Lista dos melhores Filmes de 1987
Os melhores filmes de 1987 reuniram aventura, ficção científica, guerra, romance, drama histórico, comédia e ação em uma das fases mais marcantes do cinema dos anos 1980.
Encontrar uma Lista dos melhores Filmes de 1987 significa voltar a um período em que grandes produções comerciais conviviam com obras autorais ambiciosas. Foi um ano particularmente fértil para o cinema: O Último Imperador, Nascido para Matar, Os Intocáveis, Império do Sol e A Princesa Prometida mostraram como o mesmo ano podia oferecer experiências cinematográficas completamente diferentes.
A seleção abaixo não pretende estabelecer uma ordem definitiva, mas reunir dez dos filmes mais representativos e duradouros de 1987, considerando impacto cultural, qualidade artística, importância histórica, desempenho do elenco, direção, roteiro e capacidade de continuar despertando interesse décadas depois. Listas de críticos publicadas na época também destacaram títulos como Broadcast News, Esperança e Glória, Minha Vida de Cachorro e Full Metal Jacket, reforçando a variedade daquele período.
Por que 1987 foi um ano tão importante para o cinema?
A segunda metade dos anos 1980 foi marcada pelo fortalecimento do cinema de grande orçamento, pelo avanço dos efeitos especiais e pela consolidação de cineastas que passaram a trabalhar simultaneamente com entretenimento popular e projetos de maior ambição artística.
Em 1987, essa combinação produziu resultados particularmente interessantes. Havia filmes de ação concebidos para grandes plateias, como RoboCop e Predador, romances que se tornariam fenômenos culturais, como Dirty Dancing, e obras históricas monumentais, como O Último Imperador.
O resultado é uma filmografia extremamente diversa. Por isso, uma boa Lista dos melhores Filmes de 1987 não pode considerar apenas bilheteria ou popularidade. O conjunto precisa representar diferentes formas de fazer cinema.
O Último Imperador
Um épico histórico de escala monumental
Dirigido por Bernardo Bertolucci, O Último Imperador acompanha a trajetória de Pu Yi, último imperador da China, desde a infância cercada de privilégios até a transformação de sua vida após as grandes mudanças políticas do século XX.
O filme impressiona principalmente pela dimensão visual. A fotografia de Vittorio Storaro transforma diferentes períodos da vida do protagonista por meio de cores, enquadramentos e mudanças de atmosfera. O próprio ambiente funciona como parte da narrativa: a grandiosidade dos espaços imperiais contrasta com a progressiva perda de poder e autonomia do personagem.
A narrativa também evita tratar Pu Yi simplesmente como um símbolo histórico. O foco está no indivíduo que cresce dentro de uma estrutura de poder que desaparece diante de seus olhos.
A produção recebeu nove Oscars, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Direção de Arte, Figurino e Som.
Análise
O grande mérito de O Último Imperador está na maneira como transforma acontecimentos históricos gigantescos em uma história pessoal. O protagonista não controla as mudanças ao seu redor; ele é carregado por elas.
A montagem estabelece relações entre infância, poder, prisão, memória e adaptação. A trilha de Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su contribui para essa sensação de passagem entre épocas.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Último Imperador
- Título original: The Last Emperor
- Ano: 1987
- Países: Reino Unido, Itália, França e China
- Direção: Bernardo Bertolucci
- Roteiro: Bernardo Bertolucci e Mark Peploe
- Elenco: John Lone, Joan Chen, Peter O’Toole, Ying Ruocheng e Victor Wong
- Gênero: drama histórico, biografia
- Duração: 163 minutos
- Fotografia: Vittorio Storaro
- Montagem: Gabriella Cristiani
- Trilha sonora: Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su
- Produção: Jeremy Thomas
- Classificação: varia conforme a versão e o mercado
Nota individual
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Último Imperador
O bonequinho começa sentado, olhando para a tela com respeito. Depois de alguns minutos, ele percebe que está diante de uma aula de história em escala épica, ajeita os óculos imaginários e passa o resto da sessão completamente absorvido.
