Lista dos melhores Filmes de 1986
Os melhores filmes de 1986 reúnem ficção científica, guerra, terror, comédia, romance, drama, aventura e coming-of-age em uma das safras mais marcantes do cinema dos anos 1980. Entre grandes sucessos populares e obras que se tornaram referências cinematográficas, 1986 apresentou produções que continuam relevantes décadas depois.
Introdução: por que 1986 foi um ano tão importante para o cinema?
Falar sobre a Lista dos melhores Filmes de 1986 é voltar a um período em que Hollywood combinava grandes espetáculos comerciais com trabalhos autorais cada vez mais ousados. O resultado foi uma temporada especialmente diversificada, capaz de colocar lado a lado aventuras espaciais, dramas de guerra, histórias adolescentes, terror corporal e comédias de enorme apelo popular.
A seleção abaixo considera impacto cultural, qualidade artística, roteiro, direção, atuações, inovação, influência posterior e capacidade de permanecer interessante para o público atual. Portanto, não se trata simplesmente de reproduzir uma classificação baseada em bilheteria ou premiações.
Entre os destaques estão Platoon, vencedor do Oscar de Melhor Filme, Aliens, reconhecido por sua combinação de ação e ficção científica, Blue Velvet, um dos trabalhos mais perturbadores de David Lynch, e Stand by Me, que transformou uma história de amizade infantil em um poderoso retrato sobre amadurecimento.
Também há espaço para fenômenos populares como Top Gun e Curtindo a Vida Adoidado, além de produções que ganharam prestígio com o passar do tempo.
Lista dos melhores Filmes de 1986
1. Platoon
Platoon acompanha Chris Taylor, jovem americano que abandona a universidade para servir no Vietnã. Ao chegar ao campo de batalha, ele descobre que o maior perigo não está apenas no inimigo, mas também nos conflitos internos entre os próprios soldados.
Oliver Stone constrói um filme de guerra visceral, no qual a experiência do combate é apresentada de maneira física, caótica e moralmente desconfortável. A narrativa evita transformar a guerra em espetáculo heroico tradicional e concentra-se na deterioração psicológica e ética dos personagens.
Charlie Sheen funciona como ponto de identificação do público, enquanto Willem Dafoe e Tom Berenger representam visões radicalmente diferentes sobre sobrevivência, autoridade e violência.
A fotografia de Robert Richardson utiliza ambientes naturais e uma iluminação frequentemente sombria para reforçar a sensação de vulnerabilidade. A montagem contribui para criar uma experiência fragmentada, quase claustrofóbica.
O filme recebeu oito indicações ao Oscar e venceu quatro, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Montagem e Melhor Som.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Platoon
- Título original: Platoon
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Oliver Stone
- Roteiro: Oliver Stone
- Elenco: Charlie Sheen, Tom Berenger, Willem Dafoe, Forest Whitaker, Kevin Dillon
- Gênero: Guerra, drama
- Duração: aproximadamente 120 minutos
- Fotografia: Robert Richardson
- Montagem: Claire Simpson
- Trilha sonora: Georges Delerue
- Produção: Arnold Kopelson
- Distribuição: Orion Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
O grande mérito de Platoon está na maneira como o conflito militar é utilizado para discutir a natureza humana. A guerra não aparece como uma simples disputa entre dois lados perfeitamente definidos. Ela funciona como um ambiente capaz de revelar medo, brutalidade, solidariedade, ambição e culpa.
O filme também ganhou força por ter sido dirigido por alguém que serviu no Vietnã. Essa experiência pessoal ajudou a construir uma representação mais física e menos romantizada do combate.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Platoon
O bonequinho começa sentado tranquilamente, mas termina o filme em pé, imóvel, olhando para a tela com expressão de quem acabou de atravessar uma experiência emocionalmente pesada.
2. Aliens
James Cameron pegou a atmosfera de terror espacial estabelecida pelo primeiro filme da série e transformou a continuação em uma aventura de ação militar sem abandonar completamente o suspense.
