Lista dos melhores Filmes de 2005: 12 obras que marcaram o cinema
Os melhores filmes de 2005 mostram como aquele ano reuniu grandes produções comerciais, dramas premiados, adaptações literárias, animações inventivas, thrillers e obras independentes que continuam relevantes duas décadas depois.
O cinema de 2005 foi especialmente diverso. De um lado, grandes franquias como Batman Begins, Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith e Harry Potter e o Cálice de Fogo dominaram o imaginário popular. De outro, filmes como O Segredo de Brokeback Mountain, Munique e Capote apostaram em conflitos humanos, políticos e históricos.
Esta lista dos melhores Filmes de 2005 não pretende transformar o cinema em uma competição matemática. A seleção reúne obras de diferentes estilos que se destacaram por roteiro, direção, atuações, identidade visual, impacto cultural ou capacidade de permanecer interessantes mesmo muitos anos depois.
Por que 2005 foi um ano tão importante para o cinema?
Poucos anos da década de 2000 conseguiram equilibrar tão bem cinema de entretenimento e produções autorais. O público encontrou aventuras gigantescas, enquanto festivais e premiações destacaram histórias mais íntimas e controversas.
Também foi um período de transição. O cinema digital começava a ganhar espaço, mas ainda havia uma forte presença da fotografia tradicional. Grandes estúdios investiam em franquias, enquanto cineastas trabalhavam com narrativas cada vez mais ambiciosas.
O resultado foi uma temporada cinematográfica particularmente variada.
Nesta seleção de melhores filmes de 2005, aparecem super-heróis, ficção científica, drama, suspense, romance, animação, terror, biografia, guerra e sátira política.
Melhores filmes de 2005
Batman Begins
Entre os melhores filmes de 2005, Batman Begins ocupa um lugar especial por ter redefinido a maneira como uma grande produção de super-herói poderia abordar seu protagonista.
Christopher Nolan abandonou boa parte da estética exagerada associada às adaptações anteriores e construiu uma Gotham mais física, urbana e plausível. Bruce Wayne é apresentado antes de tudo como um homem marcado pelo trauma, pela culpa e pelo desejo de transformar medo em instrumento de combate.
Christian Bale conduz a história com uma interpretação que diferencia claramente Bruce Wayne do Batman. Michael Caine, Gary Oldman, Liam Neeson, Morgan Freeman e Cillian Murphy completam um elenco particularmente forte.
A direção aposta menos em espetáculo gratuito e mais na construção psicológica do personagem. O resultado é um filme de origem que funciona tanto como aventura quanto como estudo sobre medo, justiça e responsabilidade.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Batman Begins
- Título original: Batman Begins
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos
- Direção: Christopher Nolan
- Roteiro: Christopher Nolan e David S. Goyer
- Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Cillian Murphy e Morgan Freeman
- Gênero: ação, aventura, drama e super-herói
- Duração: aproximadamente 140 minutos
- Fotografia: Wally Pfister
- Montagem: Lee Smith
- Trilha sonora: Hans Zimmer e James Newton Howard
- Produção: Emma Thomas, Charles Roven e Larry Franco
Análise
Um dos grandes méritos de Batman Begins é entender que a origem do herói não precisa ser apenas uma sucessão de acontecimentos. O filme transforma o medo em tema central.
A transformação de Bruce é gradual. Ele não simplesmente decide ser Batman: aprende a controlar aquilo que o assusta e transforma sua própria imagem em símbolo.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Batman Begins
O bonequinho passa boa parte da sessão acordado, sério e olhando para os cantos da sala. Quando Gotham mergulha na escuridão, ele já está procurando uma capa.
O Segredo de Brokeback Mountain
Poucos dramas de 2005 tiveram impacto semelhante ao de O Segredo de Brokeback Mountain.
Dirigido por Ang Lee, o filme acompanha Ennis Del Mar e Jack Twist, dois trabalhadores que desenvolvem uma relação amorosa em meio a uma sociedade que oferece poucas possibilidades para que possam viver abertamente seus sentimentos.
O roteiro evita transformar os personagens em símbolos abstratos. Eles possuem desejos, contradições, medos e escolhas próprias.
