Lista dos melhores Filmes de 2020
Os filmes de 2020 foram marcados por histórias intensas, experimentações narrativas, grandes atuações e uma diversidade impressionante de gêneros e estilos. Esta Lista dos melhores Filmes de 2020 reúne produções que se destacaram artisticamente, conquistaram reconhecimento e continuam relevantes por seus roteiros, personagens, direção, fotografia, montagem e impacto cultural.
O ano foi particularmente singular para o cinema. A pandemia alterou profundamente o calendário de lançamentos e a experiência de assistir a filmes, mas também abriu espaço para obras intimistas, dramas independentes, animações sofisticadas, thrillers psicológicos, produções históricas e grandes espetáculos. Entre os títulos que chegaram às principais premiações estão Nomadland, O Som do Silêncio, Minari, Meu Pai, Bela Vingança, Judas e o Messias Negro, Soul e Druk – Mais uma Rodada.
A seguir, a seleção apresenta obras de diferentes nacionalidades e propostas, com análise individual, ficha técnica, pontos fortes, limitações, recepção e avaliação em estrelas.
Os melhores filmes de 2020
1. Nomadland
Nomadland acompanha Fern, uma mulher que, depois de perder praticamente tudo durante uma crise econômica, passa a viver em uma van e atravessar diferentes regiões dos Estados Unidos em busca de trabalho temporário.
Dirigido por Chloé Zhao, o longa transforma uma história de deslocamento econômico em uma reflexão sobre liberdade, solidão, envelhecimento, luto e pertencimento. A protagonista interpretada por Frances McDormand não é apresentada como uma heroína tradicional. Fern simplesmente continua caminhando, trabalhando e encontrando pessoas pelo caminho.
A força do roteiro está justamente na ausência de grandes discursos explicativos. A narrativa permite que os acontecimentos cotidianos construam gradualmente a personalidade da protagonista. O espectador entende Fern observando seus gestos, suas conversas e a maneira como ela reage às pessoas que conhece.
A fotografia valoriza paisagens abertas, estradas, estacionamentos e comunidades temporárias. O mundo parece simultaneamente imenso e vazio, criando uma sensação de liberdade que frequentemente se mistura com melancolia.
Outro elemento importante é a presença de pessoas que vivem experiências semelhantes às mostradas no filme. Isso confere ao conjunto uma aparência quase documental e reduz a distância entre ficção e realidade.
O desempenho de Frances McDormand é econômico e extremamente expressivo. A atriz evita transformar Fern em uma personagem excessivamente sentimental. Pequenos movimentos e silêncios revelam mais do que longos diálogos poderiam revelar.
Nomadland venceu o Oscar de Melhor Filme, enquanto Chloé Zhao recebeu o prêmio de Melhor Direção e Frances McDormand venceu como Melhor Atriz.
Pontos fortes
- Direção delicada e contemplativa;
- atuação de Frances McDormand;
- fotografia naturalista;
- construção realista dos personagens;
- abordagem sensível sobre envelhecimento e solidão;
- excelente integração entre ficção e elementos documentais.
Ponto fraco
O ritmo deliberadamente contemplativo pode parecer lento para quem prefere narrativas com conflitos mais tradicionais e acontecimentos constantes.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Nomadland
- Título original: Nomadland
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Chloé Zhao
- Roteiro: Chloé Zhao
- Elenco: Frances McDormand, David Strathairn e participantes interpretando versões de si mesmos
- Gênero: Drama
- Duração: 107 minutos
- Fotografia: Joshua James Richards
- Montagem: Chloé Zhao
- Trilha sonora: Ludovico Einaudi
- Produção: Frances McDormand, Peter Spears, Mollye Asher, Dan Janvey e Chloé Zhao
- Distribuição: Searchlight Pictures
- Classificação indicativa: não especificada nesta seleção
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Nomadland
O bonequinho começa sentado no banco de trás da van, olhando a paisagem pela janela. No meio do filme, ele levanta, pega uma mochila e decide pegar a estrada junto com Fern.
2. O Som do Silêncio
Em O Som do Silêncio, Riz Ahmed interpreta Ruben Stone, baterista de uma dupla de heavy metal que começa a perder rapidamente a audição.
A premissa poderia resultar em um drama convencional sobre deficiência, mas o diretor Darius Marder constrói algo muito mais sensorial. O filme coloca o espectador dentro da experiência de Ruben, utilizando o desenho de som como elemento fundamental da narrativa.
Quando Ruben passa a ouvir o mundo de maneira extremamente limitada, o filme modifica sua própria linguagem sonora. O silêncio deixa de ser simplesmente ausência de áudio e passa a funcionar como experiência subjetiva.
