Lista dos melhores Filmes de 1939: 10 clássicos que marcaram a história do cinema
Os melhores Filmes de 1939 formam uma das seleções mais impressionantes da história do cinema, reunindo fantasia, faroeste, drama, comédia, aventura, romance e crítica social em uma mesma temporada.
Poucos anos conseguem concentrar tantos títulos importantes quanto 1939. Entre as grandes produções daquele período estão O Mágico de Oz, E o Vento Levou, No Tempo das Diligências, A Mulher Faz o Homem e Ninotchka, entre muitos outros.
Mais de oito décadas depois, a lista dos melhores Filmes de 1939 continua relevante porque essas obras não dependem apenas do valor histórico. Muitas ainda apresentam personagens memoráveis, direção sofisticada, diálogos marcantes, soluções visuais inventivas e temas que permanecem atuais.
Por que 1939 é considerado um ano extraordinário para o cinema?
A força cinematográfica de 1939 não está apenas na quantidade de filmes famosos lançados naquele período. O mais impressionante é a variedade de estilos e propostas.
Hollywood estava no auge do sistema de estúdios. Grandes companhias tinham estruturas capazes de reunir diretores, roteiristas, atores, técnicos, cenógrafos, figurinistas e compositores em produções de grande escala.
Ao mesmo tempo, o cinema internacional apresentava trabalhos de enorme importância artística, mostrando que a criatividade daquele ano não estava restrita aos grandes espetáculos americanos.
O resultado é uma combinação particularmente rica entre entretenimento popular e experimentação cinematográfica.
É justamente por isso que os melhores Filmes de 1939 continuam sendo utilizados como referência para compreender a evolução da linguagem cinematográfica.
Lista dos melhores Filmes de 1939
A seleção abaixo considera importância histórica, qualidade artística, influência posterior, força narrativa, direção, atuações e capacidade de permanecer interessante para o público contemporâneo.
A ordem não representa um ranking absoluto. Cada produção possui características próprias e pode atingir públicos diferentes.
1. O Mágico de Oz
Poucos filmes conseguiram construir um universo visual tão reconhecível quanto O Mágico de Oz.
A história acompanha Dorothy, uma jovem que é transportada para uma terra fantástica depois que um tornado atinge sua casa. Perdida em um ambiente completamente diferente daquele que conhecia, ela inicia uma jornada pela estrada de tijolos amarelos em busca do misterioso Mágico de Oz.
No caminho, encontra o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde. Cada personagem deseja aquilo que acredita não possuir, criando uma estrutura narrativa simples na superfície, mas bastante rica em significados.
Uma revolução visual
Um dos maiores atributos de O Mágico de Oz é a utilização das cores.
A transformação visual entre o Kansas e Oz produz um contraste que ajuda o espectador a perceber que Dorothy deixou o mundo cotidiano para entrar em um espaço de fantasia.
Cenários gigantescos, figurinos, maquiagem e efeitos especiais trabalham juntos para construir uma atmosfera que ainda possui enorme força.
Temas
Por trás da aventura infantil existe uma história sobre coragem, amizade, pertencimento e autoconhecimento.
Dorothy passa boa parte da aventura procurando um caminho para voltar para casa. No processo, descobre que as pessoas que encontra também estão procurando algo que acreditam não possuir.
Essa estrutura transforma a jornada fantástica em uma espécie de fábula sobre reconhecer valores que já estavam presentes nos próprios personagens.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Mágico de Oz
- Título original: The Wizard of Oz
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: Victor Fleming
- Roteiro: Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar Allan Woolf, entre outros
- Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley e Margaret Hamilton
- Gênero: Fantasia, aventura, musical
- Duração: aproximadamente 102 minutos
- Fotografia: Harold Rosson
- Montagem: Blanche Sewell
- Trilha sonora: Herbert Stothart
- Produção: Metro-Goldwyn-Mayer
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Mágico de Oz
O bonequinho começa a sessão com cara de quem já conhece a história, mas rapidamente fica empolgado, de olhos arregalados e apontando para a tela a cada nova paisagem de Oz.
2. E o Vento Levou
Entre os títulos mais conhecidos da história do cinema, E o Vento Levou impressiona principalmente pela dimensão de sua produção.