A paisagem de Wyoming assume papel fundamental. As montanhas funcionam simultaneamente como espaço de liberdade e como lembrança de uma vida que os personagens não conseguem sustentar fora daquele ambiente.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Segredo de Brokeback Mountain
- Título original: Brokeback Mountain
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos e Canadá
- Direção: Ang Lee
- Roteiro: Larry McMurtry e Diana Ossana
- Elenco: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams e Anne Hathaway
- Gênero: drama e romance
- Duração: aproximadamente 134 minutos
- Fotografia: Rodrigo Prieto
- Montagem: Geraldine Peroni e Dylan Tichenor
- Trilha sonora: Gustavo Santaolalla
Análise
A força de O Segredo de Brokeback Mountain está principalmente na contenção.
Heath Ledger constrói um Ennis extremamente fechado, enquanto Jake Gyllenhaal interpreta Jack como alguém mais disposto a imaginar uma vida diferente. A diferença entre os dois torna o relacionamento ainda mais doloroso.
O filme também trabalha o tempo como elemento dramático. Os personagens envelhecem, suas vidas mudam, mas aquilo que aconteceu na montanha permanece.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Segredo de Brokeback Mountain
O bonequinho começa sentado tranquilamente e termina olhando para a tela em silêncio, completamente emocionado.
Sin City – A Cidade do Pecado
Sin City – A Cidade do Pecado foi uma das experiências visuais mais marcantes daquele período.
Inspirado nas histórias em quadrinhos de Frank Miller, o filme combina fotografia em preto e branco, contrastes extremos, violência estilizada e pequenos elementos coloridos.
A estrutura apresenta diferentes histórias ambientadas na mesma cidade, conectando personagens e acontecimentos.
Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Jessica Alba, Benicio del Toro e Elijah Wood fazem parte de um elenco extenso.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Sin City – A Cidade do Pecado
- Título original: Sin City
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos
- Direção: Robert Rodriguez, Frank Miller e Quentin Tarantino
- Roteiro: Frank Miller e Robert Rodriguez
- Elenco: Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Jessica Alba, Benicio del Toro, Rosario Dawson e Elijah Wood
- Gênero: ação, crime e suspense
- Duração: aproximadamente 124 minutos
- Fotografia: Robert Rodriguez
- Montagem: Robert Rodriguez
- Trilha sonora: Robert Rodriguez, John Debney e Graeme Revell
Análise
A maior qualidade de Sin City – A Cidade do Pecado é sua coerência estética.
O filme não tenta esconder que é uma história em quadrinhos transformada em cinema. Pelo contrário: utiliza sombras, enquadramentos, narração e composição visual para aproximar as duas linguagens.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Sin City – A Cidade do Pecado
O bonequinho assiste de olhos arregalados, tentando descobrir de onde virá o próximo tiro.
Marcas da Violência
David Cronenberg levou a violência para um território profundamente psicológico em Marcas da Violência.
Tom Stall parece viver uma vida tranquila ao lado da família até que um acontecimento inesperado coloca em dúvida sua identidade.
Viggo Mortensen interpreta um personagem que precisa lidar com a possibilidade de que a pessoa que todos conhecem talvez não seja exatamente quem aparenta ser.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Marcas da Violência
- Título original: A History of Violence
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos, Canadá e Alemanha
- Direção: David Cronenberg
- Roteiro: Josh Olson
- Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris, William Hurt e Ashton Holmes
- Gênero: drama, suspense e crime
- Duração: aproximadamente 96 minutos
- Fotografia: Peter Suschitzky
- Montagem: Ronald Sanders
- Trilha sonora: Howard Shore
Análise
Marcas da Violência é menos interessado em explicar a violência do que em mostrar como ela contamina relações aparentemente estáveis.
O contraste entre a vida doméstica e os momentos brutais cria uma tensão constante. Cronenberg transforma a família em espaço de conflito e identidade.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Marcas da Violência
O bonequinho fica imóvel na poltrona. Não dorme, não pisca e definitivamente não quer descobrir o que acontece depois.
Munique
Steven Spielberg abordou as consequências políticas e humanas do terrorismo e da retaliação em Munique.
Inspirado em acontecimentos relacionados ao atentado ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, o filme acompanha uma equipe encarregada de perseguir pessoas consideradas responsáveis pelo ataque.
Eric Bana lidera o elenco, acompanhado por Daniel Craig, Ciarán Hinds, Geoffrey Rush e Mathieu Kassovitz.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Munique
- Título original: Munich
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos, Canadá e França
- Direção: Steven Spielberg
- Roteiro: Tony Kushner e Eric Roth
- Elenco: Eric Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds, Geoffrey Rush e Mathieu Kassovitz
- Gênero: drama, histórico e suspense
- Duração: aproximadamente 164 minutos
- Fotografia: Janusz Kamiński
- Montagem: Michael Kahn
- Trilha sonora: John Williams
Análise
O filme evita apresentar a violência como uma solução simples. Conforme a missão avança, os personagens passam a questionar o significado daquilo que estão fazendo.
