Lista dos melhores Filmes de 2019
Os melhores filmes de 2019 mostram um dos períodos mais criativos e diversificados do cinema recente, reunindo suspense, drama, guerra, comédia, ficção científica, ação e animação em produções que continuam relevantes anos depois.
2019 foi um ano particularmente marcante para o cinema. De um lado, grandes produções comerciais dominaram as salas; de outro, filmes autorais conquistaram público, crítica e importantes premiações. Entre os trabalhos que mais se destacaram estão Parasite, 1917, Joker, Once Upon a Time… in Hollywood, The Irishman e Marriage Story.
Mais do que simplesmente reunir títulos populares, esta Lista dos melhores Filmes de 2019 considera a força do roteiro, direção, atuações, linguagem cinematográfica, impacto cultural, aspectos técnicos e capacidade de permanecer relevante ao longo do tempo.
Por que 2019 foi tão importante para o cinema?
O ano de 2019 funcionou como uma espécie de encontro entre diferentes gerações e tendências do cinema. Grandes franquias alcançaram enorme repercussão, enquanto produções independentes e internacionais ganharam espaço no debate mundial.
A variedade também foi um dos grandes diferenciais daquele período. Havia filmes de super-heróis, dramas familiares intimistas, histórias de guerra, thrillers psicológicos, mistérios clássicos e experiências cinematográficas muito particulares.
Parasite tornou-se especialmente simbólico porque venceu o Oscar de Melhor Filme, além do prêmio de Melhor Filme Internacional, consolidando uma produção sul-coreana como um dos principais acontecimentos da temporada de premiações.
Ao mesmo tempo, 1917, Joker, Little Women, The Irishman e Marriage Story apareceram entre os trabalhos de maior destaque da temporada. A própria seleção anual do American Film Institute incluiu esses títulos entre suas produções cinematográficas de 2019.
Lista dos melhores Filmes de 2019
A seleção abaixo reúne dez filmes que representam diferentes características do cinema daquele ano. A ordem é editorial e não pretende estabelecer uma verdade absoluta sobre qualidade artística.
1. Parasite
Parasite, dirigido por Bong Joon-ho, combina drama social, suspense, humor ácido e thriller em uma história sobre desigualdade econômica.
A trama acompanha uma família em situação financeira precária que gradualmente se aproxima de uma família rica. O que começa como uma sequência de pequenas oportunidades profissionais transforma-se em uma relação cada vez mais complexa, na qual as fronteiras entre patrões e empregados ficam progressivamente mais instáveis.
Sinopse
A família Kim vive em condições difíceis e encontra uma oportunidade de mudar sua situação quando um dos filhos consegue trabalho como professor particular na casa dos Park.
A partir daí, os demais integrantes da família passam a ocupar diferentes funções dentro daquela residência, criando uma situação que parece vantajosa para todos. O problema é que a mansão esconde segredos capazes de alterar completamente o rumo da história.
Análise do roteiro
O grande mérito de Parasite está na maneira como transforma desigualdade social em suspense.
O roteiro não depende apenas de discursos políticos ou explicações sobre pobreza. A diferença entre as classes aparece na arquitetura da casa, nos deslocamentos pela cidade, nos cheiros, nas roupas, na alimentação e até na maneira como os personagens ocupam determinados espaços.
A narrativa também muda de gênero sem perder coerência. O espectador inicialmente acompanha uma comédia de golpes e improvisos, mas gradualmente percebe que está diante de algo muito mais sombrio.
Direção, fotografia e simbolismo
Bong Joon-ho utiliza escadas e diferentes níveis arquitetônicos como elementos recorrentes. Subir e descer deixa de ser apenas um movimento físico e passa a representar posição social.
A fotografia também aproveita linhas, corredores, janelas e espaços fechados para construir uma sensação de controle. A casa dos Park parece ampla, mas seus próprios ambientes funcionam como compartimentos de poder.
Prêmios e importância
Parasite venceu o Oscar de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, além de receber os prêmios de roteiro original e direção.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Parasite
O bonequinho começa sentado tranquilamente no sofá, passa a assistir desconfiado e termina praticamente agarrado às almofadas, olhando para a tela como quem acabou de descobrir que a casa também pode esconder segredos.
2. 1917
1917, dirigido por Sam Mendes, transforma uma missão militar em uma experiência cinematográfica de enorme imersão.
Ambientado durante a Primeira Guerra Mundial, o filme acompanha dois soldados encarregados de entregar uma mensagem que pode impedir um ataque desastroso.
