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Lista dos melhores Filmes de 1985

Lista dos melhores Filmes de 1985

Os melhores Filmes de 1985 mostram um dos períodos mais férteis da história do cinema, reunindo ficção científica, aventura, drama, comédia, guerra, fantasia, crítica social e grandes produções autorais. Entre os destaques estão De Volta para o Futuro, Ran, Brazil – O Filme e A Rosa Púrpura do Cairo, obras que continuam relevantes décadas depois de seus lançamentos.

Uma seleção especial de grandes produções lançadas em 1985, com análise de história, direção, atuações, importância cultural e impacto cinematográfico.

Por que 1985 foi um ano tão importante para o cinema?

Falar sobre a Lista dos melhores Filmes de 1985 é falar de um ano em que o cinema comercial e o cinema autoral conseguiram conviver de maneira particularmente interessante. De um lado, Hollywood apresentou aventuras e sucessos populares que se transformariam em referências culturais. De outro, cineastas de diferentes países produziram obras ambiciosas, políticas, experimentais e visualmente marcantes.

A variedade é uma das características mais impressionantes daquele período. O mesmo ano colocou nas telas uma aventura de viagem no tempo como De Volta para o Futuro, um épico japonês como Ran, um drama histórico devastador como Vá e Veja e uma sátira distópica como Brazil – O Filme.

Também foi um período importante para o cinema brasileiro. O Beijo da Mulher-Aranha, dirigido por Hector Babenco, colocou uma produção associada ao Brasil no centro das discussões internacionais e ajudou a consolidar a presença do cinema nacional no circuito mundial.

Lista dos melhores Filmes de 1985

A seleção abaixo reúne filmes que se destacam por qualidade artística, influência cultural, importância histórica, força narrativa e capacidade de permanecer relevantes. As estrelas representam uma avaliação editorial individual de cada obra, e não uma classificação oficial.

De Volta para o Futuro

De Volta para o Futuro é provavelmente uma das combinações mais eficientes entre aventura, comédia, ficção científica e romance adolescente produzidas na década de 1980.

Michael J. Fox interpreta Marty McFly, jovem que acidentalmente viaja de 1985 para 1955 depois de utilizar a máquina do tempo construída pelo excêntrico cientista Doc Brown, vivido por Christopher Lloyd. O problema surge quando Marty interfere no relacionamento de seus próprios pais, colocando em risco a existência de sua família — e a sua própria.

O roteiro é especialmente eficiente porque transforma um conceito complexo em uma aventura acessível. A viagem temporal não serve apenas para produzir efeitos espetaculares: ela permite discutir família, identidade, amadurecimento e a influência das pequenas decisões sobre o futuro.

Robert Zemeckis conduz a história com ritmo preciso. Quase todos os elementos apresentados têm alguma função posterior, criando uma narrativa com enorme sensação de recompensa.

A química entre Fox e Lloyd é outro elemento fundamental. Marty oferece energia e identificação ao público, enquanto Doc Brown funciona como fonte de humor, invenção e imprevisibilidade.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de De Volta para o Futuro

O bonequinho começa sentado tranquilamente na poltrona. Quando o DeLorean aparece, levanta imediatamente, arregala os olhos e passa o filme inteiro correndo atrás da própria linha do tempo.


Ran

Akira Kurosawa transformou a tragédia de Shakespeare em um épico japonês monumental. Ran acompanha um senhor feudal envelhecido que decide dividir seu território entre os filhos, desencadeando uma sequência de traições, guerras e destruição.

O filme impressiona pela dimensão visual. Exércitos atravessam paisagens abertas enquanto as cores dos estandartes e dos figurinos organizam visualmente os grupos em conflito.

Mas a grandiosidade não é apenas estética. Kurosawa utiliza o espetáculo para mostrar a fragilidade do poder. Quanto maior o reino, maior também parece ser a dimensão da tragédia quando seus alicerces começam a ruir.

Tatsuya Nakadai conduz a produção com uma atuação marcada pelo silêncio, pela autoridade e pelo progressivo colapso emocional do personagem.

A violência também possui função dramática. As batalhas não são tratadas simplesmente como entretenimento: elas representam o resultado concreto da ambição, da desconfiança e da disputa pelo poder.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Ran

O bonequinho começa de pé, maravilhado com a composição visual. Depois da primeira grande batalha, senta devagar, olha para o chão e permanece em silêncio até os créditos.