Munique funciona justamente porque não reduz um conflito histórico complexo a heróis e vilões perfeitamente definidos.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Munique
O bonequinho passa a sessão sentado na ponta da cadeira, cada vez mais desconfortável com as decisões dos personagens.
Boa Noite e Boa Sorte
George Clooney dirigiu e estrelou Boa Noite e Boa Sorte, um drama histórico ambientado durante o período de perseguições políticas associado ao senador Joseph McCarthy nos Estados Unidos.
O filme acompanha jornalistas que enfrentam pressões políticas enquanto tentam manter a independência editorial.
A fotografia em preto e branco reforça a atmosfera documental e aproxima a produção do universo televisivo retratado.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Boa Noite e Boa Sorte
- Título original: Good Night, and Good Luck.
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos
- Direção: George Clooney
- Roteiro: George Clooney e Grant Heslov
- Elenco: David Strathairn, George Clooney, Robert Downey Jr., Patricia Clarkson e Jeff Daniels
- Gênero: drama e histórico
- Duração: aproximadamente 93 minutos
- Fotografia: Robert Elswit
- Montagem: Stephen Mirrione
- Trilha sonora: Grant Heslov
Análise
Boa Noite e Boa Sorte aposta no diálogo e na tensão institucional em vez de grandes cenas de ação.
É um filme sobre jornalismo, responsabilidade pública e os limites da pressão política sobre a imprensa. Sua estética em preto e branco não é apenas decorativa: ajuda a transportar o espectador para uma época específica da televisão americana.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Boa Noite e Boa Sorte
O bonequinho coloca os óculos, pega um bloquinho e passa a sessão inteira fingindo que está fazendo anotações.
Capote
Philip Seymour Hoffman protagoniza Capote, cinebiografia concentrada em um período decisivo da carreira do escritor Truman Capote.
A produção acompanha o processo que levou Capote a desenvolver o livro que se tornaria uma de suas obras mais importantes.
Hoffman não tenta simplesmente imitar o escritor. Sua interpretação enfatiza a combinação de inteligência, vaidade, sensibilidade e ambição que caracteriza o personagem.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Capote
- Título original: Capote
- Ano: 2005
- País: Estados Unidos e Canadá
- Direção: Bennett Miller
- Roteiro: Dan Futterman
- Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr. e Chris Cooper
- Gênero: drama e biografia
- Duração: aproximadamente 114 minutos
- Fotografia: Adam Kimmel
- Montagem: Christopher Tellefsen
- Trilha sonora: Mychael Danna
Análise
A grande questão de Capote é a relação entre o escritor e as pessoas que se tornam matéria-prima de sua obra.
O filme questiona até que ponto a busca por uma grande história pode alterar a relação entre jornalista, escritor, personagem e sofrimento real.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Capote
O bonequinho permanece acordado, mas termina a sessão com aquela expressão de quem acabou de assistir a algo muito mais pesado do que esperava.
Match Point – Ponto Final
Woody Allen levou sua habitual preocupação com desejo, culpa e acaso para Londres em Match Point – Ponto Final.
Jonathan Rhys Meyers interpreta Chris Wilton, um ex-jogador de tênis que entra em uma família rica e começa a construir uma vida aparentemente perfeita.
Scarlett Johansson interpreta Nola Rice, personagem que passa a representar uma ameaça à estabilidade cuidadosamente construída pelo protagonista.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Match Point – Ponto Final
- Título original: Match Point
- Ano: 2005
- País: Reino Unido, Estados Unidos, Irlanda e Luxemburgo
- Direção: Woody Allen
- Roteiro: Woody Allen
- Elenco: Jonathan Rhys Meyers, Scarlett Johansson, Emily Mortimer, Matthew Goode e Brian Cox
- Gênero: drama, suspense e romance
- Duração: aproximadamente 124 minutos
- Fotografia: Remi Adefarasin
- Montagem: Alisa Lepselter
- Trilha sonora: música clássica
Análise
Match Point – Ponto Final transforma o acaso em uma força quase tão importante quanto os personagens.
O filme também questiona a ideia de que esforço e mérito necessariamente determinam o resultado da vida. O acaso pode alterar tudo em poucos segundos.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Match Point – Ponto Final
O bonequinho fica tranquilo no começo, mas termina jogando a moeda imaginária do acaso para cima e torcendo para não descobrir o resultado.