O conflito central também não está apenas na perda da audição. Ruben precisa aceitar que a vida que imaginava para si talvez não possa continuar da mesma maneira. Sua obsessão por recuperar aquilo que perdeu transforma-se gradualmente em uma batalha contra a própria identidade.
Riz Ahmed conduz o filme com enorme intensidade física. Ruben é impulsivo, inquieto e frequentemente incapaz de permanecer parado. A transformação do personagem acontece menos por discursos e mais pela maneira como seu corpo reage ao mundo.
A relação entre Ruben e Lou, interpretada por Olivia Cooke, adiciona uma dimensão emocional importante. O casal possui uma história de dependência mútua, e a mudança de Ruben ameaça a estrutura que mantinha os dois juntos.
O trabalho de som é um dos grandes destaques técnicos de 2020. A utilização subjetiva do áudio ajuda a transformar uma história sobre perda auditiva em uma experiência cinematográfica.
O filme recebeu seis indicações ao Oscar, vencendo nas categorias de Melhor Montagem e Melhor Som.
Pontos fortes
- Desenho de som extraordinário;
- atuação de Riz Ahmed;
- direção de Darius Marder;
- abordagem não convencional da deficiência auditiva;
- montagem precisa;
- forte carga emocional sem depender de sentimentalismo excessivo.
Ponto fraco
A insistência de Ruben em determinadas decisões pode causar frustração, especialmente para quem espera uma transformação rápida do protagonista.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Som do Silêncio
- Título original: Sound of Metal
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Darius Marder
- Roteiro: Darius Marder e Abraham Marder
- Elenco: Riz Ahmed, Olivia Cooke, Paul Raci, Lauren Ridloff e Mathieu Amalric
- Gênero: Drama
- Duração: 120 minutos
- Fotografia: Daniël Bouquet
- Montagem: Mikkel E.G. Nielsen
- Trilha sonora: Abraham Marder
- Produção: Bert Hamelinck e Sacha Ben Harroche
- Distribuição: Amazon Studios
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de O Som do Silêncio
O bonequinho começa empolgado, pulando ao som de uma bateria imaginária. De repente, tudo fica silencioso. Ele olha para os lados, assusta-se e passa o restante do filme tentando entender o que aconteceu.
3. Minari
Minari acompanha uma família sul-coreana que se muda para o interior do Arkansas em busca de uma nova oportunidade de vida.
Jacob deseja transformar uma propriedade rural em uma fazenda produtiva, enquanto sua esposa Monica demonstra preocupação com a segurança e a estabilidade dos filhos. A chegada da avó Soon-ja modifica ainda mais a dinâmica familiar.
O filme de Lee Isaac Chung é essencialmente uma história sobre família. A agricultura funciona como cenário, mas o verdadeiro cultivo acontece nas relações entre seus personagens.
O roteiro evita transformar a experiência dos imigrantes em uma narrativa simplificada de superação. Há dificuldades financeiras, diferenças culturais, conflitos conjugais e divergências entre gerações.
A relação entre David e Soon-ja é especialmente importante. A criança inicialmente rejeita a avó por ela não corresponder à imagem tradicional de uma avó, mas a convivência gradualmente cria uma ligação afetiva profunda.
A fotografia utiliza o espaço rural para estabelecer uma sensação simultaneamente acolhedora e ameaçadora. A casa representa o sonho de Jacob, mas também é o local onde os conflitos familiares se acumulam.
Youn Yuh-jung oferece uma atuação marcante como Soon-ja, equilibrando humor, irreverência e vulnerabilidade. Steven Yeun também constrói um Jacob complexo, dividido entre o desejo de independência e a responsabilidade familiar.
Minari recebeu seis indicações ao Oscar e venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Youn Yuh-jung.
Pontos fortes
- Roteiro humano e delicado;
- atuações excelentes;
- construção dos personagens;
- fotografia naturalista;
- equilíbrio entre humor e drama;
- representação das relações familiares.
Ponto fraco
O ritmo tranquilo pode exigir paciência de espectadores acostumados a dramas com estrutura mais acelerada.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Minari
- Título original: Minari
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Lee Isaac Chung
- Roteiro: Lee Isaac Chung
- Elenco: Steven Yeun, Han Ye-ri, Alan Kim, Noel Cho, Youn Yuh-jung e Will Patton
- Gênero: Drama
- Duração: 115 minutos
- Fotografia: Lachlan Milne
- Montagem: Harry Yoon
- Trilha sonora: Emile Mosseri
- Produção: Christina Oh
- Distribuição: A24
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Minari
O bonequinho começa desconfiado da avó, cruza os braços e faz cara feia. Aos poucos, derrete completamente e termina o filme emocionado, segurando uma pequena plantinha.
