Menu fechado

As Viagens de Gulliver CRÍTICA

LoadingMarcar Para Assistir Mais Tarde

As Viagens de Gulliver CRÍTICA

Crítica de As Viagens de Gulliver (2010)

As Viagens de Gulliver, dirigido por Rob Letterman e lançado em 2010, é uma adaptação moderna e cômica do clássico literário de Jonathan Swift. Embora o livro de Swift, publicado em 1726, seja uma sátira mordaz da sociedade e das instituições humanas, o filme estrelado por Jack Black como o protagonista, Lemuel Gulliver, opta por uma abordagem mais leve e voltada para o público familiar, misturando comédia física e humor pastelão com elementos de aventura e fantasia.

Enredo e Adaptação

No filme, Gulliver é um homem comum, funcionário de um escritório, que, buscando escapar de sua rotina entediante, se encontra preso em um cenário fantástico ao fazer uma viagem para o Triângulo das Bermudas. Ele acaba naufragando em Lilliput, uma terra habitada por seres minúsculos, onde ele se torna uma figura imensa e sem igual. A premissa, apesar de remeter diretamente ao livro de Swift, se distancia de sua crítica social original e opta por um tom mais leve e humorístico, com foco nas desventuras e nos momentos de entretenimento visual.

O filme mistura elementos da história clássica com a visão de um Gulliver moderno e irreverente. Ao chegar em Lilliput, Gulliver se vê como uma espécie de herói, sendo aclamado pelas pequenas criaturas, mas, ao mesmo tempo, começa a causar confusões e desentendimentos por seu tamanho descomunal. Ao longo da trama, ele usa sua nova posição para conquistar o respeito dos habitantes da ilha, enquanto lida com dilemas pessoais relacionados a questões de autoimagem, identidade e sua própria vida sem graça na Terra.

Desenvolvimento dos Personagens e Humor

Uma das características mais marcantes de As Viagens de Gulliver é a atuação de Jack Black, que, como sempre, traz seu estilo irreverente e sua energia vibrante para o papel. Embora o filme em si se concentre mais na comédia visual e física, Black tem um timing cômico impressionante, especialmente nas cenas em que sua personagem interage com os pequeninos habitantes de Lilliput. No entanto, o personagem de Gulliver, por mais divertido que seja, não possui a profundidade ou complexidade que poderia ser explorada se o filme tivesse seguido mais de perto a obra de Swift.

O elenco de apoio, composto por nomes como Jason Segel, Emily Blunt e Billy Ray Cyrus, também adiciona certo charme e leveza à história. Emily Blunt, como a Princesa Mary, tem uma atuação simpática, mas seu papel acaba sendo um pouco limitado pelo roteiro, que não oferece muito espaço para o desenvolvimento dos personagens coadjuvantes.

Visual e Efeitos Especiais

Um dos aspectos positivos do filme são os efeitos visuais, que são impressionantes, especialmente nas cenas que exploram a diferença de tamanhos entre Gulliver e os Lilliputianos. A criação de Lilliput e seus habitantes minúsculos é bem realizada, proporcionando um espetáculo visual digno de entretenimento familiar. No entanto, apesar da boa utilização de CGI, algumas cenas de ação e comédia exagerada às vezes tomam o foco das cenas mais intimistas e dos momentos de construção de personagens.

O design de produção e os cenários criam um ambiente fantasioso que funciona bem dentro do universo do filme, permitindo que os espectadores se mergulhem no mundo de Gulliver e sua jornada cheia de percalços. Apesar disso, o filme não chega a ter a mesma profundidade visual que outros grandes exemplos de aventura e fantasia, limitando-se a um espetáculo mais simples.

Temas e Mensagens

Diferentemente da obra original de Jonathan Swift, que é uma crítica afiada à política, à sociedade e à condição humana, o filme As Viagens de Gulliver opta por um enfoque mais superficial. A adaptação foca em temas como o autoaperfeiçoamento, o valor da amizade e a importância de superar os próprios medos e inseguranças. Embora esses temas sejam válidos, eles são abordados de maneira bastante previsível, sem a profundidade e o impacto que o livro de Swift possui.

Ao longo da história, Gulliver aprende lições sobre o ego e como é possível fazer a diferença na vida das pessoas ao se tornar mais autêntico. A mensagem central, embora positiva, acaba sendo um tanto clichê e não se distancia muito dos arquétipos comuns do gênero de comédia familiar.

Conclusão

As Viagens de Gulliver é uma adaptação que, embora tenha suas qualidades, fica aquém do potencial que o material original poderia oferecer. Com uma abordagem mais voltada ao humor leve e ao entretenimento visual, o filme é divertido para uma faixa etária mais jovem, mas perde um pouco do impacto crítico que a obra de Swift trazia. O filme é um exemplo típico de comédia familiar, com piadas simples, efeitos especiais interessantes e personagens carismáticos, mas carece de uma profundidade mais marcante, especialmente para os espectadores que esperavam algo mais significativo do clássico literário.

Nota: 6/10

Embora o filme seja divertido e ofereça boas doses de humor visual, ele não chega a ser memorável ou profundamente envolvente. Com uma abordagem simplista e uma mensagem previsível, As Viagens de Gulliver não faz jus à complexidade da obra literária que inspira, mas ainda assim serve como uma opção agradável para uma sessão de cinema descontraída.

Por favor, não esqueça de colocar este link como Referência Bibliográfica em sua Publicação:

Please complete the required fields.




🙏 POR FAVOR COMPARTILHE ISSO 👇

Assistir Online Grátis As Viagens de Gulliver CRÍTICA, Ver Online de Graça As Viagens de Gulliver CRÍTICA, Filme Online Grátis As Viagens de Gulliver CRÍTICA, Assistir Online de Graça As Viagens de Gulliver CRÍTICA, Filme Completo de Graça As Viagens de Gulliver CRÍTICA, Assista o que é As Viagens de Gulliver CRÍTICA? Entenda a notícia sobre o que aconteceu sobre As Viagens de Gulliver CRÍTICA.

Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

Deixe um comentário

Nova denúncia

Fechar