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Lista dos melhores Filmes de 1917

Lista dos melhores Filmes de 1917: clássicos do cinema mudo que ainda impressionam

Uma seleção dos melhores Filmes de 1917 reúne comédia, drama, aventura e faroeste em obras que ajudaram a transformar a linguagem do cinema e continuam relevantes mais de um século depois.

Introdução

Uma Lista dos melhores Filmes de 1917 revela muito mais do que títulos antigos do cinema mudo. O ano foi marcado por uma combinação particularmente rica de experimentação visual, comédia física, melodrama, aventura e histórias influenciadas pelo contexto político e social da época.

Entre os destaques estão trabalhos de Charles Chaplin, Victor Sjöström, John Ford, Douglas Fairbanks e outros nomes fundamentais da primeira grande fase do cinema. Algumas dessas produções permanecem completas e podem ser estudadas hoje com facilidade; outras sobreviveram apenas parcialmente ou desapareceram, transformando-se em importantes registros da história cinematográfica.

Esta Lista dos melhores Filmes de 1917 privilegia obras que apresentam relevância histórica, qualidade artística, inovação narrativa, influência posterior e capacidade de continuar despertando interesse no espectador moderno.

Entre comédias de poucos minutos e dramas de aproximadamente uma hora, o cinema de 1917 demonstra que a duração nunca foi o principal fator para determinar a força de uma obra.


Lista dos melhores Filmes de 1917

A seleção reúne oito produções de gêneros diferentes, permitindo observar como o cinema daquele período estava desenvolvendo linguagens distintas simultaneamente.

1. The Immigrant

Entre os títulos que mais se destacam em qualquer Lista dos melhores Filmes de 1917, The Immigrant ocupa uma posição especial.

Dirigido e estrelado por Charlie Chaplin, o curta acompanha seu célebre personagem durante a viagem para os Estados Unidos e, posteriormente, diante das dificuldades encontradas na nova vida. A produção mistura humor físico, romance, crítica social e observação das dificuldades enfrentadas por imigrantes.

O grande mérito está no equilíbrio entre comédia e humanidade. Chaplin não transforma a pobreza em simples decoração para suas piadas. O personagem está constantemente tentando sobreviver, encontrar comida, conseguir dinheiro e preservar alguma dignidade.

A sequência no restaurante é especialmente importante. A situação aparentemente banal de um homem sem dinheiro transforma-se em uma cadeia de acontecimentos cômicos baseada em gestos, olhares e ritmo de montagem.

A chegada à América também possui uma dimensão simbólica. A promessa de uma nova vida contrasta com a realidade econômica daqueles que desembarcavam sem recursos.

Análise

A força de The Immigrant está na capacidade de fazer o espectador rir sem eliminar o aspecto dramático da situação.

O filme também mostra como Chaplin já dominava uma forma de narrativa visual extremamente eficiente. Poucos gestos são suficientes para explicar relações, conflitos e intenções.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de The Immigrant

O bonequinho começa com fome, fica apreensivo durante a viagem e termina emocionado. Ele passa boa parte da sessão tentando não deixar cair o prato imaginário que finalmente conseguiu colocar sobre a mesa.


2. A Man There Was

Também conhecido pelo título original Terje Vigen, A Man There Was é um dos grandes dramas europeus de 1917.

Dirigido por Victor Sjöström e inspirado no poema de Henrik Ibsen, o filme acompanha Terje Vigen, um marinheiro cuja vida é destruída pelas circunstâncias da guerra e por decisões tomadas por outras pessoas.

A narrativa trabalha especialmente com memória, perda, vingança e perdão.

Ao contrário da comédia acelerada de Chaplin, Sjöström constrói uma experiência contemplativa. O ambiente natural tem papel fundamental na história, e o mar deixa de ser apenas cenário para se tornar parte da própria dramaturgia.

A importância do drama sueco

O filme é frequentemente associado ao desenvolvimento da chamada era de ouro do cinema mudo sueco. Sua combinação de paisagem, drama psicológico e narrativa visual ajudou a demonstrar que o cinema podia tratar temas literários complexos sem depender de diálogos sonoros.

