Como foram os primeiros conteúdos do GloboPop, o novo aplicativo de vídeos verticais da Globo
Encontrar a “primeira postagem” de uma plataforma costuma parecer uma tarefa simples. Em redes sociais como Orkut, Reddit, Mastodon ou Friendster, a pergunta normalmente significa descobrir qual foi o primeiro perfil, a primeira mensagem, a primeira publicação ou o primeiro conteúdo produzido por um usuário.
No caso do GloboPop, porém, a história é diferente.
Lançado oficialmente pela Globo em 13 de abril de 2026, o GloboPop nasceu como uma plataforma de vídeos curtos e verticais com curadoria editorial, e não como uma rede social aberta na qual qualquer pessoa cria uma conta e publica livremente. A própria Globo define o produto como uma plataforma de mídia social curada e afirma que não permite postagem livre de conteúdo.
Isso muda completamente a maneira de investigar suas primeiras publicações.
Em vez de procurar um suposto “post nº 1” de um usuário desconhecido, é necessário reconstruir a história a partir dos primeiros conteúdos verticais produzidos pela Globo, dos testes que antecederam o aplicativo, das primeiras produções originalmente pensadas para celular, do lançamento da plataforma e dos primeiros “palcos” editoriais disponibilizados ao público.
E essa investigação revela que a história do GloboPop começou antes de o aplicativo existir oficialmente.
1. O GloboPop começou a nascer antes do próprio aplicativo
Embora o aplicativo tenha sido lançado somente em 2026, a estratégia que desembocaria no GloboPop começou a ser construída anteriormente.
A Globo vinha aumentando sua produção de vídeos verticais para plataformas como TikTok e outros ambientes digitais. O g1, por exemplo, passou a investir fortemente nesse formato e chegou a desenvolver uma estratégia chamada internamente de “vertical first”. Em 2025, o portal chegou a uma média de 64 vídeos verticais publicados por dia e acumulava 8,5 milhões de seguidores no TikTok no fim daquele ano.
Ao mesmo tempo, a Globo começou a experimentar uma linguagem ainda mais específica para o celular: os microdramas, ou “novelinhas verticais”.
A empresa informa que os Estúdios Globo passaram a produzir esse tipo de conteúdo em novembro de 2025, criando episódios muito curtos pensados para consumo na tela do celular.
Essas experiências são importantes porque representam os antecedentes diretos do conteúdo que posteriormente seria reunido no GloboPop.
2. “Tudo por uma Segunda Chance” foi um dos primeiros grandes experimentos verticais da Globo
Entre os primeiros projetos dessa nova fase estava Tudo por uma Segunda Chance, uma produção concebida para o formato de novela vertical.
A trama foi protagonizada por nomes como Jade Picon, Débora Ozório e Daniel Rangel e serviu como um dos principais laboratórios da Globo para experimentar histórias extremamente curtas, produzidas para a linguagem do celular.
A produção chegou a ultrapassar 1 milhão de visualizações no dia de sua estreia, segundo a própria Globo.
Isso é importante para a história das “primeiras postagens” porque demonstra que o conteúdo do GloboPop não surgiu do zero em 13 de abril de 2026.
Quando o aplicativo foi lançado, a Globo já possuía uma biblioteca de conteúdos verticais, experiências editoriais e conhecimento acumulado sobre como adaptar sua programação para o formato.
Por isso, “Tudo por uma Segunda Chance” pode ser considerado um dos principais antecedentes editoriais do GloboPop, embora não seja correto afirmar que tenha sido o primeiro vídeo publicado dentro do aplicativo.
3. O projeto GloboPop começou a ser revelado publicamente em janeiro de 2026
A existência do novo aplicativo começou a aparecer na imprensa antes de seu lançamento.
Em 21 e 22 de janeiro de 2026, veículos especializados noticiaram que a Globo estava preparando uma plataforma própria de vídeos curtos, inicialmente conhecida internamente como Globopop.
As informações indicavam que o projeto seria gratuito e reuniria conteúdos originais da Globo, vídeos verticais e materiais provenientes de diferentes áreas da empresa.
Naquele momento, porém, o produto ainda não era uma plataforma pública.
Isso significa que janeiro de 2026 representa um dos primeiros registros públicos documentados do projeto GloboPop, mas não uma primeira postagem do aplicativo.