A narrativa acompanha Scarlett O’Hara durante a Guerra Civil Americana e suas consequências. A personagem enfrenta mudanças profundas em sua família, sua comunidade e em sua própria vida.
Vivien Leigh interpreta Scarlett, enquanto Clark Gable vive Rhett Butler, formando uma das duplas mais famosas do cinema clássico.
O espetáculo
A produção utiliza cenários monumentais, figurinos elaborados e sequências de grande escala para representar a transformação do sul dos Estados Unidos.
A fotografia e a direção de arte contribuem decisivamente para o aspecto épico.
Entretanto, assistir ao filme atualmente exige também compreender que sua representação da escravidão e da sociedade sulista pertence a uma visão histórica profundamente marcada por idealizações.
O valor cinematográfico da produção não elimina a necessidade de observar criticamente essas representações.
Scarlett O’Hara
Scarlett é uma protagonista deliberadamente complexa.
Ela é determinada, egoísta, resistente e frequentemente incapaz de compreender as consequências de suas próprias decisões. Ao contrário de uma heroína tradicional, sua trajetória é marcada por contradições.
É justamente essa imperfeição que sustenta boa parte do interesse dramático.
Ficha técnica
- Título brasileiro: E o Vento Levou
- Título original: Gone with the Wind
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: Victor Fleming
- Roteiro: Sidney Howard
- Elenco: Vivien Leigh, Clark Gable, Leslie Howard e Olivia de Havilland
- Gênero: Drama, romance, épico
- Duração: aproximadamente 238 minutos
- Fotografia: Ernest Haller e Ray Rennahan
- Montagem: Hal C. Kern e James E. Newcom
- Trilha sonora: Max Steiner
- Produção: David O. Selznick
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de E o Vento Levou
O bonequinho passa boa parte da sessão sentado em silêncio, completamente absorvido pelo drama, mas precisa de uma pausa imaginária para esticar as pernas diante da longa duração.
3. No Tempo das Diligências
No Tempo das Diligências, dirigido por John Ford, é um dos grandes exemplos de como o faroeste poderia ser utilizado para construir uma narrativa sobre pessoas muito diferentes obrigadas a compartilhar o mesmo espaço.
Uma diligência atravessa território perigoso levando passageiros que possuem origens, personalidades e reputações distintas.
Entre eles está Ringo Kid, interpretado por John Wayne.
Mais do que um faroeste
A grande qualidade do roteiro está na dinâmica entre os passageiros.
A viagem funciona como uma espécie de laboratório social. Preconceitos, diferenças de classe, julgamentos morais e relações de poder aparecem naturalmente durante o percurso.
A ação externa é importante, mas o verdadeiro motor do filme está nas relações entre os personagens.
A paisagem
John Ford utiliza a paisagem do oeste americano de maneira monumental.
As formações rochosas e os espaços abertos ajudam a transmitir tanto a liberdade quanto o perigo daquele território.
As imagens do Monument Valley se tornariam posteriormente uma das marcas mais reconhecíveis do faroeste clássico.
Ficha técnica
- Título brasileiro: No Tempo das Diligências
- Título original: Stagecoach
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: John Ford
- Roteiro: Dudley Nichols
- Elenco: John Wayne, Claire Trevor, Thomas Mitchell, John Carradine e Andy Devine
- Gênero: Faroeste, aventura, drama
- Duração: aproximadamente 96 minutos
- Fotografia: Bert Glennon
- Montagem: Otho Lovering e Dorothy Spencer
- Trilha sonora: Gerard Carbonara e William Franke Harling
- Produção: Walter Wanger
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de No Tempo das Diligências
O bonequinho fica segurando firme no assento da diligência, assustado durante as perseguições e sorrindo quando os conflitos finalmente começam a encontrar solução.
4. A Mulher Faz o Homem
A Mulher Faz o Homem apresenta James Stewart como Jefferson Smith, um homem idealista que chega ao Senado americano e rapidamente descobre que a política institucional é muito mais complicada do que imaginava.
O personagem se vê diante de interesses econômicos, pressões políticas e mecanismos de poder que tentam controlar suas decisões.
O poder do idealismo
A direção de Frank Capra transforma a história em um drama político acessível, mas sem abandonar o entretenimento.
O protagonista não é apresentado como alguém que possui todas as respostas. Seu diferencial é acreditar que princípios individuais ainda podem ter importância dentro de estruturas dominadas por interesses.
