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Fanfic — Quando as Luzes se Apagam

As luzes do palco ainda estavam acesas quando Jae-min entrou no camarim.

O show havia terminado havia poucos minutos, mas ele ainda conseguia sentir a vibração da multidão no peito.

Era sempre assim.

Milhares de pessoas gritando seu nome.

Câmeras.

Luzes.

Música.

Sorrisos.

E, depois de tudo, aquele silêncio estranho quando a porta do camarim se fechava.

Jae-min tirou o microfone e colocou sobre a mesa.

— Finalmente.

Ele respirou fundo.

— Achei que você nunca fosse sair.

Jae-min virou-se rapidamente.

Min-woo estava encostado perto da janela.

Sozinho.

— O que você está fazendo aqui?

Min-woo sorriu.

— Esperando você.

Jae-min ficou alguns segundos olhando para ele.

— Há quanto tempo?

— O suficiente.

— Por quê?

Min-woo deu de ombros.

— Queria conversar.

Jae-min se aproximou.

— Sobre o quê?

Min-woo não respondeu.

Em vez disso, ficou olhando para ele.

Aquele olhar fazia Jae-min esquecer completamente o que pretendia perguntar.

— Você está estranho — disse Jae-min.

— Talvez.

— Aconteceu alguma coisa?

Min-woo respirou fundo.

— Você.

Jae-min franziu a testa.

— Eu?

— É.

— O que eu fiz?

Min-woo se aproximou lentamente.

— Esse é o problema.

— Que problema?

— Você não fez nada.

Jae-min ficou em silêncio.

Min-woo parou a poucos centímetros dele.

— E mesmo assim não consigo parar de pensar em você.

O coração de Jae-min acelerou.

Durante meses, ele havia tentado ignorar aquela sensação.

A maneira como procurava Min-woo no meio das entrevistas.

Como ficava nervoso quando os dois precisavam dividir o mesmo sofá.

Como qualquer toque casual parecia durar mais do que deveria.

Mas agora não havia mais como fingir.

— Min-woo…

— Eu sei.

— Sabe o quê?

— Que você também sente.

Jae-min não respondeu.

O silêncio foi a resposta.


Naquela noite, eles não contaram nada aos outros integrantes.

Era cedo demais.

Havia contratos.

Câmeras.

Fãs.

Uma carreira inteira construída em torno deles.

Mas, quando estavam sozinhos, tudo parecia mais simples.

Min-woo segurou a mão de Jae-min.

— Está com medo?

— Muito.

— Eu também.

— E se tudo mudar?

Min-woo apertou seus dedos.

— Talvez já tenha mudado.

Jae-min sorriu.

— Você sempre tem uma resposta.

— Só quando estou tentando parecer corajoso.

Jae-min riu.

— Você não parece corajoso.

— Obrigado.

— De nada.

Os dois começaram a rir.

Então ficaram em silêncio novamente.

Min-woo aproximou-se.

— Posso?

Jae-min assentiu.

O beijo foi delicado.

Rápido.

Quase tímido.

Mas quando se afastaram, nenhum dos dois conseguiu esconder o sorriso.

— Isso foi real? — perguntou Jae-min.

— Foi.

— Então faz de novo.

Min-woo sorriu.

Dessa vez, o beijo demorou mais.

Jae-min colocou as mãos sobre os ombros dele, enquanto Min-woo o puxava delicadamente para mais perto.

Não havia plateia.

Nenhuma câmera.

Nenhum palco.

Só os dois.

Quando se afastaram, Jae-min encostou a testa na dele.

— Agora eu estou ainda mais assustado.

Min-woo riu.

— Eu também.

— Ótimo.

— Por quê?

— Porque pelo menos não estou sozinho.


Os meses seguintes foram uma mistura de felicidade e medo.

Eles precisavam esconder o relacionamento.

Nos ensaios, mantinham distância.

Nas entrevistas, evitavam olhares demorados.

Durante os shows, às vezes seus dedos se tocavam por acidente.

E cada pequeno momento era suficiente para fazer os dois sorrirem.

Mas também começaram os ciúmes.

Em uma noite, durante uma gravação para um programa de televisão, Jae-min viu Min-woo conversando com outro cantor.

Os dois estavam rindo.

Muito.

Jae-min tentou não demonstrar.

Não conseguiu.

Depois da gravação, saiu rapidamente do estúdio.

Min-woo percebeu.

Foi atrás dele.

— Jae-min!

Ele continuou andando.

— Espera.

— Não estou com raiva.

— Está sim.

Jae-min parou.

— Eu só não gostei.

— Do quê?

— De ver vocês dois juntos.

Min-woo ficou alguns segundos em silêncio.

Depois sorriu.

— Você está com ciúmes.

— Não.

— Está.

— Talvez.

Min-woo se aproximou.

— Você sabe que não precisa ter ciúmes.

— Eu sei.

— Então olha para mim.

Jae-min levantou os olhos.

— Só existe uma pessoa que eu procuro quando entro em uma sala.

Jae-min tentou não sorrir.

— Quem?

Min-woo chegou mais perto.

— Você.

O ciúme desapareceu.

Jae-min segurou a mão dele.

— Desculpa.

— Tudo bem.

— Eu só…

— Eu sei.

Min-woo deu um beijo rápido nele.

— Confia em mim.

— Confio.


Um ano depois, o grupo estava prestes a fazer seu maior show.

O estádio estava lotado.

Mais de cinquenta mil pessoas aguardavam.

Jae-min estava atrás do palco.

Min-woo apareceu ao lado dele.

— Nervoso?

— Muito.

— Eu também.

— Mentira.

— Verdade.

Jae-min riu.

O diretor chamou os integrantes.

Era hora.

As luzes se apagaram.

A multidão começou a gritar.

Os integrantes entraram no palco.

A música começou.

Durante duas horas, eles cantaram e dançaram.

No final, ficaram todos lado a lado.

Jae-min olhou para Min-woo.

Min-woo olhou para ele.

Nenhum dos dois precisou dizer nada.

Quando as luzes começaram a diminuir, seus dedos se encontraram.

Um toque rápido.

Discreto.

Mas suficiente.

Depois do show, os dois voltaram ao camarim.

Min-woo fechou a porta.

Jae-min estava sorrindo.

— Conseguimos.

— Conseguimos.

— Sabe o que eu estava pensando durante o show?

— O quê?

Jae-min se aproximou.

— Que eu não quero passar mais um ano escondendo tudo de você.

Min-woo ficou sério.

— O que você está dizendo?

— Estou dizendo que tenho medo.

— Eu também.

— Mas não quero que o medo decida por nós.

Min-woo segurou o rosto dele.

— Então não vamos deixar.

Jae-min sorriu.

E os dois se beijaram.

Lá fora, milhares de pessoas ainda gritavam.

As câmeras ainda registravam o palco.

O mundo ainda esperava que eles fossem apenas estrelas.

Mas, naquele pequeno camarim, longe dos flashes, eles eram apenas dois homens apaixonados.

E, pela primeira vez, isso parecia ser suficiente.

A música podia acabar.

As luzes podiam se apagar.

O público podia ir embora.

Mas aquilo que existia entre eles continuaria.

Porque algumas histórias não pertencem ao palco.

Pertencem ao coração.

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Caso o título Fanfic Do Bts esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Fanfic Do Bts. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”

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