A diferença é fundamental:
projeto anunciado ≠ aplicativo lançado ≠ primeiro conteúdo publicado.
4. O aplicativo apareceu nas lojas antes do grande lançamento público
O lançamento oficial aconteceu em 13 de abril de 2026, mas o aplicativo já havia aparecido nas lojas alguns dias antes, durante uma fase de testes.
Reportagem publicada no dia do lançamento registrou que o aplicativo estava disponível nas lojas havia aproximadamente dez dias, antes de a Globo começar a divulgá-lo de maneira ampla em sua programação.
Isso cria uma pequena diferença entre três momentos:
primeiros testes/disponibilidade: início de abril de 2026;
lançamento oficial: 13 de abril de 2026;
grande campanha de divulgação: a partir de 13 de abril de 2026.
Assim, se alguém procurar “o primeiro dia do GloboPop” apenas pela data oficial de lançamento, estará ignorando essa fase inicial.
5. O dia 13 de abril de 2026 marca o nascimento oficial do GloboPop
O grande marco histórico ocorreu em 13 de abril de 2026.
Foi nessa segunda-feira que a Globo anunciou oficialmente o GloboPop como seu novo aplicativo gratuito de vídeos curtos e verticais.
A plataforma passou a reunir conteúdos do elenco da Globo, criadores convidados e diferentes áreas do grupo, incluindo g1, ge e gshow, além de jornalismo, entretenimento, esportes, novelas, realities e outros conteúdos.
A própria Globo descreveu o produto como uma experiência pensada para o consumo pelo celular.
O conceito não era simplesmente colocar os vídeos existentes em outro aplicativo. A proposta era reorganizar conteúdos conhecidos em uma linguagem vertical, mais rápida e adequada aos pequenos períodos de consumo no celular.
6. A primeira leva de “palcos” reuniu diferentes áreas da Globo
Uma das características mais importantes do GloboPop desde o primeiro dia foi a organização dos conteúdos em “palcos”.
Em vez de reproduzir exatamente o conceito tradicional de perfil de rede social, o GloboPop utiliza esses espaços para reunir conteúdos de determinadas marcas, programas, personalidades, editorias e comunidades temáticas.
No lançamento, estavam presentes espaços ligados ao gshow, g1 e ge, além de conteúdos de outros núcleos da Globo e de criadores convidados.
No caso do gshow, por exemplo, o palco reunia novelas, realities, famosos, festivais e entretenimento.
Já o g1 passou a utilizar o aplicativo para distribuir notícias, explicações rápidas, bastidores da apuração e participações de jornalistas.
O ge levou para a plataforma vídeos de futebol e outros esportes, incluindo lances, notícias, programas e conteúdos especiais.
Portanto, não existe um único “perfil fundador” do GloboPop.
A plataforma nasceu praticamente como um ecossistema editorial inteiro.
7. “Carminha” foi um dos conteúdos mais emblemáticos da estreia
Um dos conteúdos mais importantes do lançamento foi Carminha, uma novelinha vertical construída a partir de cenas de Avenida Brasil.
O projeto foi disponibilizado no GloboPop no próprio dia 13 de abril de 2026.
Em vez de simplesmente republicar episódios da novela, a Globo reorganizou cenas, diálogos e situações envolvendo a personagem interpretada por Adriana Esteves para criar uma narrativa específica para o formato vertical.
A produção possui 65 episódios.
Esse lançamento é particularmente importante para a história do GloboPop porque demonstra uma das principais características da plataforma desde o nascimento: transformar o gigantesco acervo audiovisual da Globo para uma linguagem pensada para o celular.
Assim, parte dos primeiros conteúdos do aplicativo não era necessariamente material completamente inédito.
Eram também novas maneiras de apresentar histórias que o público já conhecia.
8. O lançamento também trouxe mais de 25 criadores externos
O GloboPop não foi criado exclusivamente para distribuir conteúdo produzido internamente pela Globo.
Desde sua estreia, a plataforma também incorporou criadores externos.
Segundo a Globo, a primeira formação do serviço envolvia mais de 25 criadores de conteúdo externos e cerca de 30 nomes do elenco da própria Globo. Entre os nomes associados ao lançamento estavam Sofia Santino, Tet Trem e Tati Machado, que foram apresentados como embaixadores do projeto.
Isso ajuda a entender outra característica histórica do GloboPop.
