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Lista dos melhores Filmes de 2023

Lista dos melhores Filmes de 2023

Os melhores filmes de 2023 reuniram grandes produções de Hollywood, cinema independente, animação, ficção científica, drama histórico, fantasia e obras internacionais. Foi um ano particularmente marcante para o cinema, com sucessos populares como Barbie e Oppenheimer convivendo com filmes autorais como Anatomia de uma Queda, Vidas Passadas e Zona de Interesse.

Esta Lista dos melhores Filmes de 2023 reúne dez títulos que se destacaram pela combinação de roteiro, direção, atuações, fotografia, montagem, música, impacto cultural e reconhecimento ao longo da temporada de premiações. A seleção não pretende transformar uma preferência artística em regra absoluta: diferentes públicos podem encontrar experiências muito diferentes entre os filmes.

Ao longo do ano, o cinema também mostrou que grandes produções comerciais poderiam dialogar com questões sociais, enquanto filmes menores alcançavam repercussão internacional. A variedade é justamente uma das características mais interessantes desta Lista dos melhores Filmes de 2023.

Lista dos melhores Filmes de 2023: 10 filmes que marcaram o ano

1. Oppenheimer

Christopher Nolan transformou a trajetória do físico J. Robert Oppenheimer em um épico histórico sobre ciência, poder, responsabilidade e culpa. Com três horas de duração, Oppenheimer percorre diferentes períodos da vida do cientista e acompanha principalmente sua participação no desenvolvimento da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial.

O grande mérito do roteiro está em não tratar a criação da arma apenas como uma sequência de acontecimentos científicos. O filme concentra-se também nas consequências políticas e psicológicas do projeto e na transformação de Oppenheimer depois de testemunhar o resultado de seu trabalho.

Cillian Murphy conduz a produção com uma atuação extremamente controlada. O personagem passa boa parte do tempo tentando interpretar o mundo ao redor, enquanto Nolan cria uma narrativa fragmentada que aproxima o espectador da própria experiência subjetiva do protagonista.

A fotografia de Hoyte van Hoytema utiliza formatos diferentes para separar perspectivas e períodos narrativos. O resultado é uma obra visualmente grandiosa, mas que também consegue transformar diálogos, reuniões e interrogatórios em momentos de enorme tensão.

A montagem de Jennifer Lame é fundamental para manter o ritmo. Em vez de seguir uma cronologia convencional, o filme alterna períodos e pontos de vista, criando conexões entre acontecimentos separados por décadas.

A trilha de Ludwig Göransson complementa esse movimento com sons insistentes e progressivos, frequentemente criando uma sensação de ansiedade que aumenta conforme as consequências das decisões do protagonista se tornam mais claras.

O filme recebeu o Oscar de Melhor Filme, enquanto Cillian Murphy venceu como Melhor Ator e Robert Downey Jr. como Melhor Ator Coadjuvante. A produção também conquistou prêmios em categorias técnicas e de direção.

Ficha técnica de Oppenheimer

  • Título brasileiro: Oppenheimer
  • Título original: Oppenheimer
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos
  • Direção: Christopher Nolan
  • Roteiro: Christopher Nolan
  • Elenco: Cillian Murphy, Emily Blunt, Robert Downey Jr., Matt Damon, Florence Pugh, Josh Hartnett e Benny Safdie
  • Gênero: Drama, biografia, histórico
  • Duração: 180 minutos
  • Fotografia: Hoyte van Hoytema
  • Montagem: Jennifer Lame
  • Trilha sonora: Ludwig Göransson
  • Produção: Emma Thomas, Charles Roven e Christopher Nolan
  • Distribuição: Universal Pictures
  • Classificação indicativa: 16 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Direção ambiciosa;
  • atuação de Cillian Murphy;
  • montagem complexa;
  • fotografia em grande formato;
  • trilha sonora marcante;
  • reconstrução histórica;
  • força dramática.

