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Os Salafrários CRÍTICA

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Crítica de Os Salafrários (2021)

Lançado em 2021 pela Netflix, Os Salafrários é uma comédia brasileira dirigida por Pedro Antônio e estrelada pela dupla carismática Marcus Majella e Samantha Schmütz. A produção aposta no humor típico nacional para contar uma história de golpes, confusões e laços familiares inesperados. Embora tenha uma proposta leve e divertida, o filme divide opiniões quanto à execução e entrega de suas piadas.


Enredo: A Jornada dos Trapaceiros

Os Salafrários gira em torno de Clóvis (Marcus Majella), um homem atrapalhado que vive aplicando golpes baratos para se sustentar. Quando um de seus esquemas dá errado, ele se vê em apuros e precisa fugir. Durante sua escapada, ele acaba reencontrando sua irmã, Lohane (Samantha Schmütz), uma mulher batalhadora e um tanto excêntrica que acaba de perder seu quiosque de praia, o qual era a base de seu sustento.

Sem muitas opções, os irmãos, que têm personalidades opostas e uma relação conturbada, unem forças para sobreviver, aplicando novos golpes em busca de dinheiro rápido. A partir daí, a dupla se mete em diversas trapalhadas que vão desde enganar turistas até se envolver em situações absurdas com figuras inusitadas.

O enredo, apesar de simples e previsível, serve como pano de fundo para explorar a química entre os dois protagonistas e para criar situações cômicas típicas das comédias brasileiras, com uma leve crítica social.


Atuações e Química dos Protagonistas

Sem dúvidas, o grande trunfo de Os Salafrários está na dupla principal. Marcus Majella e Samantha Schmütz são atores veteranos no cenário do humor nacional, conhecidos principalmente por seus trabalhos em programas como Vai Que Cola e Zorra Total.

Marcus Majella, no papel de Clóvis, entrega o carisma habitual de seus personagens cômicos. Ele consegue equilibrar o exagero típico de suas atuações com momentos mais sutis, garantindo boas risadas. Seu personagem, embora cheio de falhas morais, é impossível de odiar, graças à interpretação leve e divertida do ator.

Samantha Schmütz, como Lohane, traz energia e presença de tela. Sua personagem, que é o contraponto mais responsável e esforçado na dupla, protagoniza alguns dos melhores momentos do filme, principalmente por sua capacidade de improviso e expressão física cômica.

A química entre os dois atores é o motor do filme. Mesmo em cenas com piadas forçadas, a dinâmica de Clóvis e Lohane consegue manter o público envolvido e interessado.


Direção e Humor

A direção de Pedro Antônio (conhecido também por Tô Ryca) aposta em um ritmo acelerado, com cenas que se sucedem rapidamente e mantêm o tom leve e descontraído. A fotografia é colorida e os cenários exploram bem o contexto brasileiro, como praias, ruas movimentadas e pequenos comércios.

O humor, no entanto, é um ponto que pode dividir o público. Grande parte das piadas em Os Salafrários segue a fórmula do pastelão, com situações absurdas, exageros e comédia física. Esse tipo de humor é popular entre muitos espectadores, mas pode não agradar quem busca algo mais sofisticado ou inovador.

Algumas cenas parecem esticadas além do necessário, enquanto outras situações poderiam ser melhor aproveitadas para gerar um impacto maior. Ainda assim, há momentos engraçados e piadas que funcionam, especialmente aquelas impulsionadas pela performance dos protagonistas.


Crítica Social e Contexto Brasileiro

Mesmo sendo uma comédia despretensiosa, Os Salafrários traz pequenas reflexões sobre o contexto social brasileiro. A luta de Lohane para manter seu quiosque e as dificuldades financeiras enfrentadas pelos personagens refletem uma realidade que muitos brasileiros conhecem.

Além disso, o filme faz uso da figura do “jeitinho brasileiro”, uma característica cultural associada à criatividade e à esperteza, mas que também carrega uma crítica sobre a moralidade e a falta de oportunidades. Apesar de não aprofundar esses temas, eles servem como pano de fundo para dar mais “tempero” à narrativa.


Pontos Fracos

Apesar da química dos protagonistas e da leveza do enredo, Os Salafrários tem alguns problemas que prejudicam sua qualidade. O roteiro é bastante previsível e segue fórmulas já conhecidas em comédias nacionais, o que pode deixar a trama um tanto cansativa.

Além disso, algumas piadas são repetitivas ou forçadas, o que tira um pouco da graça natural do filme. O desenvolvimento dos personagens secundários também é superficial, deixando a sensação de que faltou profundidade em algumas situações.


Conclusão: Vale a Pena Assistir?

Os Salafrários é uma comédia leve e divertida, ideal para quem busca um entretenimento descomplicado. O filme se sustenta quase que exclusivamente na química entre Marcus Majella e Samantha Schmütz, que brilham em cena e conseguem arrancar boas risadas mesmo quando o roteiro tropeça.

Embora não seja inovador e traga alguns clichês do gênero, a produção tem seu charme e acerta ao apostar em uma dupla de protagonistas carismática. Para os fãs de comédias brasileiras no estilo Vai Que Cola, o filme é uma boa pedida.


Nota: 6/10

Os Salafrários entrega o que promete: uma comédia simples, com boas atuações e momentos divertidos. Apesar das limitações de roteiro e do humor exagerado em alguns pontos, o filme é um passatempo leve que cumpre seu papel de entreter.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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