Ele nasceu como uma plataforma híbrida:
parte televisão;
parte portal de notícias;
parte produção audiovisual original;
parte conteúdo de criadores;
parte adaptação de acervo histórico.
Essa combinação diferencia o GloboPop de uma plataforma baseada exclusivamente em conteúdo produzido pelos usuários.
9. A primeira grande campanha do GloboPop chegou à televisão
Outro registro histórico do lançamento aconteceu dentro da própria programação da Globo.
Na noite de 13 de abril de 2026, uma chamada especial do GloboPop foi exibida na televisão, inclusive durante a programação relacionada ao BBB 26.
O material reunia talentos da televisão e da internet para apresentar o novo aplicativo.
Mais cedo, os participantes do reality também haviam recebido informações sobre o lançamento dentro da casa.
Esse episódio é importante porque mostra que o GloboPop não surgiu como um aplicativo independente tentando conquistar audiência sozinho.
Ele foi lançado apoiado por uma das maiores estruturas de distribuição de conteúdo do Brasil: televisão aberta, portais, programas, artistas, jornalismo, entretenimento e publicidade da própria Globo.
10. O primeiro conteúdo jornalístico do GloboPop veio de uma operação que já era vertical
O g1 também entrou no GloboPop desde o início.
Mas, novamente, é incorreto imaginar que os primeiros vídeos jornalísticos do aplicativo tenham sido produzidos somente depois de 13 de abril.
O g1 já vinha desenvolvendo uma operação especializada em vídeos verticais há anos.
Em 2023, o portal aumentou fortemente sua produção nesse formato e passou a trabalhar com uma equipe dedicada. No final de 2024, já produzia aproximadamente 25 vídeos por dia para o TikTok; em 2025, a média chegou a 64 publicações diárias.
Quando o GloboPop nasceu, essa estrutura passou a alimentar também a nova plataforma.
O aplicativo recebeu vídeos com:
- notícias do dia;
- explicações rápidas;
- bastidores da apuração;
- participação de jornalistas;
- conteúdos de editorias;
- esportes;
- cultura;
- ciência;
- saúde;
- projetos especiais.
O g1 também ganhou palcos específicos, como g1 Política, g1 Pop & Arte, g1 Saúde e Fato ou Fake.
Isso significa que os primeiros conteúdos jornalísticos do GloboPop devem ser entendidos como parte de uma operação editorial que já existia antes do aplicativo.
Afinal, qual foi a primeira postagem do GloboPop?
Essa é a pergunta mais difícil — e a resposta precisa ser dada com cuidado.
Não existe, até o momento, um registro público confiável que permita identificar qual foi o primeiro vídeo individual publicado no GloboPop.
E há uma razão estrutural para isso.
O GloboPop não funciona como uma rede social tradicional em que cada usuário cria livremente uma publicação. A própria documentação comercial da Globo afirma que a plataforma não permite postagem livre de conteúdo.
Consequentemente, não existe uma sequência pública equivalente a:
Postagem nº 1
Postagem nº 2
Postagem nº 3
como poderia ocorrer em bancos de dados de redes sociais antigas.
Também não há, publicamente, um arquivo oficial que mostre o histórico completo da ordem de publicação dos primeiros vídeos do aplicativo.
Por isso, qualquer página que simplesmente escolha um vídeo e declare “este foi o primeiro GloboPop” estaria indo além das evidências disponíveis.
E quem foi o primeiro usuário do GloboPop?
Também não é possível estabelecer publicamente quem foi o primeiro usuário.
O acesso exige uma Conta Globo, mas isso não significa que o primeiro cadastro da Conta Globo seja o primeiro usuário do GloboPop.
Da mesma forma, as pessoas que participaram dos testes internos ou da fase inicial de disponibilidade do aplicativo não tiveram seus registros de acesso publicados como uma lista histórica.
Portanto, três coisas diferentes não devem ser confundidas:
primeira Conta Globo: não é necessariamente o primeiro usuário do GloboPop;
primeiro usuário a testar o aplicativo: não foi publicamente identificado;
primeira pessoa a assistir a um vídeo: também não é conhecida.
Os 10 registros mais antigos da história do GloboPop
A partir das evidências públicas disponíveis, é possível montar a seguinte cronologia dos primeiros registros conhecidos:
1. Novembro de 2025 — início da produção de microdramas
A Globo informa que começou a produzir microdramas, ou “novelinhas”, em novembro de 2025. Eles formaram uma das bases criativas para a futura plataforma vertical.