Aliens acompanha Ellen Ripley décadas depois de sua primeira experiência traumática. Ao retornar ao planeta onde a ameaça foi encontrada, ela descobre que a situação é muito maior do que imaginava.
Sigourney Weaver transforma Ripley em uma protagonista memorável. Sua atuação combina vulnerabilidade, determinação e instinto de sobrevivência.
A direção de Cameron administra muito bem a escalada do perigo. Primeiro existe a dúvida. Depois surgem indícios. Finalmente, a ameaça toma conta da narrativa.
A produção recebeu sete indicações ao Oscar e venceu duas categorias técnicas, incluindo efeitos visuais e edição de efeitos sonoros.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Aliens, O Resgate
- Título original: Aliens
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: James Cameron
- Roteiro: James Cameron
- Elenco: Sigourney Weaver, Michael Biehn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Carrie Henn
- Gênero: Ficção científica, ação, terror
- Duração: aproximadamente 137 minutos
- Fotografia: Adrian Biddle
- Montagem: Ray Lovejoy
- Trilha sonora: James Horner
- Produção: Gale Anne Hurd
- Distribuição: 20th Century Fox
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
O grande diferencial de Aliens é sua capacidade de mudar de gênero sem perder identidade. O suspense do desconhecido dá lugar a uma narrativa de combate, mas o medo continua presente.
A relação entre Ripley e a menina Newt acrescenta uma dimensão emocional inesperada à história. A protagonista deixa de lutar apenas para sobreviver e passa a assumir uma posição protetora.
O bonequinho de Aliens
O bonequinho passa boa parte da sessão escondido atrás do sofá. Quando percebe que a ameaça diminuiu, coloca a cabeça para fora — apenas para descobrir que ainda não acabou.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
3. Blue Velvet
Poucos filmes de 1986 são tão estranhos e desconfortáveis quanto Blue Velvet.
David Lynch começa apresentando uma cidade aparentemente tranquila. Jeffrey Beaumont retorna para casa depois que seu pai sofre um problema de saúde e encontra uma orelha humana em um terreno.
A partir daí, a realidade suburbana começa a revelar uma camada subterrânea de violência, desejo, perversidade e mistério.
Kyle MacLachlan conduz a história como um personagem inicialmente inocente que gradualmente descobre um universo que contradiz tudo aquilo que conhecia.
Dennis Hopper, como Frank Booth, entrega uma presença perturbadora e imprevisível. Isabella Rossellini também desempenha papel central na construção do clima psicológico.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Veludo Azul
- Título original: Blue Velvet
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: David Lynch
- Roteiro: David Lynch
- Elenco: Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Dennis Hopper, Laura Dern
- Gênero: Drama, mistério, suspense
- Duração: aproximadamente 120 minutos
- Fotografia: Frederick Elmes
- Montagem: Duwayne Dunham
- Trilha sonora: Angelo Badalamenti
- Produção: Fred Caruso
- Distribuição: De Laurentiis Entertainment Group
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
O contraste é a principal ferramenta de Lynch. Flores, casas bem cuidadas e ruas tranquilas convivem com violência e comportamentos extremos.
Essa dualidade transforma Blue Velvet em uma investigação sobre aquilo que sociedades aparentemente perfeitas escondem.
O filme recebeu indicações ao Oscar e tornou-se uma das obras mais discutidas da década.
O bonequinho de Blue Velvet
O bonequinho começa sorrindo diante da cidade perfeita. Meia hora depois, já está olhando para os lados desconfiado e perguntando silenciosamente: “O que está acontecendo aqui?”.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
4. Stand by Me
Stand by Me é um dos grandes filmes sobre amizade e amadurecimento produzidos na década de 1980.
A história acompanha quatro garotos que decidem viajar até uma região afastada para procurar o corpo de um menino desaparecido. O objetivo inicialmente parece uma aventura, mas a caminhada transforma-se em uma experiência de descoberta pessoal.