James Stewart
A atuação de James Stewart é fundamental para o funcionamento do filme.
Seu personagem combina ingenuidade, determinação e vulnerabilidade. O espectador acompanha sua transformação à medida que ele compreende a dimensão dos obstáculos que enfrenta.
O famoso discurso prolongado do protagonista também se tornou um dos momentos mais lembrados do cinema político americano.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Mulher Faz o Homem
- Título original: Mr. Smith Goes to Washington
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: Frank Capra
- Roteiro: Sidney Buchman
- Elenco: James Stewart, Jean Arthur, Claude Rains e Edward Arnold
- Gênero: Drama, comédia, política
- Duração: aproximadamente 129 minutos
- Fotografia: Joseph Walker
- Montagem: Gene Havlick e Al Clark
- Trilha sonora: Dimitri Tiomkin
- Produção: Frank Capra
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Mulher Faz o Homem
O bonequinho começa confuso diante dos corredores do poder, mas termina a sessão de pé, emocionado e com vontade de fazer um discurso que ninguém pediu.
5. A Regra do Jogo
A Regra do Jogo, dirigido por Jean Renoir, é um dos trabalhos mais sofisticados do cinema francês do período.
A história acompanha um grupo de personagens da elite francesa reunido em uma casa de campo, onde relações amorosas, mentiras e convenções sociais começam a se cruzar.
Uma comédia amarga
O filme parece inicialmente uma comédia de costumes, mas sua observação da sociedade vai ficando cada vez mais ácida.
As pessoas seguem regras sociais muito específicas enquanto escondem desejos, ciúmes e interesses particulares.
O título ganha força justamente porque todos conhecem as regras daquele ambiente, mesmo quando fingem não conhecê-las.
Direção e profundidade de campo
Jean Renoir utiliza movimentos de câmera e profundidade de campo para permitir que diferentes ações ocorram simultaneamente dentro do enquadramento.
Isso faz com que o espectador tenha liberdade para observar o espaço e escolher o que acompanhar.
É uma abordagem que exige mais atenção do público, mas também recompensa uma segunda ou terceira visita.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Regra do Jogo
- Título original: La Règle du jeu
- Ano: 1939
- País: França
- Direção: Jean Renoir
- Roteiro: Jean Renoir e Carl Koch
- Elenco: Marcel Dalio, Nora Gregor, Roland Toutain e Jean Renoir
- Gênero: Drama, comédia
- Duração: aproximadamente 110 minutos
- Fotografia: Jean Bachelet
- Montagem: Marguerite Renoir
- Trilha sonora: Joseph Kosma e Roger Désormière
- Produção: Néo-Film
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Regra do Jogo
O bonequinho passa a sessão com uma sobrancelha levantada, tentando acompanhar quem está mentindo para quem, até perceber que praticamente todo mundo está escondendo alguma coisa.
6. Ninotchka
Ninotchka combina romance e comédia com uma personagem central inicialmente rígida e extremamente disciplinada.
Greta Garbo interpreta Ninotchka, uma representante soviética enviada a Paris para resolver uma questão envolvendo três agentes e uma negociação complicada.
O encontro com o personagem interpretado por Melvyn Douglas altera progressivamente sua maneira de enxergar a vida.
A comédia como transformação
O grande mérito da obra está em fazer a transformação da protagonista acontecer gradualmente.
Ninotchka começa como uma mulher que tenta controlar emoções e desejos em nome de uma visão racional do mundo.
A convivência com Paris e com Leon d’Algout introduz uma dimensão mais leve à personagem.
A famosa divulgação da época explorou justamente a ideia de apresentar Greta Garbo em uma comédia, algo que contrastava com sua imagem dramática anterior.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Ninotchka
- Título original: Ninotchka
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: Ernst Lubitsch
- Roteiro: Charles Brackett, Billy Wilder e Walter Reisch
- Elenco: Greta Garbo, Melvyn Douglas, Ina Claire e Sig Ruman
- Gênero: Comédia, romance
- Duração: aproximadamente 110 minutos
- Fotografia: William H. Daniels
- Montagem: Gene Ruggiero
- Trilha sonora: Werner R. Heymann
- Produção: Metro-Goldwyn-Mayer
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Ninotchka
O bonequinho começa com expressão séria e braços cruzados, mas termina rindo discretamente, tentando fingir que não se divertiu tanto.