Brazil – O Filme

Poucos filmes de 1985 construíram um universo tão particular quanto Brazil – O Filme.

Dirigido por Terry Gilliam, o longa mistura ficção científica, humor negro, burocracia, fantasia e pesadelo. Jonathan Pryce interpreta Sam Lowry, funcionário de um sistema administrativo gigantesco que sonha com uma vida diferente daquela determinada pelos formulários e repartições.

A direção artística é um dos maiores triunfos da produção. Tubulações, máquinas, escritórios sufocantes e equipamentos gigantescos transformam a burocracia em uma espécie de organismo vivo.

A estética exagerada ajuda a transmitir uma ideia central: quando sistemas administrativos passam a dominar completamente a vida humana, o indivíduo pode desaparecer dentro da própria estrutura que deveria servi-lo.

O humor é constantemente desconfortável. O espectador ri de situações absurdas, mas percebe rapidamente que o absurdo está ligado a questões muito reais.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Brazil – O Filme

O bonequinho entra no Ministério da Informação para pedir uma senha. Recebe sete formulários, três carimbos e uma máquina quebrada. No fim, prefere escapar voando pela janela.


Vá e Veja

Vá e Veja é uma das experiências cinematográficas mais duras associadas à Segunda Guerra Mundial.

A produção acompanha um garoto bielorrusso que entra em contato com a brutalidade da ocupação nazista. A narrativa abandona progressivamente qualquer sensação de aventura e transforma a guerra em uma experiência de sobrevivência.

A câmera permanece próxima do protagonista, permitindo que o rosto do personagem se torne praticamente um registro das consequências do conflito.

O som possui importância enorme. Explosões, tiros e ruídos ambientais criam uma atmosfera de constante ameaça.

O filme evita transformar a guerra em espetáculo heroico. Em vez disso, concentra-se na destruição física e psicológica provocada pela violência.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Vá e Veja

O bonequinho começa curioso. Pouco depois, perde completamente a expressão de entusiasmo. No final, está abraçado à poltrona, olhando para a tela sem conseguir desviar os olhos.


A Rosa Púrpura do Cairo

Woody Allen utiliza o cinema dentro do cinema em A Rosa Púrpura do Cairo para falar sobre escapismo, solidão e desejo.

Mia Farrow interpreta Cecilia, uma mulher que encontra nos filmes uma forma de fugir das dificuldades de sua vida. O elemento fantástico surge quando um personagem de uma produção cinematográfica percebe sua presença e abandona a tela.

A premissa aparentemente absurda permite discutir uma questão bastante humana: o que acontece quando aquilo que imaginamos ser melhor do que nossa realidade começa a competir diretamente com ela?

A produção equilibra humor e melancolia com grande delicadeza. O resultado é uma reflexão sobre fantasia sem tratar o escapismo simplesmente como algo negativo.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Rosa Púrpura do Cairo

O bonequinho começa apaixonado pelo cinema, pula para dentro da tela e percebe que talvez a vida real seja ainda mais complicada do que imaginava.


O Beijo da Mulher-Aranha

Hector Babenco dirige O Beijo da Mulher-Aranha, adaptação do romance de Manuel Puig que coloca dois homens presos na mesma cela, apesar de possuírem personalidades e visões de mundo muito diferentes.

William Hurt interpreta Molina, enquanto Raul Juliá vive Valentín. A força do filme está justamente no diálogo entre os dois.

Molina utiliza histórias cinematográficas para escapar da realidade. Valentín está ligado à militância política e inicialmente encara essas narrativas com desconfiança.

A convivência forçada altera progressivamente essa relação. O filme transforma conversas aparentemente banais em discussões sobre política, desejo, solidariedade, identidade e liberdade.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de O Beijo da Mulher-Aranha

O bonequinho entra na cela preparado para uma sessão de conversa. Quando percebe a profundidade dos diálogos, esquece completamente a pipoca.


Clube dos Cinco

John Hughes transformou uma simples detenção escolar em um estudo sobre estereótipos adolescentes com Clube dos Cinco.

Cinco estudantes aparentemente incompatíveis são obrigados a passar um sábado juntos na escola. Cada um representa inicialmente um tipo reconhecível: o atleta, a princesa, o cérebro, o rebelde e a garota considerada estranha.

O mérito do roteiro está em desmontar essas categorias. À medida que os personagens conversam, tornam-se evidentes as inseguranças escondidas atrás de cada estereótipo.

