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Jethro Tull: A História Completa da Lendária Banda de Rock Progressivo
Introdução
Poucas bandas na história da música conseguiram criar uma identidade tão singular quanto o Jethro Tull. Formada no final da década de 1960, a banda britânica conseguiu misturar rock progressivo, folk, blues e música clássica com letras poéticas e um som inconfundível – marcado especialmente pela flauta transversal de Ian Anderson, seu líder e vocalista. Ao longo das décadas, Jethro Tull se tornou uma referência cult no cenário do rock e continua a atrair fãs ao redor do mundo.
Origens e Formação (1967–1968)
O Jethro Tull foi formado em Blackpool, Inglaterra, em 1967. O nome da banda foi escolhido por seu empresário em homenagem ao agrônomo inglês do século XVIII, Jethro Tull, conhecido por inventar a semeadora mecânica. Inicialmente, a banda contava com Ian Anderson (vocais, flauta, guitarra), Mick Abrahams (guitarra), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria).
Seu som, nos primeiros anos, era fortemente influenciado pelo blues britânico, uma onda que já havia lançado bandas como Cream e Fleetwood Mac. O álbum de estreia, This Was (1968), reflete essa fase inicial, ainda distante da sonoridade progressiva que marcaria sua carreira.
A Evolução para o Rock Progressivo (1969–1972)
Com a saída de Mick Abrahams e a chegada de Martin Barre, a banda começou a mudar de direção. O segundo álbum, Stand Up (1969), já trazia mais elementos de folk e barroco. Foi também o primeiro álbum de Jethro Tull a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas.
Nos anos seguintes, a banda mergulhou de cabeça no rock progressivo com álbuns como:
- Benefit (1970)
- Aqualung (1971): talvez o álbum mais conhecido da banda, considerado um clássico do rock.
- Thick as a Brick (1972): uma paródia inteligente e grandiosa dos excessos do rock progressivo, composto por uma única faixa dividida em dois lados de vinil.
O Estilo Único do Jethro Tull
O que diferencia o Jethro Tull de outras bandas progressivas da época é sua mistura eclética de estilos. A flauta de Ian Anderson se tornou marca registrada, utilizada de forma inovadora dentro do rock. A banda também incorporava frequentemente elementos do folk celta, da música renascentista e até mesmo do jazz e da música medieval.
Além disso, suas letras eram frequentemente carregadas de crítica social, sátira e questionamentos filosóficos.
Os Anos 70 e 80: Experimentações e Mudanças
Durante os anos 1970, a banda lançou uma sequência de álbuns de destaque:
- A Passion Play (1973)
- War Child (1974)
- Minstrel in the Gallery (1975)
- Songs from the Wood (1977)
- Heavy Horses (1978)
Esses álbuns solidificaram o status de Jethro Tull como um dos nomes mais respeitados do rock progressivo, embora sempre fora do circuito mais “pop” das rádios.
Na década de 1980, o grupo passou a explorar o uso de sintetizadores, especialmente com os álbuns Under Wraps (1984) e Crest of a Knave (1987). Este último foi vencedor do Grammy Award de Melhor Performance de Hard Rock/Metal em 1989, superando o Metallica — uma decisão que até hoje gera controvérsia e piadas entre os fãs de metal.
Décadas Recentes e o Legado Duradouro
Apesar das inúmeras mudanças de formação e pausas em sua carreira, Ian Anderson sempre manteve o Jethro Tull ativo em turnês e gravações. Nos anos 2000, a banda continuou a se apresentar ao vivo, e em 2022, após mais de duas décadas, lançou o álbum The Zealot Gene, o primeiro disco de estúdio com músicas inéditas desde 1999. Em 2023, lançaram RökFlöte, mais um trabalho que reforça a fusão entre mitologia nórdica, flauta e rock.
Discografia Essencial
- This Was (1968)
- Stand Up (1969)
- Aqualung (1971)
- Thick as a Brick (1972)
- Songs from the Wood (1977)
- Crest of a Knave (1987)
- The Zealot Gene (2022)
- RökFlöte (2023)
Curiosidades sobre o Jethro Tull
- Ian Anderson é autodidata na flauta. Ele aprendeu a tocar apenas com base em escutar e experimentar.
- A banda já vendeu mais de 60 milhões de álbuns em todo o mundo.
- O nome da banda raramente é usado para se referir apenas a Ian Anderson, mas é praticamente sinônimo dele desde os anos 70.
- Em 1989, o Jethro Tull venceu o Grammy de “Melhor Performance Hard Rock/Metal”, desbancando bandas como Metallica e AC/DC, o que gerou surpresa e críticas.
Conclusão
Jethro Tull é uma banda que transcendeu rótulos e criou seu próprio caminho na história da música. Combinando poesia, virtuosismo musical e uma abordagem única ao rock, tornou-se uma lenda viva que ainda encanta plateias ao redor do mundo. Seja pelos solos de flauta que se tornaram símbolo de inovação no rock, ou pelas letras que desafiam o ouvinte a refletir, o legado de Jethro Tull continua forte — uma verdadeira ponte entre o passado e o presente do rock progressivo.
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