História
Os jovens soldados Schofield e Blake recebem a missão de atravessar território inimigo para entregar uma ordem de cancelamento a uma unidade britânica.
A tarefa ganha ainda mais urgência porque Blake tem uma ligação pessoal com os soldados que poderão ser enviados para a batalha.
A técnica do plano-sequência
Um dos elementos mais comentados de 1917 é sua aparência de plano-sequência contínuo.
A produção utiliza movimentos de câmera cuidadosamente planejados e cortes ocultos para criar a sensação de que a história acontece praticamente sem interrupções.
O recurso não funciona apenas como demonstração técnica. Ele coloca o espectador ao lado dos personagens, reduzindo a distância tradicional entre câmera e protagonista.
Fotografia e ambientação
A fotografia de Roger Deakins é um dos grandes destaques. Trincheiras, campos destruídos, ruínas e paisagens abertas são transformados em elementos narrativos.
A iluminação muda conforme os protagonistas avançam pela missão, criando momentos de beleza visual mesmo dentro de um cenário dominado pela destruição.
Recepção
1917 recebeu reconhecimento em categorias técnicas e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, além de conquistar prêmios em fotografia e efeitos visuais.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de 1917
O bonequinho passa quase toda a sessão em pé, correndo junto com os personagens. Quando finalmente encontra um lugar para sentar, percebe que a próxima explosão está chegando.
3. Joker
Joker, dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, apresenta uma interpretação sombria da origem de um dos personagens mais conhecidos da cultura pop.
Em vez de construir uma aventura convencional de quadrinhos, o filme concentra-se na deterioração da vida de Arthur Fleck.
Sinopse
Arthur trabalha como palhaço e tenta sobreviver em uma Gotham marcada por desigualdade, violência e abandono social.
Sua rotina é atravessada por problemas financeiros, dificuldades profissionais e isolamento. Conforme os acontecimentos se acumulam, sua relação com a própria identidade se transforma.
A atuação de Joaquin Phoenix
O desempenho de Joaquin Phoenix é o centro do filme. O ator utiliza postura corporal, movimentos, voz e expressão facial para construir um personagem fisicamente frágil e emocionalmente imprevisível.
A transformação é gradual. O filme não apresenta simplesmente uma mudança repentina, mas acompanha uma sucessão de acontecimentos que alteram a maneira como Arthur enxerga a si próprio e o mundo.
Fotografia e trilha sonora
A fotografia utiliza tons escuros e ambientes urbanos para reforçar a sensação de decadência.
A trilha de Hildur Guðnadóttir também possui papel importante na construção da atmosfera. O resultado é um filme que utiliza música e imagem para acompanhar o estado emocional do protagonista.
A trilha sonora venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original.
Temas
Joker trabalha temas como isolamento, desigualdade, invisibilidade social, necessidade de reconhecimento e violência.
Ao mesmo tempo, a obra deixou espaço para interpretações diferentes sobre o comportamento do protagonista e sobre a própria sociedade retratada.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Joker
O bonequinho começa inquieto, fica progressivamente desconfortável e termina encarando a tela em silêncio, sem saber se deve ficar assustado ou simplesmente refletir sobre tudo o que acabou de assistir.
4. Once Upon a Time… in Hollywood
Once Upon a Time… in Hollywood, de Quentin Tarantino, é uma carta de amor ao cinema, à televisão e à Hollywood do final dos anos 1960.
A história acompanha o ator Rick Dalton e seu dublê e amigo Cliff Booth em uma indústria que está mudando rapidamente.
História
Rick Dalton percebe que sua carreira está perdendo espaço. Cliff Booth, por sua vez, trabalha como seu dublê e parceiro constante.
Enquanto os dois tentam encontrar novos caminhos, Sharon Tate e outros personagens históricos aparecem na narrativa.
O estilo de Tarantino
O diretor constrói a obra com diálogos extensos, referências cinematográficas, humor e uma estrutura narrativa que brinca com fatos históricos.
Em vez de seguir uma reconstrução tradicional dos acontecimentos, Once Upon a Time… in Hollywood utiliza a fantasia como forma de reimaginar um período traumático.
Leonardo DiCaprio e Brad Pitt
Leonardo DiCaprio interpreta Rick Dalton com uma mistura de insegurança, vaidade e vulnerabilidade.
Brad Pitt, como Cliff Booth, adota uma presença mais silenciosa e fisicamente confiante.