2. Novembro de 2025 — “Tudo por uma Segunda Chance”
A primeira grande produção vertical da Globo ganhou circulação nas redes e posteriormente se tornou parte do ecossistema de conteúdo que alimentaria o GloboPop. A produção ultrapassou 1 milhão de visualizações no dia de sua estreia.
3. Janeiro de 2026 — o projeto GloboPop aparece publicamente
Reportagens revelaram que a Globo estava desenvolvendo um aplicativo próprio de vídeos curtos, então chamado internamente de Globopop.
4. Início de abril de 2026 — primeiros testes públicos
O aplicativo apareceu nas lojas antes da campanha oficial de lançamento e passou por uma fase inicial de testes de aproximadamente dez dias.
5. 13 de abril de 2026 — lançamento oficial
A Globo anunciou oficialmente o GloboPop como aplicativo gratuito de vídeos curtos e verticais.
6. 13 de abril de 2026 — primeiros “palcos” editoriais
gshow, g1, ge e outras áreas da Globo passaram a ocupar espaços próprios dentro da plataforma.
7. 13 de abril de 2026 — estreia de “Carminha”
A novelinha vertical baseada em Avenida Brasil chegou ao GloboPop com 65 episódios.
8. 13 de abril de 2026 — chamada oficial do aplicativo na televisão
O lançamento foi promovido na programação da Globo e recebeu uma chamada especial exibida durante a noite, incluindo divulgação relacionada ao BBB 26.
9. Abril de 2026 — entrada do jornalismo do g1
O g1 passou a disponibilizar no GloboPop notícias, explicações, bastidores e vídeos jornalísticos, aproveitando uma operação vertical que já vinha sendo desenvolvida anteriormente.
10. 2026 — consolidação do modelo de mídia curada
O GloboPop passou a reunir conteúdos de entretenimento, notícias, esportes, música, realities, novelas, microdramas, bastidores e criadores externos dentro de uma experiência vertical personalizada.
GloboPop não nasceu como uma nova rede social
Esse talvez seja o ponto mais importante para entender a história do aplicativo.
Apesar de frequentemente ser descrito na imprensa como uma espécie de “nova rede social” ou comparado a plataformas de vídeos curtos, a própria Globo faz uma distinção.
O GloboPop é apresentado comercialmente como uma plataforma de vídeos verticais, com conteúdo curado e sem postagem livre dos usuários.
O público pode assistir, reagir, comentar, compartilhar e seguir seus palcos preferidos, mas não existe o mesmo modelo de publicação aberta encontrado em TikTok, Instagram, X, Reddit ou Orkut.
Essa característica torna impossível aplicar ao GloboPop exatamente a mesma metodologia usada para descobrir as primeiras postagens de redes sociais históricas.
O que pode ser considerado a “primeira postagem” do GloboPop?
Se a expressão for usada de maneira ampla, há pelo menos quatro candidatos conceituais:
Primeiro conteúdo antecedente: as primeiras produções de microdramas da Globo em 2025.
Primeiro projeto vertical de grande escala: “Tudo por uma Segunda Chance”.
Primeiro conteúdo diretamente associado ao lançamento: a programação de vídeos disponibilizada no dia 13 de abril de 2026.
Primeiro grande conteúdo original de estreia do aplicativo: “Carminha”.
Nenhum deles, entretanto, pode ser apresentado honestamente como “o primeiro vídeo absoluto do GloboPop” sem acesso ao banco interno de publicações da plataforma.
O GloboPop e a transformação do conteúdo da Globo
A importância histórica do GloboPop não está apenas no aplicativo.
Ele representa uma mudança na maneira como a Globo distribui sua produção.
Durante décadas, a televisão foi organizada em torno da programação linear: novela em determinado horário, jornal em determinado horário, programa em determinado horário.
A internet desmontou essa lógica.
Primeiro vieram os portais. Depois, vídeos sob demanda. Em seguida, redes sociais. Posteriormente, vídeos verticais e algoritmos de recomendação.
O GloboPop é uma resposta da Globo a essa última transformação.
Em vez de esperar que o usuário procure um programa específico, a plataforma oferece um feed vertical contínuo, no qual notícias, entretenimento, esporte, humor, dramaturgia e conteúdos de criadores podem aparecer sucessivamente.
