Lista dos melhores Filmes de 1910: 10 obras essenciais do cinema mudo
Linha fina: Conheça uma seleção dos melhores Filmes de 1910, ano marcado por experiências narrativas, avanços na linguagem cinematográfica, fantasia, drama, ficção científica e algumas das primeiras grandes referências do cinema mundial.
O ano de 1910 ocupa um lugar especial na história da sétima arte. O cinema ainda estava nos primeiros passos, os filmes eram majoritariamente curtas-metragens silenciosos e a linguagem audiovisual ainda passava por intensa transformação. Mesmo assim, diversos realizadores já experimentavam maneiras cada vez mais sofisticadas de contar histórias.
Esta lista dos melhores Filmes de 1910 reúne obras que se destacam não apenas pela importância histórica, mas também pela criatividade, pela preservação e pela influência que exerceram sobre o desenvolvimento posterior do cinema. Entre elas estão dramas de D. W. Griffith, uma das primeiras adaptações cinematográficas de Frankenstein, experiências pioneiras de fantasia e ficção científica e trabalhos fundamentais de cineastas europeus.
É importante lembrar que escolher os melhores Filmes de 1910 não significa aplicar aos curtas-metragens daquele período exatamente os mesmos critérios usados para avaliar produções contemporâneas. Muitas dessas obras têm poucos minutos de duração e utilizam recursos narrativos bastante diferentes dos atuais.
Ainda assim, algumas permanecem surpreendentemente envolventes.
Lista dos melhores Filmes de 1910
A seleção abaixo privilegia obras que combinam importância histórica, qualidade cinematográfica, originalidade e relevância para compreender a evolução do cinema.
- The Unchanging Sea
- The Abyss
- Frankenstein
- The Wonderful Wizard of Oz
- The House with Closed Shutters
- An Arcadian Maid
- The Lad from Old Ireland
- In the Border States
- White Fawn’s Devotion
- A Trip to Mars
1. The Unchanging Sea
Entre os Filmes de 1910, The Unchanging Sea é um dos exemplos mais interessantes de como o cinema começava a trabalhar com passagem de tempo, memória e emoção de maneira visual.
Dirigido por D. W. Griffith, o curta acompanha um pescador que parte para o mar e sofre um acidente. Após ser encontrado, ele perde a memória, enquanto sua esposa permanece ligada à esperança de reencontrá-lo. O passar dos anos transforma a família, mas o mar continua funcionando como uma espécie de elemento permanente da narrativa.
A obra foi inspirada no poema “The Three Fishers”, de Charles Kingsley, e foi filmada na região costeira da Califórnia. A duração é de aproximadamente 14 minutos.
Análise
O grande mérito de The Unchanging Sea está na tentativa de transformar o tempo em imagem.
Em vez de depender de diálogos, Griffith utiliza mudanças de aparência, ações repetidas e a própria paisagem para mostrar que os personagens envelhecem enquanto a natureza permanece praticamente igual. O mar assume, portanto, uma função simbólica.
A história também demonstra uma preocupação crescente com a continuidade emocional. O público não acompanha simplesmente uma sequência de acontecimentos: acompanha uma família ao longo de diferentes momentos da vida.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Mar Inalterável
- Título original: The Unchanging Sea
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: D. W. Griffith
- Roteiro: baseado em poema de Charles Kingsley
- Elenco: Arthur V. Johnson, Linda Arvidson, Gladys Egan e outros
- Gênero: Drama
- Duração: aproximadamente 14 minutos
- Fotografia: G. W. Bitzer
- Montagem: estrutura característica do cinema de Griffith
- Trilha sonora original: filme silencioso
- Produção: Biograph Company
- Distribuição: Biograph Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões contemporâneos
O bonequinho de The Unchanging Sea
O bonequinho começa sentado tranquilamente diante do mar. Aos poucos, percebe que o filme está falando sobre décadas de espera e termina olhando para o horizonte com aquele silêncio emocionado de quem acabou de assistir a uma pequena história sobre a passagem da vida.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
2. The Abyss
Também conhecido pelo título original Afgrunden, The Abyss é uma produção dinamarquesa dirigida por Urban Gad e protagonizada por Asta Nielsen.