O protagonista não é simplesmente apresentado como herói ou vítima. Suas escolhas são determinadas pelas feridas acumuladas ao longo dos anos, fazendo com que a questão central seja menos “vingar-se ou não” e mais compreender o preço emocional da vingança.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Man There Was

O bonequinho fica sério durante praticamente toda a sessão. Ele começa sentado, termina olhando para o horizonte e passa vários minutos tentando decidir se perdoaria alguém colocado naquela situação.


3. Easy Street

A comédia volta a dominar a seleção com Easy Street, outro dos grandes trabalhos de Chaplin em 1917.

A história coloca o Vagabundo em uma situação incomum: ele se transforma em policial e precisa enfrentar uma área dominada pela violência e pelo caos.

A premissa permite que Chaplin brinque com a inversão de papéis. O personagem que normalmente tenta escapar das autoridades agora precisa representar a própria autoridade.

O resultado é uma sucessão de gags visuais muito bem construídas.

Humor e crítica social

Apesar do formato de comédia, Easy Street apresenta uma estrutura social bastante clara.

A rua funciona como uma pequena representação de uma sociedade desorganizada, na qual a força física parece determinar quem possui poder. O protagonista resolve os problemas utilizando criatividade, improvisação e, quando necessário, uma boa dose de sorte.

A interação com o personagem interpretado por Eric Campbell produz alguns dos momentos mais memoráveis do curta.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Easy Street

O bonequinho entra na rua tremendo de medo, ganha um distintivo e imediatamente acredita que virou o homem mais corajoso do mundo. Cinco minutos depois, está novamente procurando um lugar para se esconder.


4. The Cure

Em The Cure, Chaplin utiliza um ambiente de tratamento de saúde como ponto de partida para uma comédia de caos progressivo.

O personagem chega a um estabelecimento destinado à recuperação de pacientes, mas sua relação com o álcool transforma o local em um verdadeiro campo de batalha de situações absurdas.

A produção é especialmente interessante porque constrói o humor a partir do espaço. Portas giratórias, corredores, fontes, equipamentos e outros elementos do ambiente passam a fazer parte das gags.

O domínio da comédia física

O curta demonstra o controle corporal de Chaplin. Cada movimento possui uma função narrativa e muitos acontecimentos dependem de uma precisão quase coreográfica.

A bebida também é utilizada como elemento recorrente, criando uma sequência de situações que vão aumentando gradualmente em intensidade.

Mesmo sendo uma produção essencialmente cômica, The Cure ajuda a entender como o cinema mudo transformava objetos e ambientes em ferramentas dramáticas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de The Cure

O bonequinho entra achando que vai assistir a uma sessão tranquila de recuperação e sai completamente molhado, confuso e procurando a porta de saída.


5. The Adventurer

Outro destaque da fase de Chaplin na Mutual, The Adventurer apresenta uma premissa simples e extremamente eficiente: o protagonista é um fugitivo da prisão tentando escapar das autoridades.

A perseguição começa praticamente de imediato e estabelece o ritmo acelerado da produção.

Depois de uma série de acontecimentos, o personagem acaba inserido em um ambiente social muito distante daquele de onde veio. O contraste cria novas oportunidades para o humor.

Perseguição como linguagem

The Adventurer é particularmente eficiente na utilização da perseguição como estrutura narrativa.

Em vez de simplesmente empilhar piadas independentes, Chaplin organiza os acontecimentos para que uma situação conduza naturalmente à seguinte.

O resultado é uma obra dinâmica, com grande atenção ao movimento dos personagens e à composição das cenas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de The Adventurer

O bonequinho passa a sessão correndo. Quando finalmente para, descobre que o filme acabou e pergunta se ainda dá tempo de tomar água.


6. Straight Shooting

Para quem procura variedade em uma Lista dos melhores Filmes de 1917, Straight Shooting representa o faroeste.

Dirigido por John Ford e estrelado por Harry Carey, o filme apresenta um conflito envolvendo proprietários rurais, disputas territoriais, violência e lealdade.

A produção é particularmente importante porque pertence ao início da carreira cinematográfica de Ford, cineasta que posteriormente se tornaria um dos grandes nomes do faroeste americano.

Um faroeste diferente

O interesse de Straight Shooting não está apenas nos tiroteios.

