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Crítica de O Banqueiro (2020)
O Banqueiro (The Banker) é um filme de drama biográfico lançado em 2020, dirigido por George Nolfi e estrelado por Anthony Mackie, Samuel L. Jackson e Nicholas Hoult. Baseado em eventos reais, o filme traz à tona uma história inspiradora sobre racismo, determinação e a luta pelo sucesso em um sistema economicamente desigual nos Estados Unidos dos anos 1950 e 1960.
Enredo e Contexto
A narrativa acompanha Bernard Garrett (Anthony Mackie), um empreendedor negro que sonha em ingressar no mundo dos negócios e desafiar as barreiras raciais de sua época. Para realizar seus planos, ele se junta a Joe Morris (Samuel L. Jackson), um investidor carismático e experiente. Juntos, eles arquitetam um plano audacioso: utilizar um jovem homem branco, Matt Steiner (Nicholas Hoult), como fachada para seus investimentos imobiliários e operações bancárias.
O filme retrata com maestria a maneira como Garrett e Morris desafiaram o sistema segregacionista da época, utilizando inteligência, estratégia e determinação para garantir oportunidades para a comunidade negra, que, naquela época, era amplamente excluída do acesso a crédito e a recursos financeiros.
Atuações
As performances dos protagonistas são um dos grandes destaques de O Banqueiro. Anthony Mackie, no papel de Bernard Garrett, entrega uma atuação contida, mas cheia de profundidade. Seu personagem é movido por uma combinação de ambição, indignação e uma visão clara do futuro que deseja criar. Mackie consegue equilibrar perfeitamente as emoções de Garrett, um homem que precisa manter a calma em situações de extrema tensão.
Samuel L. Jackson, por sua vez, traz carisma e leveza ao papel de Joe Morris. Seu personagem é uma figura essencial para o equilíbrio do filme, oferecendo momentos de humor sutil e descontração, mesmo em meio a uma trama séria e densa. Jackson e Mackie possuem uma química natural, que torna a parceria entre os dois protagonistas convincente e envolvente.
Nicholas Hoult, interpretando Matt Steiner, tem um papel fundamental para a narrativa. Como o “testa de ferro” escolhido para representar Garrett e Morris, seu personagem passa por uma interessante evolução, de um jovem ingênuo para alguém que reconhece a importância do trabalho que está realizando.
Direção e Roteiro
George Nolfi, que também dirigiu O Agente do Destino (2011), conduz a história de forma clássica, com um ritmo equilibrado que mistura drama e momentos de tensão. O roteiro, escrito por Nolfi em colaboração com Niceole Levy e outros, é direto e eficaz ao transmitir as dificuldades enfrentadas pelos personagens e suas conquistas extraordinárias.
O filme utiliza o contexto histórico como pano de fundo para explorar temas como racismo estrutural, desigualdade financeira e a luta por direitos iguais. Ao mesmo tempo, ele evita se perder em melodramas excessivos, focando na inteligência e sagacidade dos protagonistas.
Visualmente, O Banqueiro apresenta uma fotografia limpa e estilizada que capta a estética dos anos 1950 e 1960. Os figurinos, cenários e trilha sonora ajudam a imergir o espectador na época retratada, oferecendo uma experiência visualmente agradável e autêntica.
Temas e Relevância
O principal mérito de O Banqueiro está na maneira como aborda temas ainda extremamente relevantes. A história de Garrett e Morris serve como uma poderosa crítica ao racismo institucionalizado, ao mesmo tempo em que celebra a resiliência e a inovação como ferramentas de mudança.
O filme também ressalta a importância da educação financeira e do acesso à economia como fatores essenciais para a emancipação social. Garrett e Morris não apenas buscaram enriquecer, mas também usaram sua posição para ajudar outras pessoas da comunidade negra a adquirir propriedades e prosperar financeiramente.
Embora tenha um tom inspirador, o filme não ignora os riscos e as consequências enfrentadas pelos protagonistas. A jornada de Garrett e Morris é marcada por vitórias e derrotas, mostrando o alto preço de desafiar um sistema injusto.
Crítica e Pontos Fracos
Apesar de seus muitos acertos, O Banqueiro pode ser criticado por adotar uma abordagem um tanto tradicional e previsível. A narrativa, embora sólida, segue uma estrutura linear que não traz grandes surpresas. Em alguns momentos, o filme parece evitar aprofundar-se mais nas emoções dos personagens ou nas consequências mais amplas de suas ações.
Outro ponto que poderia ser mais explorado é o contexto social e político da época. Embora o racismo seja um elemento central da trama, o filme por vezes trata o tema de maneira superficial, deixando de lado nuances que poderiam torná-lo ainda mais impactante.
Conclusão
O Banqueiro é um filme inspirador que traz à tona uma história importante e pouco conhecida. Com atuações brilhantes de Anthony Mackie e Samuel L. Jackson, o longa oferece uma narrativa envolvente sobre resiliência, estratégia e a luta por igualdade em uma época de segregação racial. Embora não traga grandes inovações em termos de direção ou narrativa, o filme cumpre seu papel de educar e emocionar o público, ao mesmo tempo em que celebra o legado de dois homens que ousaram desafiar o sistema.
Nota: 8/10
O filme se destaca por sua mensagem poderosa, atuações de alto nível e uma história envolvente. Apesar de algumas limitações narrativas, O Banqueiro é uma obra necessária, que ressoa tanto no contexto histórico quanto nos dias atuais, inspirando o público a refletir sobre igualdade, justiça e oportunidades.
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