A produção permanece relevante porque entende que adolescentes podem desempenhar papéis sociais diferentes dependendo do ambiente, da família e das expectativas dos colegas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Clube dos Cinco

O bonequinho entra pensando que vai assistir a uma comédia adolescente simples. Quando percebe que começou a refletir sobre a própria adolescência, senta no chão da escola e fica conversando com os personagens.


A Testemunha

Peter Weir combina suspense, romance e choque cultural em A Testemunha.

Harrison Ford interpreta um policial encarregado de proteger uma criança que testemunhou um assassinato. Para isso, acaba escondido em uma comunidade amish, ambiente completamente diferente daquele em que vive.

A mudança de cenário cria parte importante da narrativa. O filme contrapõe uma sociedade baseada em tecnologia, violência e velocidade a uma comunidade que valoriza simplicidade, disciplina e afastamento do mundo exterior.

O suspense funciona justamente porque o perigo não desaparece quando o protagonista deixa a cidade. Ele apenas muda de forma.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Testemunha

O bonequinho começa correndo de um criminoso, encontra uma comunidade pacífica e tenta relaxar. Quando percebe que o perigo também chegou ali, volta imediatamente a ficar de olhos arregalados.


Depois de Horas

Martin Scorsese transforma uma noite aparentemente comum em uma sucessão de acontecimentos cada vez mais absurdos em Depois de Horas.

Paul Hackett, interpretado por Griffin Dunne, aceita um convite inesperado e acaba preso em uma situação que cresce progressivamente até se tornar uma espécie de pesadelo urbano.

A cidade deixa de funcionar como espaço cotidiano e passa a parecer um labirinto. Portas se fecham, táxis desaparecem, desconhecidos surgem e cada tentativa de retornar para casa gera um novo problema.

O humor negro é fundamental. Scorsese cria situações simultaneamente engraçadas e desesperadoras.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Depois de Horas

O bonequinho olha para o relógio às 23h. Depois olha novamente. São 4h da manhã. Ele já não sabe onde está, quem são aquelas pessoas ou por que continua tentando voltar para casa.


A Cor Púrpura

Steven Spielberg mergulhou no drama histórico com A Cor Púrpura, adaptação do romance de Alice Walker.

A história acompanha Celie, mulher negra submetida durante anos a violência, opressão e isolamento. A trajetória da personagem é marcada pela tentativa de recuperar autonomia e construir relações capazes de devolver significado à sua existência.

Whoopi Goldberg sustenta o filme com uma interpretação contida, enquanto Oprah Winfrey e Margaret Avery também possuem momentos de grande impacto.

O filme recebeu diversas indicações ao Oscar e tornou-se um dos grandes dramas americanos de sua geração.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de A Cor Púrpura

O bonequinho passa boa parte do filme emocionado, alternando lágrimas e indignação. Quando percebe a transformação de Celie, finalmente abre um sorriso.


O Expresso para o Inferno

O Expresso para o Inferno utiliza uma locomotiva desgovernada como motor de uma história sobre liberdade, sobrevivência e condenação.

Jon Voight interpreta Manny, prisioneiro que foge de uma penitenciária no Alasca. Durante a fuga, ele e outro detento entram em um trem que rapidamente se transforma em uma armadilha.

O filme funciona tanto como thriller quanto como drama psicológico. A locomotiva representa a ausência de controle: uma vez colocada em movimento, parece impossível interromper sua trajetória.

A interpretação de Jon Voight é especialmente intensa, ajudando a transformar um personagem brutalizado pelo sistema em uma figura complexa.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de O Expresso para o Inferno

O bonequinho embarca no trem achando que será uma viagem rápida. Cinco minutos depois, percebe que não existem freios e decide que talvez seja melhor nunca mais viajar de trem.


A História Oficial

O cinema argentino encontrou em A História Oficial uma maneira poderosa de discutir as consequências da ditadura militar.

Alicia, professora e mãe adotiva, começa a questionar a origem de sua filha quando percebe que determinadas respostas não fazem sentido.

A narrativa trabalha com a ideia de descoberta gradual. Em vez de apresentar todas as respostas imediatamente, o roteiro permite que a protagonista compreenda aos poucos a dimensão do que está acontecendo.