O filme desenvolve um protagonista cuja posição moral muda durante a história. O conflito inicial estabelece uma lógica de confronto, mas a convivência com pessoas afetadas pela disputa modifica sua percepção.

Esse elemento dá ao filme uma dimensão dramática maior do que a simples narrativa de pistoleiros.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Straight Shooting

O bonequinho assiste ao primeiro tiroteio com os olhos arregalados, depois coloca um chapéu imaginário e passa o restante da sessão tentando caminhar em câmera lenta.


7. A Modern Musketeer

Douglas Fairbanks aparece em uma das aventuras mais curiosas do ano com A Modern Musketeer.

Dirigido por Allan Dwan, o filme adapta para um contexto moderno a ideia do herói inspirado em D’Artagnan.

A proposta é misturar aventura, comédia e ação, transportando valores de cavalaria para os Estados Unidos do início do século XX.

Douglas Fairbanks como herói cinematográfico

O filme é uma boa demonstração da energia física de Fairbanks. O ator desenvolve um estilo baseado em agilidade, acrobacias e movimentos exagerados, antecipando uma tradição de protagonistas aventureiros que ganharia ainda mais força nas décadas seguintes.

A Modern Musketeer também merece atenção pela utilização de paisagens naturais e pela disposição de transformar o corpo do protagonista em instrumento narrativo.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Modern Musketeer

O bonequinho começa sentado confortavelmente e termina tentando escalar a parede de casa depois de assistir às acrobacias de Fairbanks.


8. Teddy at the Throttle

A seleção termina com uma das comédias mais características do cinema de perseguição da época: Teddy at the Throttle.

Dirigido por Clarence G. Badger, o curta reúne Bobby Vernon, Gloria Swanson, Wallace Beery e o cachorro Teddy em uma narrativa marcada por melodrama, perigo e situações absurdas.

O cachorro é uma peça fundamental da história, participando de momentos que combinam aventura e humor.

A fórmula do melodrama cômico

Teddy at the Throttle utiliza uma fórmula bastante popular no cinema da época: personagens em perigo, vilões, perseguições e um resgate que precisa acontecer antes que seja tarde demais.

O exagero é justamente parte da graça.

O resultado funciona como documento de uma fase em que o cinema ainda explorava intensamente as possibilidades das perseguições físicas e dos finais de suspense.

Nota: ⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas

O bonequinho de Teddy at the Throttle

O bonequinho fica empolgado com Teddy, torce pelo cachorro e passa boa parte da sessão gritando mentalmente: “Corre!”


O que torna os Filmes de 1917 tão importantes?

Uma Lista dos melhores Filmes de 1917 permite observar um cinema que estava deixando de ser apenas uma atração baseada em imagens em movimento para consolidar estruturas narrativas cada vez mais sofisticadas.

Os filmes do período demonstram avanços em diferentes áreas.

A evolução da montagem

A montagem já não servia apenas para colocar acontecimentos consecutivos na tela. Os realizadores começaram a utilizar cortes para criar simultaneidade, suspense, ritmo e relações entre personagens.

Isso é particularmente perceptível nas comédias de Chaplin e nas sequências de perseguição.

A força do cinema visual

Sem diálogos gravados, os cineastas precisavam transmitir informações por meio de gestos, expressões, cenários, enquadramentos e montagem.

Essa limitação acabou estimulando uma linguagem visual extraordinariamente expressiva.

Em The Immigrant, por exemplo, uma expressão de Chaplin pode comunicar algo que décadas depois seria explicado por várias linhas de diálogo.

A construção do protagonista

Outra característica importante é a crescente complexidade dos personagens.

O herói de Straight Shooting passa por uma transformação moral. O protagonista de A Man There Was precisa lidar com as consequências de anos de sofrimento. Já Chaplin transforma um personagem socialmente marginalizado em centro emocional de suas histórias.


Chaplin domina a produção de 1917?

É difícil falar de uma Lista dos melhores Filmes de 1917 sem destacar a presença de Charles Chaplin.

O ano marcou uma fase extremamente produtiva do cineasta durante seu contrato com a Mutual, período no qual ele consolidou uma combinação própria de comédia física, sentimentalismo, crítica social e narrativa visual.