Nascido para Matar
Stanley Kubrick e a desumanização da guerra
Nascido para Matar, título brasileiro de Full Metal Jacket, é um dos filmes de guerra mais particulares dos anos 1980.
Stanley Kubrick divide a narrativa em duas partes bastante diferentes. Primeiro, acompanha o treinamento brutal dos fuzileiros navais americanos. Depois, desloca o espectador para o Vietnã, onde a experiência militar ganha outra dimensão.
A primeira metade é especialmente marcante porque mostra como o treinamento transforma seres humanos em instrumentos de combate. A disciplina extrema, os insultos e a pressão psicológica não aparecem apenas como obstáculos narrativos: são mecanismos de transformação.
A atuação de R. Lee Ermey como sargento Hartman tornou-se uma das mais memoráveis do gênero. Vincent D’Onofrio também apresenta uma interpretação fundamental para compreender a deterioração psicológica de seu personagem.
O filme recebeu indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e conquistou diversos prêmios da crítica, incluindo reconhecimento para Kubrick e Ermey.
Análise
Kubrick não constrói uma aventura militar convencional. O interesse está no contraste entre linguagem militar, humor absurdo e violência.
A fotografia de Douglas Milsome cria imagens rigorosamente compostas, enquanto a montagem evita transformar o conflito em espetáculo heroico. O resultado é desconfortável justamente porque o filme não oferece uma solução simples para o que apresenta.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Nascido para Matar
- Título original: Full Metal Jacket
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Stanley Kubrick
- Roteiro: Stanley Kubrick, Michael Herr e Gustav Hasford
- Elenco: Matthew Modine, Vincent D’Onofrio, R. Lee Ermey, Adam Baldwin e Dorian Harewood
- Gênero: guerra, drama
- Duração: 116 minutos
- Fotografia: Douglas Milsome
- Montagem: Martin Hunter
- Produção: Stanley Kubrick
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Nascido para Matar
O bonequinho começa a sessão acordado, mas termina sentado rigidamente, olhando para a tela sem piscar. Ele não está dormindo: está tentando processar tudo o que acabou de assistir.
Os Intocáveis
Crime, corrupção e estilo visual
Os Intocáveis, dirigido por Brian De Palma, transforma a Chicago da Lei Seca em um cenário estilizado para uma batalha entre agentes federais e o império criminoso de Al Capone.
Kevin Costner interpreta Eliot Ness, enquanto Sean Connery vive Jim Malone e Robert De Niro interpreta Al Capone. A combinação dos três cria uma dinâmica eficiente entre idealismo, experiência e poder criminoso.
O roteiro de David Mamet trabalha com personagens bastante definidos, mas De Palma acrescenta uma camada visual muito própria. A câmera, a montagem e a composição das cenas transformam confrontos aparentemente simples em sequências de grande tensão.
O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, com Sean Connery vencendo como Melhor Ator Coadjuvante.
Análise
O principal atrativo de Os Intocáveis é sua capacidade de equilibrar filme policial e espetáculo cinematográfico.
A trilha de Ennio Morricone reforça a sensação de perseguição e confronto, enquanto a fotografia privilegia contrastes e uma atmosfera de época.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Os Intocáveis
- Título original: The Untouchables
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Brian De Palma
- Roteiro: David Mamet
- Elenco: Kevin Costner, Sean Connery, Robert De Niro, Andy Garcia e Charles Martin Smith
- Gênero: policial, drama
- Duração: 119 minutos
- Fotografia: Stephen H. Burum
- Trilha sonora: Ennio Morricone
- Produção: Art Linson
- Distribuição: Paramount Pictures
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Os Intocáveis
O bonequinho passa boa parte do filme inclinado para a frente na cadeira. Quando começa uma perseguição, ele praticamente esquece que existe encosto e assiste tudo na ponta do sofá.
Império do Sol
Steven Spielberg em um registro mais dramático
Império do Sol acompanha Jim Graham, um garoto britânico separado dos pais durante a invasão japonesa de Xangai na Segunda Guerra Mundial.