O filme acompanha Magda, uma professora de piano que se envolve emocionalmente com um artista de circo. A narrativa abandona rapidamente uma situação inicialmente convencional para explorar desejo, ciúme, atração e consequências sociais.
Asta Nielsen se tornou uma figura internacional do cinema a partir de trabalhos como esse, e sua interpretação representa uma ruptura com formas mais exageradas de atuação comuns naquele período.
Por que está entre os melhores Filmes de 1910?
A importância de The Abyss está especialmente na atuação.
Nielsen constrói uma personagem muito mais naturalista do que aquilo que frequentemente se esperava dos intérpretes do cinema silencioso. Seus gestos, expressões e movimentos carregam grande parte da narrativa.
O filme também demonstra que o cinema europeu estava desenvolvendo uma linguagem própria e não dependia exclusivamente dos modelos narrativos produzidos nos Estados Unidos.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Abismo
- Título original: Afgrunden
- Ano: 1910
- País: Dinamarca
- Direção: Urban Gad
- Roteiro: Urban Gad
- Elenco: Asta Nielsen, Poul Reumert, Robert Dinesen e outros
- Gênero: Drama
- Duração: cerca de 38 minutos
- Fotografia: Alfred Lind
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Kosmorama
- Distribuição: Kosmorama
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de The Abyss
O bonequinho começa interessado no romance, mas rapidamente percebe que entrou em um drama cada vez mais intenso. No final, ele permanece de olhos arregalados, tentando processar as decisões da protagonista.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
3. Frankenstein
Poucos títulos da história do cinema carregam tanta importância histórica quanto Frankenstein, de 1910.
Produzido pela Edison Manufacturing Company e dirigido por J. Searle Dawley, o curta é geralmente reconhecido como a primeira adaptação cinematográfica da obra de Mary Shelley.
Com aproximadamente 16 minutos, a produção apresenta uma interpretação extremamente condensada da história. O cientista cria uma criatura artificial e precisa lidar com as consequências de sua experiência.
Uma obra fundamental para o cinema de horror
Apesar de sua simplicidade quando comparado às produções posteriores, Frankenstein possui uma importância gigantesca.
O filme demonstra que personagens e histórias literárias poderiam ser transformados em imagens cinematográficas muito antes da consolidação dos longas-metragens como principal formato comercial.
O efeito especial mais famoso da produção envolve a criação da criatura, apresentada de maneira teatral e experimental. A abordagem é bastante diferente das versões posteriores, mas justamente por isso permanece fascinante.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Frankenstein
- Título original: Frankenstein
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: J. Searle Dawley
- Roteiro: J. Searle Dawley
- Elenco: Augustus Phillips, Charles Stanton Ogle e Mary Fuller
- Gênero: Horror, fantasia e drama
- Duração: aproximadamente 16 minutos
- Fotografia: James White
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Edison Manufacturing Company
- Distribuição: Edison Manufacturing Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões contemporâneos
O bonequinho de Frankenstein
O bonequinho começa curioso, inclina-se para frente durante a criação da criatura e termina com os dois braços levantados, assustado com o que acabou de testemunhar.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
4. The Wonderful Wizard of Oz
Antes das famosas adaptações posteriores, já existia The Wonderful Wizard of Oz, produção silenciosa de 1910 dirigida por Otis Turner e produzida por William Selig.
Com cerca de 13 minutos, o filme é uma das primeiras versões cinematográficas sobreviventes da história de L. Frank Baum. A produção também apresenta diferenças importantes em relação ao livro original, pois recebeu influência da versão teatral de The Wizard of Oz.
Bebe Daniels interpreta Dorothy.
Fantasia antes dos grandes efeitos especiais
O interesse de The Wonderful Wizard of Oz está justamente em observar como o cinema primitivo tentava representar um universo fantástico.
Sem efeitos digitais, grandes cenários ou técnicas modernas, a produção dependia de figurinos, cenários, trucagens ópticas e montagem.