The Immigrant, Easy Street, The Cure e The Adventurer mostram quatro variações diferentes do mesmo princípio: utilizar um personagem aparentemente vulnerável para criar situações em que o corpo, o ambiente e o acaso conduzem a narrativa.

Isso explica por que essas obras permanecem acessíveis mesmo para quem não possui familiaridade com o cinema silencioso.


Fotografia e estética dos Filmes de 1917

A fotografia dos Filmes de 1917 naturalmente apresenta características diferentes das produções contemporâneas.

O preto e branco, a película de 35 mm, a iluminação disponível e as limitações técnicas contribuíam para uma estética própria.

Entretanto, seria um erro interpretar essas características simplesmente como deficiências.

Em A Man There Was, a paisagem participa diretamente da atmosfera dramática. Em A Modern Musketeer, os espaços naturais ampliam a sensação de aventura.

Nas comédias, por outro lado, a composição do quadro frequentemente precisa permitir que o público acompanhe simultaneamente o personagem, os objetos e os acontecimentos.


Montagem e ritmo

O ritmo é uma das maiores diferenças entre os diversos títulos dessa seleção.

Os curtas de Chaplin são construídos para uma progressão rápida de situações. The Adventurer praticamente transforma a perseguição em estrutura narrativa.

Já A Man There Was utiliza um ritmo muito mais contemplativo.

Essa diferença é importante porque demonstra que o cinema mudo não era um gênero único. Ele já possuía linguagens, ritmos e propostas bastante diferentes.


Temas recorrentes nos Filmes de 1917

Apesar da diversidade, vários assuntos aparecem repetidamente.

Guerra e consequências humanas

O contexto da Primeira Guerra Mundial influenciava diretamente a produção cultural do período. Mesmo quando a guerra não aparece explicitamente, questões como separação, pobreza, deslocamento e violência fazem parte do imaginário cinematográfico.

Pobreza e desigualdade

Chaplin utilizava frequentemente personagens pobres ou socialmente marginalizados. A comédia permitia abordar situações econômicas difíceis sem transformar a narrativa em um drama convencional.

Vingança e perdão

A Man There Was é o exemplo mais evidente desse tema.

Heroísmo

Em A Modern Musketeer, o heroísmo é tratado de maneira quase mitológica. Em Straight Shooting, ele assume uma forma mais moral e realista.


Ficha técnica resumida

FilmeAnoDireçãoPaísGêneroDuração aproximada
The Immigrant1917Charlie ChaplinEstados UnidosComédia, romance22–30 min
A Man There Was1917Victor SjöströmSuéciaDrama65 min
Easy Street1917Charlie ChaplinEstados UnidosComédia19–24 min
The Cure1917Charlie ChaplinEstados UnidosComédia24–31 min
The Adventurer1917Charlie ChaplinEstados UnidosComédia, aventura26 min
Straight Shooting1917John FordEstados UnidosFaroestecerca de 1 h
A Modern Musketeer1917Allan DwanEstados UnidosAventura, comédia68 min
Teddy at the Throttle1917Clarence G. BadgerEstados UnidosComédia, melodrama18–24 min

Curiosidades sobre os Filmes de 1917

Um dos aspectos mais interessantes do período é a quantidade de produções que se perderam ao longo das décadas. A preservação cinematográfica ainda era extremamente precária, e muitos filmes não sobreviveram em cópias completas.

Isso significa que qualquer seleção dos melhores filmes do ano inevitavelmente trabalha com uma limitação histórica: algumas obras consideradas importantes na época hoje só podem ser conhecidas por fotografias, anúncios, críticas antigas ou fragmentos.

Outra característica marcante é a presença de grandes estrelas que ainda estavam construindo sua imagem pública.

Mary Pickford, Douglas Fairbanks, Gloria Swanson, Charlie Chaplin e outros nomes ajudaram a estabelecer o sistema de celebridades que posteriormente se tornaria uma das características fundamentais de Hollywood.


O papel das mulheres nos Filmes de 1917

As mulheres também ocupavam posições importantes no cinema do período, tanto diante quanto atrás das câmeras.

Atrizes como Edna Purviance, Gloria Swanson e Mary Pickford possuíam grande visibilidade.

