes de 2017 não é procurar apenas um gênero ou um estilo. O que tornou aquele ano especial foi justamente a possibilidade de encontrar diferentes experiências cinematográficas convivendo no mesmo período.

Conclusão

A Lista dos melhores Filmes de 2017 reúne obras que continuam relevantes porque apresentam algo além de boas histórias: possuem identidade.

Corra!, Lady Bird: A Hora de Voar, A Forma da Água, Dunkirk, Me Chame Pelo Seu Nome, Três Anúncios Para um Crime, Projeto Flórida, Blade Runner 2049, Trama Fantasma, Eu, Tonya, Logan, Coco, Em Ritmo de Fuga, O Sacrifício do Cervo Sagrado e Star Wars: Os Últimos Jedi representam diferentes caminhos que o cinema encontrou naquele ano para emocionar, provocar, divertir e surpreender.

Mais do que uma coleção de sucessos, 2017 deixou uma geração de filmes capazes de continuar sendo descobertos anos depois. É justamente essa combinação de originalidade, qualidade técnica, personagens marcantes e temas universais que faz daquele período um dos capítulos mais interessantes do cinema contemporâneo.

Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.

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