A força do roteiro está nos diálogos. Os personagens não são apresentados como crianças idealizadas. Eles têm inseguranças, medos, ressentimentos e sonhos.
River Phoenix, Wil Wheaton, Corey Feldman e Jerry O’Connell formam um quarteto cuja química sustenta boa parte da narrativa.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Conta Comigo
- Título original: Stand by Me
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Rob Reiner
- Roteiro: Raynold Gideon e Bruce A. Evans
- Elenco: Wil Wheaton, River Phoenix, Corey Feldman, Jerry O’Connell, Kiefer Sutherland
- Gênero: Drama, aventura
- Duração: aproximadamente 89 minutos
- Fotografia: Thomas Del Ruth
- Montagem: Robert Leighton
- Trilha sonora: Jack Nitzsche
- Produção: Andrew Scheinman e Bruce A. Evans
- Distribuição: Columbia Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para público adolescente/adulto
Análise
O corpo desaparecido é quase um pretexto. O verdadeiro assunto é a passagem da infância para uma fase em que os personagens começam a compreender a morte, a amizade e as próprias limitações.
Por isso, Stand by Me continua funcionando mesmo para quem não viveu a infância naquela época.
O bonequinho de Stand by Me
O bonequinho ri, faz piada, se assusta e, perto do final, fica olhando para a tela com os olhos marejados.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
5. Top Gun
Top Gun é um dos maiores símbolos do cinema comercial dos anos 1980.
Tom Cruise interpreta Pete “Maverick” Mitchell, piloto talentoso e impulsivo enviado para uma escola de elite da aviação naval. A competição com outros pilotos e o relacionamento com Charlie dividem espaço com o desenvolvimento profissional do protagonista.
Tony Scott utiliza fotografia estilizada, montagem dinâmica e sequências aéreas que ajudaram a transformar a produção em fenômeno cultural.
A trilha sonora também é fundamental para a identidade do filme. “Take My Breath Away” venceu o Oscar de Melhor Canção Original.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Top Gun — Ases Indomáveis
- Título original: Top Gun
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Tony Scott
- Roteiro: Jim Cash e Jack Epps Jr.
- Elenco: Tom Cruise, Kelly McGillis, Val Kilmer, Anthony Edwards, Tom Skerritt
- Gênero: Ação, drama, romance
- Duração: aproximadamente 110 minutos
- Fotografia: Jeffrey L. Kimball
- Montagem: Billy Weber e Chris Lebenzon
- Trilha sonora: Harold Faltermeyer
- Produção: Don Simpson e Jerry Bruckheimer
- Distribuição: Paramount Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para adolescentes
Análise
O roteiro não é particularmente complexo, mas sua eficiência está na construção do espetáculo. Aviões, velocidade, rivalidade, romance e uma trilha sonora extremamente marcante formam uma combinação que definiu uma parte do cinema popular daquele período.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Top Gun
O bonequinho coloca óculos escuros, cruza os braços e passa o filme inteiro com a expressão de quem está pronto para decolar.
6. Curtindo a Vida Adoidado
Curtindo a Vida Adoidado acompanha Ferris Bueller, estudante que decide matar aula e transformar um dia comum em uma aventura pela cidade.
Matthew Broderick conduz o filme com carisma e estabelece uma comunicação direta com o público por meio das quebras da quarta parede.
Ao lado de Cameron e Sloane, Ferris percorre diversos pontos de Chicago, criando uma narrativa que parece simples, mas funciona como uma celebração da juventude e da liberdade.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Curtindo a Vida Adoidado
- Título original: Ferris Bueller’s Day Off
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: John Hughes
- Roteiro: John Hughes
- Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Grey
- Gênero: Comédia
- Duração: aproximadamente 103 minutos
- Fotografia: Tak Fujimoto
- Montagem: Paul Hirsch
- Trilha sonora: Ira Newborn
- Produção: John Hughes
- Distribuição: Paramount Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para adolescentes
Análise
O filme pode ser interpretado como uma fantasia de um adolescente que deseja escapar das obrigações por um dia. Mas existe uma camada adicional: enquanto Ferris aproveita cada minuto, Cameron representa a insegurança e a dificuldade de simplesmente viver o presente.