Para o espectador atual, algumas soluções podem parecer rudimentares. Historicamente, porém, elas revelam uma indústria aprendendo a transformar mundos imaginários em espetáculo visual.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Maravilhoso Mágico de Oz
- Título original: The Wonderful Wizard of Oz
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: Otis Turner
- Roteiro: Otis Turner
- Elenco: Bebe Daniels, Hobart Bosworth, Eugenie Besserer e outros
- Gênero: Fantasia e aventura
- Duração: aproximadamente 13 minutos
- Fotografia: não especificada com segurança
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Selig Polyscope Company
- Distribuição: Selig Polyscope Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de The Wonderful Wizard of Oz
O bonequinho começa maravilhado, olha para os cenários fantásticos e passa boa parte da sessão tentando imaginar como os cineastas conseguiram criar aquilo sem nenhuma tecnologia moderna.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
5. The House with Closed Shutters
D. W. Griffith aparece novamente nesta seleção com The House with Closed Shutters, drama de aproximadamente 16 minutos ambientado durante a Guerra Civil Americana.
A trama acompanha um soldado que abandona o campo de batalha e retorna para casa. Sua irmã decide assumir o lugar dele para preservar a reputação da família, desencadeando consequências trágicas.
O filme é particularmente interessante pela estrutura dramática e pelo uso de diferentes posições de câmera.
Drama, vergonha e sacrifício
O roteiro trabalha com uma ideia bastante poderosa para seu período: uma pessoa assume o peso de uma decisão tomada por outra.
A janela temporal também é importante. A narrativa não fica restrita ao momento do conflito, avançando décadas e mostrando como o passado continua determinando a vida dos personagens.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Casa das Janelas Fechadas
- Título original: The House with Closed Shutters
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: D. W. Griffith
- Roteiro: Emmett Campbell Hall
- Elenco: Henry B. Walthall, Dorothy West, Grace Henderson e outros
- Gênero: Drama e melodrama
- Duração: aproximadamente 16 minutos
- Fotografia: G. W. Bitzer
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Biograph Company
- Distribuição: Biograph Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de The House with Closed Shutters
O bonequinho começa sério e termina completamente abalado. Na última cena, ele fecha lentamente os olhos, respira fundo e fica alguns segundos em silêncio.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
6. An Arcadian Maid
Mary Pickford protagoniza An Arcadian Maid, drama dirigido por D. W. Griffith e lançado em 1910.
A personagem principal é uma jovem empregada que consegue trabalho em uma fazenda. Sua vida muda depois que ela conhece um vendedor ambulante que a envolve emocionalmente e posteriormente a convence a participar de um crime.
O curta tem aproximadamente 16 minutos.
Mary Pickford em uma narrativa de vulnerabilidade
O filme demonstra como Pickford já possuía forte presença diante da câmera. Sua atuação depende principalmente de expressões faciais e gestos, recursos essenciais em uma época na qual os personagens não podiam recorrer ao diálogo sonoro.
O roteiro também explora uma questão recorrente nos melodramas do período: a vulnerabilidade de pessoas socialmente dependentes diante de indivíduos manipuladores.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Jovem Arcadiana
- Título original: An Arcadian Maid
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: D. W. Griffith
- Roteiro: Stanner E. V. Taylor
- Elenco: Mary Pickford, Mack Sennett, Kate Bruce e outros
- Gênero: Drama e melodrama
- Duração: aproximadamente 16 minutos
- Fotografia: G. W. Bitzer
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Biograph Company
- Distribuição: Biograph Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de An Arcadian Maid
O bonequinho fica apreensivo quando percebe que a protagonista está sendo enganada. Durante o desfecho, já está praticamente na ponta da cadeira, torcendo para que a situação não termine ainda pior.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
7. The Lad from Old Ireland
Entre os Filmes de 1910, The Lad from Old Ireland tem uma importância especial por causa de sua produção internacional.
Dirigido por Sidney Olcott, o filme foi gravado na Irlanda e nos Estados Unidos, incluindo localidades próximas de Cork e Killarney, além de Nova York.
