Lista dos melhores Filmes de 1979: 15 clássicos que marcaram o cinema
De Apocalypse Now a Alien – O Oitavo Passageiro, confira uma seleção de grandes produções de 1979 que atravessaram décadas, estilos e gerações.
A Lista dos melhores Filmes de 1979 revela um dos anos mais ricos da história do cinema. O período reuniu grandes dramas, ficção científica, terror, guerra, comédia, musicais, filmes de ação e obras autorais que continuam sendo discutidas décadas depois de seus lançamentos.
Entre os destaques estão Apocalypse Now, Alien – O Oitavo Passageiro, Manhattan, Kramer vs. Kramer, Stalker, A Vida de Brian e O Casamento de Maria Braun.
Mais do que uma sequência de sucessos populares, 1979 foi um ano em que cineastas exploraram temas como guerra, solidão, família, identidade, violência, tecnologia, alienação e crise social. O resultado é uma seleção de filmes extremamente diferentes entre si, mas igualmente importantes para compreender a transformação do cinema no fim dos anos 1970.
Por que 1979 foi um ano tão importante para o cinema?
O final da década de 1970 encontrou Hollywood em plena transformação. A geração de diretores que havia ganhado espaço alguns anos antes continuava experimentando novas linguagens, enquanto o cinema comercial começava a incorporar definitivamente conceitos de ficção científica, terror e aventura em produções de grande escala.
Nesse cenário, Apocalypse Now levou o cinema de guerra para uma dimensão psicológica e quase surreal. Alien – O Oitavo Passageiro redefiniu a combinação entre ficção científica e horror. Já Kramer vs. Kramer mostrou que conflitos familiares aparentemente cotidianos poderiam sustentar um grande drama cinematográfico.
Também houve espaço para experimentação. Stalker apostou em ritmo contemplativo e filosofia, enquanto O Show Deve Continuar transformou a própria vida artística em um espetáculo vertiginoso sobre trabalho, ego e mortalidade.
A seguir, a Lista dos melhores Filmes de 1979 reúne obras que representam diferentes faces daquele momento.
1. Apocalypse Now





Dirigido por Francis Ford Coppola, Apocalypse Now é um dos grandes filmes de guerra do século XX. Inspirado em elementos de Heart of Darkness, de Joseph Conrad, o longa transporta sua jornada para o contexto da Guerra do Vietnã.
Martin Sheen interpreta o Capitão Willard, oficial encarregado de localizar o Coronel Kurtz, interpretado por Marlon Brando. A missão aparentemente militar transforma-se progressivamente em uma descida aos limites da violência e da consciência humana.
A força do filme está justamente na maneira como a guerra deixa de ser apenas cenário. A selva, os rios, os helicópteros, a fumaça e o calor contribuem para uma atmosfera de desorientação.
Direção e fotografia
Coppola trabalha com uma linguagem grandiosa, mas também extremamente subjetiva. A fotografia de Vittorio Storaro utiliza luz, sombra e cores para criar uma sensação quase alucinatória.
A famosa sequência dos helicópteros, acompanhada por música clássica, demonstra como o filme consegue transformar destruição em espetáculo visual e, ao mesmo tempo, questionar a própria lógica desse espetáculo.
Temas
O longa aborda a violência, a loucura, o poder, a desumanização e a fragilidade das fronteiras entre civilização e barbárie.
O bonequinho de Apocalypse Now
O bonequinho começa sentado tranquilamente na poltrona. Depois de alguns minutos, ele já está olhando para a tela com expressão de espanto. No final, continua acordado, mas claramente precisa de alguns minutos para processar tudo o que acabou de assistir.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
2. Alien – O Oitavo Passageiro






Ridley Scott transformou uma simples história de criatura extraterrestre em uma experiência claustrofóbica. Em Alien – O Oitavo Passageiro, a tripulação da nave Nostromo investiga um sinal misterioso e acaba encontrando uma ameaça que passa a caçá-los dentro da própria nave.
O grande diferencial está no ambiente. A Nostromo não parece um cenário futurista limpo e confortável. É industrial, escura, úmida, cheia de corredores estreitos, máquinas e espaços onde qualquer coisa pode estar escondida.
Sigourney Weaver, como Ellen Ripley, tornou-se uma das figuras mais importantes da ficção científica cinematográfica.