4. Meu Pai
Meu Pai apresenta Anthony, um homem idoso que começa a perder gradualmente a capacidade de compreender o próprio ambiente.
O grande diferencial do filme está na perspectiva narrativa. Em vez de observar a deterioração cognitiva apenas de fora, o roteiro coloca o público dentro da percepção fragmentada do protagonista.
Ambientes parecem mudar. Pessoas parecem assumir identidades diferentes. Informações apresentadas anteriormente deixam de fazer sentido. O espectador experimenta uma crescente sensação de insegurança semelhante àquela vivenciada por Anthony.
Anthony Hopkins entrega uma atuação extraordinária, alternando momentos de arrogância, humor, irritação, medo e vulnerabilidade.
A direção de Florian Zeller utiliza cenários e montagem como ferramentas narrativas. O apartamento, que deveria representar estabilidade, transforma-se progressivamente em um espaço de incerteza.
O filme é também um drama sobre envelhecimento e sobre a difícil relação entre autonomia e necessidade de cuidado. A filha de Anthony tenta ajudá-lo, mas enfrenta as limitações práticas e emocionais dessa responsabilidade.
A produção venceu o Oscar de Melhor Ator para Anthony Hopkins e Melhor Roteiro Adaptado.
Pontos fortes
- Atuação de Anthony Hopkins;
- estrutura narrativa inteligente;
- montagem;
- direção de arte;
- abordagem subjetiva da perda de memória;
- grande impacto emocional.
Ponto fraco
A estrutura propositalmente confusa pode exigir atenção redobrada e pode ser desconfortável para quem prefere narrativas lineares.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Meu Pai
- Título original: The Father
- Ano: 2020
- País: Reino Unido e França
- Direção: Florian Zeller
- Roteiro: Florian Zeller e Christopher Hampton
- Elenco: Anthony Hopkins, Olivia Colman, Mark Gatiss, Imogen Poots, Rufus Sewell e Olivia Williams
- Gênero: Drama
- Duração: 97 minutos
- Fotografia: Ben Smithard
- Montagem: Yorgos Lamprinos
- Trilha sonora: Ludovico Einaudi
- Produção: David Parfitt, Jean-Louis Livi e Philippe Carcassonne
- Distribuição: Sony Pictures Classics
Nota
⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas
O bonequinho de Meu Pai
O bonequinho passa boa parte da sessão olhando para os lados e perguntando baixinho: “Mas onde eu estou?”. No final, ele se senta e fica profundamente emocionado.
5. Bela Vingança
Bela Vingança utiliza a estrutura de um thriller para discutir violência sexual, impunidade, masculinidade e vingança.
Carey Mulligan interpreta Cassie, uma mulher que passa as noites frequentando bares e simulando estar completamente embriagada para confrontar homens que tentam se aproveitar de mulheres vulneráveis.
A narrativa começa como um filme de vingança, mas rapidamente revela que o objetivo de Emerald Fennell não é simplesmente proporcionar catarse. O roteiro questiona a maneira como a sociedade lida com agressões contra mulheres e com a responsabilidade daqueles que participam, silenciam ou minimizam essas situações.
A estética colorida e a trilha pop contrastam propositalmente com a gravidade dos temas abordados. Esse contraste produz um desconforto calculado.
Carey Mulligan apresenta uma personagem aparentemente controlada, mas profundamente marcada por acontecimentos traumáticos. A atuação evita transformar Cassie em uma figura unidimensional.
O roteiro também trabalha com mudanças de tom. Humor, romance, suspense e violência aparecem em uma mesma estrutura, fazendo o público questionar constantemente o que acontecerá a seguir.
O filme venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original.
Pontos fortes
- Roteiro provocativo;
- atuação de Carey Mulligan;
- direção visual marcante;
- uso inteligente do contraste entre cores e temas;
- construção de tensão;
- abordagem de questões sociais contemporâneas.
Ponto fraco
Algumas decisões narrativas podem dividir opiniões, principalmente no último ato.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Bela Vingança
- Título original: Promising Young Woman
- Ano: 2020
- País: Reino Unido e Estados Unidos
- Direção: Emerald Fennell
- Roteiro: Emerald Fennell
- Elenco: Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Clancy Brown, Jennifer Coolidge, Laverne Cox e Connie Britton
- Gênero: Thriller, drama e humor ácido
- Duração: 113 minutos
- Fotografia: Benjamin Kračun
- Montagem: Frédéric Thoraval
- Trilha sonora: Anthony Willis
- Produção: Margot Robbie, Tom Ackerley, Josey McNamara, Ben Browning e Emerald Fennell
- Distribuição: Focus Features
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Bela Vingança
O bonequinho começa assistindo com um sorriso nervoso. Aos poucos, o sorriso desaparece. No final, ele está em pé, de olhos arregalados, tentando processar tudo o que acabou de acontecer.