Ponto fraco

A quantidade de personagens, acontecimentos e saltos temporais pode tornar a primeira experiência de alguns espectadores bastante exigente.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Oppenheimer

O bonequinho começa sentado tranquilamente, mas vai ficando cada vez mais tenso. Quando chega ao momento decisivo, já está de pé, completamente imóvel, olhando para a tela como se tivesse acabado de perceber que certas descobertas não podem ser desfeitas.


2. Assassinos da Lua das Flores

Martin Scorsese revisita um dos episódios mais sombrios da história dos Estados Unidos em Assassinos da Lua das Flores, adaptação do livro de David Grann.

Ambientado em Oklahoma na década de 1920, o longa acompanha a comunidade Osage depois da descoberta de petróleo em suas terras. A riqueza transforma a região, mas também desperta uma onda de assassinatos planejados para tomar o patrimônio das vítimas.

O filme poderia ser construído como uma investigação policial tradicional, mas Scorsese escolhe outro caminho. O foco está principalmente nas relações entre Ernest Burkhart, interpretado por Leonardo DiCaprio, e Mollie Kyle, vivida por Lily Gladstone.

Robert De Niro interpreta William Hale, personagem que representa a capacidade de transformar relações sociais em instrumentos de manipulação.

A fotografia de Rodrigo Prieto utiliza paisagens amplas e ambientes internos cuidadosamente compostos para criar uma sensação de riqueza acompanhada por uma ameaça constante.

Com mais de três horas de duração, Assassinos da Lua das Flores é deliberadamente paciente. A violência não aparece apenas como explosão física, mas como processo econômico, familiar e institucional.

Um dos elementos mais importantes é a mudança de perspectiva proporcionada pela conclusão. O filme questiona a maneira como histórias de violência podem ser transformadas em entretenimento e quem tem o direito de contar essas histórias.

Lily Gladstone recebeu uma indicação ao Oscar por sua atuação, e a produção também foi indicada a Melhor Filme, Direção, Atriz e outras categorias.

Ficha técnica de Assassinos da Lua das Flores

  • Título brasileiro: Assassinos da Lua das Flores
  • Título original: Killers of the Flower Moon
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos
  • Direção: Martin Scorsese
  • Roteiro: Eric Roth e Martin Scorsese
  • Elenco: Leonardo DiCaprio, Lily Gladstone, Robert De Niro, Jesse Plemons, Tantoo Cardinal e John Lithgow
  • Gênero: Drama, crime, histórico, faroeste
  • Duração: aproximadamente 206 minutos
  • Fotografia: Rodrigo Prieto
  • Montagem: Thelma Schoonmaker
  • Trilha sonora: Robbie Robertson
  • Produção: Dan Friedkin, Bradley Thomas, Martin Scorsese e Daniel Lupi
  • Distribuição: Paramount Pictures
  • Classificação indicativa: 16 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Direção de Scorsese;
  • atuação de Lily Gladstone;
  • construção dos personagens;
  • fotografia;
  • montagem;
  • contexto histórico;
  • abordagem da violência.

Ponto fraco

A duração elevada e o ritmo contemplativo podem afastar espectadores que esperam um thriller policial convencional.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Assassinos da Lua das Flores

O bonequinho passa boa parte da sessão sentado, sério e atento. No final, ele não levanta para comemorar: fica parado, olhando para a tela, tentando processar a dimensão do que acabou de assistir.


3. Pobres Criaturas

Poucos filmes de 2023 foram tão visualmente particulares quanto Pobres Criaturas.

Dirigido por Yorgos Lanthimos e protagonizado por Emma Stone, o filme acompanha Bella Baxter, uma mulher que retorna à vida graças aos experimentos do cientista Godwin Baxter.

A narrativa funciona como uma história de amadurecimento extremamente incomum. Bella começa sua trajetória com uma compreensão limitada do mundo e gradualmente desenvolve autonomia, curiosidade, desejo e consciência.