Essa diferença transforma uma comédia aparentemente descompromissada em uma história sobre juventude, ansiedade e passagem do tempo.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Curtindo a Vida Adoidado
O bonequinho simplesmente mata a aula. E, se alguém perguntar, ele está doente.
7. A Mosca
David Cronenberg transformou uma premissa de ficção científica em uma tragédia corporal em A Mosca.
Jeff Goldblum interpreta Seth Brundle, cientista que desenvolve uma máquina de teletransporte. Durante um experimento, uma mosca entra no equipamento e o processo produz consequências inesperadas.
O que começa como uma experiência científica transforma-se em uma progressiva deterioração física.
A maquiagem e os efeitos especiais são fundamentais para o impacto da produção, mas o filme não depende apenas do horror visual. A transformação também funciona como metáfora para doença, envelhecimento, perda de controle e destruição de uma relação afetiva.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Mosca
- Título original: The Fly
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: David Cronenberg
- Roteiro: David Cronenberg e Charles Edward Pogue
- Elenco: Jeff Goldblum, Geena Davis, John Getz
- Gênero: Ficção científica, terror, drama
- Duração: aproximadamente 96 minutos
- Fotografia: Mark Irwin
- Montagem: Ronald Sanders
- Trilha sonora: Howard Shore
- Produção: Stuart Cornfeld
- Distribuição: 20th Century Fox
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
A transformação de Brundle é gradual, e justamente por isso causa desconforto. O espectador acompanha a perda progressiva da humanidade do personagem enquanto ele tenta compreender o que está acontecendo.
É um exemplo de terror que utiliza o grotesco para produzir emoção, e não apenas repulsa.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Mosca
O bonequinho começa curioso diante do experimento científico. Depois olha para a própria mão, percebe que algo está errado e decide não chegar mais perto de nenhum laboratório.
8. Hannah e Suas Irmãs
Woody Allen constrói em Hannah e Suas Irmãs uma história sobre relações familiares, adultério, insegurança, desejo e busca por sentido.
A narrativa acompanha Hannah e suas duas irmãs, explorando as relações entre elas e os homens que fazem parte de suas vidas.
O roteiro entrelaça várias histórias sem perder o eixo central. Humor e drama convivem de maneira natural, enquanto os personagens enfrentam dúvidas que dificilmente possuem respostas simples.
O filme recebeu sete indicações ao Oscar e venceu três, incluindo Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante para Dianne Wiest.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Hannah e Suas Irmãs
- Título original: Hannah and Her Sisters
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Woody Allen
- Roteiro: Woody Allen
- Elenco: Mia Farrow, Barbara Hershey, Dianne Wiest, Woody Allen, Michael Caine
- Gênero: Comédia dramática
- Duração: aproximadamente 107 minutos
- Fotografia: Carlo Di Palma
- Montagem: Susan E. Morse
- Trilha sonora: diversos temas e músicas selecionadas para a produção
- Produção: Robert Greenhut
- Distribuição: Orion Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
A produção funciona porque seus conflitos são reconhecíveis. Os personagens tentam encontrar felicidade enquanto cometem erros, escondem sentimentos e tomam decisões que afetam pessoas próximas.
A estrutura é particularmente eficiente ao alternar diferentes perspectivas dentro da mesma família.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Hannah e Suas Irmãs
O bonequinho passa boa parte da sessão acompanhando as confusões familiares com uma expressão de “isso ainda vai dar problema”.
9. A Missão
A Missão transporta o público para o século XVIII e acompanha missionários jesuítas envolvidos em conflitos políticos, religiosos e territoriais na América do Sul.
A produção combina drama histórico e questionamentos morais. Robert De Niro interpreta Rodrigo Mendoza, enquanto Jeremy Irons vive o padre Gabriel.