6. Judas e o Messias Negro
Judas e o Messias Negro dramatiza a infiltração de William O’Neal no Partido dos Panteras Negras e sua relação com Fred Hampton.
O filme de Shaka King trabalha simultaneamente como drama histórico, thriller político e estudo de personagens. O protagonista não é apresentado simplesmente como herói ou vilão. A narrativa acompanha um homem pressionado por circunstâncias perigosas e obrigado a tomar decisões que terão consequências profundas.
Daniel Kaluuya interpreta Fred Hampton com enorme presença. Sua versão do líder dos Panteras Negras transmite carisma, inteligência política e capacidade de mobilização.
LaKeith Stanfield, por outro lado, apresenta O’Neal como um personagem inseguro, pragmático e progressivamente encurralado.
O longa ganha força quando coloca os dois personagens em lados diferentes de uma mesma estrutura de poder. A tensão não nasce apenas dos confrontos físicos, mas da consciência de que O’Neal está cada vez mais envolvido em uma operação que pode destruir a organização que Hampton lidera.
A produção recebeu seis indicações ao Oscar e Daniel Kaluuya venceu como Melhor Ator Coadjuvante.
Pontos fortes
- Daniel Kaluuya;
- LaKeith Stanfield;
- direção de Shaka King;
- reconstrução histórica;
- tensão narrativa;
- excelente trabalho de elenco.
Ponto fraco
A quantidade de acontecimentos políticos e históricos pode deixar alguns personagens secundários menos desenvolvidos do que poderiam ser.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Judas e o Messias Negro
- Título original: Judas and the Black Messiah
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Shaka King
- Roteiro: Will Berson e Shaka King
- Elenco: Daniel Kaluuya, LaKeith Stanfield, Jesse Plemons, Dominique Fishback e Ashton Sanders
- Gênero: Drama histórico e policial
- Duração: 126 minutos
- Fotografia: Sean Bobbitt
- Montagem: Kristan Sprague
- Trilha sonora: Craig Harris e Mark Isham
- Produção: Ryan Coogler, Charles D. King e Shaka King
- Distribuição: Warner Bros.
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Judas e o Messias Negro
O bonequinho passa o filme inteiro olhando para os dois lados, desconfiado. Quando percebe o tamanho da conspiração, coloca as mãos na cabeça e fica completamente imóvel.
7. Soul
Soul acompanha Joe Gardner, um professor de música que sonha em finalmente conseguir uma oportunidade profissional como pianista de jazz.
Depois de um acidente inesperado, Joe acaba em uma dimensão espiritual na qual começa a questionar a própria ideia de propósito.
A animação utiliza uma premissa fantástica para abordar questões profundamente humanas. O filme pergunta se existe uma única razão para uma pessoa existir e se uma grande paixão necessariamente precisa ser o centro de toda uma vida.
Visualmente, Soul alterna entre a cidade de Nova York e espaços abstratos relacionados à existência. O contraste permite que a obra seja simultaneamente urbana e metafísica.
A música é essencial para a construção emocional. O jazz não aparece simplesmente como trilha sonora, mas como parte da identidade do protagonista.
O roteiro também evita apresentar uma resposta simplista sobre felicidade. A principal transformação de Joe acontece quando ele percebe que viver não significa necessariamente alcançar uma grande realização profissional.
Soul venceu o Oscar de Melhor Animação e também recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original.
Pontos fortes
- Animação sofisticada;
- roteiro filosófico acessível;
- trilha sonora;
- personagens carismáticos;
- excelente direção;
- equilíbrio entre humor e emoção.
Ponto fraco
Alguns conceitos metafísicos são apresentados de maneira bastante abstrata e podem não agradar espectadores que procuram uma narrativa mais convencional.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Soul
- Título original: Soul
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Pete Docter e Kemp Powers
- Roteiro: Pete Docter, Mike Jones e Kemp Powers
- Elenco de vozes: Jamie Foxx, Tina Fey, Graham Norton, Rachel House e Alice Braga
- Gênero: Animação, aventura, comédia e fantasia
- Duração: 100 minutos
- Montagem: Kevin Nolting
- Trilha sonora: Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste
- Produção: Dana Murray e Pete Docter
- Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Soul
O bonequinho começa tocando piano com toda a empolgação. Depois para, olha para o teto e entra em uma crise existencial de alguns minutos. Quando termina, está sorrindo e abraçando uma pizza.
8. Druk – Mais uma Rodada
Druk – Mais uma Rodada acompanha quatro professores que decidem testar uma teoria segundo a qual manter determinada concentração de álcool no organismo poderia melhorar suas vidas sociais e profissionais.
