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Amor Estranho Amor CRÍTICA

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Crítica de Amor Estranho Amor (1982)

Amor Estranho Amor é um filme brasileiro de 1982 dirigido por Walter Hugo Khouri. O longa é conhecido por seu conteúdo polêmico, já que mistura elementos de drama e erotismo de maneira explícita. Considerado um filme controverso e de difícil recepção para o grande público, a obra divide opiniões até hoje, sendo lembrada por suas cenas ousadas e temas delicados. O filme é um retrato da sociedade brasileira da época, trazendo à tona questões como abuso, desejo e a busca pela identidade sexual.

Enredo: Entre o Drama e o Erotismo

O filme conta a história de uma jovem chamada Amanda (interpretada por Vera Fischer), uma mulher que, ao lado de seu namorado, é forçada a se submeter a uma série de práticas eróticas e psicológicas. Ela é levada a um universo de desejo e repressão, onde a fronteira entre o amor e o abuso se torna cada vez mais tênue. Embora o filme trate de temas como o prazer, o desejo e o poder, a maneira como esses assuntos são abordados pode ser chocante para muitas pessoas, já que ele lida com tópicos de abuso psicológico e sexual de uma maneira explícita.

A narrativa busca explorar a complexidade das relações humanas, mas, ao fazer isso, acaba tocando em pontos sensíveis, sem necessariamente oferecer uma reflexão profunda sobre esses temas. O enfoque no erotismo e nos dilemas sexuais é constante, mas a maneira como o filme conduz suas cenas parece mais focada em chocar do que em desenvolver uma análise crítica ou uma história coesa. A história de Amanda parece ser uma tentativa de abordar a dualidade entre desejo e moralidade, mas a execução do enredo não consegue transmitir uma mensagem clara ou inovadora.

Direção e Estilo Visual

A direção de Walter Hugo Khouri é, sem dúvida, uma das partes mais intrigantes de Amor Estranho Amor. O cineasta, conhecido por seu olhar provocador e por tratar temas polêmicos em seus filmes, aqui opta por uma estética visual marcada pelo contraste entre cenas de grande sensualidade e momentos de introspecção angustiante. O diretor usa a câmera de maneira a explorar a vulnerabilidade dos personagens, mas a forma como o erotismo é capturado pode ser interpretada como excessivamente explícita, o que dificulta a identificação do espectador com os personagens e seus dilemas internos.

A fotografia é um dos aspectos mais marcantes da obra, com uma paleta de cores que tende a alternar entre tons sombrios e quentes, criando uma sensação de desconforto e provocação constante. Em muitas cenas, a câmera focaliza de perto os rostos dos personagens, o que dá ao filme uma aura de intimidade, mas também de invasão. Esse tipo de estética ajuda a intensificar a sensação de desconforto e a busca de Khouri por uma análise da natureza humana em seus aspectos mais profundos, sombrios e, por vezes, inibidos.

Performances

A atuação de Vera Fischer como Amanda é, sem dúvida, um dos maiores destaques do filme. A atriz, que já era bastante conhecida na época, consegue transmitir uma certa fragilidade e desespero em sua personagem, mesmo quando a história exige que ela se submeta a cenas de grande carga sexual. Seu desempenho reflete bem a confusão emocional de Amanda, que parece perdida em um turbilhão de desejos conflitantes e limites tênues entre o certo e o errado. No entanto, a atuação, por vezes, cai na caricatura devido à falta de profundidade que o roteiro oferece para que a personagem realmente se desenvolva.

Os outros atores do filme, incluindo os personagens masculinos que cercam Amanda, também se destacam, mas de maneira mais limitada. Eles estão frequentemente à sombra da presença forte de Fischer, e seus personagens parecem mais superficiais, como meros veículos para que o enredo atinja suas cenas de erotismo. Não há muita nuance no desenvolvimento dos outros personagens, o que limita a interação entre eles e prejudica o impacto emocional que o filme poderia ter.

Temas e Controvérsias

O maior ponto de discussão sobre Amor Estranho Amor é, sem dúvida, o tratamento que o filme dá aos temas de desejo e abuso. A relação entre Amanda e os personagens masculinos, especialmente a exploração das dinâmicas de poder e controle, faz com que o filme se torne um objeto de debate. A obra lida com o erotismo de maneira explícita e, muitas vezes, desconfortável, não hesitando em apresentar cenas que podem ser vistas como uma exploração do corpo feminino e dos limites do consentimento.

O filme, ao abordar tais temas de forma crua e direta, provoca uma reflexão sobre os limites da moralidade, da sensualidade e do abuso, mas isso pode ser perdido para muitos devido à maneira como o filme se aprofunda no erotismo sem oferecer uma análise crítica suficiente sobre os seus temas. Isso gera uma sensação de desconexão com o público, que pode se sentir desconfortável diante da abordagem superficial que o filme tem sobre assuntos tão complexos.

Conclusão: Um Filme Polêmico e Divisivo

Amor Estranho Amor é, sem dúvida, um filme que gera polêmica e divide opiniões. Enquanto alguns consideram a obra uma tentativa ousada de discutir questões de desejo, abuso e identidade sexual, outros a veem como uma exploração desnecessária e sensacionalista de temas complexos. A direção de Walter Hugo Khouri e a performance de Vera Fischer são notáveis, mas a falta de profundidade no roteiro e a forma como o filme lida com a sexualidade de maneira excessiva e sem uma reflexão crítica mais substancial tornam a obra uma experiência difícil para muitos espectadores.

A trama, embora tenha o potencial de tratar temas como o abuso psicológico e o poder nas relações, muitas vezes cai na superficialidade, e o erotismo explícito acaba se tornando o foco, em vez de um meio para explorar questões emocionais e psicológicas mais profundas. Para aqueles dispostos a enfrentar o desconforto da obra, Amor Estranho Amor pode provocar uma reflexão sobre os limites da moralidade e os perigos da exploração do corpo humano, mas sua abordagem muitas vezes exagerada e forçada pode afastar muitos espectadores.

Nota Final: 4/10

Amor Estranho Amor é uma obra ousada e provocadora, mas que falha em transmitir uma mensagem coesa e crítica, sacrificando a profundidade em favor da busca pelo choque. Embora tenha mérito em sua direção visual e nas performances dos atores, o filme acaba se perdendo em sua própria premissa, tornando-se mais uma curiosidade do que um estudo significativo sobre os temas que propõe explorar.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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