Horror e ficção científica
Alien – O Oitavo Passageiro funciona porque não depende exclusivamente de sustos. Ridley Scott cria tensão através da espera.
O espectador sabe que existe algo à solta, mas raramente sabe exatamente onde a criatura está.
Design e efeitos visuais
O design do alienígena tornou-se um dos elementos mais reconhecíveis do cinema. A aparência biomecânica da criatura e o trabalho de produção ajudam a explicar por que o filme continua visualmente impressionante.
O bonequinho de Alien – O Oitavo Passageiro
O bonequinho começa curioso, passa rapidamente para o modo “não vou entrar naquele corredor” e termina completamente encolhido na poltrona. Continua acordado por obrigação, não por escolha.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
3. Manhattan





Filmado em preto e branco, Manhattan transforma Nova York em um personagem. Woody Allen acompanha um escritor de televisão de 42 anos envolvido em relacionamentos complicados enquanto tenta encontrar algum sentido em sua vida pessoal.
A fotografia de Gordon Willis é um dos grandes destaques. A cidade aparece elegante, monumental e romântica, mas também distante.
O relacionamento com Nova York
A cidade não serve apenas como pano de fundo. Pontes, edifícios, restaurantes e ruas participam da narrativa e ajudam a estabelecer o estado emocional dos personagens.
Um retrato de relacionamentos
O filme discute maturidade, insegurança, desejo, incompatibilidade e autoengano. Algumas situações envelheceram de maneira controversa, especialmente pela dinâmica envolvendo idade e poder, o que torna importante observar a obra também dentro de seu contexto histórico.
O bonequinho de Manhattan
O bonequinho assiste com um café na mão, alternando entre risadas discretas e olhares de “essas pessoas precisam conversar urgentemente”.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
4. Kramer vs. Kramer
Kramer vs. Kramer, dirigido por Robert Benton, acompanha a transformação de Ted Kramer, um profissional extremamente dedicado ao trabalho que precisa assumir sozinho a criação do filho depois que sua esposa deixa a família.
Dustin Hoffman interpreta Ted, enquanto Meryl Streep interpreta Joanna. O filme evita transformar o conflito em uma simples disputa entre herói e vilã.
O centro da narrativa é a criança e a maneira como a separação modifica todos os envolvidos.
Roteiro e personagens
A grande qualidade do roteiro está na transformação gradual de Ted. Ele começa praticamente incapaz de conciliar trabalho e família e precisa aprender tarefas que antes não assumia.
A disputa pela guarda posteriormente coloca em choque diferentes concepções de maternidade, paternidade e responsabilidade.
Reconhecimento
A produção recebeu nove indicações ao Oscar e venceu cinco categorias, incluindo Melhor Filme, Direção, Ator, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado.
O bonequinho de Kramer vs. Kramer
O bonequinho começa indiferente, passa a se envolver com a relação entre pai e filho e termina procurando um lenço.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
5. Stalker
Andrei Tarkovsky dirigiu Stalker, uma ficção científica filosófica sobre três homens que entram em uma região misteriosa conhecida como Zona.
No centro da Zona existe um local que supostamente realiza o desejo mais profundo de quem consegue chegar até ele.
O problema é que ninguém sabe exatamente o que encontrará.
Um filme sobre desejo
O conceito funciona como uma experiência psicológica. O que aconteceria se uma pessoa pudesse realizar aquilo que realmente deseja, inclusive aquilo que não admite desejar?
A viagem física transforma-se em uma investigação sobre fé, conhecimento, esperança e natureza humana.
Ritmo contemplativo
Stalker exige paciência. Não é uma aventura convencional e tampouco pretende entregar respostas rápidas.
Seu impacto está justamente no espaço deixado para interpretação.
O bonequinho de Stalker
O bonequinho olha para o relógio durante os primeiros minutos. Depois percebe que o filme quer fazê-lo pensar. Guarda o relógio e permanece concentrado.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
6. A Vida de Brian
A comédia do grupo Monty Python aparece entre os grandes títulos de 1979 por sua capacidade de misturar humor absurdo e sátira religiosa.
A Vida de Brian acompanha Brian, um homem que acaba sendo confundido com uma figura messiânica.
A história utiliza esse equívoco para satirizar fanatismo, movimentos políticos, autoridades, burocracia e comportamento de multidões.
Humor absurdo
O filme não depende apenas de uma sequência de piadas. Sua estrutura satírica permite que diferentes instituições sejam colocadas em situações ridículas.