A relação entre os dois é um dos motores do filme e funciona quase como uma amizade de longa duração em meio às transformações da indústria.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Once Upon a Time… in Hollywood
O bonequinho aparece com óculos escuros, sentado confortavelmente, balançando os pés ao som da trilha e esperando pacientemente a próxima sequência maluca de Tarantino.
5. The Irishman
The Irishman, dirigido por Martin Scorsese, é um épico criminal que também funciona como reflexão sobre envelhecimento, memória, lealdade e arrependimento.
O longa reúne Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci em uma narrativa que atravessa décadas.
Sinopse
Frank Sheeran relembra acontecimentos de sua vida ligados ao crime organizado e à sua relação com Jimmy Hoffa.
A narrativa percorre diferentes períodos e mostra como decisões tomadas durante a juventude produzem consequências décadas depois.
A passagem do tempo
O envelhecimento é um dos principais temas do filme.
A tecnologia utilizada para rejuvenecer digitalmente os atores permite acompanhar personagens durante diferentes fases de suas vidas, mas o filme também mostra uma contradição interessante: mesmo quando os rostos parecem jovens, os movimentos corporais e a experiência acumulada ajudam a lembrar que o tempo está passando.
Direção de Scorsese
Martin Scorsese trabalha novamente elementos tradicionais do cinema criminal, mas modifica o ritmo.
The Irishman é deliberadamente contemplativo. O interesse não está apenas em descobrir quem fez o quê, mas em observar o custo acumulado das escolhas dos personagens.
Atuações
Robert De Niro conduz a narrativa com uma interpretação contida. Al Pacino utiliza energia e intensidade para construir Jimmy Hoffa, enquanto Joe Pesci apresenta uma atuação mais silenciosa e econômica.
O contraste entre os três estilos ajuda a construir a personalidade de cada personagem.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de The Irishman
O bonequinho começa empolgado com o reencontro de grandes atores, depois se acomoda no sofá e termina refletindo sobre a passagem do tempo como se tivesse acabado de olhar para o próprio calendário.
6. Marriage Story
Marriage Story, dirigido por Noah Baumbach, transforma o fim de um casamento em um estudo detalhado sobre amor, ressentimento, família e identidade.
História
Charlie e Nicole estão se separando. O problema é que o fim da relação não significa o fim da família.
Eles precisam continuar lidando com o filho, com questões profissionais e com decisões legais enquanto tentam compreender como chegaram ao ponto de ruptura.
Roteiro
O roteiro é especialmente eficiente porque não transforma um personagem em vilão absoluto.
Charlie possui qualidades e defeitos. Nicole também. O conflito nasce justamente da incompatibilidade entre diferentes necessidades, expectativas e interpretações da mesma história.
Atuações
Adam Driver e Scarlett Johansson conduzem algumas das cenas mais intensas do cinema de 2019.
Os momentos de maior conflito funcionam porque os personagens não parecem estar simplesmente tentando vencer uma discussão. Eles estão tentando ser compreendidos.
O filme recebeu indicações ao Oscar, incluindo nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original.
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Marriage Story
O bonequinho começa tranquilo, fica emocionalmente abalado durante as discussões e termina procurando um lenço que definitivamente não estava preparado para trazer.
7. Little Women
Little Women, dirigido por Greta Gerwig, adapta o clássico romance de Louisa May Alcott com uma estrutura narrativa não linear.
A obra acompanha as irmãs March em diferentes momentos de suas vidas.
Estrutura narrativa
Uma das escolhas mais interessantes é separar os períodos da história por meio de mudanças temporais.
O espectador não recebe todos os acontecimentos na ordem tradicional. A montagem estabelece relações entre passado e presente, permitindo que determinadas cenas ganhem novos significados conforme a narrativa avança.
Personagens
Jo é a personagem que mais diretamente representa a busca por independência e realização artística, mas o filme evita reduzir as outras irmãs a simples personagens secundárias.
Cada uma possui desejos e prioridades diferentes.
Essa diversidade de perspectivas é fundamental para compreender por que o filme continua relevante mesmo sendo baseado em uma obra literária do século XIX.
Direção e fotografia
Greta Gerwig combina uma direção calorosa com mudanças visuais entre passado e presente.
As cenas da infância possuem uma energia mais vibrante, enquanto os momentos posteriores adotam uma atmosfera diferente, criando uma distinção visual sem depender exclusivamente de explicações.
Reconhecimento
Little Women recebeu seis indicações ao Oscar e venceu na categoria de Melhor Figurino.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Little Women
O bonequinho assiste à história enrolado em uma manta, alternando entre sorrisos e lágrimas e torcendo para que cada irmã consiga encontrar seu próprio caminho.