Christian Bale, ainda criança, conduz o filme praticamente como protagonista absoluto. Sua interpretação chama atenção porque a história depende da transformação gradual de um menino privilegiado em alguém obrigado a compreender um mundo completamente diferente.
Spielberg utiliza a guerra não apenas para criar cenas grandiosas, mas para observar a perda da inocência. O espetáculo visual está presente, mas frequentemente serve como contraponto à solidão do protagonista.
O filme foi reconhecido pelo National Board of Review como o melhor filme de 1987, além de receber prêmios para Spielberg e uma menção especial para Christian Bale.
Análise
O maior diferencial de Império do Sol é a perspectiva infantil.
A guerra é vista por alguém que ainda tenta compreender o significado das coisas. Isso cria momentos de encantamento, medo e perplexidade sem transformar o protagonista em um herói tradicional.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Império do Sol
- Título original: Empire of the Sun
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Steven Spielberg
- Roteiro: Tom Stoppard
- Elenco: Christian Bale, John Malkovich, Miranda Richardson e Nigel Havers
- Gênero: drama, guerra
- Duração: aproximadamente 153 minutos
- Fotografia: Allen Daviau
- Montagem: Michael Kahn
- Trilha sonora: John Williams
- Produção: Kathleen Kennedy, Frank Marshall e Steven Spielberg
- Classificação: varia conforme o mercado
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Império do Sol
O bonequinho começa encantado com o espetáculo visual, depois fica sério e termina emocionado. Na cena final, ele já está procurando um lenço imaginário.
A Princesa Prometida
A aventura que virou clássico cult
Poucos filmes representam tão bem o espírito de aventura e fantasia dos anos 1980 quanto A Princesa Prometida.
Dirigido por Rob Reiner e baseado no romance de William Goldman, o filme mistura conto de fadas, romance, aventura, comédia e fantasia sem tratar nenhum desses elementos com excesso de seriedade.
Cary Elwes, Robin Wright, Mandy Patinkin, André the Giant, Wallace Shawn e Christopher Guest formam um elenco que entende perfeitamente o tom híbrido da produção.
O filme possui uma das grandes qualidades do cinema de aventura: consegue funcionar para públicos diferentes. Há romance para quem procura romance, humor para quem quer comédia e batalhas de espada para quem deseja aventura.
Análise
O roteiro é provavelmente o elemento mais importante. A história brinca com clichês de contos de fadas enquanto, simultaneamente, depende deles para funcionar.
Essa combinação faz A Princesa Prometida envelhecer muito bem. A produção não depende exclusivamente de efeitos visuais ou tendências passageiras.
Ficha técnica
- Título brasileiro: A Princesa Prometida
- Título original: The Princess Bride
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Rob Reiner
- Roteiro: William Goldman
- Elenco: Cary Elwes, Robin Wright, Mandy Patinkin, Chris Sarandon, André the Giant, Wallace Shawn e Peter Falk
- Gênero: fantasia, aventura, comédia, romance
- Duração: 98 minutos
- Fotografia: Adrian Biddle
- Montagem: Robert Leighton
- Trilha sonora: Mark Knopfler
- Produção: Rob Reiner e Andrew Scheinman
- Classificação: livre em diferentes mercados
Nota individual
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de A Princesa Prometida
O bonequinho passa a sessão sorrindo. Em algum momento ele pega uma espada de brinquedo, começa a imitar os personagens e só percebe que o filme acabou quando sobem os créditos.
RoboCop
Ficção científica com sátira social
RoboCop, dirigido por Paul Verhoeven, parece inicialmente um filme de ação futurista, mas sua força está justamente na combinação entre violência, humor ácido e crítica social.
Peter Weller interpreta Alex Murphy, policial brutalmente atacado que é transformado em uma máquina policial por uma poderosa corporação.
O conceito permite discutir privatização, violência urbana, publicidade, consumo e desumanização sem abandonar a estrutura de entretenimento.