A história acompanha um jovem irlandês que parte para os Estados Unidos, consegue melhorar de vida e posteriormente retorna à Irlanda para ajudar sua antiga comunidade e sua noiva.
Um passo importante para as filmagens em locação
A utilização de locações reais é um dos grandes atrativos históricos da obra.
Em vez de construir toda a Irlanda dentro de um estúdio, a equipe levou a produção para fora dos Estados Unidos. Isso ajudou a ampliar a sensação de autenticidade e antecipou uma prática que posteriormente se tornaria fundamental para o cinema internacional.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Rapaz da Velha Irlanda
- Título original: The Lad from Old Ireland
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: Sidney Olcott
- Roteiro: Gene Gauntier
- Elenco: Sidney Olcott, Gene Gauntier, Thomas O’Connor e outros
- Gênero: Drama
- Duração: aproximadamente 12 minutos
- Fotografia: George K. Hollister
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Kalem Company
- Distribuição: Kalem Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de The Lad from Old Ireland
O bonequinho assiste à viagem do protagonista com um sorriso discreto. Quando a história volta à Irlanda, ele já está emocionado e segurando uma pequena bandeira imaginária.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
8. In the Border States
Outro trabalho importante de D. W. Griffith é In the Border States, drama de guerra lançado em 1910.
Com cerca de 17 minutos, a produção se passa durante a Guerra Civil Americana e acompanha uma família atingida diretamente pelo conflito.
O filme utiliza situações de perseguição, separação familiar e perigo para criar tensão crescente.
A ação como ferramenta narrativa
Griffith já demonstrava interesse em alternar diferentes núcleos de ação.
Essa construção ajuda a criar sensação de urgência, principalmente nas cenas em que personagens estão em locais diferentes e suas trajetórias começam a convergir.
Embora o filme pertença a uma época muito distante do cinema atual, sua estrutura revela uma preocupação clara com ritmo e suspense.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Nos Estados de Fronteira
- Título original: In the Border States
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: D. W. Griffith
- Roteiro: Stanner E. V. Taylor
- Elenco: Charles West, Charles Arling, Owen Moore e outros
- Gênero: Drama e guerra
- Duração: aproximadamente 17 minutos
- Fotografia: G. W. Bitzer
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Biograph Company
- Distribuição: Biograph Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de In the Border States
O bonequinho passa boa parte da sessão em pé. Cada nova perseguição faz seus olhos aumentarem, e o final encontra o personagem completamente exausto depois de tanta tensão.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
9. White Fawn’s Devotion
White Fawn’s Devotion é uma produção especialmente relevante para a história do cinema norte-americano.
O filme mudo de 1910 foi dirigido por James Young Deer e apresenta uma trama dramática envolvendo família, perseguição e justiça. A obra tem aproximadamente 11 minutos e foi produzida pela Pathé.
Durante muito tempo, a produção foi considerada o mais antigo filme sobrevivente dirigido por um cineasta indígena norte-americano, embora pesquisas posteriores tenham colocado essa caracterização em discussão.
Importância histórica
Mesmo com as limitações de sua narrativa e das representações culturais características do período, White Fawn’s Devotion merece atenção por sua posição dentro da história da produção cinematográfica nos Estados Unidos.
O filme também evidencia como companhias internacionais começavam a estabelecer unidades de produção em território norte-americano.
Ficha técnica
- Título brasileiro: White Fawn’s Devotion
- Título original: White Fawn’s Devotion
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: James Young Deer
- Roteiro: James Young Deer
- Elenco: Lucille Young e outros
- Gênero: Drama e western
- Duração: aproximadamente 11 minutos
- Fotografia: não especificada com segurança
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Pathé
- Distribuição: Pathé
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de White Fawn’s Devotion
O bonequinho começa curioso com a ambientação, mas rapidamente fica apreensivo diante da sucessão de conflitos. No final, está aliviado e ainda tentando organizar tudo o que aconteceu em poucos minutos.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
10. A Trip to Mars
Para fechar a seleção, A Trip to Mars representa o fascínio do cinema de 1910 pela ciência e pela exploração espacial.