O bonequinho de A Vida de Brian
O bonequinho começa sério. Cinco minutos depois, já está gargalhando e perguntando por que nunca tinha visto aquilo antes.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
7. O Tambor
Baseado no romance de Günter Grass, O Tambor acompanha Oskar, um garoto que decide parar de crescer aos três anos de idade.
O protagonista observa a ascensão do nazismo e as transformações da sociedade alemã a partir de uma perspectiva estranha, irônica e profundamente simbólica.
Infância e história
A decisão de Oskar de não crescer funciona como metáfora. A infância torna-se uma posição de observação diante de um mundo adulto marcado por violência, oportunismo e contradições.
O bonequinho de O Tambor
O bonequinho permanece imóvel, absorvendo as imagens. No final, está mais pensativo do que quando começou.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
8. O Show Deve Continuar
Bob Fosse levou elementos autobiográficos para O Show Deve Continuar, estrelado por Roy Scheider.
O protagonista Joe Gideon é um diretor e coreógrafo obcecado pelo trabalho, pela criação e pelo próprio espetáculo.
Sua rotina é organizada como uma apresentação permanente, enquanto sua saúde e seus relacionamentos entram em colapso.
Montagem e linguagem
O filme utiliza montagem rápida, números musicais, fantasia e realidade misturadas. A narrativa não segue sempre uma estrutura convencional.
A própria forma do filme reproduz a mente de alguém que não consegue desligar o modo de produção.
O bonequinho de O Show Deve Continuar
O bonequinho está empolgado com o espetáculo, mas começa a perceber que o protagonista não sabe quando parar. No fim, fica sério.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
9. Muito Além do Jardim
Peter Sellers interpreta Chance em Muito Além do Jardim, personagem que passou praticamente toda a vida trabalhando como jardineiro e assistindo televisão.
Quando deixa seu antigo ambiente, passa a ser interpretado pelas outras pessoas como um homem sofisticado e cheio de conhecimentos.
O humor nasce da distância entre aquilo que Chance realmente diz e aquilo que os demais acreditam ouvir.
Uma sátira da televisão
O filme questiona a maneira como a sociedade constrói personalidades públicas a partir de imagens superficiais.
Chance não parece estar tentando enganar ninguém. O problema é que as pessoas projetam significados sobre ele.
O bonequinho de Muito Além do Jardim
O bonequinho fica confuso junto com os personagens. Em determinado momento, simplesmente aceita que talvez seja melhor não tentar entender.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
10. O Casamento de Maria Braun
Rainer Werner Fassbinder dirigiu O Casamento de Maria Braun, drama ambientado na Alemanha do pós-guerra.
Maria Braun tenta reconstruir sua vida em uma sociedade destruída pela guerra. A trajetória pessoal da protagonista acompanha as transformações econômicas e sociais do país.
Mulher e reconstrução
Maria é apresentada como uma personagem determinada, prática e ambiciosa. Sua sobrevivência depende de uma combinação de inteligência, adaptação e escolhas moralmente complexas.
Contexto histórico
O filme utiliza uma história íntima para representar mudanças maiores. O crescimento econômico não elimina necessariamente as marcas do passado, e a prosperidade pode coexistir com culpa e trauma.
O bonequinho de O Casamento de Maria Braun
O bonequinho começa curioso, passa a ficar angustiado e termina encarando a tela em silêncio.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
11. Mad Max
Antes de se transformar em uma franquia mundial, Mad Max surgiu como uma produção australiana de ação dirigida por George Miller.
Mel Gibson interpreta Max Rockatansky, policial que trabalha em um mundo cada vez mais dominado pela violência nas estradas.
O filme constrói sua identidade através de perseguições, motocicletas, carros modificados e uma sensação constante de colapso social.
Ação e velocidade
A direção de George Miller privilegia a sensação física. Os veículos não são apenas acessórios: tornam-se extensões dos personagens.
A violência aumenta progressivamente até transformar a história em uma tragédia de vingança.
O bonequinho de Mad Max
O bonequinho coloca o cinto de segurança, segura firme na poltrona e passa boa parte do filme imaginando que está dentro de um carro.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
12. A Síndrome da China
A Síndrome da China utiliza o suspense para discutir os riscos associados à energia nuclear e os conflitos entre segurança, interesses empresariais e informação pública.