A produção também possui uma estética bastante característica. O desenho sonoro, a trilha de Basil Poledouris e os efeitos mecânicos ajudam a construir uma identidade que continua reconhecível décadas depois.
Análise
A inteligência de RoboCop está no equilíbrio entre exagero e crítica.
O filme frequentemente leva seus elementos ao limite, mas esse exagero não é gratuito. A violência caricatural e os comerciais fictícios ampliam a crítica a uma sociedade em que tudo pode ser transformado em produto.
Ficha técnica
- Título brasileiro: RoboCop
- Título original: RoboCop
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Paul Verhoeven
- Roteiro: Edward Neumeier e Michael Miner
- Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Ronny Cox, Kurtwood Smith e Miguel Ferrer
- Gênero: ficção científica, ação, suspense
- Duração: aproximadamente 102 minutos
- Fotografia: Jost Vacano
- Montagem: Frank J. Urioste
- Trilha sonora: Basil Poledouris
- Produção: Arne Schmidt
- Distribuição: Orion Pictures
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de RoboCop
O bonequinho começa assustado, passa a rir das propagandas absurdas e termina andando pela sala como se tivesse acabado de receber uma armadura metálica.
Predador
Ação que se transforma em terror
Predador começa como uma aventura militar protagonizada por soldados extremamente preparados, mas gradualmente transforma essa sensação de superioridade em vulnerabilidade.
Arnold Schwarzenegger lidera o elenco como Dutch, comandante de uma equipe enviada para uma região de floresta tropical. O grupo descobre que está sendo caçado por uma criatura extraterrestre com tecnologia muito superior.
John McTiernan constrói o suspense de maneira progressiva. Quanto menos o espectador entende sobre a criatura, maior se torna a ameaça.
Análise
A grande ideia de Predador é inverter a lógica do filme de ação.
Os personagens que normalmente seriam os caçadores passam a ser as presas. A musculatura, as armas e o treinamento deixam de representar segurança.
O resultado é uma mistura particularmente eficiente de ação, ficção científica e terror.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Predador
- Título original: Predator
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: John McTiernan
- Roteiro: Jim Thomas e John Thomas
- Elenco: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Jesse Ventura, Bill Duke e Kevin Peter Hall
- Gênero: ação, ficção científica, terror
- Duração: 107 minutos
- Fotografia: Donald McAlpine
- Montagem: Mark Helfrich, John F. Link e Steve Mirkovich
- Trilha sonora: Alan Silvestri
- Produção: Lawrence Gordon e Joel Silver
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Predador
O bonequinho começa relaxado, acreditando que está vendo apenas um filme de soldados. Quando percebe que há alguma coisa invisível caçando todo mundo, ele apaga a luz da sala e se arrepende imediatamente.
Dirty Dancing
Romance, dança e amadurecimento
Dirty Dancing combina romance, música e amadurecimento em uma história ambientada no início dos anos 1960.
Jennifer Grey interpreta Frances “Baby” Houseman, jovem que passa as férias com a família em um resort e acaba se aproximando do instrutor de dança Johnny Castle, interpretado por Patrick Swayze.
O filme não depende apenas do romance. A diferença social entre os personagens, os conflitos familiares e a descoberta da autonomia da protagonista dão à narrativa uma dimensão maior.
A trilha sonora é fundamental para o impacto da produção, e as sequências de dança funcionam como momentos narrativos, não apenas como números musicais.
Análise
O sucesso duradouro de Dirty Dancing está na transformação de Baby.
Ela começa a história dentro de um ambiente familiar protegido e termina com uma compreensão muito maior sobre diferenças sociais, responsabilidade, desejo e independência.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Dirty Dancing
- Título original: Dirty Dancing
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Emile Ardolino
- Roteiro: Eleanor Bergstein
- Elenco: Jennifer Grey, Patrick Swayze, Jerry Orbach e Cynthia Rhodes
- Gênero: romance, drama, dança
- Duração: 100 minutos
- Fotografia: Jeffrey Jur
- Montagem: Peter C. Frank
- Trilha sonora: John Morris, Erich Bulling e Jon Barns
- Produção: Linda Gottlieb
- Distribuição: Vestron Pictures
- Classificação: varia conforme o mercado
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Dirty Dancing
O bonequinho passa metade do filme batendo o pé no ritmo da música. Na sequência final, levanta da cadeira e tenta reproduzir a coreografia, para desespero de todos os móveis ao redor.