Pickford, em particular, já era uma das maiores estrelas do cinema americano e também participava da produção de seus filmes. Sua presença demonstra que a indústria cinematográfica daquele período não pode ser entendida apenas pela trajetória dos diretores homens.

Nas narrativas, entretanto, ainda eram comuns os papéis femininos associados ao romance, ao perigo e ao resgate, especialmente em melodramas e comédias de perseguição.


Como eram os filmes em 1917?

Os Filmes de 1917 eram predominantemente mudos e dependiam de cartelas para apresentar diálogos, informações narrativas ou contextualizações.

As salas de exibição normalmente utilizavam acompanhamento musical ao vivo ou outras formas de acompanhamento sonoro.

Isso altera a experiência moderna de assistir a essas obras.

O espectador atual não deve esperar a mesma linguagem de um filme contemporâneo. A atuação é geralmente mais expressiva, os gestos são maiores e a construção narrativa depende muito mais da imagem.

Depois de alguns minutos, porém, essa linguagem deixa de parecer estranha e passa a funcionar naturalmente.


Qual é o melhor caminho para começar a assistir aos Filmes de 1917?

Para quem nunca assistiu a cinema mudo, uma boa porta de entrada é The Immigrant, justamente por combinar humor, emoção e uma narrativa extremamente clara.

Depois, Easy Street apresenta uma comédia mais física, enquanto The Cure explora o caos de maneira ainda mais exagerada.

Para conhecer o lado dramático, A Man There Was oferece uma experiência completamente diferente.

Já Straight Shooting é indicado para quem deseja observar as origens do faroeste cinematográfico.


Vale a pena assistir aos Filmes de 1917?

Sim, especialmente para quem tem interesse na história do cinema, na evolução da linguagem audiovisual ou simplesmente quer descobrir como uma narrativa pode funcionar praticamente sem diálogos.

O maior desafio para o espectador moderno costuma ser a adaptação ao ritmo e ao estilo de atuação. Depois disso, as melhores produções revelam uma capacidade surpreendente de comunicação visual.

A Lista dos melhores Filmes de 1917 também mostra que não existe uma única maneira de definir qualidade cinematográfica. Enquanto The Immigrant utiliza a comédia para abordar dificuldades sociais, A Man There Was constrói um drama sobre sofrimento e perdão.


Final explicado de The Immigrant

No final de The Immigrant, o protagonista encontra uma possibilidade de recomeço depois de atravessar uma série de dificuldades.

A importância do desfecho está menos em uma grande resolução dramática e mais na mudança de perspectiva.

Durante a viagem, o personagem está preocupado fundamentalmente com sobrevivência. Depois de chegar ao novo país, continua enfrentando pobreza e insegurança. Ainda assim, encontra uma conexão humana que abre espaço para alguma esperança.

O filme evita transformar a imigração em uma história de sucesso fácil. A chegada à chamada terra das oportunidades não resolve automaticamente os problemas do protagonista.

Essa é justamente uma das razões pelas quais o filme permanece relevante: a promessa de uma nova vida convive com obstáculos concretos.


O legado de 1917 para o cinema

O maior valor de uma Lista dos melhores Filmes de 1917 está em mostrar um cinema em processo acelerado de transformação.

Chaplin aperfeiçoava a comédia visual. Sjöström explorava o drama psicológico e as paisagens. Ford desenvolvia sua linguagem de faroeste. Fairbanks ampliava as possibilidades do herói aventureiro.

Essas experiências não estavam isoladas.

Juntas, ajudaram a formar uma linguagem cinematográfica que seria refinada nas décadas seguintes.

Assistir hoje a The Immigrant, A Man There Was, Easy Street, The Cure, The Adventurer, Straight Shooting, A Modern Musketeer e Teddy at the Throttle é, portanto, também uma maneira de acompanhar a formação da linguagem que o cinema utilizaria durante todo o século XX.

Mais de cem anos depois, essas obras continuam funcionando não apenas como documentos históricos, mas como filmes capazes de provocar riso, tensão, emoção e reflexão. É justamente essa combinação entre importância histórica e experiência cinematográfica que faz de 1917 um ano tão interessante para quem deseja conhecer os primeiros grandes clássicos da sétima arte.

Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.

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