A fotografia de Chris Menges é um dos elementos mais impressionantes da obra. Florestas, rios e paisagens naturais ganham dimensão quase espiritual.
A trilha de Ennio Morricone também desempenha papel essencial na construção emocional.
O filme recebeu sete indicações ao Oscar e venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Missão
- Título original: The Mission
- Ano: 1986
- País: Reino Unido
- Direção: Roland Joffé
- Roteiro: Robert Bolt
- Elenco: Robert De Niro, Jeremy Irons, Ray McAnally, Aidan Quinn, Cherie Lunghi
- Gênero: Drama histórico
- Duração: aproximadamente 125 minutos
- Fotografia: Chris Menges
- Montagem: Jim Clark
- Trilha sonora: Ennio Morricone
- Produção: Fernando Ghia e David Puttnam
- Distribuição: Warner Bros.
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
O conflito central não depende apenas de batalhas ou confrontos políticos. A obra questiona a relação entre fé, poder, colonização e responsabilidade individual.
A natureza assume quase o papel de personagem, criando um contraste entre a grandiosidade da paisagem e a violência das disputas humanas.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Missão
O bonequinho fica completamente concentrado nas paisagens e na trilha sonora, mas termina a sessão com o olhar perdido e refletindo sobre tudo o que acabou de assistir.
10. Star Trek IV: A Volta para Casa
Star Trek IV: A Volta para Casa adota uma abordagem mais leve e bem-humorada para uma aventura envolvendo viagem no tempo.
A tripulação da Enterprise retorna ao século XX para encontrar um casal de baleias-jubarte capaz de ajudar a salvar a Terra no futuro.
A premissa permite colocar personagens de ficção científica em situações cotidianas, criando um contraste divertido entre a tecnologia futurista e a vida urbana contemporânea.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa
- Título original: Star Trek IV: The Voyage Home
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Leonard Nimoy
- Roteiro: Steve Meerson, Peter Krikes, Harve Bennett e Nicholas Meyer
- Elenco: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, Catherine Hicks, George Takei
- Gênero: Ficção científica, aventura, comédia
- Duração: aproximadamente 119 minutos
- Fotografia: Donald Peterman
- Montagem: Peter E. Berger
- Trilha sonora: Leonard Rosenman
- Produção: Harve Bennett
- Distribuição: Paramount Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para público familiar
Análise
O filme utiliza o humor sem abandonar os elementos de ficção científica. A viagem temporal também cria uma oportunidade para abordar a preservação ambiental de maneira acessível.
Seu tom mais descontraído contribuiu para que a produção alcançasse grande público.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Star Trek IV: A Volta para Casa
O bonequinho passa o filme sorrindo, especialmente quando a tripulação tenta entender os costumes do século XX.
11. A Garota de Rosa-Shocking
A Garota de Rosa-Shocking é um dos principais retratos adolescentes do cinema dos anos 1980.
Molly Ringwald interpreta Andie, jovem de origem humilde que se vê dividida entre diferentes grupos sociais e interesses amorosos.
O roteiro trabalha questões de classe, identidade, amizade e pressão social, enquanto figurinos e trilha sonora ajudam a estabelecer a estética da época.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Garota de Rosa-Shocking
- Título original: Pretty in Pink
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Howard Deutch
- Roteiro: John Hughes
- Elenco: Molly Ringwald, Jon Cryer, Andrew McCarthy, James Spader, Annie Potts
- Gênero: Romance, comédia dramática
- Duração: aproximadamente 96 minutos
- Fotografia: Tak Fujimoto
- Montagem: Bud S. Smith
- Trilha sonora: diversos artistas
- Produção: Lauren Shuler Donner
- Distribuição: Paramount Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para adolescentes
Análise
O filme se diferencia por não tratar a adolescência apenas como uma sequência de festas e romances. As diferenças econômicas entre os personagens são importantes para a construção dos conflitos.
A protagonista também não se encaixa perfeitamente nos estereótipos tradicionais de popularidade escolar.