Broadcast News
Jornalismo, ambição e relações pessoais
Broadcast News apresenta um triângulo de relações pessoais e profissionais dentro de uma redação de televisão.
O filme utiliza o ambiente jornalístico para discutir competência, ambição, ética e a transformação da informação em espetáculo.
A protagonista Jane Craig, interpretada por Holly Hunter, é uma produtora extremamente dedicada ao trabalho. Aaron Altman, vivido por Albert Brooks, representa o repórter tecnicamente competente, enquanto Tom Grunick, interpretado por William Hurt, representa o profissional que possui grande presença diante das câmeras.
O conflito nasce justamente da diferença entre talento jornalístico, aparência televisiva e reconhecimento profissional.
O filme foi um dos títulos mais recorrentes nas listas de melhores produções de 1987 elaboradas por críticos, aparecendo no topo de uma compilação baseada em dezenas de listas contemporâneas.
Análise
A força de Broadcast News está em não transformar seus personagens em caricaturas simples.
Todos possuem qualidades e defeitos. O espectador é levado a pensar sobre a diferença entre fazer um bom trabalho e parecer bom diante do público.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Broadcast News
- Título original: Broadcast News
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: James L. Brooks
- Roteiro: James L. Brooks
- Elenco: Holly Hunter, William Hurt e Albert Brooks
- Gênero: comédia dramática, romance
- Duração: aproximadamente 133 minutos
- Fotografia: Michael Ballhaus
- Montagem: Richard Marks
- Trilha sonora: Hans Zimmer
- Produção: James L. Brooks
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Broadcast News
O bonequinho fica alternando entre rir e fazer cara de jornalista indignado. No fim, ele pega um bloco de notas imaginário e começa a avaliar o próprio filme.
Feitiço da Lua
Romance adulto com humor e emoção
Feitiço da Lua combina comédia romântica e drama familiar em uma história ambientada na comunidade ítalo-americana de Nova York.
Cher interpreta Loretta Castorini, uma mulher que aceita se casar com Johnny Casteleone, mas acaba desenvolvendo sentimentos pelo irmão dele, Ronny, interpretado por Nicolas Cage.
A premissa poderia facilmente resultar em uma comédia exagerada, mas a direção de Norman Jewison aposta no equilíbrio entre humor, paixão e relações familiares.
A produção também se beneficia do elenco, especialmente Cher, Nicolas Cage e Olympia Dukakis.
Análise
O diferencial de Feitiço da Lua é sua capacidade de tratar sentimentos exagerados com sinceridade.
O filme entende que paixão, família e escolhas pessoais raramente seguem uma lógica perfeita. O humor nasce justamente da colisão entre essas forças.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Feitiço da Lua
- Título original: Moonstruck
- Ano: 1987
- País: Estados Unidos
- Direção: Norman Jewison
- Roteiro: John Patrick Shanley
- Elenco: Cher, Nicolas Cage, Olympia Dukakis, Vincent Gardenia e Danny Aiello
- Gênero: comédia dramática, romance
- Duração: aproximadamente 102 minutos
- Fotografia: David Watkin
- Montagem: Lou Lombardo
- Trilha sonora: Dick Hyman
- Produção: Norman Jewison e Patrick Palmer
- Classificação: adulta
Nota individual
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Feitiço da Lua
O bonequinho assiste primeiro com uma sobrancelha levantada, como quem não sabe onde aquilo vai chegar. Pouco depois está sorrindo e torcendo pelos personagens.
O Império do Sol
O título O Império do Sol não deve ser confundido com Império do Sol, já apresentado nesta lista. Para evitar duplicidade, a obra de Spielberg é a que corresponde ao título original Empire of the Sun.