A própria Globo descreve a experiência como voltada aos chamados “micromomentos” da rotina.
Um arquivo vivo do conteúdo da Globo
Outro aspecto que torna o GloboPop particularmente interessante para pesquisadores da história da internet brasileira é a utilização do enorme acervo da Globo.
Desde os primeiros dias, a empresa passou a adaptar personagens, cenas e acontecimentos antigos para o formato vertical.
“Carminha” é um exemplo perfeito.
Em vez de simplesmente disponibilizar Avenida Brasil inteira, o aplicativo transforma a personagem e seus momentos mais conhecidos em uma nova narrativa vertical.
Isso cria algo curioso:
o GloboPop é uma plataforma nova que também funciona como uma nova camada de distribuição para conteúdos antigos.
Portanto, sua história não é composta somente por vídeos produzidos em 2026.
Ela também contém fragmentos de décadas da televisão brasileira reorganizados segundo a linguagem da internet.
Quantos conteúdos o GloboPop tinha no lançamento?
A Globo não publicou, nas fontes públicas consultadas, um número fechado de vídeos existentes no catálogo no primeiro dia.
O que foi divulgado foi a dimensão da estrutura editorial.
O lançamento reunia mais de 25 criadores externos, aproximadamente 30 nomes do elenco da Globo e conteúdos provenientes de diferentes produtos do grupo.
Também havia conteúdo de:
- g1;
- ge;
- gshow;
- novelas;
- realities;
- jornalismo;
- esportes;
- entretenimento;
- música;
- humor;
- microdramas;
- bastidores;
- acervo audiovisual da Globo.
Portanto, a estreia não foi construída em torno de um único vídeo.
Foi uma espécie de grande catálogo inicial, preparado para que o usuário encontrasse conteúdo imediatamente ao abrir o aplicativo.
A evolução do GloboPop depois do lançamento
A plataforma continuou recebendo conteúdos ao longo de 2026.
O g1, por exemplo, passou a publicar regularmente seus conteúdos jornalísticos dentro do aplicativo, enquanto diferentes editorias ganharam palcos próprios.
O modelo também passou a incorporar conteúdos ligados a acontecimentos esportivos, entretenimento, celebridades e eventos.
No segundo semestre de 2026, o GloboPop já aparecia incorporado de forma recorrente às páginas e conteúdos digitais da Globo, demonstrando que deixou de ser apenas um projeto experimental e passou a integrar a estratégia de distribuição digital do grupo.
Na Google Play, a página oficial do aplicativo também passou a registrar mais de 1 milhão de downloads, além de atualizações posteriores do aplicativo.
Por que não existe um “primeiro post” preservado?
Em redes sociais antigas, a primeira postagem muitas vezes sobrevive porque usuários, pesquisadores ou arquivistas conseguiram preservar páginas antigas.
O GloboPop enfrenta uma situação diferente.
É uma plataforma extremamente recente e fechada editorialmente. Os conteúdos são apresentados dentro de um aplicativo móvel e a ordem do feed é personalizada.
Isso dificulta a reconstrução histórica.
O vídeo que aparece primeiro para uma pessoa pode não ser o mesmo vídeo que aparece primeiro para outra.
Além disso, um conteúdo pode ser inserido, removido, reordenado ou substituído sem que exista uma página pública permanente contendo sua posição original.
Por isso, daqui a alguns anos, pesquisadores provavelmente precisarão recorrer a:
- capturas de tela;
- versões antigas do aplicativo;
- páginas arquivadas;
- registros das lojas de aplicativos;
- publicações oficiais da Globo;
- anúncios de lançamento;
- vídeos promocionais;
- bancos de dados internos, se algum dia forem disponibilizados.
O registro histórico mais seguro do nascimento do GloboPop
Com as informações atualmente disponíveis, a cronologia mais segura é:
2025: Globo intensifica a produção de conteúdos verticais e microdramas.
Novembro de 2025: a empresa começa a produzir as chamadas “novelinhas” verticais.
Final de 2025: “Tudo por uma Segunda Chance” torna-se um dos principais experimentos da nova linguagem.
Janeiro de 2026: o projeto de um aplicativo próprio de vídeos curtos, chamado internamente de Globopop, é revelado.