Nota: ⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas
O bonequinho de A Garota de Rosa-Shocking
O bonequinho aparece com roupa cor-de-rosa, uma fita cassete na mão e expressão de quem está torcendo para que o romance dê certo.
12. A Cor do Dinheiro
Em A Cor do Dinheiro, Martin Scorsese transforma o universo da sinuca em uma história sobre talento, ambição, experiência e sucessão.
Paul Newman interpreta Eddie Felson, personagem que carrega a experiência de quem já conheceu o sucesso. Tom Cruise vive Vincent, jovem habilidoso cuja autoconfiança frequentemente ultrapassa seus limites.
A relação entre os dois é o coração do filme.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Cor do Dinheiro
- Título original: The Color of Money
- Ano: 1986
- País: Estados Unidos
- Direção: Martin Scorsese
- Roteiro: Richard Price
- Elenco: Paul Newman, Tom Cruise, Mary Elizabeth Mastrantonio, Helen Shaver, John Turturro
- Gênero: Drama
- Duração: aproximadamente 119 minutos
- Fotografia: Michael Ballhaus
- Montagem: Thelma Schoonmaker
- Trilha sonora: Robbie Robertson
- Produção: Barbara De Fina
- Distribuição: Buena Vista Pictures
- Classificação indicativa: classificação original para público adulto
Análise
A sinuca é utilizada como metáfora para competição e domínio. Eddie não está simplesmente ensinando Vincent a jogar: está tentando entender se sua própria experiência ainda tem valor diante de uma geração mais jovem.
Paul Newman venceu o Oscar de Melhor Ator pela atuação.
Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Cor do Dinheiro
O bonequinho fica inclinado sobre a mesa de sinuca durante quase toda a sessão, acompanhando cada tacada como se estivesse disputando a partida.
Outros destaques de 1986
A força da Lista dos melhores Filmes de 1986 fica ainda mais evidente quando se observa a quantidade de produções relevantes lançadas naquele ano.
Entre os trabalhos que também merecem ser lembrados estão A Pequena Loja dos Horrores, que combina musical, comédia e terror; O Homem que Não Estava Lá, conhecido internacionalmente como Manhunter; Salvador; Hoosiers; Ruthless People; e Sid e Nancy.
Essas produções mostram que 1986 não ficou restrito aos grandes sucessos de bilheteria. O ano também foi marcado por filmes independentes, dramas adultos e experiências cinematográficas mais arriscadas.
O que os melhores filmes de 1986 têm em comum?
Apesar da enorme diferença entre gêneros, vários dos principais filmes de 1986 compartilham uma característica: seus protagonistas enfrentam algum tipo de transformação.
Em Platoon, Chris Taylor perde a inocência diante da guerra.
Em Aliens, Ripley transforma o trauma anterior em determinação.
Em Stand by Me, quatro crianças percebem que a infância não permanecerá para sempre.
Em A Mosca, a transformação é literalmente física.
Já Curtindo a Vida Adoidado transforma um único dia em uma experiência que o protagonista deseja tornar inesquecível.
Essa variedade explica por que a Lista dos melhores Filmes de 1986 continua despertando interesse décadas depois.
Os filmes de 1986 e o Oscar
A temporada de premiações também demonstra a força daquele ano cinematográfico.
Platoon venceu o Oscar de Melhor Filme e também recebeu prêmios por direção, montagem e som.
Hannah e Suas Irmãs conquistou três estatuetas.
Aliens recebeu reconhecimento em efeitos visuais e edição de efeitos sonoros.
A Missão ganhou o Oscar de fotografia.
Top Gun venceu pela canção original.
A Cor do Dinheiro rendeu a Paul Newman seu Oscar de Melhor Ator.
O conjunto evidencia como 1986 conseguiu equilibrar cinema comercial e reconhecimento artístico.
A importância cultural da produção cinematográfica de 1986
Os filmes daquele ano também ajudam a compreender o imaginário dos anos 1980.
Top Gun incorporou a estética militar e pop do período.
Curtindo a Vida Adoidado tornou-se uma representação duradoura da juventude.