Dirigido por Ashley Miller e produzido pela Edison Manufacturing Company, o curta apresenta um cientista que descobre uma forma de alterar a gravidade e acaba realizando uma viagem extraordinária em direção a Marte.
A produção possui aproximadamente cinco minutos.
Ficção científica em poucos minutos
A Trip to Mars é um exemplo fascinante de como a ficção científica já encontrava espaço no cinema quando a própria tecnologia cinematográfica ainda estava em desenvolvimento.
A ideia de viajar para outro planeta transforma conceitos científicos em espetáculo fantástico. É justamente essa combinação entre ciência, imaginação e trucagem visual que torna o curta relevante.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Uma Viagem a Marte
- Título original: A Trip to Mars
- Ano: 1910
- País: Estados Unidos
- Direção: Ashley Miller
- Roteiro: não especificado com segurança
- Elenco: informações completas não confirmadas com segurança
- Gênero: Ficção científica, fantasia e aventura
- Duração: aproximadamente 5 minutos
- Fotografia: não especificada com segurança
- Montagem: não especificada com segurança
- Trilha sonora: filme silencioso
- Produção: Edison Manufacturing Company
- Distribuição: Edison Manufacturing Company
- Classificação indicativa: não estabelecida nos padrões atuais
O bonequinho de A Trip to Mars
O bonequinho coloca um capacete imaginário, olha para o céu e embarca na viagem. Cinco minutos depois, volta para a Terra com cara de quem gostaria que a expedição tivesse durado mais.
Nota: ⭐⭐⭐⭐☆ 4 de 5 estrelas
O que torna os Filmes de 1910 tão importantes?
Os Filmes de 1910 aparecem em um momento de transição fundamental. O cinema ainda não havia desenvolvido todas as convenções que posteriormente se tornariam comuns, mas vários realizadores já experimentavam técnicas que ajudariam a definir a linguagem audiovisual.
A montagem começava a ganhar importância. Os cineastas compreendiam progressivamente que uma história poderia ser construída pela combinação de diferentes planos e locais.
Também surgia uma preocupação maior com personagens e continuidade narrativa. Em vez de simplesmente registrar uma ação diante da câmera, os realizadores passaram a organizar acontecimentos para produzir suspense, emoção e identificação.
Essa transformação pode ser observada claramente em obras como The Unchanging Sea, The House with Closed Shutters e In the Border States.
Ao mesmo tempo, filmes como Frankenstein, The Wonderful Wizard of Oz e A Trip to Mars demonstram que fantasia, horror e ficção científica já tinham potencial cinematográfico.
A importância de D. W. Griffith em 1910
D. W. Griffith domina boa parte da produção norte-americana destacada daquele ano. O diretor aparece nesta seleção com quatro obras: The Unchanging Sea, The House with Closed Shutters, An Arcadian Maid e In the Border States.
Seu trabalho naquele período demonstra uma crescente preocupação com a construção dramática, a continuidade e a relação entre diferentes espaços.
A câmera deixa de funcionar apenas como uma testemunha imóvel. Ela começa a participar da construção da narrativa.
Essa evolução seria decisiva nos anos seguintes.
O cinema europeu nos Filmes de 1910
Embora o cinema norte-americano seja muito representado nas listas históricas, os Filmes de 1910 também revelam uma produção europeia cada vez mais sofisticada.
The Abyss, da Dinamarca, é um exemplo particularmente importante por causa da atuação de Asta Nielsen.
Já The Lad from Old Ireland demonstra como as produções norte-americanas começavam a ultrapassar fronteiras geográficas para buscar cenários e histórias em outros países.
Essa expansão ajudou a transformar o cinema em uma linguagem verdadeiramente internacional.
Os Filmes de 1910 ainda podem ser assistidos hoje?
Sim. Uma parcela das obras cinematográficas produzidas em 1910 foi perdida, mas diversos títulos sobreviveram em arquivos, coleções e cópias preservadas.
Entre os filmes desta seleção, existem versões preservadas de The Unchanging Sea, The House with Closed Shutters, In the Border States e outros trabalhos.