A direção transforma essa evolução em linguagem cinematográfica. Lentes grande-angulares, cenários extravagantes, cores intensas e movimentos de câmera pouco convencionais fazem o universo parecer simultaneamente real e artificial.

Emma Stone é o centro absoluto da produção. Sua atuação muda conforme Bella adquire novas capacidades intelectuais e emocionais, permitindo que o espectador acompanhe a personagem quase como se estivesse observando uma pessoa aprender a existir.

Mark Ruffalo também se destaca como Duncan Wedderburn, enquanto Willem Dafoe cria um Godwin Baxter marcado por cicatrizes físicas e emocionais.

A música de Jerskin Fendrix é igualmente peculiar, contribuindo para a atmosfera de estranheza.

O filme venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza e Emma Stone ganhou o Oscar de Melhor Atriz.

Ficha técnica de Pobres Criaturas

  • Título brasileiro: Pobres Criaturas
  • Título original: Poor Things
  • Ano: 2023
  • País: Irlanda, Reino Unido e Estados Unidos
  • Direção: Yorgos Lanthimos
  • Roteiro: Tony McNamara
  • Elenco: Emma Stone, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy Youssef e Christopher Abbott
  • Gênero: Fantasia, comédia dramática, ficção científica
  • Duração: 141 minutos
  • Fotografia: Robbie Ryan
  • Montagem: Yorgos Mavropsaridis
  • Trilha sonora: Jerskin Fendrix
  • Produção: Emma Stone, Yorgos Lanthimos, Ed Guiney e Andrew Lowe
  • Distribuição: Searchlight Pictures
  • Classificação indicativa: 18 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Emma Stone;
  • direção de arte;
  • fotografia;
  • figurinos;
  • trilha sonora;
  • direção;
  • originalidade visual.

Ponto fraco

O estilo exagerado e algumas escolhas provocativas podem não funcionar para quem prefere narrativas mais realistas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Pobres Criaturas

O bonequinho começa confuso, arregala os olhos no primeiro grande cenário e passa o restante do filme completamente empolgado. No fim, sai da sala andando de um jeito estranho, como se tivesse acabado de visitar outro planeta.


4. Anatomia de uma Queda

Anatomia de uma Queda transforma uma investigação sobre uma morte em um estudo sobre casamento, linguagem, memória e percepção.

Sandra, escritora alemã vivendo na França, torna-se suspeita depois que seu marido Samuel é encontrado morto após cair da janela de sua casa. O filho do casal, Daniel, é uma testemunha indireta dos acontecimentos e passa a ocupar uma posição central no processo.

O roteiro de Justine Triet e Arthur Harari é uma das maiores forças do longa. Em vez de entregar respostas fáceis, a história apresenta versões conflitantes dos mesmos acontecimentos.

A produção também utiliza uma estratégia interessante: o espectador passa a conhecer partes do relacionamento por meio de diálogos reproduzidos em tribunal. Assim, uma intimidade que normalmente permaneceria privada transforma-se em evidência pública.

Sandra Hüller oferece uma atuação cheia de ambiguidades. Ela nunca transforma sua personagem em uma figura completamente transparente, e essa escolha é essencial para o funcionamento do suspense.

O som também possui papel fundamental. Uma música reproduzida em determinado momento da história transforma-se em elemento importante para a reconstrução dos acontecimentos.

O filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e posteriormente recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Ficha técnica de Anatomia de uma Queda

  • Título brasileiro: Anatomia de uma Queda
  • Título original: Anatomie d’une chute
  • Ano: 2023
  • País: França
  • Direção: Justine Triet
  • Roteiro: Justine Triet e Arthur Harari
  • Elenco: Sandra Hüller, Swann Arlaud, Milo Machado-Graner, Antoine Reinartz e Samuel Theis
  • Gênero: Drama, tribunal, suspense
  • Duração: aproximadamente 151 minutos
  • Fotografia: Simon Beaufils
  • Montagem: Laurent Sénéchal
  • Trilha sonora: inclui composição original e elementos musicais fundamentais à narrativa
  • Produção: Marie-Ange Luciani e David Thion
  • Distribuição: Le Pacte
  • Classificação indicativa: 16 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Roteiro;
  • Sandra Hüller;
  • estrutura narrativa;
  • uso do som;
  • diálogos;
  • construção da dúvida;
  • direção.

