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Tropa de Elite 3: Missão Final – Crítica
Introdução
Lançado em 2017, Tropa de Elite 3: Missão Final é o tão aguardado terceiro capítulo da icônica franquia brasileira dirigida por José Padilha. Com um legado que começou com o impacto cultural e a grande repercussão de Tropa de Elite (2007) e seu sucessor Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010), o filme promete concluir a história de um dos maiores anti-heróis do cinema nacional, o capitão Nascimento, novamente interpretado por Wagner Moura. Mas será que a trilogia termina com chave de ouro ou sucumbe à pressão das expectativas? A crítica desta terceira parte mergulha nos elementos que marcam sua construção, analisando o que Tropa de Elite 3: Missão Final oferece ao público, para além da violência explícita e da crítica social que se tornou marca registrada da franquia.
Aspectos Positivos
- A Continuidade do Personagem de Nascimento
O grande trunfo do filme é a continuidade da jornada de Nascimento, agora como um ex-comandante do BOPE que luta com o peso do passado. A evolução do personagem ao longo da trilogia é um dos maiores feitos da série. Em Tropa de Elite 3: Missão Final, o Capitão Nascimento, agora mais amadurecido, mostra um lado mais introspectivo e vulnerável, apesar de ainda ser a personificação de um sistema de segurança falho e violento. Wagner Moura, como sempre, entrega uma performance sólida, conseguindo transmitir tanto a dureza quanto a fragilidade de seu personagem, fazendo com que a transição de Nascimento de um herói de guerra para alguém com um senso moral mais complexo seja bem sentida.
Nascimento, que antes era um símbolo de autoridade e brutalidade, agora se vê confrontado com dilemas internos e externos, pois sua missão de erradicar o crime em um Rio de Janeiro dominado pelo tráfico e corrupção parece estar se tornando cada vez mais insustentável. A luta para tentar mudar o sistema ao qual ele tanto serviu é um dos pontos centrais que torna a jornada emocionalmente rica. O filme trabalha com a ideia de que, por mais que Nascimento tente se redimir, ele não escapa da sua própria natureza ou dos erros do passado.
- Crítica ao Sistema e à Corrupção
Como nos filmes anteriores da franquia, Tropa de Elite 3: Missão Final não foge da pesada crítica ao sistema de segurança pública do Brasil e à corrupção que permeia tanto as favelas quanto as instituições do Estado. O filme mantém sua postura de denúncia, abordando as falácias da luta contra o tráfico, a militarização da polícia e as alianças entre políticos, policiais e criminosos.
Essa crítica social continua sendo o coração da trilogia, e é aqui que o filme se destaca. O roteiro, apesar de algumas limitações, segue fiel aos seus predecessores ao expor a falência do sistema e a brutalidade de uma guerra sem vencedores, onde a violência gera apenas mais violência. O filme não propõe soluções fáceis, o que reforça a realidade e a complexidade do problema. Ao invés de glorificar Nascimento, ele apresenta um personagem que está tentando encontrar algum tipo de redenção, mas que, no fundo, sabe que não pode mudar um sistema tão corrompido.
- Aspectos Técnicos e Visuais
A direção de José Padilha segue mantendo a estética e os elementos visuais que marcaram os dois filmes anteriores. A cinematografia é crua, com imagens de ação rápidas e que capturam a tensão das favelas cariocas e a brutalidade das cenas de combate. O uso de close-ups e o ritmo acelerado nas cenas de ação criam um ambiente de claustrofobia e urgência, que reforçam a sensação de um Rio de Janeiro à beira do colapso. A violência explícita, característica da franquia, continua a ser um elemento presente, mas é mais contemplada do que nas edições anteriores, com mais foco nos conflitos internos dos personagens.
A trilha sonora, que já foi uma das grandes marcas da franquia, segue sendo eficaz, com uma mistura de músicas brasileiras e composições tensas que ajudam a criar a atmosfera de desespero e caos.
Aspectos Negativos
- Ritmo Lento e Narrativa Previsível
Uma das principais críticas a Tropa de Elite 3: Missão Final está em seu ritmo. Embora o filme traga uma excelente continuidade no desenvolvimento do personagem e seja capaz de manter a tensão, ele sofre com um ritmo irregular, com muitas cenas arrastadas que diminuem o impacto de seu desenrolar. O filme, em comparação com os anteriores, demora a engrenar, especialmente nas primeiras horas. Alguns diálogos e cenas mais reflexivas, embora importantes para o desenvolvimento do protagonista, parecem prolongar uma narrativa que poderia ser mais enxuta.
Além disso, a trama segue um caminho previsível em termos de desenvolvimento de história. Embora o filme trate de temas relevantes e ainda seja politicamente contundente, ele não apresenta nada de muito novo em relação aos seus antecessores. A sensação de déjà vu é forte em diversos momentos, o que pode desagradar aqueles que esperavam algo mais inovador para fechar a trilogia.
- Personagens Secundários Pouco Desenvolvidos
Outro ponto negativo é a falta de desenvolvimento dos personagens secundários. Embora a história de Nascimento seja bem explorada, outros personagens que poderiam trazer complexidade à trama, como os novos integrantes do BOPE e até mesmo as figuras da política e do tráfico, acabam sendo mal aproveitados. Em um filme tão focado na crítica ao sistema e na violência estrutural, a falta de profundidade desses personagens empobrece a narrativa.
- Comparações com os Filmes Anteriores
Outro desafio enfrentado por Tropa de Elite 3: Missão Final é a inevitável comparação com os dois filmes anteriores, que são mais dinâmicos e impactantes. O terceiro capítulo parece perder um pouco da força e da adrenalina que marcaram os lançamentos anteriores. Embora ainda seja um filme relevante e de impacto, ele não chega ao mesmo nível de urgência e inovação que o primeiro e o segundo, os quais introduziram uma nova forma de abordagem de temas sociais no cinema brasileiro.
Conclusão
Tropa de Elite 3: Missão Final é um filme com um forte impacto emocional e uma continuidade bem trabalhada no personagem de Nascimento, mas que sofre com um ritmo irregular e uma trama previsível. José Padilha mantém sua postura crítica e seus elementos de denúncia social, mas a falta de inovação e o aproveitamento limitado dos personagens secundários fazem com que o filme não alcance a grandiosidade de seus predecessores. A obra consegue fechar a trilogia de maneira digna, oferecendo um desfecho adequado à trajetória do personagem, mas, ao mesmo tempo, deixa a sensação de que poderia ter ido mais além.
Nota Final: 7/10
Embora Tropa de Elite 3: Missão Final seja uma conclusão sólida e que mantém a crítica ao sistema intacta, ele peca na falta de frescor e no ritmo arrastado. A jornada de Nascimento continua cativante, mas o filme não é tão impactante quanto os primeiros capítulos da trilogia. Ideal para quem já acompanha a série, mas não tão revelador para novos espectadores ou para aqueles que esperavam uma reviravolta mais inovadora.
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