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Era Uma Vez na China (1991) – Crítica
Introdução
Era Uma Vez na China (Wong Fei-hung) é um filme de artes marciais lançado em 1991, dirigido por Tsui Hark e estrelado por Jet Li, em um dos papéis que definiriam sua carreira no cinema de ação. O longa se passa no final do século XIX e traz a história de Wong Fei-hung, uma lenda da China, figura conhecida por suas habilidades marciais excepcionais e por lutar contra as injustiças em uma época de transição para o país. Esta produção foi uma revitalização do gênero de kung fu, misturando ação de alta intensidade com temas de honra, tradição e identidade cultural, além de inserir um senso de modernidade que ressoaria com as plateias contemporâneas.
Com um enredo que mistura drama, ação e comédia, Era Uma Vez na China não só revitalizou o gênero, mas também tornou-se uma peça fundamental do cinema de artes marciais da década de 1990, impactando gerações de filmes posteriores. Neste artigo, vamos explorar os aspectos do filme que contribuíram para seu status como um clássico cult, enquanto também discutimos alguns de seus pontos mais discutíveis.
Aspectos Positivos
- Jet Li como Wong Fei-hung
O maior atrativo de Era Uma Vez na China é, sem dúvida, a performance de Jet Li no papel de Wong Fei-hung. Li, que já era uma estrela na China devido a filmes anteriores, se estabelece aqui como uma das maiores lendas do cinema de ação. Sua habilidade inquestionável nas cenas de luta é acompanhada por uma interpretação cheia de nuances, que traz Wong Fei-hung como um homem de princípios, muito mais do que um simples herói de ação.
Li não é apenas um mestre das artes marciais; ele também entrega um Wong Fei-hung complexo, com um código moral que o faz questionar suas ações ao longo do filme. Sua habilidade em misturar momentos de ação intensos com cenas que requerem sensibilidade e humor é o que torna a interpretação de Li tão eficaz e memorável.
- Coreografias de Luta e Direção de Tsui Hark
Tsui Hark é um dos maiores diretores do cinema de ação asiático, e em Era Uma Vez na China, sua direção é espetacular. O filme contém algumas das coreografias de luta mais impressionantes da década, e o diretor consegue balancear o estilo visual elegante com a brutalidade das lutas. A batalha entre Wong Fei-hung e seus inimigos é feita com precisão e energia, e o uso do estilo tradicional de kung fu para mostrar a luta por justiça e honra transmite um grande sentido de cultura e tradição.
As cenas de luta, que misturam fluidez e velocidade, são tecnicamente complexas, com Jet Li executando movimentos de forma impressionante. As coreografias de ação, combinadas com o uso criativo da cinematografia, fazem com que cada combate tenha uma sensação única de tensão e emoção. A direção de Tsui Hark brilha, especialmente em cenas de combate que podem ser consideradas como algumas das melhores no gênero de kung fu.
- Cultura e Identidade
Um dos maiores méritos do filme é a forma como ele aborda a cultura chinesa, não só em relação ao kung fu, mas também no que diz respeito ao contexto histórico e social da China no final do século XIX. Em um período de transição, onde o país estava sendo invadido por potências ocidentais e se confrontando com a perda de sua autonomia, o filme explora temas como resistência, honra, e a luta pela liberdade.
Wong Fei-hung não é apenas um mestre de kung fu, mas também um defensor da cultura tradicional chinesa. A resistência contra as potências estrangeiras, especialmente a presença dos colonizadores britânicos e os missionários ocidentais, é um reflexo das tensões que existiam na sociedade chinesa naquele período, proporcionando ao filme uma camada mais profunda de significado.
- Trilha Sonora Marcante
A trilha sonora de Era Uma Vez na China é composta por Kwong Wing Chan e oferece uma combinação de músicas tradicionais chinesas com arranjos orquestrais que adicionam ainda mais emoção e drama às cenas. A música, que varia de temas suaves e melódicos a momentos mais intensos e épicos, complementa perfeitamente o tom do filme, ajudando a criar uma imersão maior na história e na atmosfera da China do século XIX.
Aspectos Negativos
- Ritmo Irregular
Embora o filme seja envolvente e emocionante em muitos aspectos, seu ritmo pode ser irregular. Enquanto as cenas de ação são intensas e atraentes, o desenvolvimento da trama pode, por vezes, parecer lento ou desnecessariamente prolongado. Algumas sequências de diálogos e momentos mais introspectivos podem desviar um pouco do foco principal, fazendo com que a narrativa se arraste por períodos.
Além disso, o filme também inclui cenas mais leves e humorísticas que, embora ofereçam alívio cômico, às vezes parecem desconectadas do resto da trama, gerando uma quebra no tom que pode ser um tanto inesperada para os espectadores que buscam uma experiência de ação mais contínua e imersiva.
- Simplificação de Personagens Secundários
Embora Wong Fei-hung seja um personagem muito bem desenvolvido, alguns dos personagens secundários não são tão profundos ou bem explorados. Muitos dos antagonistas e aliados de Wong Fei-hung acabam sendo retratados de forma estereotipada, e suas motivações nem sempre são bem desenvolvidas. Isso pode diminuir a complexidade da história, tornando os personagens menos interessantes ou empolgantes.
Em particular, alguns vilões podem ser considerados pouco mais do que figuras planas que não recebem o mesmo tratamento narrativo que Wong Fei-hung. Apesar disso, as cenas de ação e os momentos em que os antagonistas entram em cena ainda funcionam dentro do contexto do filme, sendo eficazes dentro da estrutura mais ampla.
Conclusão
Era Uma Vez na China é uma obra fundamental no gênero de artes marciais, com uma performance estelar de Jet Li, um excelente trabalho de direção de Tsui Hark e uma rica abordagem cultural que celebra a história e os valores da China. As coreografias de luta são de tirar o fôlego, e a história, embora simples, oferece uma poderosa mensagem sobre honra, resistência e identidade cultural.
Apesar de alguns problemas de ritmo e o tratamento superficial de personagens secundários, o filme é uma referência que ressoou profundamente com os fãs de filmes de kung fu e com quem aprecia uma história de ação recheada de significado cultural e histórico.
Nota Final: 9/10
Era Uma Vez na China é uma verdadeira obra-prima do cinema de artes marciais, combinando ação de alta qualidade com uma trama que celebra a cultura chinesa de uma forma profunda e memorável. A performance de Jet Li é impecável, e a direção de Tsui Hark é digna de aplausos. Este filme não é apenas um marco no gênero, mas também um clássico que resiste ao teste do tempo.
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