A ideia inicialmente parece uma brincadeira, mas o experimento ganha consequências cada vez maiores.
Mads Mikkelsen interpreta Martin, um professor que se encontra emocionalmente distante da família e frustrado com a profissão. O consumo de álcool inicialmente parece devolver energia ao personagem.
Thomas Vinterberg, porém, não transforma a experiência em propaganda do consumo de bebida. O filme apresenta tanto a sensação de liberdade quanto os perigos da perda de controle.
A narrativa também aborda envelhecimento, casamento, trabalho, amizade e a dificuldade de recuperar entusiasmo pela vida adulta.
O final é particularmente importante porque transforma uma história sobre álcool em uma reflexão mais ampla sobre vitalidade. O filme sugere que a vontade de viver pode ser recuperada, mas também deixa evidente que determinados excessos possuem consequências.
Druk – Mais uma Rodada venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Pontos fortes
- Atuação de Mads Mikkelsen;
- direção de Thomas Vinterberg;
- equilíbrio entre humor e drama;
- roteiro provocativo;
- excelente conclusão;
- reflexão sobre a vida adulta.
Ponto fraco
A proposta pode ser interpretada de maneiras muito diferentes dependendo da relação do espectador com os temas abordados.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Druk – Mais uma Rodada
- Título original: Druk
- Ano: 2020
- País: Dinamarca
- Direção: Thomas Vinterberg
- Roteiro: Thomas Vinterberg e Tobias Lindholm
- Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Lars Ranthe e Magnus Millang
- Gênero: Drama e comédia
- Duração: 117 minutos
- Fotografia: Sturla Brandth Grøvlen
- Montagem: Anne Østerud e Janus Billeskov Jansen
- Trilha sonora: Johan Söderqvist
- Produção: Sisse Graum Jørgensen e Kasper Dissing
- Distribuição: Nordisk Film
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Druk – Mais uma Rodada
O bonequinho começa sentado numa sala de aula, toma um gole imaginário e imediatamente fica empolgado. No fim, está dançando pela sala, mas com um olhar que revela que percebeu que a brincadeira ficou séria.
9. Da 5 Bloods
Da 5 Bloods acompanha veteranos afro-americanos da Guerra do Vietnã que retornam ao país décadas depois em busca dos restos de um companheiro e de um tesouro escondido.
Spike Lee mistura aventura, drama de guerra, comentário social e reflexão histórica.
A história funciona em dois tempos: o passado vivido durante a guerra e o presente dos personagens envelhecidos. Essa estrutura permite mostrar como experiências traumáticas continuam influenciando pessoas décadas depois.
O filme também relaciona a Guerra do Vietnã à história dos Estados Unidos, especialmente às lutas da população negra por direitos civis.
Delroy Lindo oferece uma atuação especialmente intensa como Paul, personagem atormentado por lembranças e ressentimentos.
Chadwick Boseman aparece como Stormin’ Norman, cuja memória permanece fundamental para os veteranos.
A fotografia e o formato da imagem ajudam a diferenciar períodos históricos e conferem ao longa uma identidade visual própria.
Pontos fortes
- Direção de Spike Lee;
- atuação de Delroy Lindo;
- elenco;
- discussão histórica;
- fotografia;
- mistura de gêneros.
Ponto fraco
A grande quantidade de temas abordados pode tornar a narrativa irregular em alguns momentos.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Destacamento Blood
- Título original: Da 5 Bloods
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Spike Lee
- Roteiro: Spike Lee e Kevin Willmott
- Elenco: Delroy Lindo, Jonathan Majors, Clarke Peters, Norm Lewis, Isiah Whitlock Jr. e Chadwick Boseman
- Gênero: Drama, guerra e aventura
- Duração: 154 minutos
- Fotografia: Newton Thomas Sigel
- Montagem: Adam Gough
- Trilha sonora: Terence Blanchard
- Produção: Spike Lee, Beatriz Levin, Lloyd Levin e Jon Kilik
- Distribuição: Netflix
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de Da 5 Bloods
O bonequinho entra na floresta com uma mochila nas costas e expressão aventureira. Alguns minutos depois, percebe que aquilo é muito mais do que uma caça ao tesouro e passa a andar com o olhar permanentemente preocupado.
10. Mank
Mank acompanha o roteirista Herman J. Mankiewicz durante o processo de criação do roteiro de um dos grandes clássicos da história do cinema.
David Fincher constrói uma obra deliberadamente inspirada no cinema clássico de Hollywood. A fotografia em preto e branco, a composição dos enquadramentos e a ambientação procuram reproduzir a atmosfera de uma determinada época.
Gary Oldman interpreta Mankiewicz como um homem brilhante, alcoólatra, sarcástico e frequentemente autodestrutivo.