Ponto fraco

O ritmo baseado em depoimentos e discussões judiciais exige atenção e paciência.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Anatomia de uma Queda

O bonequinho passa a sessão inteira sentado na ponta da cadeira, olhando para cada personagem como se estivesse tentando descobrir quem está mentindo. Quando chegam os créditos, ele continua desconfiado de todo mundo.


5. Vidas Passadas

Vidas Passadas é um romance sobre distância, tempo e possibilidades que nunca chegaram a acontecer.

A história acompanha Nora e Hae Sung, amigos de infância que se separam quando a família de Nora deixa a Coreia do Sul. Anos depois, os dois voltam a se encontrar em diferentes momentos da vida, quando as escolhas tomadas por cada um já criaram caminhos muito distintos.

Celine Song evita transformar a narrativa em um romance convencional. O filme está mais interessado na pergunta sobre o que poderia ter acontecido do que em oferecer uma resposta definitiva.

Greta Lee e Teo Yoo trabalham principalmente com olhares, silêncios e pequenas mudanças de comportamento. John Magaro completa o triângulo como Arthur, marido de Nora.

A fotografia de Shabier Kirchner valoriza espaços entre os personagens. Muitas cenas importantes são construídas com os protagonistas caminhando juntos, sentados próximos ou simplesmente observando um ao outro.

A ideia de vidas passadas funciona tanto como conceito cultural quanto como metáfora para as diferentes versões de uma mesma pessoa.

Ficha técnica de Vidas Passadas

  • Título brasileiro: Vidas Passadas
  • Título original: Past Lives
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos e Coreia do Sul
  • Direção: Celine Song
  • Roteiro: Celine Song
  • Elenco: Greta Lee, Teo Yoo e John Magaro
  • Gênero: Romance, drama
  • Duração: aproximadamente 105 minutos
  • Fotografia: Shabier Kirchner
  • Montagem: Keith Fraase
  • Trilha sonora: Christopher Bear e Daniel Rossen
  • Produção: David Hinojosa, Christine Vachon e Pamela Koffler
  • Distribuição: A24
  • Classificação indicativa: 12 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Roteiro;
  • atuações;
  • fotografia;
  • direção;
  • sutileza;
  • desenvolvimento emocional;
  • diálogos.

Ponto fraco

Quem procura um romance tradicional, com grandes reviravoltas e resolução convencional, pode considerar a abordagem excessivamente contida.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Vidas Passadas

O bonequinho assiste em silêncio. Quando os créditos começam, ele permanece sentado por alguns segundos, suspira profundamente e só então percebe que estava emocionalmente envolvido muito mais do que imaginava.


6. Zona de Interesse

Zona de Interesse, dirigido por Jonathan Glazer, apresenta uma das abordagens mais perturbadoras do Holocausto produzidas no cinema contemporâneo.

O filme acompanha a família de Rudolf Höss vivendo em uma casa localizada ao lado do campo de concentração de Auschwitz. A produção raramente mostra diretamente aquilo que acontece dentro do campo. Em vez disso, deixa sons, fumaça, movimentações e detalhes do cotidiano construírem a realidade fora do enquadramento.

Essa decisão transforma o som em protagonista.

A família tenta viver uma rotina aparentemente normal enquanto atrocidades acontecem a poucos metros de distância. O contraste é justamente o elemento mais assustador da narrativa.

A fotografia de Łukasz Żal trabalha com enquadramentos rígidos e uma aparência quase documental. A câmera frequentemente permanece estática, observando os personagens em seus espaços cotidianos.