7. O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes adapta o romance de Emily Brontë e concentra sua narrativa na relação intensa entre Heathcliff e Catherine Earnshaw.
Laurence Olivier interpreta Heathcliff, enquanto Merle Oberon vive Catherine.
O filme aposta em uma atmosfera sombria, romântica e melancólica.
Um romance longe do ideal romântico
A relação entre os protagonistas está muito distante de uma história de amor convencional.
Orgulho, diferenças sociais, ressentimento e decisões equivocadas interferem constantemente na relação.
Heathcliff, especialmente, transforma a frustração amorosa em obsessão e desejo de vingança.
Fotografia
A fotografia utiliza paisagens abertas, neblina e ambientes escuros para criar uma atmosfera coerente com o material literário.
A natureza não funciona apenas como decoração. Ela reforça o estado emocional dos personagens.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Morro dos Ventos Uivantes
- Título original: Wuthering Heights
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: William Wyler
- Roteiro: Charles MacArthur e Ben Hecht
- Elenco: Laurence Olivier, Merle Oberon, David Niven e Flora Robson
- Gênero: Drama, romance
- Duração: aproximadamente 104 minutos
- Fotografia: Gregg Toland
- Montagem: Daniel Mandell
- Trilha sonora: Alfred Newman
- Produção: Samuel Goldwyn
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Morro dos Ventos Uivantes
O bonequinho assiste encolhido no sofá, olhando para a janela imaginária enquanto o vento sopra, completamente envolvido pelo clima trágico.
8. Só os Anjos Têm Asas
Só os Anjos Têm Asas leva o público para uma região montanhosa da América do Sul, acompanhando pilotos responsáveis por transportar correspondência em condições extremamente perigosas.
Cary Grant interpreta Geoff Carter, chefe de uma equipe de aviadores que enfrenta riscos constantes.
Aventura e perigo
A força do filme está nas sequências aéreas e na maneira como Howard Hawks apresenta profissionais acostumados a trabalhar em situações de risco.
Os pilotos não são tratados como aventureiros invencíveis. O perigo faz parte da rotina e qualquer erro pode ter consequências fatais.
Relações humanas
Por baixo das cenas de aviação existe um drama sobre confiança, responsabilidade e lealdade.
Os personagens formam uma comunidade profissional na qual reputação e competência são fundamentais.
O filme também explora a dificuldade de separar sentimentos pessoais das exigências de um trabalho perigoso.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Só os Anjos Têm Asas
- Título original: Only Angels Have Wings
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: Howard Hawks
- Roteiro: Jules Furthman
- Elenco: Cary Grant, Jean Arthur, Richard Barthelmess, Rita Hayworth e Thomas Mitchell
- Gênero: Aventura, drama, romance
- Duração: aproximadamente 121 minutos
- Fotografia: Joseph Walker
- Montagem: Viola Lawrence
- Trilha sonora: Dimitri Tiomkin
- Produção: Columbia Pictures
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Só os Anjos Têm Asas
O bonequinho passa a sessão com as duas mãos apertadas no braço da poltrona, respirando aliviado sempre que um avião consegue voltar inteiro.
9. O Jovem Lincoln
O Jovem Lincoln apresenta uma interpretação ficcionalizada da juventude de Abraham Lincoln antes de sua chegada à presidência dos Estados Unidos.
Henry Fonda interpreta Lincoln como um advogado ainda em formação, cuja habilidade para observar pessoas e compreender situações complexas começa a chamar atenção.
Um personagem em construção
Em vez de apresentar Lincoln já como uma figura histórica monumental, o filme concentra-se em uma fase anterior de sua vida.
Essa escolha torna o personagem mais humano.
Ele aparece como alguém que ainda está desenvolvendo sua identidade profissional e descobrindo como utilizar sua capacidade de argumentação.
A direção de John Ford
John Ford evita transformar o filme em um espetáculo histórico grandioso.
A narrativa é relativamente íntima e utiliza tribunais, pequenas comunidades e ambientes rurais para construir seu protagonista.