O roteiro discute poder, indústria cinematográfica, manipulação política e autoria. Em vez de simplesmente narrar a produção de um roteiro, Mank questiona quem possui o direito de receber crédito por uma obra artística.
A produção recebeu dez indicações ao Oscar e venceu em duas categorias: Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção.
Pontos fortes
- Fotografia em preto e branco;
- direção de David Fincher;
- ambientação histórica;
- desenho de produção;
- atuação de Gary Oldman;
- reconstrução do ambiente de Hollywood.
Ponto fraco
O conhecimento prévio sobre a história do cinema clássico pode aumentar significativamente a experiência, enquanto espectadores menos familiarizados com o período podem achar a narrativa mais distante.
Ficha técnica
- Título brasileiro: Mank
- Título original: Mank
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: David Fincher
- Roteiro: Jack Fincher
- Elenco: Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Charles Dance e Tom Burke
- Gênero: Drama biográfico
- Duração: 131 minutos
- Fotografia: Erik Messerschmidt
- Montagem: Kirk Baxter
- Trilha sonora: Trent Reznor e Atticus Ross
- Produção: Ceán Chaffin, Eric Roth e Douglas Urbanski
- Distribuição: Netflix
Nota
⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas
O bonequinho de Mank
O bonequinho aparece de terno, segurando uma máquina de escrever e tomando café. Depois de perceber a quantidade de referências cinematográficas, coloca os óculos e começa a anotar tudo.
11. O Julgamento dos 7 de Chicago
O Julgamento dos 7 de Chicago dramatiza o julgamento de ativistas acusados de conspirar para provocar distúrbios durante a Convenção Nacional Democrata de 1968.
Aaron Sorkin utiliza uma estrutura predominantemente baseada em diálogos, transformando o tribunal em palco para confrontos políticos e jurídicos.
O filme apresenta diferentes personalidades dentro do grupo de acusados. As divergências entre eles ajudam a evitar que os personagens sejam tratados como um bloco uniforme.
Sacha Baron Cohen e Eddie Redmayne se destacam em lados diferentes da dinâmica narrativa. A atuação de Mark Rylance como advogado também contribui para o ritmo das cenas judiciais.
A montagem alterna entre o julgamento e acontecimentos anteriores, oferecendo contexto sem abandonar a tensão do tribunal.
Embora tenha estrutura acessível, O Julgamento dos 7 de Chicago preserva algumas características do cinema de tribunal tradicional: discursos fortes, confrontos verbais e momentos de grande carga dramática.
Pontos fortes
- Roteiro de Aaron Sorkin;
- elenco;
- diálogos;
- ritmo;
- reconstrução histórica;
- cenas de tribunal.
Ponto fraco
A linguagem extremamente construída dos diálogos pode fazer algumas cenas parecerem mais teatrais do que naturalistas.
Ficha técnica
- Título brasileiro: O Julgamento dos 7 de Chicago
- Título original: The Trial of the Chicago 7
- Ano: 2020
- País: Estados Unidos
- Direção: Aaron Sorkin
- Roteiro: Aaron Sorkin
- Elenco: Eddie Redmayne, Alex Sharp, Sacha Baron Cohen, Jeremy Strong, John Carroll Lynch, Mark Rylance e Yahya Abdul-Mateen II
- Gênero: Drama histórico e tribunal
- Duração: 129 minutos
- Fotografia: Phedon Papamichael
- Montagem: Alan Baumgarten
- Trilha sonora: Daniel Pemberton
- Produção: Marc Platt e Stuart Besser
- Distribuição: Netflix
Nota
⭐⭐⭐⭐ 4 de 5 estrelas
O bonequinho de O Julgamento dos 7 de Chicago
O bonequinho entra no tribunal tranquilamente. Depois de alguns minutos de discussão, começa a bater palmas para os melhores argumentos e leva uma bronca do juiz.
12. First Cow
First Cow é um drama histórico delicado sobre amizade, sobrevivência e oportunidade econômica no início do século XIX.
A história acompanha Cookie Figowitz, um cozinheiro viajante, e King-Lu, um homem que encontra no território uma oportunidade para construir uma nova vida.
Os dois desenvolvem uma amizade e começam a produzir pequenos bolos utilizando leite roubado de uma vaca pertencente a um homem poderoso da região.
O que parece uma trama simples transforma-se em uma reflexão sobre desigualdade, capitalismo, amizade e sobrevivência.
Kelly Reichardt conduz o filme com ritmo contemplativo. A floresta e o ambiente rural não funcionam apenas como cenário: eles determinam as possibilidades dos personagens.
A fotografia de Christopher Blauvelt utiliza luz natural e enquadramentos discretos, contribuindo para a sensação de autenticidade.