A trilha sonora de Mica Levi é igualmente importante, criando uma atmosfera de desconforto que continua mesmo quando nada aparentemente ameaçador está acontecendo.

A produção venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional e recebeu reconhecimento também pela fotografia e pelo desenho de som.

Ficha técnica de Zona de Interesse

  • Título brasileiro: Zona de Interesse
  • Título original: The Zone of Interest
  • Ano: 2023
  • País: Reino Unido, Polônia e Estados Unidos
  • Direção: Jonathan Glazer
  • Roteiro: Jonathan Glazer
  • Elenco: Christian Friedel, Sandra Hüller, Johann Karthaus e Luis Noah Witte
  • Gênero: Drama histórico
  • Duração: 105 minutos
  • Fotografia: Łukasz Żal
  • Montagem: Paul Watts
  • Trilha sonora: Mica Levi
  • Produção: James Wilson e Ewa Puszczyńska
  • Distribuição: A24
  • Classificação indicativa: 14 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Desenho de som;
  • direção;
  • fotografia;
  • montagem;
  • conceito;
  • atmosfera;
  • atuação.

Ponto fraco

É uma experiência deliberadamente distante e desconfortável, pouco adequada para quem espera uma narrativa histórica convencional.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Zona de Interesse

O bonequinho começa acordado e termina completamente imóvel. Não está dormindo nem entediado: está em silêncio, olhando para a tela e tentando entender como algo tão terrível pôde ser mostrado sem precisar ser mostrado.


7. Os Rejeitados

Os Rejeitados é um drama de personagens que encontra humor e humanidade em três pessoas reunidas durante as férias de Natal.

Paul Hunham é um professor rigoroso que permanece em uma escola durante o período de férias para supervisionar alunos que não podem voltar para casa. Entre eles está Angus Tully, adolescente inteligente e problemático. A cozinheira Mary completa o trio.

O filme começa apresentando os personagens como tipos bastante reconhecíveis, mas gradualmente desmonta essas primeiras impressões.

Paul parece apenas um professor amargo. Angus parece apenas um adolescente rebelde. Mary parece apenas uma funcionária responsável pelo funcionamento da escola. Conforme a convivência avança, porém, os três revelam perdas, frustrações e desejos.

Paul Giamatti sustenta boa parte do filme com uma atuação baseada em pequenas mudanças de comportamento. Dominic Sessa, em seu primeiro grande papel, estabelece uma relação convincente com ele, enquanto Da’Vine Joy Randolph acrescenta enorme peso emocional à história.

A fotografia tenta reproduzir a aparência de filmes dos anos 1970, contribuindo para a atmosfera nostálgica.

Ficha técnica de Os Rejeitados

  • Título brasileiro: Os Rejeitados
  • Título original: The Holdovers
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos
  • Direção: Alexander Payne
  • Roteiro: David Hemingson
  • Elenco: Paul Giamatti, Da’Vine Joy Randolph e Dominic Sessa
  • Gênero: Comédia dramática
  • Duração: 133 minutos
  • Fotografia: Eigil Bryld
  • Montagem: Kevin Tent
  • Trilha sonora: Mark Orton
  • Produção: Mark Johnson, Bill Block e David Hemingson
  • Distribuição: Focus Features
  • Classificação indicativa: 14 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Paul Giamatti;
  • Dominic Sessa;
  • Da’Vine Joy Randolph;
  • roteiro;
  • humor;
  • atmosfera;
  • desenvolvimento dos personagens.

Ponto fraco

A narrativa aposta em uma construção lenta e tradicional, podendo parecer previsível para quem procura uma história mais acelerada.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Os Rejeitados

O bonequinho começa entediado com a convivência entre os personagens, mas pouco a pouco se aproxima deles. No final, está emocionado e tentando disfarçar uma lágrima.


8. Barbie

Barbie, dirigido por Greta Gerwig, conseguiu transformar uma personagem conhecida mundialmente em ponto de partida para uma comédia sobre identidade, expectativas sociais e relações de gênero.