8. Knives Out
Knives Out, dirigido por Rian Johnson, recupera o prazer dos grandes mistérios de assassinato com uma abordagem moderna.
Sinopse
O escritor Harlan Thrombey é encontrado morto após comemorar seu aniversário com familiares.
A investigação reúne uma família cheia de conflitos, segredos e interesses financeiros.
O detetive Benoit Blanc começa a examinar cada depoimento em busca de contradições.
Roteiro
O roteiro é provavelmente o maior trunfo de Knives Out.
O filme utiliza elementos tradicionais do gênero policial, mas também brinca com as expectativas do público.
Informações aparentemente pequenas ganham importância posteriormente, enquanto determinadas revelações obrigam o espectador a reinterpretar acontecimentos anteriores.
Elenco
Daniel Craig apresenta uma versão excêntrica do investigador Benoit Blanc. Chris Evans, Ana de Armas, Jamie Lee Curtis, Toni Collette, Michael Shannon, Don Johnson e Christopher Plummer completam um elenco de destaque.
A dinâmica entre os personagens funciona porque praticamente todos possuem algum motivo para esconder alguma coisa.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Knives Out
O bonequinho passa a sessão apontando para cada personagem como se tivesse solucionado o crime. Cinco minutos depois, muda de suspeito novamente.
9. Uncut Gems
Uncut Gems, dirigido pelos irmãos Josh e Benny Safdie, é um dos filmes mais nervosos de 2019.
Adam Sandler interpreta Howard Ratner, um joalheiro de Nova York que vive cercado por dívidas, apostas e decisões arriscadas.
O protagonista
Howard é extremamente ambicioso, mas também impulsivo.
Ele acredita continuamente que a próxima aposta resolverá seus problemas. Quando consegue uma vitória, imediatamente encontra uma nova maneira de colocar tudo em risco.
Ritmo
O filme constrói tensão por meio de diálogos sobrepostos, telefonemas, deslocamentos constantes e uma montagem acelerada.
A sensação é de que Howard nunca consegue respirar.
O espectador é colocado dentro desse estado permanente de ansiedade, acompanhando um personagem que sempre acredita estar a poucos minutos de resolver sua vida.
Adam Sandler
A atuação de Adam Sandler é fundamental para o resultado.
O ator abandona boa parte da imagem associada às suas comédias e constrói um personagem desagradável, carismático, desesperado e difícil de abandonar.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Uncut Gems
O bonequinho começa sentado. Depois se levanta. Depois anda pela sala. Depois percebe que está roendo as unhas e decide que talvez seja melhor respirar antes da próxima cena.
10. Portrait of a Lady on Fire
Portrait of a Lady on Fire, dirigido por Céline Sciamma, é um drama romântico de ritmo contemplativo e forte identidade visual.
A história acompanha Marianne, uma pintora contratada para produzir o retrato de Héloïse, uma jovem que será submetida a um casamento arranjado.
O olhar como elemento narrativo
O filme constrói boa parte de sua narrativa através dos olhares.
Marianne precisa observar Héloïse para pintá-la, mas o ato de observar gradualmente se transforma em uma forma de intimidade.
A pintura deixa de ser apenas uma encomenda e passa a representar uma relação construída entre duas pessoas.
Fotografia
A composição das imagens possui enorme importância.
A obra utiliza paisagens, luz natural, interiores e enquadramentos cuidadosamente construídos para criar uma atmosfera quase pictórica.
As cores e o fogo também aparecem como elementos simbólicos associados à memória, ao desejo e à transformação.
Temas
A obra aborda desejo, autonomia feminina, arte, memória, separação e as limitações impostas às mulheres em determinado contexto histórico.
Em vez de depender de grandes reviravoltas, Portrait of a Lady on Fire constrói sua força através de pequenas mudanças emocionais.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Portrait of a Lady on Fire
O bonequinho permanece imóvel durante vários momentos, completamente concentrado nos enquadramentos, e termina olhando para o nada por alguns minutos enquanto tenta organizar os próprios sentimentos.
Outros filmes importantes de 2019
A seleção dos melhores filmes de 2019 poderia facilmente ser ampliada. O ano teve uma quantidade excepcional de produções relevantes, e diferentes públicos certamente chegariam a listas distintas.
Entre os títulos que também merecem atenção estão The Farewell, Pain and Glory, The Lighthouse, Ford v Ferrari, Jojo Rabbit, Us, Ad Astra, Toy Story 4, Avengers: Endgame e Rocketman.
