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Hairspray – Crítica
Introdução
Lançado em 2007, Hairspray é uma adaptação cinematográfica do musical da Broadway que, por sua vez, é inspirado no filme de John Waters de 1988. Dirigido por Adam Shankman, o filme mistura comédia, música e questões sociais de uma forma leve, divertida e com grandes números musicais. Situado na década de 1960, em Baltimore, o enredo acompanha a jovem Tracy Turnblad, uma adolescente gordinha e cheia de energia, que sonha em dançar no programa de televisão local, The Corny Collins Show. O filme não apenas é uma celebração da música e dança, mas também aborda temas como racismo, autoestima e a luta por aceitação, com um elenco repleto de estrelas, incluindo John Travolta, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken e Zac Efron.
Com músicas contagiantes, coreografias vibrantes e um elenco talentoso, Hairspray se tornou rapidamente um sucesso de público e crítica, recebendo diversas indicações e prêmios, incluindo um Globo de Ouro. Mas, será que o filme consegue equilibrar diversão e mensagem de maneira eficaz? Vamos analisar os pontos fortes e fracos desta produção musical.
Aspectos Positivos
- Elenco Talentoso e Carismático
O grande destaque de Hairspray é seu elenco impressionante, com atuações memoráveis que contribuem para o charme e energia do filme. Nikki Blonsky, que interpreta Tracy Turnblad, é a verdadeira estrela da produção. Sua performance como a adorável e determinada adolescente é encantadora e cativante. Blonsky traz uma mistura de vulnerabilidade e confiança à personagem, fazendo com que o público torça por ela a cada passo.
John Travolta, como Edna Turnblad, a mãe de Tracy, é um dos maiores trunfos do filme. Embora o papel de Edna tenha sido originalmente interpretado por Divine na versão de 1988, Travolta traz uma versão única da personagem, que, além de engraçada, emociona com sua história de superação. A interpretação de Travolta é uma das mais divertidas e carismáticas do filme.
Michelle Pfeiffer, como a vilã Velma Von Tussle, também brilha com sua atuação. Ela consegue ser hilária e impiedosa ao mesmo tempo, criando uma antagonista memorável. Zac Efron, em seu papel como Link Larkin, também se destaca com sua presença de palco e a química com Blonsky, criando um casal encantador no enredo.
- Músicas Contagiantes e Coreografias Brilhantes
Hairspray é, acima de tudo, um filme musical, e suas músicas são uma das razões pelas quais a produção se tornou um sucesso. O filme conta com uma série de canções animadas e emocionantes, como “Good Morning Baltimore”, “You Can’t Stop the Beat” e “I Can Hear the Bells”. As letras são empolgantes e, muitas vezes, as melodias ficam na cabeça do espectador long após o término do filme.
As coreografias, que são uma parte essencial de um musical como Hairspray, são igualmente impressionantes. As danças são rápidas, energéticas e visualmente deslumbrantes, com grande uso de movimento corporal e coreografias em grupo, algo que torna as cenas musicais ainda mais envolventes. A direção de coreografia de Fatima Robinson é dinâmica e bem executada, especialmente nas cenas de performance no programa de TV The Corny Collins Show.
- Temas Relevantes e Reflexões Sociais
Embora seja um musical leve e alegre, Hairspray não se esquiva de abordar questões sociais importantes. O filme toca no racismo, na exclusão social e na luta por aceitação e identidade. Tracy Turnblad, com seu corpo fora dos padrões de beleza da época, se torna um ícone de aceitação, provando que o talento e o caráter são mais importantes do que a aparência física.
O filme também trata da segregação racial na década de 1960, especialmente por meio da personagem Motormouth Maybelle, interpretada por Queen Latifah, que lidera um movimento contra o racismo no programa de TV. Essas discussões sobre igualdade e justiça social são tratadas de maneira acessível e divertida, sem deixar de serem profundas.
Aspectos Negativos
- Roteiro Previsível e Simplista
Apesar de ser um musical repleto de energia e charme, Hairspray não está imune a alguns clichês típicos de filmes desse gênero. O enredo segue uma fórmula bem conhecida de “jovem desajustada que se torna heroína”, e alguns momentos do filme são previsíveis. A luta de Tracy por aceitação e reconhecimento é clara desde o início, e o filme não faz muito para complicar a trajetória da protagonista. Isso pode fazer com que o filme pareça um tanto simplista para quem busca uma narrativa mais profunda ou complexa.
Além disso, embora o filme tenha algumas subtramas interessantes, como a relação entre Tracy e sua mãe, a história não explora suficientemente as nuances dos personagens secundários, como o caso de Link e a vilã Velma, que são um pouco limitados em seu desenvolvimento.
- Ritmo Irregular
Embora Hairspray tenha uma narrativa geralmente leve e dinâmica, há momentos em que o ritmo do filme parece arrastar um pouco. Algumas cenas, especialmente as que envolvem diálogos mais longos ou explicações, podem parecer um tanto lentas, especialmente quando comparadas às vibrantes sequências musicais. Esse ritmo irregular pode fazer com que o espectador perca um pouco do envolvimento na história, especialmente em momentos mais dramáticos.
- A Superficialidade de Alguns Personagens Secundários
Embora o elenco principal seja maravilhoso e bem desenvolvido, alguns personagens secundários acabam sendo um tanto unidimensionais. Motormouth Maybelle, por exemplo, tem um grande momento de destaque na música “I Know Where I’ve Been”, mas sua personagem poderia ter sido mais explorada, com mais foco em suas motivações e história de vida. De maneira geral, muitos dos personagens coadjuvantes, apesar de desempenharem um papel importante na história, não possuem a profundidade que poderiam ter.
Conclusão
Hairspray é uma produção encantadora que mistura música, dança e uma mensagem de inclusão e aceitação. Com números musicais empolgantes, coreografias brilhantes e um elenco de peso, o filme consegue se destacar como um dos melhores musicais dos anos 2000. A atuação de T.I., John Travolta e Michelle Pfeiffer são essenciais para o sucesso do filme, dando-lhe uma energia contagiante e cativante.
No entanto, a previsibilidade do enredo e a falta de desenvolvimento mais profundo dos personagens secundários são aspectos que o impedem de ser uma obra-prima. Ainda assim, Hairspray é uma diversão garantida para aqueles que apreciam filmes musicais com um toque de crítica social, e seu clima alegre e otimista é um convite para cantar, dançar e refletir.
Nota Final: 8/10
Hairspray é um musical vibrante e cheio de vida, com músicas inesquecíveis e um elenco carismático. Embora tenha alguns defeitos, como um roteiro previsível e personagens secundários pouco desenvolvidos, o filme consegue entreter e passar uma mensagem importante sobre aceitação e igualdade. É uma experiência divertida e envolvente, perfeita para quem gosta de um bom musical com uma boa dose de reflexão social.
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