Jane Fonda interpreta uma repórter que presencia um incidente em uma usina nuclear e começa a investigar o que realmente aconteceu.
Suspense baseado em informação
A tensão não depende de um monstro ou assassino. Ela nasce da possibilidade de uma falha técnica e da tentativa de impedir que informações importantes sejam reveladas.
O resultado é um thriller que dialoga diretamente com os debates tecnológicos e ambientais do período.
O bonequinho de A Síndrome da China
O bonequinho assiste tranquilamente no começo. Conforme a situação piora, começa a olhar desconfiado para qualquer aparelho eletrônico próximo.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
13. O Vencedor
Peter Yates dirigiu O Vencedor, uma história de amadurecimento centrada em jovens ciclistas de uma pequena cidade norte-americana.
A corrida funciona como ponto de encontro para personagens que precisam decidir que tipo de vida desejam construir.
Esporte como metáfora
O filme evita tratar competição simplesmente como uma luta entre vencedores e perdedores. A bicicleta representa liberdade, amizade e possibilidade de mudança.
A direção também consegue equilibrar humor, romance, juventude e drama.
O bonequinho de O Vencedor
O bonequinho acompanha a corrida como se estivesse na arquibancada, torcendo e comemorando cada ultrapassagem.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
14. Hair
Miloš Forman dirigiu Hair, adaptação do famoso musical sobre juventude, contracultura e Guerra do Vietnã.
A história acompanha Claude, jovem convocado para o serviço militar que entra em contato com um grupo de hippies.
O contraste entre disciplina militar e liberdade contracultural estrutura boa parte da narrativa.
Música e contracultura
Hair utiliza números musicais para discutir pacifismo, amizade, liberdade individual e choque entre gerações.
As canções não funcionam apenas como intervalos narrativos. Elas expressam diretamente os sentimentos dos personagens.
O bonequinho de Hair
O bonequinho começa dançando. Depois fica emocionado. No final, continua dançando, mas com uma expressão bastante mais séria.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
15. Alcatraz – Fuga Impossível
Clint Eastwood protagoniza Alcatraz – Fuga Impossível, dirigido por Don Siegel.
O filme dramatiza uma tentativa de fuga da famosa prisão de Alcatraz. Em vez de depender de ação constante, a narrativa concentra-se na preparação cuidadosa do plano.
A força da simplicidade
A tensão vem da paciência. Pequenas alterações na cela, ferramentas improvisadas e movimentos aparentemente banais tornam-se fundamentais para a fuga.
Essa abordagem faz com que o espectador acompanhe o processo quase como se estivesse montando o plano junto com os personagens.
O bonequinho de Alcatraz – Fuga Impossível
O bonequinho passa o filme inteiro inclinado para a frente, tentando descobrir como os personagens vão escapar. Quando percebe o plano, fica tão concentrado quanto eles.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
Outros destaques de 1979
A Lista dos melhores Filmes de 1979 poderia facilmente ser ampliada. O ano também apresentou obras importantes como Norma Rae, All That Jazz, O Casamento de Maria Braun, A Vida de Brian, A Rosa, Breaking Away, O Cavalo Negro e O Homem que Caiu na Terra.
Cada uma dessas produções acrescenta uma perspectiva diferente ao cinema daquele ano.
Ficha técnica dos principais filmes da lista
| Filme | Ano | Direção | Gênero | Duração aproximada |
|---|---|---|---|---|
| Apocalypse Now | 1979 | Francis Ford Coppola | Guerra, drama | 147 min na versão original |
| Alien – O Oitavo Passageiro | 1979 | Ridley Scott | Ficção científica, terror | 117 min |
| Manhattan | 1979 | Woody Allen | Comédia, drama, romance | 96 min |
| Kramer vs. Kramer | 1979 | Robert Benton | Drama | 105 min |
| Stalker | 1979 | Andrei Tarkovsky | Ficção científica, drama | 162 min |
| A Vida de Brian | 1979 | Terry Jones | Comédia | 94 min |
| O Tambor | 1979 | Volker Schlöndorff | Drama, guerra | 142 min |
| O Show Deve Continuar | 1979 | Bob Fosse | Drama, musical | 123 min |
| Muito Além do Jardim | 1979 | Hal Ashby | Drama, comédia | 130 min |
| O Casamento de Maria Braun | 1979 | Rainer Werner Fassbinder | Drama | 120 min |
| Mad Max | 1979 | George Miller | Ação, ficção científica | 93 min |
| A Síndrome da China | 1979 | James Bridges | Drama, suspense | 122 min |
| O Vencedor | 1979 | Peter Yates | Drama, esporte | 101 min |
| Hair | 1979 | Miloš Forman | Musical, drama | 121 min |
| Alcatraz – Fuga Impossível | 1979 | Don Siegel | Crime, suspense | 112 min |
O que os melhores filmes de 1979 têm em comum?
