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Twister (1996) – Crítica
Introdução
Lançado em 1996, Twister é um dos maiores sucessos de bilheteira do final dos anos 90, dirigido por Jan de Bont e estrelado por Helen Hunt, Bill Paxton, Cary Elwes e Philip Seymour Hoffman. O filme mistura ação, suspense e efeitos especiais de última geração para contar a história de uma equipe de cientistas que tenta estudar tornados em pleno campo, enquanto enfrentam os perigos das tempestades mais violentas. Com uma narrativa cheia de adrenalina, Twister captura a fascinante e destrutiva força da natureza e coloca seus personagens em uma corrida contra o tempo para salvar vidas e capturar dados essenciais para prever futuros desastres naturais.
Enredo
O enredo de Twister gira em torno de Bill (Bill Paxton) e Jo (Helen Hunt), dois meteorologistas que têm uma paixão em comum: estudar tornados. Ambos, que têm um passado conturbado e emocional, são chamados para integrar uma equipe que precisa testar um novo dispositivo chamado “Dorothy”, que tem a capacidade de coletar dados de dentro de um tornado. Para isso, eles precisam perseguir as tempestades mais ferozes e violentas, desafiando seus próprios limites e o perigo constante de morrer em meio à devastação.
Ao longo do filme, o foco não está apenas nas tempestades, mas também na dinâmica de relacionamento entre Bill e Jo, que ainda lidam com o luto da perda do pai de Jo em um tornado. A busca por justiça científica e a solução para os traumas do passado se misturam ao longo da jornada. O filme tem momentos de intensa ação, enquanto as cenas de tornados se alternam com as tensões pessoais dos personagens principais.
Pontos Fortes
- Efeitos Especiais Inovadores para a Época
Um dos maiores atrativos de Twister é, sem dúvida, seus efeitos especiais. Para o seu tempo, o filme trouxe inovações tecnológicas impressionantes, com tornados e destruição em larga escala retratados de maneira tão realista que o público sentia a tensão e o perigo iminente. A cena do tornado gigante, que devasta cidades inteiras, é um exemplo claro de como a tecnologia de efeitos especiais estava sendo usada para criar uma experiência cinematográfica imersiva. - Ação Intensa e Cena de Suspense
O filme se destaca pela ação de ritmo acelerado e pelas cenas de suspense que mantêm o público à beira do assento. A perseguição dos tornados, com a equipe se deslocando em alta velocidade para tentar instalar os dispositivos no caminho das tempestades, é um espetáculo de adrenalina. Essas cenas não apenas mostram o poder destrutivo das forças naturais, mas também testam os limites de resistência e coragem dos personagens. - A Química entre os Protagonistas
Helen Hunt e Bill Paxton têm uma excelente química em cena. Seus personagens compartilham um histórico complicado de relacionamento, e suas interações trazem uma camada emocional ao filme. A tensão entre eles, misturada com a ação frenética do filme, faz com que o público se envolva emocionalmente com o que está em jogo, tanto no aspecto pessoal quanto científico da história. - A Trilha Sonora
A trilha sonora de Twister, composta por Mark Mancina, complementa perfeitamente o tom do filme. As músicas intensas e dramáticas ajudam a elevar a tensão durante as cenas de ação, enquanto os momentos mais suaves e emocionais são acompanhados por melodias que realçam o lado humano da história. A música tema, em particular, se tornou um marco associado ao filme e à sensação de caos e destruição.
Pontos Fracos
- Enredo Simplista e Previsível
Embora a ação e os efeitos especiais sejam impressionantes, o enredo de Twister não é particularmente inovador. A narrativa segue um caminho bastante previsível, com os personagens enfrentando obstáculos cada vez maiores e desafiando as leis da física enquanto tentam se salvar dos tornados. O foco no drama pessoal de Jo e Bill, embora interessante, não é suficientemente explorado para adicionar uma grande profundidade à trama, o que pode fazer o filme parecer um tanto raso em termos de desenvolvimento de personagens. - Personagens Estereotipados
Embora os protagonistas tenham certa profundidade emocional, os personagens secundários são, em sua maioria, estereótipos típicos de filmes de ação e aventura. A equipe de cientistas e técnicos que acompanha Bill e Jo é composta por figuras caricatas, como o “louco” interpretado por Philip Seymour Hoffman, o típico “vilão” que disputa as mesmas informações com os protagonistas, e outros membros que parecem mais figurinhas do que personagens com substância. Isso diminui um pouco a riqueza do enredo e enfraquece o impacto emocional do filme. - Falta de Realismo Científico
Embora Twister tenha sido aplaudido por seus efeitos especiais, a precisão científica do filme é questionável. Muitas das cenas em que os personagens enfrentam tornados extremos são exageradas e improváveis. A ideia de dirigir em direção a um tornado com a intenção de instalar dispositivos dentro dele, por exemplo, é altamente impraticável e não realista. O filme acaba mais se preocupando com o espetáculo visual e a adrenalina do que com uma representação fiel da ciência e da meteorologia.
Aspectos Técnicos
- Direção e Roteiro
Jan de Bont, conhecido por dirigir Velocidade (Speed), mostra seu talento em criar filmes de ação de ritmo rápido. Embora o roteiro de Twister, escrito por Michael Crichton e Anne-Marie Martin, se concentre em momentos de ação e emoção, ele poderia ter dedicado mais tempo para desenvolver os personagens secundários e o aspecto científico da trama. A direção é eficaz para manter a tensão alta, mas a história peca na falta de complexidade. - Efeitos Especiais e Cinematografia
Como mencionado anteriormente, os efeitos especiais são um dos maiores atrativos do filme. A cinematografia de Twister captura perfeitamente a grandiosidade e o terror das tempestades. As imagens de tornados devastadores, carros sendo lançados ao ar, e casas sendo destruídas são impressionantes, e a utilização das câmeras em primeira pessoa nas cenas de ação faz o público sentir que está no centro da destruição.
Legado e Impacto Cultural
Embora Twister não tenha sido um grande marco em termos de profundidade narrativa, ele teve um impacto significativo na cultura pop, principalmente por seu uso inovador dos efeitos especiais para retratar desastres naturais. O filme foi um dos primeiros a criar uma representação de tornados com tal realismo, algo que muitos outros filmes tentaram imitar ao longo dos anos. O sucesso de Twister também abriu portas para outros filmes de desastres, como O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow), que seguem uma linha semelhante de espetáculo e adrenalina.
Conclusão
Twister é um filme de ação e aventura que brilha com seus efeitos especiais e cenas de adrenalina, mas que falha em termos de complexidade emocional e realismo. Apesar de suas falhas no enredo e na construção dos personagens, o filme é altamente eficaz em entreter e prender a atenção do público, principalmente para os amantes de filmes de desastres e ação. A performance de Helen Hunt e Bill Paxton, junto com a grandiosidade dos tornados, garante que Twister seja um clássico do gênero, mesmo que seja mais sobre a destruição causada pelos tornados do que sobre o desenvolvimento humano.
Nota Final: 7/10
Twister é um filme de ação visualmente impressionante e repleto de cenas eletrizantes, mas falta profundidade no enredo e nos personagens. Ainda assim, é uma obra que cativa quem busca uma experiência de entretenimento emocionante e cheia de adrenalina.
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