A produção apresenta uma versão idealizada da Barbielândia, onde diferentes versões da boneca vivem em um mundo aparentemente perfeito. A chegada de Barbie ao mundo real começa a desmontar essa visão.

Margot Robbie combina humor e vulnerabilidade, enquanto Ryan Gosling transforma Ken em um personagem muito mais importante do que o papel de simples acompanhante poderia sugerir.

A direção de arte é um dos maiores destaques. A Barbielândia utiliza cenários construídos fisicamente, cores fortes e referências visuais que remetem diretamente ao universo dos brinquedos.

O filme também utiliza números musicais para avançar a narrativa e explorar os conflitos dos personagens. Algumas das canções tornaram-se fenômenos culturais independentes da produção.

A força de Barbie está justamente na capacidade de equilibrar diferentes públicos. Existe uma comédia visual para quem deseja apenas diversão, mas também uma camada de discussão social para quem quer interpretar o filme além da superfície.

Ficha técnica de Barbie

  • Título brasileiro: Barbie
  • Título original: Barbie
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos e Reino Unido
  • Direção: Greta Gerwig
  • Roteiro: Greta Gerwig e Noah Baumbach
  • Elenco: Margot Robbie, Ryan Gosling, America Ferrera, Kate McKinnon, Issa Rae, Will Ferrell e Rhea Perlman
  • Gênero: Comédia, fantasia
  • Duração: 114 minutos
  • Fotografia: Rodrigo Prieto
  • Montagem: Nick Houy
  • Trilha sonora: Mark Ronson e Andrew Wyatt
  • Produção: David Heyman, Margot Robbie, Tom Ackerley e Robbie Brenner
  • Distribuição: Warner Bros. Pictures
  • Classificação indicativa: 12 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Direção de Greta Gerwig;
  • Margot Robbie;
  • Ryan Gosling;
  • direção de arte;
  • figurinos;
  • humor;
  • trilha sonora.

Ponto fraco

O roteiro divide sua atenção entre sátira, fantasia, comédia e comentário social, fazendo com que algumas ideias sejam desenvolvidas de maneira menos profunda do que outras.

Nota: ⭐⭐⭐⭐½ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Barbie

O bonequinho entra na sessão vestido de rosa. Durante os números musicais, fica empolgado, canta junto e, quando começa a discussão mais séria, cruza os braços e presta atenção. Sai da sala ainda pensando nas frases que ouviu.


9. Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

Homem-Aranha: Através do Aranhaverso elevou a animação de super-heróis a um nível visual extraordinariamente ambicioso.

A continuação acompanha Miles Morales em uma aventura pelo multiverso, introduzindo novas versões do Homem-Aranha e expandindo enormemente a linguagem visual criada no filme anterior.

A grande inovação está na maneira como diferentes universos possuem diferentes estilos de animação. O desenho, as cores, a iluminação e até a textura das imagens podem mudar de acordo com o personagem ou realidade apresentada.

Isso faz com que a animação deixe de ser apenas um instrumento para contar a história e passe a fazer parte da própria narrativa.

Miles continua sendo o centro emocional. Seu conflito está ligado não apenas à responsabilidade de ser um herói, mas também ao desejo de decidir o próprio destino.

A produção é extremamente rápida, mas mantém grande quantidade de informações visuais em cada cena. A montagem trabalha quase como uma composição musical, combinando movimento, cor, música e ação.

Daniel Pemberton também utiliza uma trilha dinâmica, construída para acompanhar a diversidade de estilos.

O filme recebeu ampla aclamação e foi indicado ao Oscar de Melhor Animação.