A fotografia em preto e branco reforça a atmosfera de memória histórica.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Jovem Lincoln
- Título original: Young Mr. Lincoln
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: John Ford
- Roteiro: Lamar Trotti
- Elenco: Henry Fonda, Alice Brady, Marjorie Weaver e Donald Meek
- Gênero: Drama, biografia
- Duração: aproximadamente 100 minutos
- Fotografia: Bert Glennon
- Montagem: Walter Thompson
- Trilha sonora: Cyril J. Mockridge
- Produção: Darryl F. Zanuck
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Jovem Lincoln
O bonequinho fica curioso e atento, inclinando-se para frente durante os momentos do julgamento como se também estivesse tentando descobrir a solução do caso.
10. As Mulheres
As Mulheres reúne um enorme elenco feminino para contar uma história centrada em casamento, amizade, rivalidade e relações sociais.
O diferencial mais conhecido da produção é justamente a decisão de construir uma narrativa com personagens femininas enquanto os homens aparecem apenas indiretamente.
Comédia de costumes
A história utiliza fofocas, conflitos conjugais, competição e alianças para examinar as relações entre as personagens.
Por trás da comédia existe uma observação sobre as expectativas sociais impostas às mulheres naquele período.
O filme também funciona como registro de um momento específico de Hollywood, reunindo diversas estrelas em uma produção cuidadosamente construída para explorar suas personalidades.
Elenco
Norma Shearer, Joan Crawford, Rosalind Russell, Mary Boland e Paulette Goddard estão entre os principais nomes da produção.
Cada atriz recebe espaço para desenvolver uma personalidade diferente, evitando que a história dependa de uma única protagonista.
Ficha técnica
- Título brasileiro: As Mulheres
- Título original: The Women
- Ano: 1939
- País: Estados Unidos
- Direção: George Cukor
- Roteiro: Anita Loos e Jane Murfin
- Elenco: Norma Shearer, Joan Crawford, Rosalind Russell, Mary Boland e Paulette Goddard
- Gênero: Comédia, drama
- Duração: aproximadamente 133 minutos
- Fotografia: Joseph Ruttenberg
- Montagem: Robert Kern
- Trilha sonora: Herbert Stothart
- Produção: Metro-Goldwyn-Mayer
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de As Mulheres
O bonequinho assiste com os olhos arregalados e a mão na boca, tentando acompanhar a quantidade de fofocas, traições, provocações e reviravoltas.
Outros grandes Filmes de 1939 que merecem atenção
Uma seleção dos melhores Filmes de 1939 não estaria completa sem mencionar outras produções importantes daquele ano.
Entre elas está O Filho de Frankenstein, continuação do ciclo de filmes de terror envolvendo o monstro criado a partir dos experimentos científicos da família Frankenstein.
Também merece destaque Gunga Din, aventura de grande escala dirigida por George Stevens.
Outra produção importante é A História do Último Crisântemo, do diretor japonês Kenji Mizoguchi, reconhecida pela construção visual e pelo tratamento dramático de seus personagens.
Já A Regra do Jogo ocupa uma posição especial por sua influência sobre o cinema posterior.
Também podem ser lembrados A Mocidade de Lincoln, O Corcunda de Notre Dame, Destry Rides Again e As Aventuras de Huckleberry Finn.
O que torna os Filmes de 1939 tão especiais?
Diversidade de gêneros
Uma das características mais impressionantes dos Filmes de 1939 é a diversidade.
O espectador pode sair de uma fantasia musical como O Mágico de Oz para um drama histórico gigantesco como E o Vento Levou, passar por um faroeste como No Tempo das Diligências e terminar com uma comédia romântica como Ninotchka.
Essa variedade explica por que o ano permanece tão estudado e revisitado.
O auge do cinema clássico
Em 1939, o cinema sonoro já havia passado da fase de novidade tecnológica.
Diretores dominavam recursos de montagem, iluminação, movimento de câmera e construção de cenários.
Ao mesmo tempo, o sistema de estúdios conseguia produzir filmes com enorme qualidade técnica.
O resultado aparece claramente nos trabalhos daquele ano.
Grandes estrelas
Outra característica marcante é a concentração de atores que se tornariam referências históricas.
Judy Garland, Vivien Leigh, Clark Gable, James Stewart, John Wayne, Cary Grant, Greta Garbo, Laurence Olivier e Henry Fonda estão associados a produções fundamentais daquele período.