Stand by Me consolidou uma das mais conhecidas representações cinematográficas da amizade infantil.
Blue Velvet questionou a imagem de normalidade associada aos subúrbios americanos.
A Mosca levou o horror corporal para uma dimensão emocional.
E Aliens mostrou que uma continuação poderia ampliar significativamente o universo criado anteriormente sem simplesmente repetir a mesma fórmula.
Final explicado de Platoon
No encerramento de Platoon, Chris Taylor sobrevive ao conflito e é retirado do Vietnã.
A experiência, porém, destrói a visão idealizada que ele possuía sobre guerra e heroísmo. O personagem termina carregando a memória de Elias e de tudo aquilo que testemunhou.
A conclusão reforça a ideia central do filme: o campo de batalha não produz apenas vencedores e derrotados, mas também marcas psicológicas que permanecem depois do combate.
Final explicado de Aliens
Depois de enfrentar a Rainha Alienígena e escapar da colônia, Ripley consegue retornar à nave com Newt.
O encerramento é importante porque estabelece uma nova configuração emocional para a personagem. Ela deixa de ser apenas uma sobrevivente de uma experiência aterrorizante e passa a assumir uma relação quase maternal com Newt.
O sono de Ripley no final também cria uma falsa sensação de segurança, já que a ameaça continua fazendo parte de seu universo.
Final explicado de Stand by Me
A viagem dos quatro amigos termina quando eles finalmente encontram o corpo do garoto desaparecido.
Em vez de transformar a descoberta em uma conquista heroica, a história mostra como o encontro com a morte modifica a percepção dos meninos.
Gordie também consegue enfrentar seus próprios sentimentos relacionados à perda do irmão. O adulto que narra a história entende que aquela amizade pertenceu a um momento específico da vida.
A mensagem final é melancólica: algumas amizades são eternas na memória, mesmo quando as pessoas seguem caminhos diferentes.
Vale a pena assistir aos melhores filmes de 1986?
Sim, especialmente para quem deseja entender melhor o cinema dos anos 1980. A Lista dos melhores Filmes de 1986 apresenta uma combinação rara de entretenimento popular, experimentação visual, grandes atuações e histórias que continuam funcionando para novas gerações.
Para quem gosta de ficção científica, Aliens e Star Trek IV: A Volta para Casa oferecem experiências completamente diferentes.
Quem prefere dramas pode escolher Platoon, A Missão, Hannah e Suas Irmãs ou A Cor do Dinheiro.
Para uma sessão mais leve, Curtindo a Vida Adoidado, Top Gun e A Garota de Rosa-Shocking representam diferentes facetas do cinema popular da década.
Já quem procura algo mais perturbador pode recorrer a Blue Velvet ou A Mosca.
Conclusão
A Lista dos melhores Filmes de 1986 revela um ano cinematográfico extraordinariamente variado. Os grandes títulos daquele período não pertencem a um único gênero nem seguem uma única fórmula.
Há guerra, ficção científica, terror, romance, comédia, aventura e drama familiar. Mais importante: muitos desses filmes continuam sendo discutidos, revisitados e descobertos por espectadores que nem sequer estavam vivos quando chegaram aos cinemas.
Platoon, Aliens, Blue Velvet e Stand by Me representam diferentes maneiras de fazer cinema e mostram por que a produção de 1986 continua tão relevante.
Ao mesmo tempo, Top Gun, Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa-Shocking permanecem como retratos reconhecíveis de uma época.
Por isso, quando o assunto é melhores filmes de 1986, a melhor maneira de compreender o período é observar justamente essa diversidade. O ano conseguiu produzir tanto blockbusters destinados ao grande público quanto obras autorais que continuam sendo estudadas e debatidas décadas depois.
Em conjunto, esses filmes formam um retrato cinematográfico de 1986: um período de grandes espetáculos, experimentações visuais, personagens memoráveis e histórias que ultrapassaram a própria década em que foram produzidas.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 1986 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 1986. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”