Ficha técnica de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

  • Título brasileiro: Homem-Aranha: Através do Aranhaverso
  • Título original: Spider-Man: Across the Spider-Verse
  • Ano: 2023
  • País: Estados Unidos
  • Direção: Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson
  • Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller e David Callaham
  • Elenco de voz: Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Brian Tyree Henry, Jake Johnson, Issa Rae, Daniel Kaluuya e Oscar Isaac
  • Gênero: Animação, ação, aventura, super-herói
  • Duração: 140 minutos
  • Montagem: Michael Andrews
  • Trilha sonora: Daniel Pemberton
  • Produção: Phil Lord, Christopher Miller, Amy Pascal, Avi Arad e Christina Steinberg
  • Distribuição: Sony Pictures
  • Classificação indicativa: 10 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Animação;
  • design visual;
  • trilha sonora;
  • ação;
  • personagens;
  • roteiro;
  • criatividade.

Ponto fraco

A história termina em um ponto de grande tensão e não oferece uma conclusão independente para todos os conflitos apresentados.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

O bonequinho passa a sessão inteira pulando na cadeira. Quando aparece uma nova versão do Homem-Aranha, ele aponta para a tela. Quando chegam os créditos, continua esperando que a aventura prossiga imediatamente.


10. Godzilla Minus One

Godzilla Minus One mostra que uma história de monstros gigantes pode ser simultaneamente espetáculo, drama humano e reflexão histórica.

Ambientado no Japão do pós-guerra, o filme acompanha personagens tentando reconstruir suas vidas enquanto o país enfrenta as consequências de um conflito devastador. A chegada de Godzilla transforma essa reconstrução em uma nova luta pela sobrevivência.

Takashi Yamazaki utiliza o monstro não apenas como ameaça física, mas como representação de um país traumatizado.

O protagonista Kōichi Shikishima carrega culpa e arrependimento, e sua trajetória dá ao filme uma dimensão emocional inesperada.

A produção também impressiona pelo uso dos efeitos visuais. O orçamento muito menor do que o de grandes blockbusters internacionais não impede que Godzilla seja apresentado com escala e força.

O som contribui enormemente para a presença do monstro. Cada aparição é construída como um acontecimento.

A produção venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, tornando-se um marco importante para o cinema japonês de monstros.

Ficha técnica de Godzilla Minus One

  • Título brasileiro: Godzilla Minus One
  • Título original: Godzilla Minus One
  • Ano: 2023
  • País: Japão
  • Direção: Takashi Yamazaki
  • Roteiro: Takashi Yamazaki
  • Elenco: Ryunosuke Kamiki, Minami Hamabe, Sakura Ando, Kuranosuke Sasaki e Yuki Yamada
  • Gênero: Ficção científica, ação, drama
  • Duração: 124 minutos
  • Fotografia: Kōzō Shibasaki
  • Montagem: Ryūji Miyajima
  • Trilha sonora: Naoki Satō
  • Produção: Minami Ichikawa e outros produtores da Toho
  • Distribuição: Toho
  • Classificação indicativa: 14 anos no Brasil

Pontos fortes

  • Efeitos visuais;
  • drama humano;
  • direção;
  • fotografia;
  • desenho de som;
  • construção de Godzilla;
  • contexto histórico.

Ponto fraco

Alguns personagens secundários são construídos de forma mais convencional do que os protagonistas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ 5 de 5 estrelas

O bonequinho de Godzilla Minus One

O bonequinho começa assustado, passa para o modo empolgado quando Godzilla aparece e termina emocionado. No meio da sessão, ele alterna entre querer fugir do monstro e torcer desesperadamente pelos personagens.


O que torna 2023 um ano tão importante para o cinema?

A força dos melhores filmes de 2023 está justamente na diversidade.

De um lado, Oppenheimer mostrou que um drama histórico de três horas poderia se transformar em um grande fenômeno popular. Do outro, Pobres Criaturas levou o público a um universo completamente particular.

Barbie demonstrou a força de uma produção baseada em uma propriedade cultural extremamente conhecida, enquanto Godzilla Minus One provou que uma produção japonesa poderia competir em impacto visual com os maiores espetáculos internacionais.

Já Vidas Passadas, Anatomia de uma Queda e Zona de Interesse mostraram diferentes maneiras de trabalhar relações humanas, memória, violência e responsabilidade.

