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Animal Kingdom CRÍTICA

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Animal Kingdom – Crítica

Introdução

Animal Kingdom (2010), dirigido por David Michôd, é um thriller psicológico que mergulha no ambiente de uma família criminosa de Melbourne, Austrália, explorando a dinâmica violenta e manipuladora de um clã marcado pela criminalidade e pela traição. O filme é sombrio e tenso, com uma construção de personagens profunda e uma atmosfera de suspense constante, criando uma narrativa que prende o espectador até o último momento.

Enredo

O filme segue Joshua “J” Cody (James Frecheville), um jovem que, após a morte de sua mãe por overdose, se vê forçado a viver com seus parentes. Ele é acolhido por Smurf (Jacki Weaver), sua avó manipuladora e matriarca da família, que comanda os negócios ilegais de seus filhos. O clã Cody é composto por várias figuras notórias, incluindo Andrew (Ben Mendelsohn), um dos filhos, e os outros membros da família que vivem à margem da lei, participando de roubos e crimes violentos.

J, um jovem impressionável e vulnerável, gradualmente vai se adaptando ao estilo de vida de sua nova família. No entanto, ele logo percebe as complexas relações entre seus parentes e a crescente tensão com as forças da lei, incluindo o policial Nathan Leckie (Guy Pearce), que tenta se infiltrar na família para expor suas atividades criminosas. O dilema moral de J e sua luta para encontrar um caminho próprio tornam o enredo ainda mais angustiante.

Direção e Roteiro

David Michôd cria uma narrativa tensa e absorvente, explorando a jornada de J com maestria. A direção é contida e focada em momentos de alta tensão, permitindo que o espectador entre em sintonia com os dilemas internos do protagonista e com o ambiente de constante risco e desconfiança que o cerca. O ritmo do filme é deliberadamente lento, o que constrói uma tensão crescente, enquanto a história não se apressa para revelar seus segredos, criando um senso de inquietação palpável.

O roteiro é inteligente e cheio de nuances, revelando aos poucos as complexidades da dinâmica familiar. Cada membro da família Cody possui uma motivação própria e uma forma distinta de agir, tornando-os personagens multifacetados e imprevisíveis. Michôd evita tornar a narrativa excessivamente explícita ou moralista, preferindo deixar o espectador interpretar os acontecimentos à medida que a história se desenrola.

Elenco e Atuações

O elenco de Animal Kingdom é espetacular, com performances intensas que complementam perfeitamente a atmosfera de tensão do filme. James Frecheville entrega uma performance comedida e convincente como J, mostrando a evolução de seu personagem à medida que ele se confronta com a moralidade de suas escolhas e a manipulação da família.

Jacki Weaver, como Smurf, é o destaque do filme, com uma interpretação memorável de uma matriarca sedutora e manipuladora, capaz de controlar todos ao seu redor com um sorriso doce e uma presença ameaçadora. Sua performance lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Ben Mendelsohn, como Andrew, e Guy Pearce, como o policial Leckie, também entregam atuações poderosas. Mendelsohn, em particular, retrata um personagem perturbador e volúvel, cujas ações criam um grande conflito moral dentro da narrativa.

Temas e Relevância

Animal Kingdom aborda temas como lealdade familiar, corrupção, violência e a luta pelo poder. A família Cody é uma representação de um microcosmo da sociedade criminosa, onde lealdades inabaláveis e comportamentos destrutivos coexistem de maneira insustentável. A jornada de J é uma busca por identidade e uma tentativa de escapar da influência tóxica de sua família.

Além disso, o filme também explora a relação entre o indivíduo e a autoridade, com J sendo constantemente pressionado a escolher entre seguir os passos da família ou buscar uma vida diferente, mais ética. O contraste entre a corrupção da família Cody e a tentativa de Leckie de fazer justiça traz à tona questões sobre moralidade, dever e sobrevivência.

Aspectos Técnicos

A cinematografia de Animal Kingdom é sombria e minimalista, refletindo a natureza opressiva da trama. A fotografia de Adam Arkapaw utiliza sombras e tons frios para reforçar a sensação de isolamento e perigo constante. A trilha sonora, composta por Antony Partos, complementa o tom de tensão e desconforto, com músicas que ajudam a intensificar o clima de desespero que permeia o filme.

Conclusão

Animal Kingdom é uma obra densa e emocionalmente impactante, que oferece uma visão profunda da complexidade das relações familiares e dos dilemas morais enfrentados por seus personagens. Com um roteiro inteligente, uma direção eficaz e um elenco excepcional, o filme se estabelece como um thriller psicológico brilhante e perturbador. Rian Michôd cria um mundo onde a moralidade é subjetiva e os laços familiares podem ser tanto um refúgio quanto uma prisão, deixando o público refletindo sobre as escolhas e consequências de cada personagem.

Nota: 9/10

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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