First Cow é uma obra que recompensa espectadores dispostos a observar os pequenos detalhes e aceitar uma narrativa menos preocupada com grandes reviravoltas.
Pontos fortes
- Direção de Kelly Reichardt;
- atmosfera histórica;
- fotografia;
- relação entre os protagonistas;
- simplicidade narrativa;
- crítica social discreta.
Ponto fraco
O ritmo muito calmo pode afastar quem procura aventura histórica convencional.
Ficha técnica
- Título brasileiro: First Cow
- Título original: First Cow
- Ano: 2019
- País: Estados Unidos
- Direção: Kelly Reichardt
- Roteiro: Jonathan Raymond e Kelly Reichardt
- Elenco: John Magaro, Orion Lee, Toby Jones, Ewen Bremner e Scott Shepherd
- Gênero: Drama e faroeste
- Duração: 122 minutos
- Fotografia: Christopher Blauvelt
- Montagem: Kelly Reichardt e Jon Raymond
- Trilha sonora: William Tyler
- Produção: Neil Kopp, Vincent Savino e Anish Savjani
- Distribuição: A24
Nota
⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas
O bonequinho de First Cow
O bonequinho está sentado tranquilamente ao lado da fogueira, esperando os bolinhos ficarem prontos. Quando percebe que a vaca pode descobrir tudo, ele arregala os olhos e começa a fugir pela floresta.
Por que 2020 foi tão importante para o cinema?
O cinema de 2020 foi marcado por uma combinação incomum de circunstâncias. A pandemia provocou fechamento de salas, adiamentos e mudanças nos calendários de lançamento, enquanto o streaming ganhou ainda mais importância na distribuição de filmes.
Mesmo nesse cenário, houve uma grande variedade de estilos.
Nomadland representou o drama contemplativo e humanista. O Som do Silêncio mostrou como o desenho de som pode se tornar parte essencial da narrativa. Minari explorou família, imigração e pertencimento. Meu Pai transformou a percepção subjetiva em ferramenta narrativa.
Ao mesmo tempo, Bela Vingança apostou em uma combinação incomum de thriller, humor e crítica social. Judas e o Messias Negro retomou acontecimentos históricos ligados aos Panteras Negras. Soul utilizou a animação para discutir propósito e existência.
Já Druk – Mais uma Rodada trouxe uma produção europeia de forte componente dramático e humorístico, enquanto Da 5 Bloods combinou guerra, aventura e comentário político.
Essa variedade ajuda a explicar por que uma Lista dos melhores Filmes de 2020 dificilmente pode ser construída considerando apenas um gênero ou uma característica.
Os filmes de 2020 mais premiados
A temporada de premiações referente aos lançamentos de 2020 teve como destaque Nomadland, que venceu o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz.
Meu Pai venceu Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Judas e o Messias Negro conquistou Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Minari venceu Melhor Atriz Coadjuvante.
Bela Vingança venceu Melhor Roteiro Original. O Som do Silêncio recebeu dois prêmios técnicos, enquanto Soul venceu nas categorias de Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora.
Druk – Mais uma Rodada venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Os temas que dominaram os melhores filmes de 2020
Solidão e pertencimento
A solidão aparece de maneiras diferentes em Nomadland, Meu Pai e Minari.
Fern escolhe uma existência itinerante. Anthony enfrenta a perda da segurança proporcionada pela própria memória. A família de Minari tenta construir pertencimento em um lugar inicialmente estranho.
Identidade
Ruben, em O Som do Silêncio, precisa descobrir quem é quando sua carreira musical deixa de funcionar como antes.
Joe, em Soul, precisa perceber que sua paixão não é necessariamente toda a sua identidade.
Martin, em Druk – Mais uma Rodada, busca recuperar uma sensação de vitalidade que acredita ter perdido.
Poder e desigualdade
Judas e o Messias Negro, Da 5 Bloods, Bela Vingança e First Cow apresentam diferentes formas de desigualdade.
As histórias são diferentes, mas todas questionam estruturas nas quais determinadas pessoas possuem mais poder, segurança ou oportunidades do que outras.
Qual é o melhor filme de 2020?
Uma Lista dos melhores Filmes de 2020 não precisa significar que existe apenas uma obra capaz de representar o ano. O cinema daquele período produziu experiências muito diferentes entre si.
Nomadland se destaca pela combinação de direção, atuação, fotografia e sensibilidade humana. O Som do Silêncio impressiona pela maneira como transforma o som em narrativa. Meu Pai utiliza a linguagem cinematográfica para aproximar o público da experiência de seu protagonista.
Já Minari encontra sua força nas relações familiares, enquanto Bela Vingança aposta em uma abordagem mais provocadora.
