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Crítica de “V/H/S” (2012): O Terror no Formato Anacrônico
V/H/S é um filme de terror lançado em 2012, que mistura o gênero de found footage com antologia de curtas-metragens, uma estrutura que se tornou cada vez mais popular nos anos 2000. O filme, dirigido por uma coletânea de cineastas, como David Bruckner, Glenn McQuaid, Joe Swanberg, Adam Wingard e Ti West, entrega uma proposta ousada ao explorar o medo através de fitas de vídeo, um formato que remete aos anos 80 e 90. V/H/S propõe uma experiência visceral de terror que tira proveito da estética retrô e da construção de histórias fragmentadas, criando uma experiência intrigante e, em alguns momentos, aterrorizante.
O Enredo
A premissa de V/H/S é centrada em um grupo de criminosos que são contratados para roubar uma fita de vídeo de uma casa aparentemente deserta. Ao chegar no local, eles se deparam com uma série de fitas VHS, cada uma delas contendo diferentes histórias macabras e sobrenaturais. O mistério aumenta quando o grupo começa a assistir aos vídeos, revelando não apenas os horrores capturados nas fitas, mas também a conexão das imagens com o próprio local em que se encontram.
Cada segmento de V/H/S apresenta uma história de terror única, e os diretores da antologia utilizam o formato de vídeo de baixa qualidade e a estética “encontrada” para construir uma sensação de realismo e claustrofobia. Entre as histórias, vemos um espectro de temas, como monstros, aparições sobrenaturais e encontros com forças desconhecidas. O uso de câmeras de segurança, câmeras pessoais e outros dispositivos de gravação caseiros ajuda a intensificar a sensação de que os horrores retratados são reais, criando uma experiência mais imersiva e, ao mesmo tempo, desconfortante.
Análise de Temas e Atmosfera
V/H/S se destaca pela forma como evoca a nostalgia dos filmes de terror dos anos 80, utilizando os elementos da estética VHS para evocar uma sensação de autenticidade. A escolha de utilizar fitas de vídeo, com suas falhas e distorções características, não é apenas uma questão estética, mas também serve para aprofundar a imersão do público, criando uma atmosfera em que a realidade e o horror se entrelaçam de forma perturbadora.
As histórias apresentadas são ecléticas e variam de narrativas sobrenaturais a thriller psicológico. No entanto, o que une esses segmentos é o uso de tecnologia obsoleta (o VHS), que remete a um tempo mais simples, mas também cheio de mistério e perigo. A ideia de que o que estamos vendo é algo capturado por câmeras amadoras e, portanto, “verdadeiro”, é uma característica chave do gênero found footage, e V/H/S sabe explorar isso com habilidade.
Embora o filme seja um amálgama de histórias desconcertantes, é notável que a estrutura de antologia permite que os cineastas brinquem com diferentes estilos e ritmos, o que pode resultar em uma experiência desigual. Algumas histórias são mais impactantes e aterrorizantes do que outras, mas o filme como um todo entrega o que promete: um mergulho no terror explícito e no desconhecido.
Direção e Cinematografia
A direção de V/H/S é variada, com cada cineasta trazendo sua própria abordagem para o filme. Alguns segmentos são mais voltados para o suspense psicológico, enquanto outros exploram o gore e o horror visceral. O diretor Adam Wingard, por exemplo, utiliza a violência e o choque visual de maneira eficaz em seu segmento, enquanto Ti West adota uma abordagem mais lenta e meticulosa para construir uma atmosfera de tensão.
A cinematografia do filme é um dos seus pontos mais interessantes. As falhas técnicas das fitas VHS, como a distorção, o desgaste da imagem e os cortes abruptos, são elementos que ajudam a criar um senso de desconforto e de algo que está prestes a sair do controle. Esses detalhes tornam a experiência visualmente única e contribuem para a construção de uma narrativa que parece ser mais crua e real.
Conclusão
V/H/S é um filme que sabe como agradar aos fãs de terror, principalmente aqueles que apreciam o estilo found footage e a estética retrô. A proposta de antologia permite que cada segmento explore um tipo diferente de terror, o que, embora leve a algumas variações no ritmo, oferece uma experiência diversificada e cheia de surpresas. Se por um lado o filme pode parecer fragmentado e desigual, por outro, ele é bem-sucedido ao entregar um conjunto de histórias que, em maior ou menor grau, deixam uma impressão duradoura.
No final, V/H/S não é um filme para todos, especialmente para os que buscam um horror mais tradicional ou linear. No entanto, para os fãs de terror experimental e antologias perturbadoras, ele é uma adição bem-vinda ao gênero, que combina inovação com uma apreciação pela estética do passado.
Nota final: 7/10. V/H/S oferece uma experiência de terror crua e instigante, com alguns segmentos mais bem-sucedidos que outros. Sua abordagem única e a atmosfera suja da fita VHS o tornam um filme fascinante, apesar de suas inconsistências.
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