A Marcha dos Pinguins
Entre os documentários mais conhecidos de 2005, A Marcha dos Pinguins transformou a jornada dos pinguins-imperadores em uma experiência cinematográfica de grande alcance.
O documentário acompanha a migração anual dos animais pela Antártida, mostrando as dificuldades enfrentadas para reprodução e sobrevivência.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Marcha dos Pinguins
- Título original: La Marche de l’empereur
- Ano: 2005
- País: França
- Direção: Luc Jacquet
- Gênero: documentário
- Duração: aproximadamente 80 minutos
- Fotografia: Laurent Chalet e Jérôme Maison
- Montagem: Sabine Emiliani
- Trilha sonora: Émilie Simon
Análise
A Marcha dos Pinguins impressiona principalmente pela combinação entre escala natural e intimidade.
A câmera acompanha indivíduos pequenos diante de uma paisagem gigantesca. O gelo, o vento, o frio e as longas distâncias deixam de ser apenas cenário e se transformam em obstáculos dramáticos.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Marcha dos Pinguins
O bonequinho começa com frio só de olhar para a tela e termina querendo comprar um casaco para os pinguins.
Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais
A animação em stop-motion ganhou um dos seus grandes momentos com Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais.
Wallace e seu fiel cachorro Gromit trabalham protegendo plantações de pragas antes de um misterioso coelho gigante transformar a pacata cidade em cenário de confusão.
O humor físico, os detalhes da animação artesanal e o relacionamento entre os protagonistas são os grandes destaques.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais
- Título original: Wallace & Gromit: The Curse of the Were-Rabbit
- Ano: 2005
- País: Reino Unido e Estados Unidos
- Direção: Nick Park e Steve Box
- Roteiro: Nick Park, Steve Box, Bob Baker e Mark Burton
- Gênero: animação, comédia e aventura
- Duração: aproximadamente 85 minutos
- Montagem: Gregory Perler
- Trilha sonora: Julian Nott
Análise
Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais consegue ser acessível para crianças sem tratar adultos como espectadores secundários.
A produção combina trocadilhos, referências ao cinema de terror, humor britânico e uma quantidade impressionante de detalhes visuais.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais
O bonequinho fica empolgado, ri alto e imediatamente procura uma cenoura para levar ao cinema.
O Despertar de uma Paixão
O Despertar de uma Paixão apresenta uma narrativa de amor, doença, culpa e transformação ambientada em meio a profundas diferenças culturais.
Edward Norton e Naomi Watts interpretam um casal cuja relação muda completamente quando uma epidemia coloca a vida de ambos em risco.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Despertar de uma Paixão
- Título original: The Painted Veil
- Ano: 2006
- Observação: produção lançada em 2006; não pertence à lista principal de filmes de 2005.
Por não ser uma obra de 2005, O Despertar de uma Paixão fica fora da seleção definitiva.
O Jardineiro Fiel
O Jardineiro Fiel combina suspense político, romance e investigação em uma história ambientada principalmente no continente africano.
Ralph Fiennes interpreta Justin Quayle, um diplomata britânico que passa a investigar as circunstâncias relacionadas à morte de sua esposa, interpretada por Rachel Weisz.
A história utiliza o suspense para abordar relações de poder, interesses econômicos, desigualdade e exploração.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Jardineiro Fiel
- Título original: The Constant Gardener
- Ano: 2005
- País: Reino Unido, Alemanha e Quênia
- Direção: Fernando Meirelles
- Roteiro: Jeffrey Caine
- Elenco: Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Danny Huston e Bill Nighy
- Gênero: drama, suspense e romance
- Duração: aproximadamente 129 minutos
- Fotografia: César Charlone
- Montagem: Claire Simpson
- Trilha sonora: Alberto Iglesias
Análise
A experiência de O Jardineiro Fiel é marcada pela direção de Fernando Meirelles, que utiliza câmera móvel, cortes rápidos e uma fotografia de cores fortes.
A narrativa pessoal de Justin serve como porta de entrada para uma investigação muito maior. O suspense funciona justamente porque a descoberta da verdade possui consequências humanas e políticas.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Jardineiro Fiel
O bonequinho começa romântico e termina com cara de investigador particular, tentando juntar as peças da história.
Outros grandes filmes de 2005 que merecem destaque
Além dos títulos analisados em profundidade, o ano teve várias produções que ampliaram a diversidade cinematográfica.