Essas interpretações ajudaram a estabelecer modelos de atuação e tipos de personagens que continuariam influenciando o cinema durante décadas.
Qual é o melhor gênero para começar a assistir aos Filmes de 1939?
A resposta depende do gosto de cada espectador.
Quem gosta de fantasia pode começar por O Mágico de Oz.
Para quem prefere grandes dramas históricos, E o Vento Levou oferece uma experiência monumental.
O público interessado em faroeste pode escolher No Tempo das Diligências.
Quem prefere política e drama pode experimentar A Mulher Faz o Homem.
Para romance e comédia, Ninotchka é uma alternativa particularmente interessante.
Já quem busca uma obra mais sofisticada e exigente pode começar por A Regra do Jogo.
Qual é o filme mais influente de 1939?
Não existe uma única resposta objetiva para essa pergunta, porque influência pode significar coisas diferentes.
Um filme pode ter influenciado a linguagem visual, outro pode ter redefinido determinado gênero, enquanto outro permanece importante pela maneira como seus personagens foram construídos.
Nesse sentido, O Mágico de Oz possui enorme impacto na fantasia cinematográfica.
No Tempo das Diligências é fundamental para compreender o desenvolvimento do faroeste.
A Regra do Jogo representa um marco na utilização da encenação e da profundidade de campo.
Já A Mulher Faz o Homem permanece especialmente lembrado por sua representação cinematográfica do idealismo político.
Prêmios e reconhecimento
O ano de 1939 também foi importante na temporada de premiações cinematográficas.
E o Vento Levou tornou-se o grande destaque da temporada do Oscar referente às produções daquele período, recebendo diversos prêmios importantes.
Vivien Leigh venceu como atriz principal por sua interpretação de Scarlett O’Hara, enquanto Hattie McDaniel fez história ao conquistar o Oscar de atriz coadjuvante.
O Mágico de Oz também recebeu reconhecimento, incluindo prêmios relacionados à música e à trilha sonora.
A Mulher Faz o Homem recebeu diversas indicações, demonstrando a força do cinema de Frank Capra naquele momento.
Os Filmes de 1939 ainda valem a pena?
Sim, mas cada produção oferece uma experiência diferente para o público atual.
Alguns filmes podem parecer mais lentos para espectadores acostumados ao ritmo contemporâneo. Outros apresentam valores, representações sociais e concepções históricas que precisam ser observados dentro do contexto de sua época.
Isso não significa assistir passivamente.
Uma das melhores maneiras de aproveitar os melhores Filmes de 1939 é justamente perceber como essas obras funcionam simultaneamente como entretenimento e como documentos culturais.
O Mágico de Oz continua visualmente fascinante.
No Tempo das Diligências mantém sua eficiência narrativa.
Ninotchka demonstra como uma comédia pode envelhecer bem quando seus personagens são fortes.
A Regra do Jogo recompensa especialmente quem gosta de estudar a linguagem cinematográfica.
Filmes de 1939: uma viagem pela história do cinema
A importância de Lista dos melhores Filmes de 1939 está justamente na impossibilidade de reduzir aquele ano a um único estilo.
O período produziu fantasia, romance, comédia, drama, faroeste, aventura, terror e cinema social. Algumas dessas obras foram gigantescos espetáculos comerciais; outras trabalharam com recursos mais discretos, mas alcançaram enorme influência artística.
Entre todos os títulos, O Mágico de Oz, E o Vento Levou, No Tempo das Diligências, A Mulher Faz o Homem, A Regra do Jogo, Ninotchka, O Morro dos Ventos Uivantes, Só os Anjos Têm Asas, O Jovem Lincoln e As Mulheres demonstram a amplitude extraordinária daquele momento.
Mais do que uma coleção de filmes antigos, os melhores Filmes de 1939 formam um retrato de uma indústria cinematográfica que estava amadurecendo e, ao mesmo tempo, estabelecendo modelos que continuariam presentes nas décadas seguintes.
Para quem deseja conhecer o cinema clássico, 1939 é um dos melhores pontos de partida: há aventura para quem busca entretenimento, grandes romances para quem prefere drama, comédia para quem quer leveza, política para quem gosta de histórias sociais e experiências visuais capazes de mostrar por que determinadas obras atravessaram gerações.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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