O drama familiar transforma uma questão política em experiência pessoal. Essa escolha torna o filme especialmente eficaz.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de A História Oficial

O bonequinho começa sentado na sala de aula. Aos poucos, vai ficando sério, abandona a pipoca e termina o filme encarando a tela em absoluto silêncio.


Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti

Juzo Itami transformou comida em matéria-prima para humor, romance, crítica social e absurdo em Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti.

A trama central acompanha uma mulher que administra uma pequena casa de lámen e recebe ajuda de um caminhoneiro determinado a melhorar o restaurante.

A produção mistura essa história principal com pequenas narrativas independentes relacionadas à comida. O resultado é deliberadamente irregular, mas extremamente criativo.

A preparação dos alimentos recebe tratamento quase épico. Caldos, massas, ingredientes e técnicas culinárias são filmados como se fossem elementos de uma grande aventura.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti

O bonequinho assiste com fome crescente. Quando os créditos aparecem, olha para a cozinha e percebe que cometeu o erro de assistir ao filme sem ter nada para comer.


Minha Vida de Cachorro

Lasse Hallström apresenta em Minha Vida de Cachorro uma história de infância marcada por dificuldades familiares e pela necessidade de encontrar pequenas formas de felicidade.

A perspectiva infantil impede que a narrativa se transforme simplesmente em um drama pesado. O protagonista observa o mundo com uma mistura de ingenuidade, humor e tristeza.

O filme é especialmente eficiente ao mostrar como crianças podem criar mecanismos próprios para compreender situações que ainda não conseguem explicar completamente.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Minha Vida de Cachorro

O bonequinho passa quase todo o filme com um sorriso tímido. Em alguns momentos fica triste, mas rapidamente encontra algum detalhe capaz de devolver esperança.


Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos

Paul Schrader utiliza uma estrutura visualmente sofisticada em Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos para retratar o escritor japonês Yukio Mishima.

A produção combina acontecimentos biográficos com recriações estilizadas de passagens literárias. Dessa maneira, vida e obra deixam de ser apresentadas como elementos separados.

A fotografia e os cenários assumem enorme importância. Cada segmento possui identidade visual própria, aproximando o filme de uma composição teatral.

É uma obra particularmente indicada para quem gosta de biografias cinematográficas menos convencionais.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos

O bonequinho começa curioso, percebe que entrou em uma experiência visual incomum e passa o restante da sessão tentando absorver cada detalhe.


Os Desajustados

Agnès Varda acompanha uma mulher que atravessa paisagens do sul da França em Os Desajustados.

A personagem principal rejeita deliberadamente uma vida convencional, mas essa liberdade possui um preço. A estrada, que inicialmente parece representar autonomia, também revela isolamento e vulnerabilidade.

Varda evita romantizar a vida marginal. O filme apresenta a personagem sem transformá-la em heroína ou vilã, permitindo que suas contradições permaneçam.

A obra recebeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1985.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Os Desajustados

O bonequinho coloca uma mochila nas costas e decide pegar a estrada. Depois de alguns quilômetros, percebe que liberdade absoluta também pode significar dormir no frio.

Outros grandes filmes de 1985

A riqueza do ano não termina nos títulos analisados acima. Também merecem atenção produções como Os Goonies, A Rosa Púrpura do Cairo, Cocoon, A Hora do Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy, O Clube dos Cinco e Os Gritos do Silêncio.

O ano também foi importante para gêneros populares. A Lenda explorou a fantasia sombria; Férias Frustradas na Europa levou a comédia familiar para fora dos Estados Unidos; e O Enigma de Outro Mundo? consolidou a presença de grandes produções de gênero no período.

O que torna os Filmes de 1985 tão especiais?

A principal característica da Lista dos melhores Filmes de 1985 é justamente a impossibilidade de reduzi-la a um único estilo.

O público interessado em aventura encontra De Volta para o Futuro e Os Goonies. Quem procura fantasia pode recorrer a A Lenda. Para dramas históricos, existem Ran e Vá e Veja.

Para quem prefere crítica social, Brazil – O Filme continua sendo uma escolha particularmente interessante. Já quem deseja uma história sobre juventude pode encontrar em Clube dos Cinco uma obra que ultrapassa a aparência de simples comédia adolescente.

A influência de 1985 no cinema

Alguns dos filmes lançados naquele ano se transformaram em franquias, enquanto outros permaneceram como referências de cinema autoral.