Os melhores filmes de 2023 tiveram estilos muito diferentes

Não existe uma fórmula única para definir os melhores filmes de 2023.

Oppenheimer aposta na escala histórica. Assassinos da Lua das Flores utiliza a história real para discutir violência e exploração. Pobres Criaturas constrói uma fantasia visualmente extravagante.

Anatomia de uma Queda trabalha a dúvida. Vidas Passadas trabalha a possibilidade. Zona de Interesse trabalha o horror por meio da ausência.

Os Rejeitados aposta na intimidade, Barbie na sátira, Homem-Aranha: Através do Aranhaverso na experimentação visual e Godzilla Minus One no equilíbrio entre espetáculo e drama.

Qual é o melhor filme de 2023?

Em uma lista de melhores filmes de 2023, a resposta depende naturalmente do que cada espectador procura.

Quem gosta de grandes dramas históricos encontra em Oppenheimer uma produção de enorme escala. Quem prefere cinema autoral pode se interessar por Pobres Criaturas, Anatomia de uma Queda ou Zona de Interesse.

Para romance, Vidas Passadas oferece uma experiência delicada. Para uma mistura de humor e emoção, Os Rejeitados é uma escolha interessante.

Já quem procura entretenimento visual encontra propostas muito diferentes em Barbie, Homem-Aranha: Através do Aranhaverso e Godzilla Minus One.

Prêmios e reconhecimento dos filmes de 2023

A temporada de premiações confirmou a força de diversas produções presentes nesta Lista dos melhores Filmes de 2023.

Oppenheimer foi o grande destaque do Oscar, conquistando Melhor Filme, Direção, Ator, Ator Coadjuvante, Montagem, Fotografia e Trilha Sonora Original.

Pobres Criaturas também teve forte presença na premiação, especialmente pela vitória de Emma Stone como Melhor Atriz e pelas categorias técnicas.

Anatomia de uma Queda venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original, enquanto Zona de Interesse ganhou como Melhor Filme Internacional.

Godzilla Minus One conquistou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, tornando-se uma das principais surpresas da premiação.

Além disso, Vidas Passadas, Os Rejeitados, Barbie, Assassinos da Lua das Flores e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso também apareceram em importantes categorias e listas de destaque da temporada.

Conclusão

A Lista dos melhores Filmes de 2023 mostra um ano particularmente diverso, em que grandes sucessos comerciais e produções autorais conseguiram ocupar o mesmo espaço cultural.

Oppenheimer levou a história da ciência nuclear para o centro do cinema popular. Barbie transformou uma personagem conhecida em uma sátira social. Pobres Criaturas mostrou o potencial da fantasia autoral.

Assassinos da Lua das Flores, Anatomia de uma Queda, Vidas Passadas e Zona de Interesse provaram a força do cinema centrado em personagens, enquanto Os Rejeitados encontrou emoção em uma história aparentemente simples.

Na animação, Homem-Aranha: Através do Aranhaverso ampliou as possibilidades visuais do gênero. No cinema japonês, Godzilla Minus One demonstrou como efeitos visuais podem servir a uma história profundamente humana.

Por isso, mais do que uma simples relação de títulos, esta Lista dos melhores Filmes de 2023 representa a variedade de caminhos que o cinema encontrou naquele ano. São filmes capazes de provocar reflexão, emoção, surpresa, diversão e, em alguns casos, a vontade imediata de assistir novamente para descobrir novos detalhes.

Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.

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Caso o título Lista dos melhores Filmes de 2023 esteja protegido por direitos autorais, você assistirá, neste artigo, a um filme gratuito disponível no YouTube que seja o mais parecido, sem ferir os direitos autorais de Lista dos melhores Filmes de 2023. Aqui no Flogão, funciona de forma semelhante à banca de sucos do Chaves: “-O que parece de limão é de groselha e tem gosto de tamarindo. -Isso isso isso isso...”

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