Apesar das diferenças de gênero, os títulos desta seleção apresentam uma característica recorrente: personagens enfrentando sistemas maiores do que eles.
Em Apocalypse Now, o indivíduo enfrenta a máquina de guerra. Em Alien – O Oitavo Passageiro, uma pequena tripulação luta contra uma ameaça desconhecida dentro de uma nave gigantesca.
Em Kramer vs. Kramer, a estrutura familiar é colocada em crise. Em Stalker, os personagens enfrentam seus próprios desejos.
Já Muito Além do Jardim questiona um sistema de comunicação baseado em imagens e interpretações superficiais.
Essa diversidade ajuda a explicar por que a produção cinematográfica de 1979 continua relevante.
Final explicado de Apocalypse Now
Atenção: esta seção contém spoilers.
Na parte final de Apocalypse Now, Willard finalmente encontra Kurtz.
O Coronel abandonou completamente a estrutura militar convencional e passou a comandar uma comunidade que o trata praticamente como uma entidade superior. Para Willard, a missão é eliminá-lo.
A importância do desfecho não está simplesmente na morte de Kurtz, mas na transformação de Willard durante a viagem. O protagonista chega ao destino depois de atravessar um ambiente cada vez mais brutal e perceber que a lógica de Kurtz não é completamente separada daquela utilizada pela própria guerra.
Quando Willard mata Kurtz, o gesto pode ser interpretado simultaneamente como cumprimento de uma missão e como conclusão de sua própria jornada de transformação.
O filme evita oferecer uma resposta confortável. Willard não retorna simplesmente como o mesmo homem que iniciou a viagem.
Qual é o melhor filme de 1979?
Não existe uma única resposta objetiva para essa pergunta, porque os grandes filmes de 1979 trabalham em registros completamente diferentes.
Para quem procura guerra e espetáculo visual, Apocalypse Now é uma experiência monumental. Para terror e ficção científica, Alien – O Oitavo Passageiro permanece extremamente influente.
Quem prefere dramas familiares pode escolher Kramer vs. Kramer. Para uma experiência filosófica e contemplativa, Stalker é uma escolha radicalmente diferente.
Já A Vida de Brian atende quem deseja humor e sátira, enquanto Mad Max representa a energia bruta do cinema de ação.
Por isso, a melhor maneira de interpretar uma Lista dos melhores Filmes de 1979 é enxergá-la como um panorama, e não simplesmente como uma classificação.
Vale a pena assistir aos melhores filmes de 1979?
Sim, especialmente para quem deseja conhecer obras que ajudaram a estabelecer padrões para décadas posteriores.
Alguns desses filmes continuam impressionantes pelo aspecto técnico. Outros permanecem relevantes pelos personagens, pelos temas ou pela maneira como representam as transformações sociais do período.
Alien – O Oitavo Passageiro influenciou gerações de ficção científica e horror. Mad Max ajudou a estabelecer uma linguagem que seria ampliada posteriormente. Apocalypse Now permanece uma referência para o cinema de guerra.
Enquanto isso, Kramer vs. Kramer, Manhattan, Muito Além do Jardim e O Casamento de Maria Braun mostram como dramas humanos podem continuar provocando discussões muito tempo depois de sua estreia.
Conclusão
A Lista dos melhores Filmes de 1979 evidencia a extraordinária variedade cinematográfica daquele ano. Foi um período em que grandes produções populares coexistiram com experiências autorais, dramas intimistas e filmes internacionais de enorme ambição artística.
Entre os principais destaques estão Apocalypse Now, Alien – O Oitavo Passageiro, Kramer vs. Kramer, Manhattan, Stalker, A Vida de Brian, Muito Além do Jardim, Mad Max e O Show Deve Continuar.
Em outras palavras, 1979 não produziu apenas bons filmes: produziu obras que ajudaram a definir o que o cinema poderia fazer no fim de uma década marcada por profundas transformações culturais, políticas e artísticas.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 1979 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 1979. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”