O destaque de 2019 não ficou restrito a um único gênero. Houve espaço tanto para grandes espetáculos quanto para dramas pequenos e intimistas.
Os grandes temas dos melhores filmes de 2019
Uma característica interessante desta Lista dos melhores Filmes de 2019 é perceber como vários dos títulos selecionados dialogam com temas semelhantes.
Desigualdade social
Parasite talvez seja o exemplo mais direto, mas a desigualdade aparece de diferentes maneiras em outras produções.
Solidão
Joker, The Irishman e Marriage Story apresentam personagens que, de maneiras diferentes, enfrentam isolamento.
Memória
Once Upon a Time… in Hollywood, The Irishman e Portrait of a Lady on Fire utilizam memória e passado como elementos importantes de suas narrativas.
Identidade
Joker, Marriage Story e Little Women apresentam personagens tentando compreender quem são e qual lugar desejam ocupar no mundo.
Qual foi o filme mais premiado entre os destaques de 2019?
A temporada de premiações mostra como não existiu consenso absoluto em todas as categorias. Diferentes associações de críticos e entidades escolheram filmes distintos como destaque do ano.
Parasite, entretanto, alcançou um feito histórico ao vencer o Oscar de Melhor Filme, tornando-se o primeiro longa sul-coreano vencedor nessa categoria.
1917 também teve forte presença na temporada, assim como Joker, The Irishman, Marriage Story e Little Women.
Como escolher entre os melhores filmes de 2019?
A melhor escolha depende do tipo de experiência procurada.
Quem gosta de suspense e crítica social pode encontrar em Parasite uma combinação particularmente completa.
Para quem prefere cinema de guerra e imersão visual, 1917 é uma experiência concentrada em tensão e técnica cinematográfica.
Quem procura drama psicológico, pode optar por Joker.
Para uma experiência ligada à história do cinema e à Hollywood dos anos 1960, Once Upon a Time… in Hollywood oferece uma abordagem bastante particular.
Já quem prefere dramas humanos, Marriage Story e Little Women são opções centradas nos relacionamentos e nas escolhas pessoais.
Ficha técnica resumida dos destaques
| Filme | Ano | Direção | Gênero |
|---|---|---|---|
| Parasite | 2019 | Bong Joon-ho | Drama, suspense, thriller |
| 1917 | 2019 | Sam Mendes | Guerra, drama |
| Joker | 2019 | Todd Phillips | Drama, crime, thriller |
| Once Upon a Time… in Hollywood | 2019 | Quentin Tarantino | Drama, comédia |
| The Irishman | 2019 | Martin Scorsese | Crime, drama |
| Marriage Story | 2019 | Noah Baumbach | Drama, romance |
| Little Women | 2019 | Greta Gerwig | Drama, romance |
| Knives Out | 2019 | Rian Johnson | Mistério, comédia, crime |
| Uncut Gems | 2019 | Josh Safdie e Benny Safdie | Crime, drama, suspense |
| Portrait of a Lady on Fire | 2019 | Céline Sciamma | Drama, romance |
Afinal, quais são os melhores filmes de 2019?
A força do cinema de 2019 está justamente na dificuldade de reduzi-lo a um único estilo. Parasite utiliza suspense para discutir desigualdade; 1917 transforma técnica cinematográfica em experiência física; Joker mergulha na transformação de um personagem; Marriage Story explora o fim de uma relação; e Once Upon a Time… in Hollywood utiliza a fantasia para conversar com a memória de uma indústria.
Também é possível encontrar experiências muito diferentes em The Irishman, Little Women, Knives Out, Uncut Gems e Portrait of a Lady on Fire.
Por isso, esta Lista dos melhores Filmes de 2019 deve ser entendida como um panorama de obras que marcaram aquele período, e não como uma classificação definitiva. O que torna 2019 tão interessante é justamente a coexistência de estilos, gêneros e propostas completamente diferentes.
Para quem deseja revisitar o cinema daquele ano, a seleção oferece um excelente ponto de partida: há histórias de amor, guerras, crimes, conflitos familiares, desigualdade social, ambição, memória, identidade e sobrevivência.
Em outras palavras, a Lista dos melhores Filmes de 2019 continua relevante porque muitos dos filmes daquele período não dependem apenas das tendências de sua época. Eles permanecem capazes de provocar tensão, emoção, reflexão e debate muito depois de seu lançamento.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 2019 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 2019. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”