A experiência de assistir a um filme tão antigo é naturalmente diferente de acompanhar uma produção moderna. O ritmo pode parecer acelerado em alguns momentos e extremamente lento em outros. As imagens podem apresentar desgaste e os intertítulos substituem os diálogos falados.
Ainda assim, essas características fazem parte do valor histórico dessas obras.
Como escolher os melhores Filmes de 1910?
A expressão melhores Filmes de 1910 pode significar coisas diferentes dependendo do critério utilizado.
Para uma pessoa interessada em história do cinema, Frankenstein pode ter importância especial por ser uma adaptação pioneira de uma obra literária conhecida.
Quem prefere dramas humanos pode se interessar mais por The Unchanging Sea ou The House with Closed Shutters.
Para quem gosta de fantasia, The Wonderful Wizard of Oz oferece uma perspectiva curiosa sobre as primeiras adaptações de universos fantásticos.
Já os interessados em ficção científica podem encontrar em A Trip to Mars um pequeno registro do fascínio que o espaço já exercia sobre os cineastas.
Vale a pena assistir aos melhores Filmes de 1910?
Para quem gosta de história do cinema, certamente há muito a descobrir nessa seleção. Os Filmes de 1910 permitem observar um momento em que praticamente todas as regras que hoje parecem naturais ainda estavam sendo inventadas.
Não é necessário assistir a todos de uma vez. Uma boa porta de entrada é começar por Frankenstein, The Unchanging Sea e The Wonderful Wizard of Oz, que apresentam propostas bastante diferentes.
Depois, vale avançar para The Abyss, The House with Closed Shutters e An Arcadian Maid para perceber como o drama e a atuação estavam evoluindo.
Final explicado de The Unchanging Sea
No desfecho de The Unchanging Sea, o pescador recupera gradualmente as lembranças que havia perdido depois do acidente no mar.
A reunião do casal encerra uma narrativa construída sobre espera e passagem do tempo. Durante todo o filme, o mar funciona como elemento permanente enquanto as pessoas envelhecem e suas relações se transformam.
O título ganha, portanto, um significado simbólico: o mundo humano muda constantemente, mas a natureza permanece como testemunha silenciosa.
O encerramento não depende de uma grande revelação. Sua força está justamente na ideia de que anos de sofrimento podem ser resumidos em poucos gestos e imagens.
Conclusão: por que conhecer os Filmes de 1910?
Os Filmes de 1910 representam uma etapa essencial da evolução do cinema. São obras curtas, silenciosas e tecnicamente distantes das produções contemporâneas, mas muitas delas já apresentam características que seriam fundamentais para o desenvolvimento da linguagem cinematográfica.
The Unchanging Sea demonstra o potencial emocional da montagem e da passagem do tempo. The Abyss evidencia a força de uma atuação naturalista. Frankenstein mostra como a literatura podia ser transformada em cinema. The Wonderful Wizard of Oz revela o fascínio inicial pela fantasia, enquanto A Trip to Mars aponta para a ficção científica.
Por isso, uma lista dos melhores Filmes de 1910 não serve apenas para indicar o que assistir. Ela também funciona como uma pequena viagem ao momento em que o cinema estava descobrindo, praticamente diante dos olhos do público, aquilo que seria capaz de fazer.
E é justamente essa sensação de descoberta que torna esses filmes tão interessantes mais de um século depois.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
Por favor, não esqueça de colocar este link como Referência Bibliográfica em sua Publicação:
Assistir Online Grátis Lista dos melhores Filmes de 1910, Ver Online de Graça Lista dos melhores Filmes de 1910, Filme Online Grátis Lista dos melhores Filmes de 1910, Assistir Online de Graça Lista dos melhores Filmes de 1910, Filme Completo de Graça Lista dos melhores Filmes de 1910, Assista o que é Lista dos melhores Filmes de 1910? Entenda a notícia sobre o que aconteceu sobre Lista dos melhores Filmes de 1910.
Caso o título Lista dos melhores Filmes de 1910 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 1910. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”