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Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro CRÍTICA

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Crítica de Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010)

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro é a sequência do aclamado Tropa de Elite (2007), dirigido por José Padilha. Com um elenco sólido e uma narrativa afiada, o filme dá continuidade à trajetória do capitão Nascimento (Wagner Moura), agora em uma guerra não só contra o tráfico de drogas, mas também contra o sistema corrupto que permeia a política e as instituições do Brasil. Esta sequência não apenas aprofunda o caráter e as escolhas do protagonista, mas também expande sua crítica à realidade brasileira de uma forma mais complexa e sistêmica. Em Tropa de Elite 2, o inimigo não é mais apenas o tráfico, mas um sistema corrupto que envolve todos os níveis de poder.

A História: A Guerra Contra o Sistema

O filme começa com Nascimento (Wagner Moura) em um contexto diferente do anterior. Após sua ascensão dentro da Polícia Militar, ele é promovido para um cargo de maior influência, onde enfrenta desafios muito mais complexos. O capitão agora se vê envolvido em uma batalha contra os esquemas de corrupção dentro da própria polícia, do governo e da sociedade, e, ao longo do filme, o espectador vê como o tráfico de drogas se mistura com o jogo político e a criminalidade institucionalizada.

Nascimento, agora mais maduro, precisa lidar com sua relação com o BOPE, a pressão interna por poder e as alianças com políticos e outras figuras públicas. Ele acaba se tornando um agente duplo, confrontando a ideia de justiça que defendia com a realidade de um sistema injusto e falido. A trama não se limita a mostrar a luta do BOPE nas ruas, mas também adentra as intrincadas relações de poder no seio da política, levando a uma crítica feroz ao autoritarismo e à corrupção, com uma atenção redobrada ao papel da política na perpetuação do crime.

O enredo é ainda mais imersivo ao apresentar um vilão em forma de um sistema que vai além da criminalidade comum, com a classe política sendo diretamente responsável pelo caos, desestabilizando a luta contra o tráfico de drogas. Esse tipo de vilão, mais impessoal e estruturado, é mais assustador do que qualquer bandido comum, pois ele é o reflexo de um sistema que corrompe e enfraquece as instituições. O filme, portanto, não se limita a mostrar as táticas violentas do BOPE, mas amplia sua crítica social para denunciar um sistema falido e corroído por dentro.

A Performance dos Atores

Wagner Moura, como o capitão Nascimento, continua sua jornada como um dos personagens mais emblemáticos do cinema brasileiro contemporâneo. Sua atuação é impecável, conseguindo mostrar tanto a dureza quanto a vulnerabilidade de um homem dividido entre seus próprios valores e a realidade brutal que o cerca. Nascimento está mais introspectivo nesta sequência, e Moura consegue transmitir esse dilema de forma visceral e humana, mantendo a complexidade emocional do personagem, que se vê cada vez mais preso entre o bem e o mal.

O elenco de apoio também se destaca, com Rodrigo Pimentel, interpretando o coronel Nascimento, reforçando a crítica à instituição policial e sua complexidade. Outros personagens de destaque incluem os envolvidos diretamente nas intrigas políticas, como o papel de políticos corruptos e membros de partidos que se aproveitam da situação caótica do país. A força dos personagens coadjuvantes, com atuação sólida e convincente, eleva ainda mais o peso dramático do filme.

A Direção e Estética

A direção de José Padilha se mantém tão incisiva quanto na primeira parte, com cenas intensas e uma narrativa afiada. Ele consegue equilibrar muito bem o ritmo do filme, proporcionando uma ação eletricamente carregada e, ao mesmo tempo, momentos de reflexão mais pausados e intensos. Padilha não se limita a mostrar a ação direta do BOPE nas favelas, mas também explora o clima de tensão política, fazendo com que o espectador sinta que a corrupção está à espreita em todos os cantos.

A estética do filme também é cuidadosa e representa bem a estética do primeiro filme, mas com uma visão mais ampla da sociedade, utilizando a fotografia em tons frios, que reforçam o clima de apatia e desilusão que permeia a narrativa. A câmera nervosa e os planos fechados, já característicos do filme anterior, continuam presentes, criando uma sensação de imersão na ação e aumentando a tensão da história. A violência, como no primeiro filme, é retratada de forma crua e sem censura, refletindo a brutalidade da luta pela sobrevivência nas favelas e no sistema corrupto em que o Brasil se encontra.

Temas Centrais: Corrupção e Autoritarismo

Tropa de Elite 2 se afasta um pouco da abordagem focada apenas na violência urbana e no combate ao tráfico de drogas e passa a discutir o sistema político brasileiro de maneira muito mais ampla. A corrupção é um dos principais temas abordados, e o filme é claro ao apontar que o maior inimigo de Nascimento e da população não é apenas o tráfico de drogas, mas um sistema corrupto que envolve a classe política, o judiciário e as forças policiais. O filme desmantela a visão de um herói puro e se propõe a mostrar o preço de lutar contra um sistema que está viciado em suas raízes.

O autoritarismo também é uma questão central, com Nascimento sendo confrontado por suas próprias atitudes em relação ao poder. O filme pergunta ao espectador até que ponto é possível confiar em uma estrutura que já está corroída pela corrupção, e até que ponto a violência, em nome de uma suposta “ordem”, pode ser justificável em uma sociedade que clama por mudanças estruturais.

A Crítica Social e o Impacto Cultural

Em termos de crítica social, Tropa de Elite 2 vai além do universo do BOPE e do tráfico, propondo uma reflexão mais ampla sobre o Brasil. Ele critica a política brasileira de forma direta, revelando como o país lida com a violência e a corrupção sistêmica. O filme também denuncia as instituições que se tornaram cúmplices do caos social e político, apontando que o sistema em si é o verdadeiro “inimigo”, e não apenas os traficantes ou as facções criminosas.

Esse é um dos grandes méritos do filme: ele não oferece soluções fáceis nem conclui com uma resposta definitiva sobre o papel do Estado ou da polícia. Ao invés disso, ele abre espaço para discussões mais profundas sobre as falhas estruturais e a luta por justiça em um país marcado por desigualdade e corrupção.

Conclusão: Uma Sequência Necessária e Impactante

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro é uma sequência que não decepciona. Ao expandir a discussão para além do tráfico de drogas, o filme se torna uma obra mais complexa e desafiadora, abordando o sistema político e as instituições corruptas do Brasil. A atuação de Wagner Moura como Nascimento continua impressionante, e a direção de José Padilha mantém o ritmo intenso e cheio de tensão. Este filme não só reafirma o sucesso do original, como também eleva a franquia a um novo patamar, tornando-se uma crítica potente e relevante sobre a realidade do país.

Nota Final: 9/10

O Inimigo Agora é Outro é um filme visceral e corajoso, que oferece uma reflexão incisiva sobre a corrupção, o autoritarismo e os desafios do Brasil, sendo uma obra essencial para quem deseja compreender os dilemas sociais e políticos da sociedade contemporânea.

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Publicado em:Diário do Flogão - Previsão do Futuro e do Passado | Máquina do Tempo Online

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