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Todo Mundo Quase Morto CRÍTICA

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Todo Mundo Quase Morto (2004): Crítica

Introdução

Lançado em 2004, Todo Mundo Quase Morto (originalmente Shaun of the Dead) é uma das comédias mais aclamadas dos anos 2000, dirigida por Edgar Wright e estrelada por Simon Pegg, Nick Frost, Kate Ashfield e Dylan Moran. A produção é uma mistura única de comédia e terror, com uma abordagem irreverente ao subgênero de filmes de zumbis, que se tornou um clássico cult entre os fãs de filmes de terror e comédia. Wright, junto com os roteiristas Pegg e Frost, criaram uma obra que não só homenageia os filmes de zumbis, mas também adiciona um toque britânico de humor sarcástico e personagens carismáticos.


Sinopse

Todo Mundo Quase Morto segue a história de Shaun (Simon Pegg), um homem comum que está passando por uma crise em sua vida. Ele vive com seu amigo de longa data, Ed (Nick Frost), e ambos se encontram em uma rotina entediante e sem sentido. Quando uma epidemia de zumbis começa a se espalhar pela cidade, Shaun e Ed tentam salvar a si mesmos e seus entes queridos, ao mesmo tempo em que lidam com os conflitos pessoais e familiares. A trama mistura elementos de sobrevivência em meio ao apocalipse zumbi com o humor característico dos filmes britânicos, resultando em uma combinação improvável de risos e tensão.


Aspectos Positivos

  1. A Habilidade de Combinar Comédia e Terror

Uma das maiores forças de Todo Mundo Quase Morto é sua habilidade em misturar comédia e terror de forma fluida e natural. O filme consegue ser ao mesmo tempo engraçado e assustador, utilizando o humor para aliviar os momentos de tensão, sem perder a sensação de perigo real. A transformação dos personagens, à medida que a ameaça zumbi se aproxima, é tratada com um tom cômico, mas ainda assim é convincente o suficiente para que os espectadores se importem com os personagens. A cena inicial, onde Shaun e seus amigos passam despercebidos pelos zumbis enquanto estão em uma rotina diária no pub, é um excelente exemplo de como o filme mistura perfeitamente o absurdo e o terror.

  1. O Roteiro Criativo e Engraçado

O roteiro de Todo Mundo Quase Morto é uma das suas maiores qualidades. Escrito por Simon Pegg e Edgar Wright, ele é repleto de piadas rápidas, diálogos inteligentes e momentos de humor visual que fazem referência aos clássicos do gênero zumbi, como A Noite dos Mortos-Vivos (1968) e Extermínio (2002). As situações de sobrevivência e os obstáculos que os personagens enfrentam durante o apocalipse zumbi são tratadas com um olhar cômico, mas sem perder o ritmo da narrativa de terror. O uso de elementos típicos do gênero zumbi, como a falta de recursos e o isolamento, são subvertidos com diálogos engraçados e situações inusitadas, o que torna o filme agradável tanto para fãs de comédia quanto para fãs de terror.

  1. Personagens Carismáticos e Bem Desenhados

Os personagens de Todo Mundo Quase Morto são um dos maiores trunfos do filme. Shaun, interpretado por Simon Pegg, é um protagonista relutante, mas ao mesmo tempo cheio de humanidade. Ele começa o filme como um homem desiludido com sua vida e seus relacionamentos, mas sua jornada de amadurecimento e sobrevivência ao longo do filme é bem construída. Ed, seu amigo descompromissado e engraçado, é a antítese de Shaun, mas também é extremamente carismático, com Nick Frost fazendo um trabalho fantástico ao dar vida a um personagem que alterna entre a idiotice cômica e a lealdade inabalável. O resto do elenco de apoio também tem papéis interessantes, incluindo personagens como Liz (Kate Ashfield), a namorada de Shaun, e David (Dylan Moran), que oferece um toque de humor ácido.

  1. Direção e Estilo Visual de Edgar Wright

A direção de Edgar Wright é ágil e eficaz, com uma abordagem estilística que reforça o tom de comédia e terror. Wright utiliza uma edição rápida e transições criativas, como a famosa cena da mudança de rotina entre Shaun e os zumbis, para mostrar a monotonidade do dia a dia antes da invasão dos mortos-vivos. Sua maneira de apresentar os momentos de suspense e ação é precisa e mantém o público no limite, mas sempre com uma pitada de humor. Além disso, o uso de cores, enquadramentos e a forma como as cenas de apocalipse são filmadas, ajudam a criar uma atmosfera envolvente, sem perder o toque leve da comédia.


Aspectos Negativos

  1. A Falta de Profundidade Em Alguns Personagens

Embora os personagens principais sejam bem desenvolvidos, alguns dos personagens secundários não têm o mesmo nível de profundidade. Personagens como David e Diane (Lucy Davis) acabam não sendo tão explorados, e suas motivações e arcos são limitados. Embora isso não prejudique a narrativa principal, o foco maior nos personagens principais faz com que alguns momentos da trama fiquem com um gosto de oportunidade perdida em termos de desenvolvimento de personagens coadjuvantes.

  1. A Fase Inicial Pode Ser Lenta para Alguns

A primeira parte do filme, embora repleta de humor e construção de personagens, pode ser vista por alguns como um pouco mais lenta. A introdução dos zumbis e a ação só se tornam mais intensas à medida que o filme avança, o que pode fazer com que parte do público se sinta impaciente enquanto os personagens lidam com suas rotinas diárias. No entanto, essa abordagem mais gradual também serve para estabelecer a base emocional da história, dando ao público tempo para se conectar com os personagens antes do caos zumbi.


Conclusão

Todo Mundo Quase Morto é uma das melhores e mais divertidas combinações de comédia e terror já feitas. Com um roteiro afiado, personagens carismáticos e uma direção de Edgar Wright que sabe exatamente como manipular o ritmo e o tom da história, o filme se tornou um clássico cult, especialmente para os fãs de zumbis e comédias britânicas. Embora tenha alguns personagens secundários mal explorados e uma fase inicial que pode parecer um pouco lenta, o filme é uma obra-prima de humor negro e sátira ao gênero, e continua sendo uma das comédias mais memoráveis do século XXI.


Nota Final: 9/10

Todo Mundo Quase Morto é uma obra-prima de comédia e terror, equilibrando com perfeição risadas e tensão. A combinação de personagens carismáticos, roteiro inteligente e uma direção impecável faz deste filme uma das melhores representações do gênero, que continua a ser altamente recomendada para qualquer fã de cinema.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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