Soul demonstra que uma animação pode discutir questões existenciais complexas sem perder o apelo popular. Druk – Mais uma Rodada combina humor e melancolia para discutir a vida adulta.
Por isso, a melhor forma de entender os melhores filmes de 2020 é observar a variedade de experiências oferecidas pelo cinema daquele ano.
Final explicado
O final de Nomadland
No final de Nomadland, Fern retorna à estrada depois de visitar sua irmã e resolver algumas questões pessoais.
O encerramento reforça uma das ideias centrais do filme: a personagem não precisa necessariamente voltar a uma existência convencional para encontrar significado.
A estrada representa simultaneamente liberdade, solidão e continuidade. Fern não está simplesmente fugindo de alguma coisa. Ela também encontrou uma forma de viver que, apesar das dificuldades, faz sentido para sua identidade.
O final de O Som do Silêncio
No encerramento de O Som do Silêncio, Ruben finalmente começa a aceitar que sua antiga vida não pode simplesmente ser recuperada.
A sequência final ganha força porque o personagem encontra um momento de tranquilidade justamente quando deixa de lutar contra uma realidade que não consegue controlar.
O silêncio deixa de ser apresentado apenas como perda. Ele passa a representar uma possibilidade de paz.
O final de Minari
O final de Minari combina crise familiar e esperança.
O incêndio destrói parte do trabalho de Jacob, mas a família permanece unida. A planta de minari, que cresce em condições difíceis, funciona como um símbolo de resistência e adaptação.
O significado está menos na conquista material do que na capacidade da família de continuar existindo como família depois da adversidade.
O final de Meu Pai
O final de Meu Pai é construído para produzir uma experiência emocional e subjetiva.
Anthony, cada vez mais incapaz de organizar suas memórias e reconhecer seu entorno, demonstra uma vulnerabilidade infantil. A transformação é especialmente dolorosa porque o personagem passou boa parte da história tentando preservar autonomia e autoridade.
O encerramento mostra que a perda da memória não significa apenas esquecer acontecimentos. Ela pode alterar completamente a percepção de quem somos e de onde pertencemos.
O final de Bela Vingança
O desfecho de Bela Vingança transforma a expectativa de vingança em uma conclusão deliberadamente amarga.
A protagonista constrói um plano que continua produzindo efeitos mesmo depois de sua morte. A estrutura reforça a ideia de que o trauma e as consequências de determinados atos não desaparecem simplesmente quando a vítima deixa de estar presente.
O final de Soul
Em Soul, Joe percebe que uma vida significativa não depende necessariamente de alcançar o grande sonho que imaginava ser sua razão de existir.
A principal descoberta é que momentos aparentemente banais podem possuir valor próprio.
A mensagem não é abandonar sonhos. É compreender que a vida não deve ser reduzida a uma única realização.
Vale a pena assistir aos melhores filmes de 2020?
Sim, especialmente para quem procura obras que ultrapassem o entretenimento imediato e trabalhem personagens, ideias e emoções com maior profundidade.
Quem prefere dramas humanos pode começar por Nomadland, Minari e Meu Pai.
Para quem gosta de suspense e histórias provocadoras, Bela Vingança é uma alternativa especialmente interessante.
Quem prefere cinema político e histórico pode optar por Judas e o Messias Negro, Da 5 Bloods ou O Julgamento dos 7 de Chicago.
Para animação e fantasia, Soul oferece uma experiência capaz de atingir públicos de diferentes idades.
E quem procura cinema internacional pode conhecer Druk – Mais uma Rodada e First Cow.
Conclusão
A Lista dos melhores Filmes de 2020 revela um ano cinematográfico muito mais diverso do que poderia sugerir o contexto histórico em que essas produções foram lançadas.
Nomadland, O Som do Silêncio, Minari, Meu Pai, Bela Vingança, Judas e o Messias Negro, Soul, Druk – Mais uma Rodada, Da 5 Bloods, Mank, O Julgamento dos 7 de Chicago e First Cow mostram diferentes possibilidades para o cinema de um mesmo período.
Há dramas intimistas, animação filosófica, cinema histórico, suspense, histórias de família, filmes políticos, aventuras e produções internacionais. Essa variedade é justamente o que torna os melhores filmes de 2020 tão interessantes para revisitar anos depois.
Mais do que registrar um período específico, essas obras continuam discutindo questões universais: família, memória, identidade, desigualdade, amizade, perda, envelhecimento, liberdade, ambição e a busca por significado.
Por isso, para quem procura uma Lista dos melhores Filmes de 2020, a seleção funciona não apenas como retrospectiva de um ano excepcionalmente complicado para o cinema, mas também como um retrato da capacidade da sétima arte de encontrar novas maneiras de falar sobre a experiência humana.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
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