Correção editorial
Como a lista deve evitar filmes duplicados, O Império do Sol e Império do Sol representam a mesma obra e, portanto, esta entrada é considerada apenas uma referência editorial ao filme já analisado.
Outros filmes importantes de 1987
Uma Lista dos melhores Filmes de 1987 poderia facilmente ser ampliada. Entre os títulos que também merecem atenção estão Platoon, vencedor do Oscar de Melhor Filme, Raising Arizona, The Dead, Roxanne, Tampopo, Evil Dead 2, Atração Fatal, Wall Street e Esperança e Glória.
Platoon venceu o Oscar de Melhor Filme na cerimônia realizada em 1987, enquanto O Último Imperador dominou a cerimônia seguinte, relacionada às produções do ano de 1987.
O que torna um filme de 1987 memorável?
Os filmes selecionados mostram que não existe uma fórmula única para explicar a força cinematográfica daquele ano.
O Último Imperador impressiona pela dimensão histórica e visual. Nascido para Matar trabalha a guerra como experiência de desumanização. Os Intocáveis demonstra como estilo e narrativa policial podem caminhar juntos.
Império do Sol encontra emoção através do olhar infantil, enquanto A Princesa Prometida prova que uma aventura aparentemente simples pode conquistar diferentes gerações.
RoboCop utiliza a ficção científica para satirizar a sociedade, Predador reinventa o filme de ação ao introduzir uma ameaça quase invisível, e Dirty Dancing transforma dança e romance em uma história de amadurecimento.
É justamente essa diversidade que torna 1987 tão interessante.
Filmes de 1987 que continuam relevantes
Uma característica comum aos melhores filmes de 1987 é a capacidade de sobreviver ao contexto em que foram produzidos.
Os efeitos visuais podem denunciar a época. A moda certamente denuncia. Algumas escolhas de montagem e linguagem também são claramente associadas aos anos 1980. Ainda assim, os grandes temas permanecem compreensíveis.
Nascido para Matar continua discutindo os efeitos psicológicos da guerra. RoboCop continua provocando reflexão sobre tecnologia, violência e interesses corporativos. Broadcast News continua atual ao abordar a relação entre informação, audiência e imagem.
Já A Princesa Prometida e Dirty Dancing demonstram outra forma de longevidade: personagens e histórias que continuam funcionando independentemente da época.
Lista dos melhores Filmes de 1987: qual estilo procurar?
Quem procura uma Lista dos melhores Filmes de 1987 pode escolher o ponto de entrada de acordo com o gênero preferido.
Para quem gosta de guerra e drama, Nascido para Matar e Império do Sol oferecem experiências completamente diferentes.
Para ação e ficção científica, RoboCop e Predador são escolhas naturais.
Para aventura e fantasia, A Princesa Prometida permanece uma das opções mais divertidas.
Para romance, Dirty Dancing e Feitiço da Lua mostram abordagens bastante distintas.
Para cinema histórico e épico, O Último Imperador é uma das produções mais ambiciosas daquele período.
O legado do cinema de 1987
Mais do que simplesmente produzir alguns sucessos comerciais, 1987 deixou uma coleção de filmes que continuaram circulando, sendo redescobertos e influenciando novas gerações.
A força daquela temporada cinematográfica está justamente na variedade. O mesmo ano produziu obras monumentais como O Último Imperador, experiências de guerra como Nascido para Matar, aventuras como A Princesa Prometida, ficção científica satírica como RoboCop e romances populares como Dirty Dancing.
Por isso, uma Lista dos melhores Filmes de 1987 funciona menos como um ranking definitivo e mais como um retrato de uma época em que Hollywood e o cinema internacional produziram histórias que continuam relevantes.
Quase quatro décadas depois, a variedade permanece impressionante. Há filmes para quem procura ação, romance, humor, terror, ficção científica, história, guerra ou simplesmente uma boa história.
E é exatamente essa diversidade que faz de 1987 um dos anos mais interessantes para quem deseja revisitar o cinema dos anos 1980.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 1987 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 1987. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”