Início de abril de 2026: começam os testes públicos do aplicativo.
13 de abril de 2026: lançamento oficial do GloboPop.
13 de abril de 2026: estreia da estrutura de palcos editoriais.
13 de abril de 2026: “Carminha” chega ao aplicativo.
Abril de 2026 em diante: g1, ge, gshow, talentos da Globo e criadores externos ampliam o catálogo.
Segundo semestre de 2026: o aplicativo passa a fazer parte regular da estratégia de distribuição digital da Globo.
Então qual é o verdadeiro “primeiro registro” do GloboPop?
A resposta mais rigorosa é:
o primeiro registro absoluto de uma publicação individual do GloboPop não está publicamente identificado.
O que pode ser documentado é o nascimento progressivo da plataforma.
O primeiro capítulo começa nos experimentos de vídeo vertical da Globo em 2025. Depois vem a produção de microdramas. Em janeiro de 2026, o projeto do aplicativo aparece publicamente. No início de abril, começam os testes. Finalmente, em 13 de abril, o GloboPop é lançado oficialmente.
Por isso, ao contrário de plataformas como Orkut, Reddit, Mastodon ou Minecraft, não existe hoje uma página histórica que permita apontar para um conteúdo e dizer:
“este foi definitivamente o primeiro post do GloboPop.”
E afirmar algo diferente seria transformar uma reconstrução histórica em uma certeza que as evidências disponíveis não sustentam.
GloboPop em números e datas
| Registro | Informação |
|---|---|
| Projeto | GloboPop |
| Empresa | Globo |
| Categoria | Plataforma de vídeos curtos e verticais |
| Desenvolvimento público conhecido | 2026 |
| Antecedentes editoriais | Vídeos verticais e microdramas de 2025 |
| Primeira grande produção vertical associada | Tudo por uma Segunda Chance |
| Lançamento oficial | 13 de abril de 2026 |
| Sistema | Android e iOS |
| Modelo | Gratuito |
| Estrutura | Feed vertical + palcos editoriais |
| Publicação livre do usuário | Não |
| Primeiro usuário | Não identificado publicamente |
| Primeiro vídeo absoluto | Não identificado publicamente |
| Conteúdo de estreia de grande destaque | Carminha |
| Criadores externos no lançamento | Mais de 25 |
| Nomes do elenco Globo no lançamento | Cerca de 30 |
| Embaixadores anunciados | Sofia Santino, Tet Trem e Tati Machado |
As informações sobre o lançamento, estrutura e composição inicial são baseadas nas divulgações da própria Globo e nos registros públicos disponíveis sobre o aplicativo.
Onde acompanhar os registros do GloboPop
O aplicativo está disponível oficialmente para Android e iOS. A página do aplicativo na Google Play permite acompanhar a descrição, as atualizações e os dados públicos de distribuição.
A própria Globo também mantém informações comerciais e institucionais sobre a plataforma, incluindo a definição do GloboPop como seu ambiente de vídeos verticais.
Conclusão
O GloboPop entrou para a história da internet brasileira em 13 de abril de 2026, mas sua história começou alguns meses antes.
Sua origem está ligada à transformação dos hábitos de consumo audiovisual: vídeos cada vez mais curtos, telas verticais, consumo pelo celular, microdramas e distribuição algorítmica.
A diferença é que a Globo decidiu construir uma plataforma própria para reunir esse conteúdo, combinando produção original, jornalismo, esportes, entretenimento, celebridades, criadores externos e décadas de acervo televisivo.
O resultado foi uma plataforma que nasceu grande desde o primeiro dia.
Mas justamente por não funcionar como uma rede social aberta, o GloboPop apresenta uma dificuldade inédita para esta série: não existe, até agora, um primeiro post individual publicamente comprovável.
O que existe é algo talvez ainda mais interessante do ponto de vista histórico: a documentação de como uma das maiores empresas de mídia do Brasil transformou sua experiência de televisão, portais e redes sociais em uma nova plataforma criada especificamente para a era do vídeo vertical.
E é essa sequência — dos primeiros experimentos verticais de 2025 ao lançamento do aplicativo em abril de 2026 — que constitui, por enquanto, o registro mais completo dos primeiros dias do GloboPop.
Por: Alexandre lavrador. Opinião do Blogueiro.
Por favor, não esqueça de colocar este link como Referência Bibliográfica em sua Publicação:
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