De Volta para o Futuro tornou-se uma referência para histórias de viagem no tempo. Ran consolidou a fase monumental de Kurosawa. Brazil – O Filme tornou-se referência visual para representações cinematográficas de distopias burocráticas.

A diversidade também explica por que os melhores Filmes de 1985 continuam despertando interesse. O ano não produziu apenas sucessos passageiros: produziu obras que ainda são discutidas, revisitadas e descobertas por novas gerações.

Filmes de 1985 e a força da cultura pop

Outra particularidade é a proximidade entre cinema e cultura pop. Personagens, frases, músicas, figurinos e imagens de diversas produções daquele ano ultrapassaram as telas.

De Volta para o Futuro é um exemplo perfeito. Mesmo décadas depois, o DeLorean, a viagem temporal e a dupla Marty McFly e Doc Brown continuam imediatamente reconhecíveis.

Clube dos Cinco seguiu caminho semelhante, transformando uma história relativamente simples em um retrato duradouro da juventude dos anos 1980.

Essa permanência é um dos melhores critérios para compreender por que determinados filmes daquele período continuam sendo lembrados.

Ficha técnica geral dos destaques

FilmeAnoDireçãoPaísGênero
De Volta para o Futuro1985Robert ZemeckisEstados UnidosFicção científica, aventura, comédia
Ran1985Akira KurosawaJapãoDrama, épico
Brazil – O Filme1985Terry GilliamReino UnidoFicção científica, sátira
Vá e Veja1985Elem KlimovUnião SoviéticaGuerra, drama
A Rosa Púrpura do Cairo1985Woody AllenEstados UnidosComédia, fantasia, romance
O Beijo da Mulher-Aranha1985Hector BabencoBrasil/Estados UnidosDrama
Clube dos Cinco1985John HughesEstados UnidosComédia, drama adolescente
A Testemunha1985Peter WeirEstados UnidosSuspense, drama
Depois de Horas1985Martin ScorseseEstados UnidosComédia, suspense
A Cor Púrpura1985Steven SpielbergEstados UnidosDrama
O Expresso para o Inferno1985Andrei KonchalovskyEstados UnidosAção, drama, suspense
A História Oficial1985Luis PuenzoArgentinaDrama histórico
Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti1985Juzo ItamiJapãoComédia
Minha Vida de Cachorro1985Lasse HallströmSuéciaDrama
Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos1985Paul SchraderEstados UnidosDrama biográfico

Afinal, quais são os melhores Filmes de 1985?

A resposta depende do tipo de experiência procurada. Para aventura e entretenimento, De Volta para o Futuro continua extremamente eficiente. Para um espetáculo épico, Ran oferece uma experiência visual monumental. Para ficção científica e sátira, Brazil – O Filme permanece singular.

Quem procura dramas históricos pode encontrar experiências particularmente fortes em Vá e Veja e A História Oficial. Já para uma abordagem mais leve, mas ainda inteligente, A Rosa Púrpura do Cairo e Clube dos Cinco continuam excelentes escolhas.

O mais importante é que a Lista dos melhores Filmes de 1985 não precisa ser entendida como uma competição definitiva. O valor daquele ano está justamente na variedade. São filmes que representam diferentes maneiras de contar histórias, provocar emoções, experimentar com imagens e discutir questões humanas.

Conclusão

A Lista dos melhores Filmes de 1985 revela uma década em pleno amadurecimento cinematográfico. O ano conseguiu reunir grandes sucessos populares, experiências autorais, dramas políticos, aventuras juvenis, ficção científica, fantasia, comédia e produções internacionais de enorme força artística.

De Volta para o Futuro representa o lado mais acessível e imaginativo daquele cinema. Ran demonstra a força do épico autoral. Brazil – O Filme prova como uma produção de fantasia pode construir uma crítica social duradoura. O Beijo da Mulher-Aranha evidencia a força do cinema latino-americano em uma produção de alcance internacional.

Mais de quatro décadas depois, esses filmes continuam funcionando porque suas histórias não dependem apenas da época em que foram produzidas. Viagem no tempo, amizade, poder, guerra, solidão, liberdade, família, opressão, juventude e desejo de escapar da realidade continuam sendo temas reconhecíveis.

É justamente essa capacidade de permanecer relevante que transforma os melhores Filmes de 1985 em uma das seleções mais interessantes para quem deseja revisitar o cinema dos anos 1980.

Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.

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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 1985 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 1985. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”

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