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith encerrou a trilogia de prequels mostrando a transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader.
Harry Potter e o Cálice de Fogo marcou uma mudança importante na franquia, apresentando uma atmosfera mais sombria e personagens entrando definitivamente na adolescência.
King Kong, dirigido por Peter Jackson, recuperou um dos grandes monstros da história do cinema em uma produção de grande escala.
Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, transformou uma invasão alienígena em uma experiência de sobrevivência centrada em uma família.
Johnny & June apresentou uma cinebiografia musical centrada em Johnny Cash e June Carter, com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon nos papéis principais.
Obrigado por Fumar utilizou humor e sátira para discutir publicidade, lobby, manipulação e argumentação.
O Castelo Animado, de Hayao Miyazaki, combinou fantasia, romance e crítica à guerra em uma das animações mais visualmente inventivas do período.
O que os melhores filmes de 2005 têm em comum?
Não existe uma fórmula única para os melhores filmes de 2005. A variedade da seleção deixa isso evidente.
Batman Begins trabalha o nascimento de um herói.
O Segredo de Brokeback Mountain investiga amor, repressão e passagem do tempo.
Sin City – A Cidade do Pecado aposta na estilização visual.
Marcas da Violência transforma identidade em fonte de tensão.
Munique discute vingança e suas consequências.
Boa Noite e Boa Sorte discute jornalismo e poder.
Capote questiona os limites éticos da criação artística.
Match Point – Ponto Final coloca o acaso no centro da narrativa.
A Marcha dos Pinguins transforma natureza em espetáculo cinematográfico.
Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais prova que humor e técnica artesanal podem caminhar juntos.
O Jardineiro Fiel mistura investigação, romance e crítica social.
Prêmios e reconhecimento
O cinema de 2005 teve forte presença nas principais premiações da temporada seguinte. O Segredo de Brokeback Mountain, Capote, Munique, Boa Noite e Boa Sorte e O Jardineiro Fiel estiveram entre as produções mais lembradas da temporada de premiações.
A diversidade também apareceu entre os gêneros. A animação Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais conseguiu disputar espaço com dramas adultos e grandes produções de ação.
Enquanto isso, Batman Begins mostrou que uma franquia de super-herói poderia receber tratamento dramático e visual mais sofisticado.
O legado dos filmes de 2005
Vinte anos depois, vários dos melhores filmes de 2005 continuam sendo revisitados porque seus temas não ficaram presos àquele período.
Batman Begins influenciou a maneira como grandes personagens de quadrinhos passaram a ser apresentados no cinema.
O Segredo de Brokeback Mountain permanece relevante pelo modo como utiliza uma história de amor para falar sobre repressão e escolhas.
Sin City – A Cidade do Pecado continua lembrado pela tentativa de transportar diretamente a estética dos quadrinhos para a linguagem cinematográfica.
Marcas da Violência permanece atual ao discutir a relação entre identidade, violência e família.
E Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais demonstra como uma técnica artesanal pode produzir uma animação que continua visualmente encantadora mesmo depois de duas décadas.
Vale a pena assistir aos melhores filmes de 2005?
Sim, especialmente para quem quer revisitar um período de grande diversidade cinematográfica.
Quem procura ação e super-heróis pode começar por Batman Begins. Para drama e romance, O Segredo de Brokeback Mountain é uma escolha marcante. Para uma experiência visual mais estilizada, Sin City – A Cidade do Pecado se destaca.
Quem prefere suspense pode experimentar Marcas da Violência, Munique ou O Jardineiro Fiel.
Para quem gosta de cinema histórico, Boa Noite e Boa Sorte e Capote oferecem experiências mais concentradas em personagens e acontecimentos reais.
Já quem procura animação pode escolher Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais, enquanto A Marcha dos Pinguins atende quem prefere documentários.
Conclusão
A lista dos melhores Filmes de 2005 revela um dos aspectos mais interessantes daquele período: não havia apenas um tipo de cinema dominante.
O mesmo ano que apresentou a nova versão de Batman Begins também produziu o drama de O Segredo de Brokeback Mountain, a experiência visual de Sin City – A Cidade do Pecado, o suspense psicológico de Marcas da Violência, a discussão política de Munique e a animação artesanal de Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais.
É justamente essa diversidade que faz de 2005 um ano tão interessante para quem gosta de cinema. Duas décadas depois, seus filmes continuam oferecendo histórias diferentes, estilos distintos e temas que permanecem capazes de provocar discussão, emoção, diversão e reflexão.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 2005 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 2005. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”