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Abismo do Medo 2 CRÍTICA

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Abismo do Medo 2 – Crítica

Introdução

Lançado em 2009, Abismo do Medo 2 (título original: The Descent: Part 2) é a sequência do aclamado filme de terror de 2005, Abismo do Medo (The Descent), dirigido por Neil Marshall. A continuação, dirigida por Jon Harris, segue a história de uma das sobreviventes do primeiro filme, Sarah, enquanto ela é forçada a retornar à caverna onde um grupo de amigas foi brutalmente atacado por criaturas subterrâneas. Embora tenha gerado expectativas por seguir um dos filmes de terror mais intensos da década, Abismo do Medo 2 falha em capturar a mesma essência aterrorizante do seu predecessor. Vamos analisar o que o filme tem a oferecer, tanto em termos de acertos quanto de falhas.


Enredo

Após os eventos traumáticos do primeiro filme, Sarah (interpretada por Shauna Macdonald, que retorna ao papel), a única sobrevivente, é resgatada, mas traumatizada, incapaz de dar explicações claras sobre o que aconteceu dentro da caverna. As autoridades locais, desconfiadas e preocupadas com a falta de respostas, decidem enviar um time de resgate para investigar. Para isso, Sarah é forçada a retornar à caverna e liderar a equipe, embora ela hesite, ainda assombrada pelo horror que viveu.

O filme se desenrola com o time explorando ainda mais profundamente as cavernas, onde a tensão aumenta à medida que novos encontros com as criaturas, chamadas de “crawlers”, começam a ocorrer. Em sua tentativa de resgatar, a equipe começa a perceber que os monstros não são a única ameaça subterrânea, e segredos mais obscuros vêm à tona.

Embora o enredo de Abismo do Medo 2 siga uma estrutura de sobrevivência básica, com personagens tentando escapar de uma ameaça sobrenatural, ele acaba por não criar a mesma atmosfera opressiva e inovadora do primeiro filme. A trama recai em clichés do gênero e parece mais como uma tentativa de expandir a história sem oferecer algo realmente novo.


Pontos Fortes

  1. Ação e Tensão
    Se há algo que Abismo do Medo 2 consegue oferecer em comparação com o original, é a ação constante e a crescente sensação de pavor. O filme mantém o ritmo acelerado com cenas de perseguição e ataques inesperados das criaturas, criando um ambiente de tensão ininterrupta. As sequências no interior das cavernas, com a claustrofobia e a sensação de confinamento, são eficazes em manter o espectador apreensivo.
  2. Atmosfera e Ambiência
    O cenário da caverna, assim como no primeiro filme, é um dos maiores pontos fortes de Abismo do Medo 2. A escuridão quase absoluta e a imersão no desconhecido contribuem para um ambiente sufocante e aterrador. A sensação de estar perdido em um labirinto subterrâneo, sem saída visível, mantém o público inquieto. Isso, aliado aos sons abafados e à iluminação sombria, ajuda a criar uma atmosfera que, apesar de não ser tão original, ainda funciona bem para o filme.
  3. Criaturas e Efeitos Visuais
    As criaturas, ou “crawlers”, continuam sendo uma das partes mais interessantes do filme. Elas são grotescas, aterrorizantes e, apesar de sua natureza não ser completamente explicada, sua presença física e as cenas de combate com as vítimas são eficazes para manter a tensão. Os efeitos especiais, embora não tão impressionantes quanto em grandes produções de terror, são satisfatórios para o orçamento do filme e contribuem para a construção da sensação de medo.

Pontos Fracos

  1. Roteiro Fraco e Repetitivo
    Uma das maiores falhas de Abismo do Medo 2 é seu roteiro, que não apresenta grandes inovações em relação ao original. O filme segue muito de perto o molde de outros filmes de terror de caverna e criaturas, sem trazer algo novo para a mesa. As reviravoltas são previsíveis e a trama não consegue capturar o mesmo impacto psicológico que o primeiro filme. A decisão de forçar Sarah a voltar à caverna parece mais uma maneira de prolongar a história, e não uma escolha natural para o desenvolvimento do personagem.
  2. Personagens Unidimensionais
    Embora o primeiro filme tenha desenvolvido bem as relações entre as personagens, Abismo do Medo 2 falha em criar personagens que realmente interessam ao espectador. A maioria dos membros da equipe de resgate são arquétipos de filmes de terror, sem profundidade ou desenvolvimento significativo. Em um filme em que a sobrevivência dos personagens deveria ser central, a falta de conexão emocional com eles prejudica o impacto das cenas de suspense.
  3. Exposição Desnecessária e Falta de Suspense
    Em vários momentos, o filme peca pela exposição desnecessária, tentando explicar mais do que o necessário sobre os monstros e o que ocorreu. Isso diminui a aura de mistério e torna a ameaça menos aterrorizante. Enquanto o original manteve um certo nível de ambiguidade sobre a origem das criaturas, a sequência tenta dar mais explicações, o que acaba enfraquecendo a tensão e a sensação de terror.
  4. Falta de Originalidade
    Embora seja uma continuação direta, Abismo do Medo 2 perde um pouco da originalidade e do frescor do primeiro filme. O que antes era um exercício de horror psicológico, com uma exploração intensa do medo e do isolamento, agora se sente mais como um filme de ação de terror comum. O desejo de expandir a história sem trazer novos elementos ou mudanças significativas na narrativa resulta em um produto menos impactante.

Aspectos Técnicos

  • Cinematografia: A cinematografia é eficaz ao criar uma atmosfera opressiva, mas peca pela falta de variedade visual. O filme depende muito de tomadas apertadas e escuras que, embora funcionem no início, começam a se tornar cansativas com o tempo. A falta de contraste e de cenas mais claras limita a experiência visual e pode ser um ponto negativo para quem procura algo mais dinâmico.
  • Efeitos Sonoros: A trilha sonora e os efeitos sonoros são fundamentais para criar a tensão, e Abismo do Medo 2 usa sons abafados e estranhos para amplificar a sensação de perigo. No entanto, em alguns momentos, o som parece excessivo ou forçado, prejudicando a imersão nas cenas.

Temas Principais

  • Sobrevivência e Trauma: O filme lida com temas de sobrevivência, mas, mais importante, com o trauma psicológico. Sarah, como única sobrevivente do ataque, carrega uma carga emocional pesada, e o filme explora um pouco de seu estado mental fragilizado, embora de forma superficial.
  • Medo do Desconhecido: As cavernas continuam a ser um símbolo do desconhecido, com suas profundezas sombrias e inexploradas. O medo do que está oculto no escuro é uma constante no filme, mas, ao tentar expandir o mistério, o filme acaba por diminuir seu impacto.

Conclusão

Abismo do Medo 2 é uma sequência que, embora consiga oferecer algumas cenas de ação e tensão, não consegue capturar o impacto psicológico e a originalidade do seu predecessor. Com um roteiro fraco, personagens unidimensionais e um excesso de explicações desnecessárias, o filme não consegue corresponder às expectativas criadas pelo primeiro filme. É um terror mais convencional e menos inovador, o que o torna uma experiência menos memorável para os fãs do gênero.

Nota Final: 5/10
Abismo do Medo 2 pode agradar aqueles que buscam um filme de terror simples e direto, mas falha em fornecer o mesmo nível de tensão e profundidade do original. Fica aquém da expectativa, deixando os fãs do primeiro filme com a sensação de que o potencial da história foi desperdiçado.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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